outubro 2023

19 de outubro de 2023

LITURGIA DE 19 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVIII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 3,21-30), de impregar-nos da consciência de que a justiça de Deus se manifestou, conforme atestado pela lei e pelos profetas, pela fé em Jesus Cristo, para todos os que lhe são fiéis - sem distinção entre judeus e não judeus, pois todos pecaram e desse modo se tornaram privados da glória de Deus - sendo justificados gratuitamente pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é obra da redenção por ele realizada. Tornou-se, pela vontade de Deus, vítima de propiciação mediante a fé, sendo dessa forma manifestada a justiça divina. No tempo de sua paciência, Deus havia deixado sem castigo os pecados anteriores. Porém manifestou sua justiça na plenitude dos tempos, exercendo-a com a justificação por meio da fé em Jesus. Assim, não há motivo para ninguém se gloriar, pois se estabeleceu a lei da fé, sendo o homem justificado pela fé e não pela observância da lei, visto que Deus é Deus dos judeus e dos pagãos e não há outro - e justificará a todos pela fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) compelem-nos a fazer coro com o salmista: do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor; ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos em vós nossa esperança, nossas almas têm confiança em vossa palavra e esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperamos por vós, porque junto de vós se encontra a misericórdia e copiosa redenção. Confiamos que vós eis de remir-nos de todas as nossas iniquidades! O Santo Evangelho (Lc 11,47-54) compele-nos ao arrependimento por não termos dado ouvidos aos enviados do Senhor, que anunciam, testemunham, denunciam, ensinam e exortam à conversão. Cientes de que nos serão pedidas contas de todas as nossas iniquidades, inclusive das cometidas contra os enviados do Senhor, cumpre-nos converter-nos e penitenciar-nos, redobrando os empenhos para fazer o bem e desse modo a contrabalançar pela prática da caridade - ainda que minimamente - o mal que perpetramos. Invocamos a misericórdia e o auxílio divinos para nos mantermos no caminho reto e contamos com os infinitos méritos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a quem aderimos profunda e sinceramente pela fé, para a redenção de nossos pecados.
18 de outubro de 2023

LITURGIA DE 18 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA-FEIRA – SÃO LUCAS – EVANGELISTA

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (2Tm 4,10-17b), de impregnar-nos da consciência de que o labor missionário está sujeito a intercorrências desagradáveis, pois o maligno está constantemente tentando a nós próprios e nossos companheiros de missão com o objetivo de nos colocar a perder; seja insuflando-nos o amor pelas coisas desse século ou as mais diversas tentações com que tende assediar a todos para se desviarem do caminho reto. Inclusive, em alguns casos, pode ocorrer de que os próprios irmãos na caminhada se tornem ferrenhos opositores, estando a Igreja e seus fiéis servos sujeitos a toda sorte de ataques; porém o Senhor assiste e dá forças aos que se mantêm fiéis para anunciar plenamente a mensagem evangélica. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 144) compelem-nos a louvar, glorificar e bendizer eternamente o Senhor Deus, contribuindo para que uma geração apregoe à outra as suas obras e proclame o seu poder esplendoroso em majestade, cujo brilho se reflete na criação, que estampa sua grandeza. Pois são imensas a bondade e a justiça do Senhor, bem como sua clemência, compassividade, longanimidade e bondade, sendo bom para com todos – sua misericórdia se irradia por sobre todas as suas obras. [...] Os olhos esperançosos se direcionam ao Senhor, que a seu tempo atende com benevolência os que o buscam, se aproxima dos que o invocam com sinceridade e satisfaz os desejos dos que o temem, salvando os que a ele dirigem seus clamores, pois o Senhor vela pelos que o amam, porém exterminará todos os maus. O Santo Evangelho (Lc 10,1-9) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que grande é a messe, mas poucos são os operários, cumprindo rogar ao Senhor da messe para que mande operários para nela laborar. Concita-nos à consciência do que espera e o que cumpre aos operários da messe do Senhor realizar: são enviados como cordeiros entre lobos pelos mais diversos lugares, de acordo com os desígnios divinos, cumprindo-lhes irradiar a paz, curar os enfermos - em especial concitando à conversão, com o que são sanados os males espirituais causados pelo pecado - e anunciar que o Reino de Deus está próximo.
17 de outubro de 2023

LITURGIA DE 17 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA-FEIRA – SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA BISPO E MÁRTIR

