outubro 2023

31 de outubro de 2023

LITURGIA DE 31 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 8,18-25), de impregnar-nos da consciência de que os sofrimentos dessa vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos aguarda para se manifestar – que no devido tempo teremos a graça de ver manifestada. Toda a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus, com a esperança de poder se libertar da vaidade, da corrupção, da escravidão do pecado e então poder participar da gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Tais santas palavras instam-nos à consciência de que toda a criação geme e sofre como que dores de parto pelo afastamento da verdade divina, vivendo cambaleante, caindo de abismo em abismo, de ilusão em ilusão, procurando de todas as formas preencher o vazio que jamais se satisfaz com os devaneios humanos, as vãs doutrinas... Nós, que cremos, que temos as primícias do Espírito, que já desfrutamos de imensos benefícios espirituais – que vão nos surpreendendo, dia a dia, desde que abraçamos a fé - ainda assim passamos por momentos de aflição, aguardando a adoção divina, a redenção de nosso corpo... Pela esperança, fomos salvos; pela fé direcionamos o viver pelas orientações divinas e não mais estamos definhando, caindo despenhadeiro abaixo, nem mais afundando-nos no fétido pântano do pecado. Com tal imensa consolação, pacientemente aguardamos o que está reservado aos que perseveram na fé! Sejamos generosos em nossa atuação missionária para levar a mais e mais pessoas essa imensa consolação! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 125), adaptando-o à nossa realidade: Quando o Senhor nos resgatou da vida decadente em que vivíamos longe dele – quando nos oportunizou converter-nos para seguir a senda divina, sentimo-nos como que sonhando. Em nossa boca passaram a manifestar-se expressões de alegria, e em nossos lábios cânticos de triunfo. O Senhor fez por nós grandes coisas e temos todas as razões para vivermos exultantes de alegria! Mudastes, Senhor, a nossa sorte, como as torrentes nos desertos do sul. Convosco, ao vosso lado, podemos até semear entre lágrimas, mas recolheremos com alegria. No decorrer da jornada, até podemos caminhar chorando em alguns momentos, porém se perseverarmos levando as vossas sementes a espargir, retornaremos com muita alegria, trazendo os feixes da abundante colheita por vós abençoada! O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele a impregnar-nos da consciência da prodigalidade divina que faz crescer o Reino de Deus - em que pese as ervas daninhas e o joio que o maligno infiltra nele. Um bom parâmetro para compreendermos como isso ocorre é o nosso terreno interior. A Palavra de Deus, tão simples, vai tomando uma proporção tão grande, fazendo crescer nosso amor por tudo o que é de Deus, com o que o Reino de Deus se faz presente em nossas mentes e corações como a mostarda da parábola: de uma ínfima semente, se torna uma planta robusta e vicejante. Porém o maligno também joga a sua "semente" e nos tenta de todas as formas para decairmos e desse modo voltarmos a ser seus escravos. Vigiemos, pois, e oremos com perseverança, determinados a avançar na senda da fé, cientes de que a atitude vigilante com a oração constante é o fermento que leveda a massa de nossa fé e assim jamais decairemos!
30 de outubro de 2023

