10 de outubro de 2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 3,1-10), de seguir o exemplo de obediência do profeta Jonas (apesar da resistência inicial), o qual foi anunciar o que Deus disse que ele devia dizer ao povo para o qual foi enviado. Compelem-nos a emular a fé do povo a quem o profeta Jonas anunciou a iminência da destruição de sua cidade, que ouviu, acreditou, se converteu e fez penitência. Instam-nos em especial à consciência da importância da adesão das autoridades aos desígnios divinos, tendo os maiorais de Nínive ordenado à toda população que fizesse jejum e penitência ; que todos clamassem em alta voz a clemência divina e professassem o propósito de se converterem dos maus caminhos e da violência, na esperança de aplacar a justa ira divina que atraíram sobre si com suas condutas insensatas. Concitam-nos à consciência de que, face a tal atitude, vendo que renunciavam os maus caminhos, o Senhor Deus suspendeu a consequência que lhes havia imputado, cumprindo-nos também nos arrepender, nos converter, nos penitenciar e clamar clemência ao Senhor por nossos pecados. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 129) instam-nos a fazer coro com o salmista: Do fundo do abismo, clamamos a vós, Senhor! Senhor, ouvi nossas orações! Que vossos ouvidos estejam bem atentos à voz de nossas súplicas! Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós? Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos. Colocamos nossa esperança em vós. Nossas almas têm confiança em vossa palavra. Nossas almas esperam por vós, mais ansiosas do que os vigias pela aurora. Mais do que os vigias que aguardam a manhã, esperemos todos pelo Senhor, porque junto dele se encontra a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção. E ele mesmo há de remir todo o nosso povo de todas as suas iniquidades. O Santo Evangelho (Lc 10,38-42) compele-nos a aprender com Jesus sobre que não devemos nos inquietar e nos preocupar com muitas coisas, mas reduzir ao máximo tudo o que possa nos dispersar, para então podermos nos dedicar à única coisa que é realmente necessária: colocar-nos diante do Senhor, ouvi-lo com atenção e colocar em prática os seus ensinamentos. Essa é a melhor parte da vida e não será tirada daqueles que a escolherem.
