outubro 2023

7 de outubro de 2023

LITURGIA DE 07 DE OUTUBRO DE 2023 – SÁBADO – NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura, de nos imbuirmos da consciência de que os apóstolos, juntamente com Maria Santíssima e as demais mulheres que faziam parte do círculo próximo de Jesus, acompanhando-o em suas jornadas, após sua crucifixão, perseveravam unanimemente na oração - e que cumpre-nos seguir seus sublimes exemplos. Instigam-nos ainda à compreensão de que, pari passu à atuação dos apóstolos descrita em especial no livro dos Atos dos Apóstolos, permaneciam Maria santíssima e essas mulheres em intenso labor de intercessão. Cumpre-nos, pois, seguir também esse exemplo, não descurando jamais da oração, mas nos mantendo vigilantes e orantes; bem como estabelecendo equipes de ação para atuar na vanguarda dos trabalhos missionários ou pastorais, e na retaguarda, equipes de intercessão para orar, interceder para que o Espírito Santo ilumine e as hostes celestiais acompanhem e assessorem as primeiras. As santas palavras do Salmo Responsorial (Lc 1,46-55) nos instam a seguir o exemplo de Maria Santíssima, exultando e glorificando o Senhor, alegrando-nos em Deus, nosso Salvador. [...] Bendito seja o Senhor que é santo e todo-poderoso, cuja misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o buscam com profundo amor, temendo dele se afastar e cair na desgraça que esse afastamento gera inevitavelmente. Manifestai, Senhor, o poder de vosso braço - como já o fizestes em tantas ocasiões na história da salvação do povo hebreu e também no decorrer da história da Igreja - na atual realidade histórica, em que o maligno urde tantas maldades. Desconcertai, Senhor, os corações soberbos, derrubai os poderosos dos seus tronos de orgulho e soberba e exaltai os humildes. [...]. O Santo Evangelho (Lc 1,26-38) compele-nos a exultar de alegria pela maior graça que a humanidade poderia receber, a qual nos foi concedida por intermédio de Maria Santíssima, a cheia de graça! Essa maravilhosa graça foi a concepção e o dar à luz a Jesus, o Filho do Altíssimo, o Rei do Universo que reinará eternamente. [...] Que, como Maria, nos coloquemos à disposição do Senhor, praticando a cada dia, em todos os momentos de nossas vidas, o que ela disse ao Anjo: "Faça-se em mim segundo a tua palavra." Foi o que fez Jesus, que até no momento em que padecia de suprema angústia, no Horto das Oliveiras, afirmou (Lucas 22,42): "Faça-se não a minha, mas sim a tua vontade, ó Pai!"
6 de outubro de 2023