LITURGIA DE 30 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 8,12-17), de impregnar-nos da consciência de que não somos devedores da carne para viver segundo a carne. Cumpre-nos, pois, mortificar as obras da carne e conduzir-nos pelo Espírito de Deus, agindo como seus filhos, pois não recebemos um espírito de escravidão para viver temerosamente, mas sim o espírito de adoção filial para clamar: Aba! Pai! (Querido Deus, papaizinho querido!) Somos seus filhos adotivos, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. Estejamos dispostos a enfrentar tudo o que for necessário, juntando nossos sofrimentos ao de Cristo, e com ele também seremos glorificados! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 67): Levanta-se Deus; eis que se dispersam seus inimigos, e fogem diante dele os que o odeiam. Eles se dissipam como a fumaça, como a cera que se derrete ao fogo. Assim perecem os maus diante de Deus. Os justos, porém, exultam e se rejubilam em sua presença, e transbordam de alegria. Cantai à glória de Deus, cantai um cântico ao seu nome, abri caminho para o que em seu carro avança pelo deserto. Senhor é o seu nome, exultai em sua presença. É o pai dos órfãos e o protetor das viúvas, esse Deus que habita num templo santo. Aos abandonados Deus preparou uma casa, conduz os cativos à liberdade e ao bem-estar; só os rebeldes ficam num deserto ardente [...]. O Santo Evangelho (Lc 13,10-17) compele a empenhar-nos denodadamente para seguir Jesus e ser instrumentos ao seu serviço para contribuir na cura e libertação daqueles que são oprimidos, de forma especial, pelas doenças espirituais. Que muitos possam glorificar a Deus por suas maravilhas e que possamos contribuir para irradiá-las a cada vez mais pessoas. Que nos mantenhamos vigilantes e orantes, buscando nos sintonizar constantemente com o Espírito Santo para mantermos o reto discernimento e não cairmos nas tentações do maligno que busca confundir os incautos, como fez com os fariseus no tempo de Jesus, os quais se tornaram fanáticos da letra e cegos ao espírito, tendo, por isso, recriminado Jesus por realizar curas em dias de sábado. Que sigamos o exemplo de Jesus e estejamos sempre prontos a amar e servir, seja onde e quando for que se apresentem as oportunidades para tal!
29 de outubro de 2023

LITURGIA DE 29 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM

As santas palavras e ensinamentos da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Ex 22,20-26), de amarmos o Senhor Deus sobre todas as coisas, não praticando a idolatria, o que leva a desviar o tempo e a energia que devem ser dedicados ao Deus verdadeiro. E de amarmos os nossos circunstantes, os que de nós se aproximam, como a nós próprios, em atos: não maltratando, não oprimindo, não prejudicando e não explorando, mas, ao contrário, sendo benevolentes, generosos, prestativos e caridosos. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 17):Eu vos amo, Senhor, minha força! 3.O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio, meu escudo, força de minha salvação e minha cidadela. 4.Invoco o Senhor, digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos. As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 1,5c-10) compelem-nos a seguir os exemplos dos tessalonicenses destacados por São Paulo: reconhecendo o valor dos que se empenham pela salvação; nos fazendo imitadores de Jesus; recebendo a palavra, ainda que em meio a muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo - de modo a nos tornarmos modelos de fidelidade e ressoando a palavra do Senhor por toda parte, propagando a fé para todos os que conosco tiverem algum contato. Que como eles, acolhamos os portadores da Palavra do Senhor e abandonemos os ídolos (tudo o que nos faz desviar a aplicação do nosso precioso tempo em nos aprofundarmos no conhecimento das coisas de Deus e na sua prática), nos convertendo dia a dia para melhor servir o Deus vivo e verdadeiro, vivendo cada vez mais em fina sintonia com Jesus - que nos livra da ira iminente que nos assolava, bem como de tudo o que não seja amar a Deus e ao próximo. O Santo Evangelho (Mt 22,34-40) compele a nos empenharmos denodadamente na prática do que Jesus ensinou: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5). Este é o maior e o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.
28 de outubro de 2023