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 1,16-25), de honrar-nos do Evangelho como força vinda de Deus para a salvação de todo o que crê, cientes de que nele se revela a justiça de Deus, a qual é obtida pela fé e conduz à fé, pois o justo viverá pela fé (Hab 2,4). Concita-nos a impregnar-nos da consciência de que a ira de Deus se manifesta contra toda a impiedade e perversidade praticada pelos que se locupletam na injustiça e aprisionam a verdade. A verdade divina é evidente, pode ser lida no próprio ser, pois desde a criação do mundo as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade são visíveis à inteligência. As obra do Senhor o revelam indelevelmente, não há como escusar-se alegando não ter acesso a esse conhecimento auto-evidente. Aqueles que, conhecendo a Deus não o glorificam e nem lhe rendem graças, mas vivem extraviados em vãos pensamentos, portam-se como pessoas insensatas e de espírito obscuro; pretendendo-se sábias, tornaram-se estultas. Em seus devaneios orquestrados pelo maligno, porém não sem a complacência culposa, mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações de figuras de homem corruptível, ou em ídolos de diversas formas, cometendo a insensatez de trocar a verdade pela mentira, adorando e servindo à criatura ao invés do Criador que é bendito pelos séculos. Como consequência de tais disparates, distanciaram-se de Deus e com isso se perderam em desejos espúrios, desonrando os próprios corpos, restando entregues à imundície... As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador: Narram os céus a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. O dia ao outro transmite essa mensagem, e uma noite à outra a repete. Não é uma língua nem são palavras, cujo sentido não se perceba, porque por toda a terra se espalha o seu ruído, e até os confins do mundo a sua voz; aí armou Deus para o sol uma tenda. E este, qual esposo que sai do seu tálamo, exulta, como um gigante, a percorrer seu caminho. Sai de um extremo do céu, e no outro termina o seu curso; nada se furta ao seu calor. Em relação às excelências das orientações divinas, concitam-nos à consciência de que: A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos. Na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente, guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor. O Santo Evangelho (Lc 11,37-41) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a pureza interior é mais importante que a exterior; que o conteúdo é mais relevante que a forma. De modo especial na perspectiva da integridade moral, no compromisso com o que é reto e justo, pois tudo o que se adquire com roubo e maldade, muito embora possa adornar o exterior, degrada o interior e torna quem assim age uma pessoa imunda, ainda que exteriormente se passe por superior aos demais.
16 de outubro de 2023

LITURGIA DE 16 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA-FEIRA DA XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 1,1-7), de impregnar-nos da consciência de que, se estamos apreciando essas palavras, fomos de algum modo chamados pelo Senhor a sermos servos de Cristo, escolhidos para anunciar o Evangelho, imbuídos da missão de auxiliar as pessoas a entenderem que Jesus Cristo é o Filho de Deus que ressuscitou dos mortos e que a salvação do mundo se dará quando todas as nações prestarem obediência a ele, na fé. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 97) compelem-nos a cantar ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço nos dão a vitória. O Senhor faz conhecer a sua salvação. Manifesta sua justiça à face dos povos. Ele se lembra de sua bondade e de sua fidelidade em favor dos que o buscam. Em todos os confins da terra se pode ver a salvação de nosso Deus. Aclamemos o Senhor, todos os povos da terra; regozijemo-nos, alegremo-vos e cantemos. Salmodiemos ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevemos aclamações na presença do Senhor que é nosso rei! Cumpre-nos reconhecer que as ondas do mar e tudo o que contém, dos simples córregos aos rios mais caudalosos até os ventos que sopram contra as montanhas; o globo inteiro e os que nele habitam aplaudem e exultam em brados de alegria diante do Senhor que nos criou e a todos nos sustenta; o Senhor que governa a terra com justiça e equidade. Que nos voltemos cada vez mais para o Senhor, que sigamos com cada vez maior acuracidade suas divinas orientações, vivendo fiéis à sua santa vontade, para que o maligno deixe de ter poder para atrapalhar a suprema felicidade a que estamos destinados como filhos do Senhor Deus! O Santo Evangelho (Lc 11,29-32) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que o Senhor é o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os seus divinos desígnios. Nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais... Miríades de sinais borbulham à nossa frente, milagres esplendorosos são operados na criação e, apesar disso, são ainda tantos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)!
15 de outubro de 2023