LITURGIA DE 06 DE OUTUBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura, de reconhecer que o Senhor nosso Deus é justo, porém as terríveis consequências que colhemos em nossas vidas e coletivamente, em sociedade, são decorrentes dos pecados cometidos contra o Senhor, pela nossa desobediência, pela nossa recusa em ouvir sua voz e seguir os seus mandamentos. [...] Cumpre-nos refletir e reconhecer que não somos dignos das bênçãos do Senhor, pois tendemos a praticar até a própria religião seguindo nossas inclinações, fazendo do nosso jeito, ao invés de fazer do jeito que Deus deixou para ser; caímos, ainda que inconscientemente, em armadilhas que nos levam a nos comportar como idólatras… Consultemos com sinceridade nossas consciências: se não é o caso nesse momento, mas em alguns momentos de nossas vidas não priorizamos jogos de futebol e programas televisivos, colocando isso na frente da récita do santo rosário e da frequência à santa missa? [...] Cabe-nos refletir com profundidade e reconhecer que, mesmo os que se pensam e se dizem cristãos, em sua maioria, estão distantes de Deus, caídos nessas e em outras armadilhas similares… Oremos e nos empenhemos no anúncio do Reino de Deus para que nossa semeadura seja diferente, ensejando uma colheita diversa da que temos merecido por nossa insensatez! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 78) nos instam à tomar consciência das terríveis realidades que se abateram sobre o povo de Deus por ocasião da tomada de Jerusalém e a deportação dos israelitas para a Babilônia [...]. Concitam-nos ainda a refletir sobre as desgraças que nos assolam em nossos tempos e a seguir o exemplo do salmista, clamando: Até quando, Senhor?… Será eterna vossa cólera? Será como um braseiro ardente o vosso zelo? [...] vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos a extrema miséria [se não física, mas espiritual]. Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome. Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores. Cumpre-nos, pois, voltarmo-nos para Deus, clamar-lhe misericórdia e nos empenharmos denodadamente em emendar nossas condutas, convertendo-nos e tornando-nos a cada dia mais vigilantes e orantes. O Santo Evangelho (Lc 10,13-16) concita-nos a refletir sobre o quão aplicáveis seriam essas palavras - ditas por Jesus em relação àquelas cidades - às nossas povoações, à nossa nação... Cumpre, pois contextualizá-las à nossa realidade, sendo razoável afirmar: ai de ti, Brasil, porque sendo terra tão prodigamente abençoada pela natureza; tendo nós, povo brasileiro, tido a maravilhosa graça de recebermos a herança cristã; tendo tido a oportunidade de recebermos os ensinamentos da fé católica… porque não colocamos em prática com efetivo amor e devoção os ensinamentos do Senhor, por que não fazemos penitência e não nos convertemo? Porque levianamente nos deixamos seduzir por tantas trivialidades, caindo tão facilmente em comportamentos levianos e promíscuos, priorizando banalidades como carnaval, futebol, novelas... ao invés de nos dedicarmos denodadamente às práticas da fé e assim realizar a nossa vocação de Terra da Santa Cruz? [...] A parte final dessa perícope compele-nos ainda a refletir: temos atuado com plena consciência de que quem ouve os enviados de Jesus a ele ouvem; e quem os rejeita a ele rejeita - e que quem rejeita Jesus rejeita o Pai Celeste, que o enviou? Tais reflexões não se prestam a "apontar o dedo", no sentido de julgamento, mas servem como amorosa exortação para emendarmos nossas condutas, nos convertermos, de modo a semear melhores sementes para merecer colher melhores frutos.
5 de outubro de 2023

LITURGIA DE 05 DE OUTUBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 8,1-4a.5-6.7b-12), de valorizar imensamente as oportunidades maravilhosas de que dispomos atualmente para receber o rico aprendizado da Palavra de Deus, através de tantos recursos: nas Igrejas, nos livros, nos meios de comunicação, na rede mundial de computadores por meios eletrônicos... Essa passagem bíblica descreve a primeira vez que a Palavra de Deus foi ensinada ao povo após o retorno do exílio na Babilônia. Como Esdras naquela ocasião, bendigamos ao Senhor! Inclinemo-nos e prostremo-nos diante do Senhor que proporcionou que essas santas palavras se mantivessem ao longo da história até chegarem a nós, para que possamos desfrutar da maravilhosa sabedoria divina que revelam! [...] Regozijemos de alegria a cada dia ao nos compenetrarmos do sentido das santas palavras que nos são brindadas pela Santa Madre Igreja para meditarmos e, gradual e progressivamente, nos conformarmos a nosso Senhor Jesus Cristo! As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 18) instam a fazer coro com o louvor orante do salmista em homenagem ao Deus criador; em relação às excelências das orientações divinas e, na conclusão, as palavras do salmista compelem-nos à humildade: Ainda que vosso servo neles atente [nos preceitos divinos], guardando-os com todo o cuidado; quem pode, entretanto, ver as próprias faltas? Purificai-me das que me são ocultas. Preservai, também, vosso servo do orgulho; não domine ele sobre mim, então serei íntegro e limpo de falta grave. Aceitai as palavras de meus lábios e os pensamentos de meu coração, na vossa presença, Senhor, minha rocha e meu redentor. O Santo Evangelho (Lc 10,1-12) concita-nos à clareza de que Jesus enviou em missão evangelizadora, num primeiro momento, os apóstolos. Num segundo momento, enviou setenta e dois outros discípulos, também dois a dois, pelas mais diversas cidades e lugares. Instam-nos tais palavras à consciência de que a messe é grande e os operários são poucos e que cumpre-nos rogar ao Senhor da messe que mande mais operários para nela laborar, bem como dispor-nos a servir o Senhor. Cumpre-nos, conforme alertou Jesus, atuar cientes de que os missionários são enviados como cordeiros entre lobos. Devemos desejar a paz e nos hospedar onde formos bem-vindos, comendo o que nos for servido. Nossa tarefa é curar os doentes - em especial das enfermidades espirituais, as quais são sanadas com a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja - e anunciar o Reino de Deus onde formos bem-vindos, afastando-nos de onde não o formos.
4 de outubro de 2023