LITURGIA DE 28 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – SANTOS SIMÃO E JUDAS TADEU – APÓSTOLOS

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 7,18-25a), de nos impregnarmos da consciência de que a natureza humana é conspurcada, tendente ao pecado, ao mal - pois mesmo querendo o bem, nos deparamos com expressivas dificuldades para efetuá-lo. Por exemplo: muito embora desejemos atuar com caridade e candura, vemo-nos arrastados a atuar distantes de tais propósitos, não fazendo o bem que queríamos, mas o mal que não queremos. Se não fazemos o bem que queremos, tornamo-nos como que instrumentos do maligno para perpetrar obras pecaminosas que a natureza conspurcada pelo pecado insta a praticar, de modo que, mesmo querendo fazer o bem, deparamo-nos com o mal. Ainda que nos deleitemos com os desígnios divinos no íntimo de nossos seres, sabedores de suas excelências e cientes de que por eles devemos nos pautar, sentimos em nossos membros a atuação de outros desígnios, que se contrapõem ao espiritual e prendem ao pecado, gerando infelicidade. Sentindo nos membros a lei do pecado que luta contra a lei do espírito, tornamo-nos infelizes, presos ao corpo que acarreta a morte, porém graças sejam dadas a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor, que nos sustém nessa luta e nos orienta pelos caminhos da cura e libertação! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 118): Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; oxalá se firmem os meus passos na observância de vossas leis. Não serei então confundido, se fixar os olhos nos vossos mandamentos. Louvar-vos-ei com reto coração, uma vez instruído em vossos justos decretos. Guardarei as vossas leis; não me abandoneis jamais. Como um jovem manterá pura a sua vida? Sendo fiel às vossas palavras. De todo o coração eu vos procuro; não permitais que eu me aparte de vossos mandamentos. O Santo Evangelho (Lc 12,54-59) nos compele empenhar-nos para discernir a realidade espiritual, a nos tornarmos atentos aos sinais do espírito tanto quanto - ou mais - do que às coisas do mundo material, buscando dominar com profundo conhecimento os aspectos do céu e da terra, e da mesma forma a realidade espiritual. Concita-nos a julgar por nós mesmos o que é justo, a antecipar-nos em fazer o que é certo, a ordenar nossas vidas conforme os desígnios divinos, para que não nos aconteça de sermos encontrados em falta quando chegar o momento de prestar contas junto ao juízo divino.
27 de outubro de 2023

LITURGIA DE 27 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 7,18-25a), de nos impregnarmos da consciência de que a natureza humana é conspurcada, tendente ao pecado, ao mal - pois mesmo querendo o bem, nos deparamos com expressivas dificuldades para efetuá-lo. Por exemplo: muito embora desejemos atuar com caridade e candura, vemo-nos arrastados a atuar distantes de tais propósitos, não fazendo o bem que queríamos, mas o mal que não queremos. Se não fazemos o bem que queremos, tornamo-nos como que instrumentos do maligno para perpetrar obras pecaminosas que a natureza conspurcada pelo pecado insta a praticar, de modo que, mesmo querendo fazer o bem, deparamo-nos com o mal. Ainda que nos deleitemos com os desígnios divinos no íntimo de nossos seres, sabedores de suas excelências e cientes de que por eles devemos nos pautar, sentimos em nossos membros a atuação de outros desígnios, que se contrapõem ao espiritual e prendem ao pecado, gerando infelicidade. Sentindo nos membros a lei do pecado que luta contra a lei do espírito, tornamo-nos infelizes, presos ao corpo que acarreta a morte, porém graças sejam dadas a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor, que nos sustém nessa luta e nos orienta pelos caminhos da cura e libertação! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 118): Felizes aqueles cuja vida é pura, e seguem a lei do Senhor. Felizes os que guardam com esmero seus preceitos e o procuram de todo o coração; e os que não praticam o mal, mas andam em seus caminhos. Impusestes vossos preceitos, para serem observados fielmente; oxalá se firmem os meus passos na observância de vossas leis. Não serei então confundido, se fixar os olhos nos vossos mandamentos. Louvar-vos-ei com reto coração, uma vez instruído em vossos justos decretos. Guardarei as vossas leis; não me abandoneis jamais. Como um jovem manterá pura a sua vida? Sendo fiel às vossas palavras. De todo o coração eu vos procuro; não permitais que eu me aparte de vossos mandamentos. O Santo Evangelho (Lc 12,54-59) nos compele empenhar-nos para discernir a realidade espiritual, a nos tornarmos atentos aos sinais do espírito tanto quanto - ou mais - do que às coisas do mundo material, buscando dominar com profundo conhecimento os aspectos do céu e da terra, e da mesma forma a realidade espiritual. Concita-nos a julgar por nós mesmos o que é justo, a antecipar-nos em fazer o que é certo, a ordenar nossas vidas conforme os desígnios divinos, para que não nos aconteça de sermos encontrados em falta quando chegar o momento de prestar contas junto ao juízo divino.
26 de outubro de 2023