LITURGIA DE 15 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Is 25,6-10a), de impregnar-nos da consciência de que o Senhor desvelará todos os segredos e fará desaparecer a morte para sempre. Enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará da terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo. É no Senhor que esperamos a libertação e cumpre congratular-nos e rejubilar-nos por seu socorro, pois a mão do Senhor repousa sobre os que o buscam, ao passo que aqueles que o ignoram abandonam-se, pela própria insensatez, aos mais lamentáveis estados de degradação. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 22) compelem-nos a viver confiantes de que o Senhor é nosso pastor e nada nos faltará. Ele nos faz repousar em verdes prados, conduz-nos junto às águas refrescantes, restaura as forças de nossas almas e nos leva pelos caminhos retos. Por amor de seu nome, ainda que viermos a atravessar o vale escuro, nada haveremos de temer, pois o Senhor está conosco. Seu bordão e seu báculo são o nosso amparo. O Senhor prepara a mesa e nos serve com abundância do que nos é mais necessário, proporcionando-nos o conforto e o bem-estar espiritual, que é, entre todos, o mais importante, pois nos fortalece e nos mantém em paz, em que pese as miríades de vicissitudes que possam nos assolar. Sua bondade misericórdia hão de seguir-nos por todos os dias de nossas vidas e habitaremos na casa do Senhor por toda a eternidade! As santas palavras da 2ª Leitura: (Fl 4,12-14.19-20) compelem-nos a seguir o exemplo de São Paulo Apóstolo: a saber viver na penúria e também na abundância; a acostumar-nos a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo podemos naquele que nos conforta. Assim é com os cristãos sinceros, que se empenham sinceramente em conhecer e colocar em prática a Palavra de Deus; contudo, cumpre-nos tomar parte nas tribulações do próximo, atuando com solidariedade e amor fraterno para com eles, pois é isso o que o Senhor Deus espera de nós e em recompensa nos há de prover magnificamente a todas as nossas necessidades, segundo a sua glória, em Jesus Cristo. Nada fazemos por cálculo ou esperando retribuição, porém Deus, nosso Pai, não deixa de mãos vazias os que buscam a justiça; a ele seja a glória, por toda a eternidade! Amém. O Santo Evangelho (Mt 22,1-14) compele-nos a nos imbuirmos da consciência da realidade de ingratidão e negação do chamado de Deus por parte do povo de Israel - e tal triste realidade se estende até os nosso dias: uns vão para os seus campos, outros para os seus negócios; outros para suas atividades de lazer... Se distraem, dissipam tempo e energias preciosos com trivialidades, abandonando o essencial. E além da negligência e da indiferença, não raro muitos ainda incorrem na insensatez de desprezar e até mesmo agredir os enviados do Senhor, os seus profetas, as pessoas piedosas que anunciam a mensagem divina. O Senhor franqueou a todos ingressar no Reino dos Céus e ali desfrutar de suas delícias, cumprindo tão somente aderir à mensagem do Evangelho, seguir Jesus. Esse seguimento implica na conversão, no abandono daquilo que não está em sintonia com a santa vontade de Deus, esta é a vestimenta exigida para frequentar as solenidades do reino celestial. Quem atua com negligência e indiferença, fazendo pouco caso desse generosíssimo convite torna-se incompatível com o ambiente do Reino e se auto condena a distanciar-se, arcando com consequências terríveis. Infelizmente, a tendência é que muitos sejam chamados, mas poucos são os que se mantêm cumpridores dos critérios estabelecidos para permanecer no Reino. E isso se dá não porque os critérios sejam excessivamente rigorosos - ao contrário, todas as oportunidades e meios são concedidos para o que mantêm o firme propósito de serem fiéis. A grande causa da perdição é a frouxidão e a insensatez que caracteriza aqueles que se deixam seduzir pelas tentações do maligno.
14 de outubro de 2023