LITURGIA DE 04 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SÃO FRANCISCO DE ASSIS – RELIGIOSO E FUNDADOR

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 2,1-8), de seguir o exemplo de Neemias. Sendo fiel ao Senhor, sentindo-se pesaroso com a situação de exílio de seu povo e com a desolação que se abateu sobre Jerusalém - que havia sido saqueada e teve o templo destruído - rogou ao Senhor Deus, dirigindo-lhe súplicas para que agisse sobre aquela triste realidade. Então, na posição do copeiro do rei da Assíria, Artaxerxes, ao se suscitar oportunidade para tal, pediu ao rei a quem servia autorização e auxílio para ir reconstruir Jerusalém e depois retornar à casa real que servia. Face à aquiescência do soberano, pediu cartas para ser autorizado a passar pelas terras que precisaria atravessar, bem como que lhe fosse fornecida a madeira para os trabalhos de reconstrução, tendo sido atendido nesses pedidos - e em decorrência deles, muito mais foi feito pelo povo de Israel, tendo Neemias atuado como um providencial instrumento da intervenção divina na história. Cumpre-nos atuar cientes de que o sucesso de Neemias, conforme ele mesmo asseverou, se deu em função de que a mão favorável de Deus estava com ele. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 136) instam-nos à consciência de que os deportados de Israel se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião, sendo legítimo sentir pesar pelas situações desoladoras que se apresentam no viver; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Concitam-nos ainda à consciência dos sentimentos negativos que tendem se criar nos vitimados por tais orquestrações malignas em relação aos que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar tais males. Porém cumpre-nos superar tais sentimentos negativos, praticando o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo (Rm 12,17-21): Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem. O Santo Evangelho (Lc 9,57-62) insta-nos à consciência das exigências que são inerentes ao seguimento de Jesus: desapego de bens materiais, pois Jesus viveu com total despojamento; renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Tais palavras de Jesus, que se apresentam de forma dura, sendo difíceis de assimilar num primeiro momento, revelam a urgência, a suma importância dessa ida para anunciar o Reino de Deus, o que implica na necessidade de hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).
3 de outubro de 2023

LITURGIA DE 03 DE OUTUBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – BEATOS ANDRÉ E AMBRÓSIO PRESBÍTEROS E MÁRTIRES