LITURGIA DE 26 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 6,19-23), de colocar os nossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade, deixando de ser escravos do pecado, de modo a produzir frutos dos quais não havemos de nos envergonhar – como foi o caso daqueles produzidos na escravidão pecaminosa. Que libertos do pecado, feitos servos de Deus, produzamos frutos de santidade que nos alimentem para nos tornarmos aptos a usufruir a vida eterna. Renunciemos, pois, o pecado e seu salário, que é a morte - e abracemos o dom de Deus que é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor! As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial compelem-nos a trilhar o caminho da verdadeira felicidade, evitando as atitudes que dele desviam. Não procedamos, pois, conforme o conselho dos ímpios: não trilhemos os caminhos dos pecadores e não nos assentemos entre os escarnecedores. Cumpre-nos, isso sim, comprazer-nos no serviço do Senhor e meditar sua lei dia e noite. Procedendo desse modo, seremos como árvores plantadas na margem das águas correntes: nos manteremos saudáveis, vigorosos, com grande vitalidade – como tais árvores, cujas folhas não murcham porque suas raízes extraem a água e os nutrientes necessários do solo umidificado – e desse modo daremos fruto na época própria; tudo o que empreendermos, prosperará! Deixemos, pois, de atuar como os ímpios, que são como a palha que o vento leva, cujo proceder destina à perdição, pois, adentrando por caminhos distantes dos prescritos pelo Senhor, se afastam da graça daquele que vela pelo caminho dos justos e desse modo, inexoravelmente, caem em desgraça! O Santo Evangelho (Lc 12,49-53) nos compele a impregnar-nos da consciência de que Jesus veio trazer um fogo depurador à terra, cujos efeitos inexoravelmente geram divisões, pois quem foi batizado e passa a viver no âmago da graça e da verdade divina, jamais conseguirá compactuar com o erro, a mentira e o pecado - não mais é possível partilhar dos mesmos hábitos, das mesmas atitudes de outrora. Isso pode gerar desconfortos e divisões, pois em uma mesma casa, quem já obteve a visão do caminho cristão, não poderá de forma alguma se manter nos caminhos equivocados a que os demais o instarão a seguir. O bom testemunho e a persistência cristã tendem a produzir frutos de conversão, porém precisamos estar preparados para enfrentamentos necessários com aqueles que, insuflados pelas insídias do maligno, insistem no erro, na mentira e no pecado.
25 de outubro de 2023

LITURGIA DE 25 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SANTO ANTÔNIO DE SANT`ANA GALVÃO – PRESBÍTERO

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 6,12-18), de lutar para que não mais reine o pecado em nossos corpos mortais - que não vivamos escravizados por seus apetites. Não permitamos que nossos membros sejam usados como instrumentos do mal, perpetrando atos pecaminosos. Ofereçamo-nos a Deus como vivos, salvos da morte, dispondo-lhe nossos membros para serem instrumentos do bem, a seu serviço. Cumpre-nos, para que o pecado não nos domine, buscar a graça de Deus, valer-nos do sacramento da penitência, confessando nossos pecados, pedindo perdão e mantendo-nos vigilantes e orantes, em atitude de contrição. Determinemo-nos, pois, a obedecer a Deus, seguir os seus desígnios, empenhando-nos profunda e sinceramente para fazer a sua santa vontade, buscando a sua justiça, deixando de ser escravos do pecado, obedecendo de coração às regras da sã doutrina cristã para, libertos do pecado, nos tornarmos servos da justiça divina! As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 123), contextualizando suas palavras à nossa realidade. Reconheçamos, pois, que se o Senhor não tivesse estado conosco, não teríamos forças para resistir ao pecado, teríamos nosso viver assolado pelas mais terríveis desgraças - o furor do maligno se voltaria impetuosamente contra nós e teríamos submergido no lamaçal do erro; a torrente imunda lançada pelo maligno teria passado sobre nós e seríamos recobertos por ondas intumescidas. Bendito seja o Senhor, que nos resgatou, nos estendeu a mão por meio das Santa Madre Igreja, oportunizando-nos a conversão, mostrando-nos o caminho seguro, livrando-nos da condição de presas do maligno e de sermos triturados pelos seus dentes. Com o inestimável auxílio divino, nossas almas escaparam, como um pássaro dos laços do caçador. Romperam-se as armadilhas e, com a graça de Deus, nos encontramos livres. Nosso socorro está em vosso nome, Senhor, criador do céu e da terra! O Santo Evangelho (Lc 12,39-48) nos compele a manter-nos vigilantes e orantes, pois se soubéssemos a hora em que viriam os ladrões, vigiaríamos e não deixaríamos que invadissem nossas casas. Estejamos, pois, preparados, porque a qualquer momento podemos ser chamados a prestar contas de nossas vidas ao Senhor. Sejamos administradores sábios e prudentes, atuando com gratidão pelas maravilhosas dádivas divinas que recebemos gratuitamente para administrar. Que saibamos usufruir ciosamente e compartilhar tais dádivas com nossos próximos, servindo-os de acordo com a santa vontade de Deus, sendo fiéis aos mandamentos do Senhor, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Seremos felizes se formos encontrados procedendo assim, com justiça, quando chegar o momento de prestarmos contas. Essa fidelidade implicará em fazer jus às mais elevadas graças e bênçãos divinas. Não negligenciemos, pois; não caiamos na insensatez de iludir-nos com as seduções e tentações insufladas pelo maligno para nos desviar do reto proceder, pois se o fizermos, colheremos as mais amargas consequências. Muito nos foi dado pelo Senhor e, com toda a justiça, muito nos será exigido!
24 de outubro de 2023