LITURGIA DE 14 DE OUTUBRO DE 2023 – SABADO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 4,12-21), de impregnar-nos da consciência de que não haverá como furtar-se ao julgamento divino face a imensa maldade dos povos. Porém o Senhor será um refúgio para o seu povo, uma fortaleza para os que lhe são fiéis. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 96) compelem-nos a reconhecer que o Senhor reina e cumpre-nos exultar de alegria com todos os povos da terra; rejubilar-nos com as multidões dos continentes e das ilhas, pois o trono do Senhor tem por fundamento a justiça e o direito. Seu poder é inalcançável ao entendimento humano; foi ele quem fez todas as coisas: dos organismos unicelulares aos peixes nos mares, pássaros no céu, animais e plantas na terra até os seres inteligentes; do menor dos planetas às miríades de galáxias... Os céus anunciam a sua justiça e todos os povos contemplam a sua glória. São ingênuos os que adoram estátuas e praticam quaisquer espécies de idolatria, pois o Senhor é o soberano de toda a terra, o Altíssimo, o Deus criador e além dele não há outro. Ele ama os que detestam o mal; vela pelas almas de seus servos e os livra das mãos dos ímpios. A luz resplandece para o justo e a alegria é concedida ao homem de coração reto. Alegremo-nos com os justos no Senhor, emulemos o reto proceder que os caracterizam e demos glória ao santo nome do Altíssimo! O Santo Evangelho (Lc 11,27-28) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que bem-aventurada é Maria Santíssima, a que trouxe Jesus em seu ventre e o amamentou com seu peito, sendo tal bem-aventurança o meio que tornou possível a maior das bem-aventuranças: a partir do sim de Maria Santíssima, tendo Jesus dela nascido, tornou-se possível ouvir a palavra de Deus através dos lábios do próprio Filho de Deus. E podendo ouvi-la, é possível também colocá-las em prática, com o que o viver se eleva aos píncaros da felicidade possível nesta vida e à suprema felicidade na vida eterna!
12 de outubro de 2023

LITURGIA DE 13 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA DA XXVII SEMANA COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2), de adotar atitude de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e mantendo estado de alerta. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 9) concitam-nos a louvar o Senhor de todo o coração e narrar as suas maravilhas. Lembrar o Senhor é razão para estremecer de alegria e cantar seu nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o seu poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado... Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. O Senhor toma sobre si o direito e a causa dos que o buscam, assentando-se como justo Juiz em seu tribunal. Ele destrói o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. O Senhor julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sua sentença sobre os povos. [...] Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendeis. Que a justiça seja feita aos órfãos e aos oprimidos, que não se lhes incuta terror e o gênero humano seja tirado do pó! O Santo Evangelho (Lc 11,15-26) compele-nos a tomar consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos. Ele se vale de pessoas insensatas para proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Insta-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Cumpre, pois, empenharmo-nos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos, sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus. Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.
12 de outubro de 2023

LITURGIA DE 12 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – NOSSA SENHORA APARECIDA – PADROEIRA DO BRASIL

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ester 5,1b-2; 7,2b-3), de, cientes de que cumpre-nos buscar na Palavra de Deus a melhor inspiração possível para aprimorar nosso modo de agir, buscando elevá-lo gradual e progressivamente para que se torne cada vez mais acorde com os desígnios divinos, nos empenharmos para nos revestirmos com os nossos melhores trajes para nos apresentarmos a cada dia ao Senhor da forma mais formosa possível , cientes de que o mais desejável para ele é o traje da caridade, do coração contrito e sinceramente desejoso de amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios. [...] As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 44) concitam-nos a elevar a Jesus Cristo Rei do Universo, o nosso canto! Que nossas línguas digam e nossas mãos escrevam as mais belas homenagens para vós! Vós que expandistes a graça através dos vossos lábios, vós que fostes o instrumento pelo qual o Pai celestial nos cumulou de bênçãos eternas, expandi a graça em nossos lábios para que também nós sejamos cumulados com tais bênçãos eternas e possamos transmiti-las a muitos; cingi-nos com vossa espada e vosso esplendor, erguei-nos vitoriosos em defesa da verdade e da justiça; que possamos ser instrumentos de escol a vosso serviço; que vossas mãos nos sustentem para realizar feitos gloriosos; que possamos contribuir da forma mais elevada possível para submeter os povos, de modo que os vossos inimigos percam o ânimo e vosso trono de equidade se estenda por toda a terra! [...] Regozijamo-nos por nos admitirdes como servos do vosso trono eterno, regido com o cetro real da equidade. Firmes no vosso seguimento, somos ungidos com um óleo de alegria, sendo nossas vestes perfumadas deliciosamente e no palácio de nossos corações sintonizados ao vosso nos deleitamos com tudo o que há de mais agradável e elevado. Ó Rei dos reis, somo-vos imensamente gratos por tudo isso, porém vos louvamos especialmente pela dádiva mais elevada: dar-nos como mãe aquela que é digna de que filhas de reis lhe formem cortejo; aquela que se posta à vossa direita, a que é ornada, mais do que de ouro de Ofir, com as mais sublimes virtudes! É aquela que disse: "Faça-se em mim segundo a tua palavra", sua beleza interior ímpar, sua disponibilidade a servi-lo com todas as forças o encantou e assim atraiu sobre si as vossas graças inefáveis. Não por acaso é homenageada com incontáveis títulos honoríficos e desde gente humilde até os próceres do povo lhe imploram o favor da intercessão junto ao Rei do universo. Sua beleza e formosura sem par supera a da filha de qualquer rei, ainda que ostente vestes bordadas de ouro e roupagens multicores. És levada entre alegrias e júbilos em procissões que convidam os que nelas se integram a marchar em direção ao vosso amado filho. Ao longo dos séculos estabelecestes príncipes sobre toda a terra e do mesmo modo assim será por toda a eternidade; vosso nome será celebrado através das gerações e os povos vos louvarão eternamente! As santas palavras da 2ª Leitura confirmam-nos, pela revelação de São João em seus escritos (Ap 12,1.5.13a.15-16a) e concitam-nos a reverenciar aquela que lhe apareceu como um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino. A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir. A terra, porém, acudiu à Mulher. O Santo Evangelho (Jo 2,1-11) compele-nos a acorrer àquela que se compadece de nós em nossas dificuldades, como fez com os noivos em cujas núpcias faltou vinho. Por sua intercessão, Jesus realizou o seu primeiro milagre, o da transformação da água em vinho. Intercedei por nós, ó Santa Mãe de Deus, para que Jesus transforme tudo o que é insosso e insípido em nossas vidas em vinho de escol, para louvarmos e glorificarmos o Senhor, dando testemunho de modo que todos nele creiam, como os apóstolos diante da manifestação da sua glória naquele episódio protagonizado por Maria Santíssima, a mãe piedosa que tudo observa e cuida, levando a Jesus o que percebe ser necessário corrigir em nossas vidas, para que ele, com seu poder e misericórdia, nos acuda.
11 de outubro de 2023