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Zc 8,20-23), de manter a firme convicção de que os ensinamentos do Senhor exercem um fascínio todo especial, de modo que aqueles a quem forem anunciados se entusiasmarão e convidarão outros para ir ao encontro do Senhor, a buscá-lo ardentemente e rogar-lhe que ilumine suas vidas. Dia virá em que os cristãos serão procurados insistentemente por muitos para orientá-los no caminho da fé, pelo fato de as pessoas vivendo distantes de Deus perceberem que ele está nesses cristãos, por demonstrarem essa presença em suas vidas, através de seus modos de agir. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 86) nos compelem a atuarmos cientes de que o Senhor ama as cidades que abrigam sacrários onde é honrada a presença de Jesus sacramentado na Sagrada Eucaristia e a elas está reservado um glorioso destino, pois adoram o Senhor. Cumpre-nos, pois, fazê-lo de forma gradual e progressivamente mais intensa e efetiva: honrar o Senhor na Sagrada Eucaristia tendo nela a grande fonte que irradia as graças divinas de forma cada vez mais ampla e copiosa em todos os aspectos do viver individual e social. O Santo Evangelho (Lc 9,51-56) nos compele a condoer-nos pelas cidades que rejeitam o Senhor Jesus, fonte de graças imensuráveis. Cumpre-nos, pois, orar pelos que, imersos em lamentável insensatez, não acolhem o Senhor, o qual, apesar de tudo, tem misericórdia deles e envida todos os esforços possíveis para salvá-los. Cumpre-nos ainda debruçar-nos para aprofundar o entendimento sobre a sentença de Jesus, diante da afirmação dos dois apóstolos que desejavam mandar fogo do céu sobre os que o rejeitaram: "Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las." Tal sentença insta-nos a rever atitudes marcadas pela ira e retaliação, cumprindo-nos atuar como cristãos de fato, seguindo o exemplo e o ensinamento de Jesus (Mateus 5,44): "[...] amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem."
2 de outubro de 2023

LITURGIA DE 02 DE OUTUBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – SANTOS ANJOS DA GUARDA

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Êx 23, 20-23), de confiar no Senhor e tomar posse de sua promessa de envio de um anjo para ir diante de cada um de nós, nos proteger no caminho e conduzir para onde o Senhor deseja. Cumpre-nos estar de sobreaviso em sua presença e ouvir o que ele diz, ainda que fugazmente inspirando pensamentos, por cuja qualidade é possível identificar se provém do anjo da guarda ou do maligno. Cabe-nos obedecê-lo e fazer tudo o que inspirar, com o que obteremos a proteção e a vitória com a assistência de Deus. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 90) compelem-nos a confiar no Senhor. Nós que habitamos sob a proteção do Altíssimo, que moramos à sombra do Onipotente, dizemos ao Senhor: Sois nosso refúgio e nossa cidadela, nosso Deus, em quem confiamos. Sois vós quem nos livrareis do laço do caçador, e da peste perniciosa. [...] Escolhemos, por asilo, o Altíssimo. Nenhum mal nos atingirá, nenhum flagelo chegará à nossa casa, porque aos seus anjos ele mandou que nos guardem em todos os nossos caminhos. Eles nos sustentarão em suas mãos, para que não tropecemos em alguma pedra. [...] Pois que nos unimos ao Senhor, ele nos livrará; e nos protegerá, pois conhece os nossos nomes. Quando o invocarmos, o Senhor nos atenderá; na tribulação estará conosco. Há de livrar-nos e cobrir de glória. Seremos favorecidos de longos dias, e o Senhor mostrar-nos-a a sua salvação. O Santo Evangelho (Mt 18,1-5.10) compele-nos à compreensão de que a verdadeira grandeza está na simplicidade e que precisamos nos tornar como criancinhas para adentrarmos efetivamente no Reino dos céus. Tal simplicidade, singeleza e humildade infantis nos habilitam para viver em estreita intimidade com nossos anjos da guarda, os mensageiros divinos que contemplam permanentemente a face de Deus e nos guardam, pois fomos a eles confiados pela piedade divina para nos regerem, governarem e iluminarem. Amém!
1 de outubro de 2023

