29 de setembro de 2023
As santas palavras desta liturgia instam em especial a assumir o compromisso - e pedimos o auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Dn 7,9-10.13-14), de tomar consciência de que a majestade divina é servida e assistida por miríades de anjos, que estão à disposição de Jesus Cristo, a quem foram dados império, glória e realeza, cumprindo a todos os povos de todas as línguas servi-lo em seu eterno domínio, aderindo ao reino que nunca será destruído. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 137) instam-nos a louvar o Senhor de todo o coração, porque ouve as nossas palavras. Cumpre-nos cantar louvando o Senhor na presença dos seus anjos; prostrar-nos ante o templo louvando o seu nome, pela sua bondade e fidelidade. [...] O Senhor nos conserva a vida em meio às adversidades, nos protege, nos salva. Cumpre-nos, pois, confiar no Senhor, ele não nos abandonará; não nos negará o seu divino auxílio. As santas palavras da 2ª Leitura (Ap 12,7-12a) instam-nos à consciência de que São Miguel Arcanjo e sua milícia celeste combatem e derrotam o maligno e seus asseclas que intentam seduzir e botar a perder a todos. A terra foi assolada pelo maligno, porém a salvação chegou, o poder e a realeza de nosso Deus e a autoridade de seu Cristo derrubam aquele que intenta nos seduzir, nos colocar a perder para então nos acusar diante de Deus. Pelo sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus, nos tornamos aptos a vencer o maligno, a ponto de desprezar a vida e aceitar a morte, cientes da alegria infinitamente superior que usufruem os que se mantém fiéis à vontade de Deus, dos que se tornam habitantes do reino dos céus! O Santo Evangelho (Jo 1,47-51) insta-nos à profunda compreensão de que de fato Jesus é o Filho de Deus, que veio a este mundo e realiza milagres e prodígios com a assistência dos anjos, abrindo o céu e tornando-se ponte - Jesus é o Sumo Pontífice - para que os anjos desçam e subam entre o céu e a terra. Os que aderem a Jesus, aqueles que o seguem com profundo amor, com pureza de coração, tornam-se súditos do Reino de Deus e vivem - ainda que em meio a adversidades e provações - as alegria do céu ainda na terra; tornam-se gradual e progressivamente mais aptos a desfrutar da íntima companhia dos anjos que servem a Jesus. Sendo amigos de Jesus - e Jesus é o melhor amigo que podemos ter, sendo sua vontade sê-lo, conforme afirma em João 15,15 - nos tornamos amigos dos anjos que o servem. Porém se nos mantivermos impassíveis, com o coração duro, distantes de Jesus, caímos vítimas dos anjos caídos que servem o maligno, arrastando-nos pela vida escravos de suas seduções que levam, de abismo em abismo, para os mais degradantes estados de decadência e os mais atrozes sofrimentos.