LITURGIA DE 24 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 5,12.15b.17-19.20b-21), de impregnar-nos da consciência de que, por um lado, o pecado de Adão nos inoculou hereditariamente o pecado original, corrompendo nossa natureza, tornando-a propensa ao pecado. Tal falta individual que contagiou hereditariamente o coletivo humano foi redimida por um imenso mérito individual: o sacrifício supremo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nos redimiu na cruz. O dom de Deus e o benefício da graça que Jesus obteve foram estendidos copiosamente a todos. Pelo pecado de Adão, reinou a morte - e pelos méritos de Jesus, os que nele crêem recebem a abundância da graça e o dom da justiça para reinar na vida eterna. Por um ato pecaminoso de Adão se estendeu a condenação sobre todos e pelo ato de justiça de Jesus todos recebem a justificação que dá a vida. Pela desobediência de um só, todos foram constituídos pecadores - e pela obediência de um só, todos os que nele crerem se tornarão justos; onde abundou o pecado, superabundou a graça. [...] As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial (Sl 39) compelem-nos a esperar no Senhor com toda a confiança. Ele se inclina para nós, ouve nossos brados. Tira-nos de uma fossa mortal, de um charco de lodo; assenta nossos pés numa rocha, firma os nossos passos. Põe-nos um novo cântico nos lábios, um hino à sua excelsa glória. Veremos essas coisas e muitas outras, e prestaremos homenagem a Deus, e confiaremos cada vez mais no Senhor e também testemunharemos suas maravilhas perante muitos que também o honrarão. Felizes são os que põem sua esperança no Senhor, e não seguem os idólatras nem os apóstatas. [...] O Santo Evangelho (Lc 12,35-38) nos compele a manter-nos em estado de alerta, para captar e atender imediatamente os sinais do Senhor, seja qual for o momento em que no-los enviar; ele deseja servir-nos com o que há de melhor, mas requer nossa vigilância e oração, pois não o fazendo incorremos em desídia, negligenciando o que há de mais importante. É loucura, é extremada insensatez não vigiar; não dar valor ao que há de mais valioso na vida: relacionar-se com Deus Pai, Filho e Espírito Santo com profundo amor, envidando todos os esforços e tomando todos os cuidados possíveis para servi-lo da melhor forma que pudermos, invocando para isso especial auxílio divino!
24 de outubro de 2023