LITURGIA DE 01 DE OUTUBRO DE 2023 – DOMINGO – XXVI SEMANA DO TEMPO COMUM

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ez 18,25-28), de postar-nos com humildade perante a sabedoria e a justiça divinas, que compelem os que são conhecedores da Palavra de Deus à responsabilidade no sentido de se manterem perseverantes na sua prática, sendo o abandono da busca sincera de praticar a justiça divina estabelecida nos mandamentos do Senhor motivo claro e justo de condenação. De outra parte, aqueles que vivem de modo errante, distantes dos desígnios divinos, caso se convertam e abandonem suas vidas de pecados, passando a praticar a justiça e a equidade, corrigindo-se e renunciando as práticas incompatíveis com os desígnios divinos, não serão alvo de condenação, visto que se converteram e emendaram suas condutas. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 24) compelem-nos a elevar a alma ao Senhor - confiantes de que nenhum dos que nele esperam serão confundidos - clamando-lhe para que nos dirija em sua verdade e nos ensine o caminho da salvação, colocando nele a esperança, pois sua bondade e misericórdia são eternas. [...] Cumpre-nos, pois, pedir perdão dos pecados, por maior que sejam, colocando-nos humildemente diante do Senhor, rogando-lhe que ensine os caminhos que devemos seguir, com o que viveremos na felicidade e nossa posteridade possuirá a terra. Tais santas palavras concitam-nos ainda à consciência de que o Senhor se torna íntimo dos que o temem e lhes manifesta sua aliança, cumprindo estarmos com os olhos sempre fixos no Senhor, buscando realizar seus desígnios; essa é a melhor forma de livrar-nos das armadilhas que nos rondam na jornada da vida. [...] roguemos pois ao Senhor para que nos alivie de nossas angústias e livre das aflições, peçamos-lhe perdão por nossas faltas e a proteção de nossa inocência, de modo que nos mantenhamos no bom caminho, fazendo o que é certo, vivendo com integridade, com plena confiança no Senhor! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 2,1-11) compelem-nos à gratidão pela clareza da alegria que proporciona a unidade cristã. São Paulo concita-nos a cultivar o mesmo amor, como que com uma só alma e cultivando os mesmos pensamentos. Insta-nos a nada fazer por espírito de partido - atitude em que se consolida a partição, a fragmentação, com o que se quebra a unidade. Do mesmo modo cumpre-nos evitar a vanglória, que realmente se constitui em uma vã glória, pois é a humildade que nos mantém em estado de paz, visto que, se por alguns momentos brilhamos, logo em seguida falhamos e não é de modo algum sensato termos a nós mesmos em alta consideração, pois tal atitude se constitui traiçoeira ilusão. Cumpre-nos, pois, tratar os outros como superiores a nós mesmos, visto que ensinou Jesus (Mateus 25,40): "[…] todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes." Se o que fazemos para com os nossos circunstantes, desde o menor, conforme ensinou o Mestre, o fazemos para o próprio Jesus, resta alguma dúvida de que o mais sensato a fazer seja considerar os outros como superiores a nós mesmos? Em tal espírito de serviço ao próximo e cientes dessa dimensão sublime da convivência, em que estando em relação com os que nos rodeiam estamos servindo o próprio Cristo, cabe-nos indubitavelmente ter em vista antes os interesses deles do que os nossos próprios, cumprindo-nos, assim, dedicar-nos mutuamente alta estima uns aos outros - do mesmo modo que estimamos o próprio Jesus. Se Jesus, sendo Deus, aniquilou-se em todos os aspectos, por amor de nós, obedeceu humildemente, chegando ao extremo da morte na cruz, o que se há de esperar de um cristão, de um seguidor de Cristo, que não o empenho sincero para conformar-se às orientações que São Paulo Apóstolo nos proporciona nessa epístola? O Santo Evangelho (Mt 21,28-32) compele-nos a atuar com clareza de que os que se convertem de suas vidas marcadas pela negação em cumprir a vontade de Deus, passando a fazer o que Deus deseja, são tidos em melhor conta pelo Senhor do que aqueles em relação aos quais afirmou (Izaías 29,13): “Esse povo vem a mim apenas com palavras e me honra só com os lábios, enquanto seu coração está longe de mim e o temor que ele me testemunha é convencional e rotineiro[…]." Cumpre-nos, pois, juntar-nos aos que se convertem - dentre os quais se encontram pessoas que foram dadas aos mais degradantes hábitos e as mais aviltantes atitudes. Que atuemos tocados de arrependimento e emendemos nossas condutas, empenhando-nos de forma cada vez mais intensa e efetiva no adentramento na senda do Senhor, laborando denodadamente em sua divina messe.