LITURGIA DE 11 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 4,1-11), de imbuir-nos profundamente da consciência de que o Senhor é um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; ele se compadece pelos males que padecemos. Insta-nos também à consciência de que se constitui insensatez rebelar-se contra o Senhor, que se vale de sinais para demonstrar o quanto está acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra frente à sabedoria divina. Compele-nos ainda a imbuir-nos da consciência de que o Senhor, em sua onisciência, atua com compaixão - desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada - pois sabe de nossa ignorância e fragilidade. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 85) concitam a reconhecer nossa pobreza e miséria diante de Deus; cumpre empenharmo-nos para ser fiéis e confiar no Senhor, clamando por sua compaixão e consolo, a ele elevando a alma, pois é bom, clemente e misericordioso para com os que o invocam. Faz-se mister nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações criadas pelo Senhor o adorem e glorifiquem, para que ensine os seus caminhos maravilhosos e todos possam andar na sua verdade, com sagrado temor, louvando-o de todo o coração, glorificando seu santo nome eternamente, reconhecendo que sua misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não têm o Senhor ante os olhos. Cumpre-nos louvar e bendizer o Senhor por ser um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal. O Santo Evangelho (Lc 11,1-4) insta-nos à consciência de que Jesus nos deu, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. Essas Santas Palavras consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai. Por isso digamos diariamente, invariavelmente, com profundo amor e fervor: Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
10 de outubro de 2023

LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2023 TERÇA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 3,1-10), de seguir o exemplo de obediência do profeta Jonas (apesar da resistência inicial), o qual foi anunciar o que Deus disse que ele devia dizer ao povo para o qual foi enviado. Compelem-nos a emular a fé do povo a quem o profeta Jonas anunciou a iminência da destruição de sua cidade, que ouviu, acreditou, se converteu e fez penitência. Instam-nos em especial à consciência da importância da adesão das autoridades aos desígnios divinos, tendo os maiorais de Nínive ordenado à toda população que fizesse jejum e penitência ; que todos clamassem em alta voz a clemência divina e professassem o propósito de se converterem dos maus caminhos e da violência, na esperança de aplacar a justa ira divina que atraíram sobre si com suas condutas insensatas. Concitam-nos à consciência de que, face a tal atitude, vendo que renunciavam os maus caminhos, o Senhor Deus suspendeu a consequência que lhes havia imputado, cumprindo-nos também nos arrepender, nos converter, nos penitenciar e clamar clemência ao Senhor por nossos pecados. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) instam-nos a fazer coro com o salmista: Do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor! Senhor, ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos nossa esperança em vós. Nossas almas têm confiança em vossa palavra. Nossas almas esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperemos todos pelo Senhor, porque junto dele se encontra a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção. E ele mesmo há de remir todo o nosso povo de todas as suas iniquidades. O Santo Evangelho (Lc 10,38-42) compele-nos a aprender com Jesus sobre que não devemos nos inquietar e nos preocupar com muitas coisas, mas reduzir ao máximo tudo o que possa nos dispersar, para então podermos nos dedicar à única coisa que é realmente necessária: colocar-nos diante do Senhor, ouvi-lo com atenção e colocar em prática os seus ensinamentos. Essa é a melhor parte da vida e não será tirada daqueles que a escolherem.
9 de outubro de 2023

