12 de outubro de 2023
Tais santas palavras e ensinamentos concitam em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na primeira leitura (Jl 1,13-15; 2,1-2), de adotar atitude de contrição, penitência, jejum e oração, tanto pessoal quanto comunitária, clamando ao Senhor e mantendo estado de alerta. As santas palavras do Salmo Responsorial (Sl 9) concitam-nos a louvar o Senhor de todo o coração e narrar as suas maravilhas. Lembrar o Senhor é razão para estremecer de alegria e cantar seu nome Altíssimo! Aquele que está com o Senhor, ao abrigo de sua face, vê os inimigos recuarem, fraquejarem e perecerem sob o seu poder. Os verdadeiros inimigos, os mais pérfidos e cruéis são os espíritos malignos que nos espreitam para nos perderem com suas tentações, induzir-nos ao pecado... Mas quem é fiel ao Senhor se imuniza de enredar-se nas insídias demoníacos, de cair em suas armadilhas. O Senhor toma sobre si o direito e a causa dos que o buscam, assentando-se como justo Juiz em seu tribunal. Ele destrói o ímpio, que por sua conduta insensata consuma a própria ruína. O Senhor julgará o universo com justiça, com equidade pronunciará sua sentença sobre os povos. [...] Invocamos vossa justiça, Senhor, agi sobre os pecadores e perversos; neutralizai a malícia que perpetram, que não subsista! Vós sois rei eterno, que as nações pagãs se convertam, que desapareça de toda a terra o domínio do maligno! Ouvi, Senhor, os desejos dos humildes, confortai-lhes o coração e os atendeis. Que a justiça seja feita aos órfãos e aos oprimidos, que não se lhes incuta terror e o gênero humano seja tirado do pó! O Santo Evangelho (Lc 11,15-26) compele-nos a tomar consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos. Ele se vale de pessoas insensatas para proferir blasfêmias e disparates da mais eloquente absurdidade, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Insta-nos a assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Cumpre, pois, empenharmo-nos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular, para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções… Concita-nos a reconhecer que tudo o que Jesus fez e faz é pelo dedo de Deus, em plena sintonia com o Pai; ele é o Rei do Universo, cumpre-nos servi-lo denodadamente para que o Reino de Deus se expanda, para que todo óbice seja retirado e o Reino se torne acessível a todos, sendo o pré-requisito para acessá-lo tão somente aderir a Jesus. Cabe-nos, pois, anunciá-lo, invocando o Espírito Santo para que nos inspire a nos empenharmos da melhor forma possível nesse maravilhoso mister. Estejamos, pois, firmes no propósito da unidade em Jesus para não corrermos no risco de, confiados em nossas próprias forças e estribados em nossos próprios entendimentos, sermos espoliados pelo maligno. Empenhemo-nos, em uníssono, na construção e manutenção da unidade cristã, cientes de que, não o fazendo, estaremos contra Jesus; se não o fizermos, ao invés de recolher com ele, espalharemos. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, para que não sejamos surpreendidos com o recrudescimento do maligno em nós, pois, conforme alertou Jesus, se não nos mantivermos vigilantes e orantes, os espíritos malignos que nos assolavam recrutarão muitos outros para vir fazer morada em nós, fazendo de nosso ser e de nosso viver degradante filial do próprio inferno.