LITURGIA DE 23 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA – XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 4, 20-25), de nos empenhar denodadamente para seguir o exemplo de Abraão, que ante a promessa de Deus, não vacilou nem desconfiou, mas conservou-se forte na fé e deu glória a Deus, pois estava plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Por isso, sua fé lhe foi contada como justiça. Cumpre-nos tomar posse dessa imputação da fé como justiça, acreditando naquele que ressuscitou Jesus, que foi entregue por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação. As santas palavras destinadas a serem proclamadas nesta liturgia como Salmo Responsorial (Lc 1,69-75) nos compelem a impregnar-nos da consciência de que o Senhor Deus suscitou um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servo, como havia anunciado pelos profetas, para nos livrar dos nossos inimigos. Assim exerceu sua misericórdia, recordando sua santa aliança com Abraão, nosso pai na fé, de nos conceder que, libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo sem temor, em santidade e justiça, mantendo-nos em sua presença todos os dias de nossas vidas. O Santo Evangelho (Lc 12,13-21) compele-nos a evitar apresentar a Deus questões que podem e devem ser resolvidas por nós mesmos - que se constituem de nossa alçada, de nossa responsabilidade - cumprindo, porém, pedir a iluminação e inspiração do Espírito Santo para tudo fazer da melhor forma possível e de acordo com a santa vontade de Deus. Compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência, a partir do profundo ensinamento de Jesus a respeito da avareza, de que cumpre guardar-nos escrupulosamente dela, cientes de que nossas vidas, ainda que vivamos em abundância, não dependem de nossas riquezas, podendo ser tomadas a qualquer momento, independentemente do quanto de bens tenhamos acumulado. Insta-nos ainda o Mestre dos mestres a desvencilhar-nos da armadilha da avareza associada à soberba - como ocorreu com o homem rico da parábola, que quando pensou que tudo o que havia acumulado lhe serviria para regalar-se, "curtir a vida", faleceu, sem nada mais poder aproveitar. Cumpre-nos atuar cientes do quão fugaz é o viver humano - não sabemos nem o dia nem a hora em que seremos chamados a prestar contas de nossos dias nesta vida passageira. Cabe-nos, pois, dedicar os mais expressivos empenhos para acumular tesouros de caridade, de esmerado serviço a Deus e ao próximo, os quais terão utilidade eterna, tornando-nos assim ricos para Deus - ao invés de despender a maior parcela de nosso tempo e aplicar a maior parte de nossas energias no vão afã de acumular bens que, com grande probabilidade, se tornarão causa de disputa e discórdia pelos que os herdarão.
22 de outubro de 2023

LITURGIA DE 22 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXIX SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Is 45,1.4-6), de impregnar-nos da consciência de que o Senhor vai adiante dos que são os seus ungidos, abrindo os caminhos e desvencilhando dos empecilhos. O Senhor pode usar pessoas para investir das missões que lhe aprouver, pois nada há fora de seu domínio; ele tudo pode e realiza o que lhe for do agrado, sendo seus desígnios insondáveis ao entendimento humano. Oxalá o Senhor nos escolha como instrumentos para realizar grandes missões, que se possam produzir grandes feitos do Senhor por nossas mãos, como fez por meio de Ciro, o assírio encarregado pelo Senhor para reconduzir o resto de Israel a Jerusalém para reconstruir o templo e a cidade do Senhor. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 95) concitam-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, bendizer o seu nome, anunciar cada dia a salvação que ele nos trouxe; proclamar às nações a sua glória, a todos os povos as suas maravilhas. [...].As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 1,1-5b) compelem-nos a dar graças a Deus sem cessar por nossos irmãos na fé que se mantêm coesos como células formadoras do Corpo de Cristo, como pedras que edificam a construção da Igreja; cumpre-nos lembrá-los em nossas orações, louvar a Deus, nosso Pai, pelas obras de fé, pelos sacrifícios, pela caridade e firmeza na esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo por parte desses irmãos que se mantêm sob o olhar divino. Deus seja louvado pelos seus eleitos e por aqueles que pregam a palavra com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção! O Santo Evangelho (Mt 22,15-21) concita-nos a nos mantermos em estado de alerta, vigilantes e orantes face à malícia que o maligno insufla tanto nos que nos circundam quanto em nós próprios, para nos prejudicar ou imputar prejuízo ao próximo. Compele-nos a invocar o discernimento que nos dá o Espírito Santo para tudo apreciar com a sabedoria divina e desse modo não cair nos embustes e ciladas do demônio. Que em nossas vidas saibamos seguir o ensinamento de Jesus, dando a César (ao mundo) o que é de César e a Deus o que é de Deus. Que a cada dia mais possamos dar o nosso melhor a Deus! Que nada façamos por cálculo ou esperando recompensa, mas com profunda pureza de coração, com o intuito de nos tornarmos servos fiéis e cada vez mais configurados a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, cientes de que buscando primeiro o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mt 6,33)!
21 de outubro de 2023

