8 de outubro de 2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Is 5,1-7), de reconhecer que o Senhor Deus nos criou e nos muniu com prolíficos recursos, nos orientou com suas leis e ensinamentos para produzirmos frutos saborosos de amor a Deus e ao próximo, porém a qualidade dos frutos que temos produzido deixa muito a desejar, pela displicência, pelo pouco empenho, pela insensatez, por não vigiarmos e não orarmos como deveríamos… Isso vale para nós - e cumpre-nos emendar nossas condutas, converter-nos, voltarmo-nos para o Senhor com intensa devoção, como ensina o profeta Baruc (Ba 4,28-29): Quisestes apartar-vos de Deus; ponde agora dez vezes mais zelo em procurá-lo. Porquanto, aquele que sobre vós precipitou a catástrofe vos concederá, com a libertação, eterno regozijo. Isso valeu para o povo de Israel e vale para a própria civilização cristã, que se encontra acossada por tantos males... Cumpre-nos, pois, redobrar e potencializar nossos empenhos na oração e na evangelização, cientes de que para Deus tudo é possível; de que no Senhor está a solução para tudo o que nos aflige, tanto como indivíduos quanto como sociedade. [...] Convertamo-nos, portanto; façamos a vontade do Senhor, dia após dia, com cada vez mais empenho e dedicação, invoquemos a sua graça e suas bênçãos, até que nossos olhos vejam o que agora pode parecer impossível, pois para Deus nada é impossível! As santas palavras da 2ª Leitura (Fl 4,6-9) concitam-nos a não nos inquietarmos com nada e, em todas as circunstâncias, apresentar a Deus nossas preocupações, mediante orações, súplicas e ações de graças, confiantes de que a paz de Deus, que excede toda inteligência, haverá de guardar nossos corações e nossos pensamentos em Cristo Jesus. Compelem-nos a firmar o propósito de ocupar nosso tempo, focar nossa atenção e direcionar nossos pensamentos em tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável - e portanto renunciando, nos afastando de tudo o que não esteja em consonância com tais qualificações; fazendo assim o que aprendemos, recebemos, ouvimos e observamos na Santa Palavra de Deus, com o que o Senhor da paz estará conosco! O Santo Evangelho (Mt 21,33-43) concita-nos a refletir sobre que a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus aos líderes religiosos da época, configura-se plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminente na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!
