outubro 4, 2023

4 de outubro de 2023

LITURGIA DE 04 DE OUTUBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – SÃO FRANCISCO DE ASSIS – RELIGIOSO E FUNDADOR

Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Ne 2,1-8), de seguir o exemplo de Neemias. Sendo fiel ao Senhor, sentindo-se pesaroso com a situação de exílio de seu povo e com a desolação que se abateu sobre Jerusalém - que havia sido saqueada e teve o templo destruído - rogou ao Senhor Deus, dirigindo-lhe súplicas para que agisse sobre aquela triste realidade. Então, na posição do copeiro do rei da Assíria, Artaxerxes, ao se suscitar oportunidade para tal, pediu ao rei a quem servia autorização e auxílio para ir reconstruir Jerusalém e depois retornar à casa real que servia. Face à aquiescência do soberano, pediu cartas para ser autorizado a passar pelas terras que precisaria atravessar, bem como que lhe fosse fornecida a madeira para os trabalhos de reconstrução, tendo sido atendido nesses pedidos - e em decorrência deles, muito mais foi feito pelo povo de Israel, tendo Neemias atuado como um providencial instrumento da intervenção divina na história. Cumpre-nos atuar cientes de que o sucesso de Neemias, conforme ele mesmo asseverou, se deu em função de que a mão favorável de Deus estava com ele. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 136) instam-nos à consciência de que os deportados de Israel se assentavam chorando às margens dos rios da Babilônia, pesarosos de saudades de Sião, sendo legítimo sentir pesar pelas situações desoladoras que se apresentam no viver; bem como sentir saudades daquilo que preenche nossas almas mas que perdemos em decorrência de orquestrações do maligno ocorridas com a permissão divina, como consequência de nossos pecados e omissões. Concitam-nos ainda à consciência dos sentimentos negativos que tendem se criar nos vitimados por tais orquestrações malignas em relação aos que atuaram como instrumentos a serviço do maligno para perpetrar tais males. Porém cumpre-nos superar tais sentimentos negativos, praticando o que ensinou Jesus e foi ratificado veementemente pelo Apóstolo (Rm 12,17-21): Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem. O Santo Evangelho (Lc 9,57-62) insta-nos à consciência das exigências que são inerentes ao seguimento de Jesus: desapego de bens materiais, pois Jesus viveu com total despojamento; renúncia a muitas atividades que podem até ser importantes, mas implicam em óbice para ir e anunciar o Reino de Deus. Tais palavras de Jesus, que se apresentam de forma dura, sendo difíceis de assimilar num primeiro momento, revelam a urgência, a suma importância dessa ida para anunciar o Reino de Deus, o que implica na necessidade de hierarquizar a aplicação do tempo e das energias, priorizando-os de forma concentrada e intensa para realizar o único realmente necessário, com a consciência de que, buscando o Reino de Deus e sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6,33).