LITURGIA DE 21 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 4,13.16-18), de impregnar-nos da consciência de que a fé nos torna herdeiros do Reino de Deus. Foi pela fé que Abraão foi justificado e a promessa a ele feita - de herdar o mundo - é assegurada para toda a sua posteridade. Abraão, pela sua fé, foi constituído pai de muitas nações pelo Deus que vivifica os mortos e chama à existência aquilo que está no nada. Mantendo a esperança em situações nas quais todas probabilidades apontavam para o desespero, Abraão manteve a fé e se tornou pai de muitas nações, tendo se cumprido a aliança, a promessa que o Senhor Deus lhe fez. Cumpre-nos, pois, assumirmos o compromisso de manter a fé, não nos desesperarmos, mas permanecer, perseverar na Palavra de Deus, por mais desoladores que os cenários possam se apresentar aos olhos humanos. Deus é maior e não faltará! Que nada nos demova dessa certeza de fé! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 104) compelem-nos a louvar, bendizer, glorificar e agradecer ao Senhor pelos prodígios e maravilhas que operou pelo seu povo, fazendo coro com o louvor orante do salmista. O Santo Evangelho (12,8-12) compele-nos a reconhecer Jesus perante os homens, defendendo, honrando e lutando com todas as forças pela causa evangélica, mantendo prudentemente o estado de vigilância e oração, invocando o Espírito Santo e confiando que ele nos assistirá e inspirará em toda e qualquer situação para que tudo se encaminhe da melhor forma possível.
20 de outubro de 2023

LITURGIA DE 20 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 4,1-8), de impregnar-nos da consciência de que Abraão, nosso pai na fé, creu em Deus e isso lhe foi imputado em conta de justiça. O autor sagrado proporciona-nos a plena clareza de que tal justificação não se deu a modo de salário - não foi um pagamento recebido em virtude de uma obra realizada. Com toda a clareza: não foi contrapartida a um mérito, não se trata de uma relação de reciprocidade em que o merecimento enseja a recompensa. Tal justificação pela fé consistiu em uma liberalidade, uma benesse, uma dádiva divina que o Senhor Deus concedeu a Abraão e a estende a todo aquele que crê. É tão somente crer o que o Senhor Deus requer de nós para nos justificar, sendo a fé imputada em conta de justiça, independentemente das obras. Tal extrema generosidade divina nos faz bem-aventurados, pois nossas iniquidades são perdoadas e nossos pecados cobertos; o senhor não mais no-los imputa, requerendo para isso tão somente que tenhamos fé, que acreditemos, que creiamos em Jesus, naquilo que ele ensina - e também nos desdobramentos de seus ensinamentos na atuação dos Apóstolos, na Igreja... As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 31) compelem-nos a exultar com o salmista: Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. Enquanto me conservei calado [antes de confessar os pecados e pedir o perdão, a absolvição], mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos. Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos: não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração. O Santo Evangelho (Lc 12,1-7) compele-nos a guardar-nos do fermento da hipocrisia, porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a ser conhecido: o dito às escuras será dito na claridade, o falado ao ouvido, nos quartos, será publicado por sobre os telhados. Não havemos de temer os que matam o corpo, pois depois disso nada mais podem fazer, mas cumpre-nos vigiar e orar para que ninguém venha colocar a perder nossas almas no inferno. Instam-nos ainda à grande consolação de que nada passa despercebido diante do Senhor Deus, sendo até mesmo os cabelos de nossas cabeças todos contados, pois somos tidos em grande conta perante ele; considerados valorosos, cumprindo-nos nele confiar e nada temer!