LITURGIA DE 09 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 1,1-2,16), de reconhecer com clareza inequívoca que o Senhor se vale de profetas para alertar sobre condutas desviantes, iníquas, conflitantes com a sua santa vontade. [...]Tal encargo comporta desafios que nem sempre os que são deles incumbidos estão dispostos a enfrentar e o texto bíblico em apreço revela a tentativa de Jonas de eximir-se de seu dever, "escapar da ordem do Senhor"; com o que atraiu sobre si e seus circunstantes consequências expressivamente turbulentas. [...] Cabe-nos seguir o exemplo de Jonas, que reconheceu ser a causa das adversidades que atingiam a ele e seus circunstantes e se dispôs a fazer o que em sua consciência reputou ser necessário para deixar de ser causador de tal desgraça. Que também nós reconheçamos nossas falhas e nos esforcemos com sinceridade para emendar nossas condutas, converter-nos, redirecionando nosso modo de agir para que se torne novamente sintonizado com a vontade de Deus. As santas palavras do Salmo Responsorial (Jn 2) suscitam inicialmente a necessidade de refletir sobre a postura intelectual apropriada para ser adotada diante das Sagradas Escrituras. Quem tem fé acredita que são ensinamentos de origem divina destinados a orientar as condutas dos que confiam em Deus e norteiam suas vidas pelos desígnios divinos. Como pessoas de fé, cumpre-nos extrair das Sagradas Escrituras inspiração para pautar nossas condutas pelos parâmetros divinos e nos cabe focar a perspectiva crítica sobre nossa conduta, nossa correspondência aos desígnios divinos - e não sobre o texto. Do texto sagrado buscamos a inspiração divina para elevar, sublimar, divinizar - na medida do que nos seja possível, com a graça divina - nosso modo de ser e agir, sendo nosso objetivo maior nos configurarmos a Cristo, tornando-nos gradual e progressivamente mais semelhantes a ele. O Santo Evangelho (Lc 10,25-37) insta-nos, primeiramente, à consciência de que a todo momento podemos ser postos à prova, cumprindo-nos, portanto, nos manter vigilantes e orantes, para que as provas se configurem oportunidades de eclosão de grandes coisas, que possam até mesmo ecoar pela história, como ocorreu com Jesus nesse episódio, a partir do qual eclodiu a célebre parábola do bom samaritano. [...] tal parábola nos insta a refletir a respeito das omissões a que os que não se libertaram do maligno - que neste caso instiga à preguiça e ao descaso - tendem a incorrer. O sacerdote, "homem de Deus", viu o homem ferido e passou adiante… Da mesma forma o levita, "auxiliar dos homens de Deus", nada fez… Cumpre-nos seguir o exemplo do samaritano, que mesmo sendo estrangeiro, tocado de compaixão, sem fazer acepção de pessoas, se aproximou do vitimado pelos salteadores, prestou-lhe os primeiros socorros, levou-o para lugar seguro, despendendo de seu tempo e de seus recursos para dele tratar…
8 de outubro de 2023

LITURGIA DE 08 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 5,1-7), de reconhecer que o Senhor Deus nos criou e nos muniu com prolíficos recursos, nos orientou com suas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós - e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males... Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para Deus tudo é possível; de que no Senhor está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. [...] Convertamo-nos, portanto; façamos a vontade do Senhor, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invoquemos a sua graça e suas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, pois para Deus nada é impossível! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 4,6-9) concitam-nos a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentar a Deus nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Compelem-nos a firmar o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável - e portanto renunciando, nos afastando de tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; fazendo assim o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco! O Santo Evangelho (Mt 21,33-43) concita-nos a refletir sobre que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!