11 de outubro de 2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jn 4,1-11), de imbuir-nos profundamente da consciência de que o Senhor é um Deus clemente e misericordioso, de coração grande, de muita benignidade e compaixão para conosco; ele se compadece pelos males que padecemos. Insta-nos também à consciência de que se constitui insensatez rebelar-se contra o Senhor, que se vale de sinais para demonstrar o quanto está acima de nossas pretensões humanas de saber, as quais sempre caem por terra frente à sabedoria divina. Compele-nos ainda a imbuir-nos da consciência de que o Senhor, em sua onisciência, atua com compaixão - desde que a atitude de humildade e arrependimento seja demonstrada - pois sabe de nossa ignorância e fragilidade. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 85) concitam a reconhecer nossa pobreza e miséria diante de Deus; cumpre empenharmo-nos para ser fiéis e confiar no Senhor, clamando por sua compaixão e consolo, a ele elevando a alma, pois é bom, clemente e misericordioso para com os que o invocam. Faz-se mister nos empenharmos intensamente para que chegue o dia em que todas as nações criadas pelo Senhor o adorem e glorifiquem, para que ensine os seus caminhos maravilhosos e todos possam andar na sua verdade, com sagrado temor, louvando-o de todo o coração, glorificando seu santo nome eternamente, reconhecendo que sua misericórdia arranca a alma da região da cegueira e da morte espiritual em que consiste a vida sem sentido afastada de Deus, impregnada da soberba e da prepotência dos que não têm o Senhor ante os olhos. Cumpre-nos louvar e bendizer o Senhor por ser um Deus bondoso e compassivo, cheio de clemência, que nos olha com piedade, fortalecendo, sustentando, consolando e salvando de todo mal. O Santo Evangelho (Lc 11,1-4) insta-nos à consciência de que Jesus nos deu, entre tantos outros, o exemplo de rezar com frequência e assiduidade; de dialogar ternamente com o Pai Celestial, orientando-nos para a ele nos dirigirmos com as palavras: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino; dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação. Essas Santas Palavras consistem na base da oração do Pai Nosso, ao qual a Igreja agregou algumas palavras para tornar essa oração ainda mais abrangente, consistindo em um diálogo orante que invoca o Céu para se fazer presente na terra e consiste também em um voto, um compromisso com a vontade do Pai. Por isso digamos diariamente, invariavelmente, com profundo amor e fervor: Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
