3 de novembro de 2023
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 9,1-5), de impregnar-nos da consciência de que São Paulo Apóstolo - que foi um fariseu perseguidor de cristãos - após sua conversão e dedicado à jornada evangelizadora, sentia um grande pesar, uma grande amargura no coração, pelo afastamento, a renitência, a recusa de seus irmãos judeus no sangue e na carne a aderir à fé cristã. Muito embora os israelitas tenham sido os primeiros a quem foi concedida a dádiva da adoção divina - a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas e os patriarcas, sendo deles também descendente o próprio Cristo segundo a carne, ele que é Deus bendito para sempre - ainda assim significativa parcela do povo judeu não se converteu a Cristo. Oremos por esses e outros irmãos separados, bem como por toda a humanidade que vive em agruras pelo distanciamento do Evangelho e das infinitas graças que dele emanam, para que abram suas mentes e corações para acolher a boa nova e assim libertar-se de suas condições degradantes, decorrentes do afastamento da graça divina! Obrigado, Senhor, pela oportunidade de vivermos cada vez mais próximos de vós e de vossa graça e pela consciência de que os que se afastam de vós se distanciam da graça e autocondenam a derrocar suas vidas na desgraça. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista adaptado à nossa realidade atual (Sl 147): Louvamo-vos, ó Senhor, trilhando vossos caminhos rumo à Jerusalém celeste, recebendo, em decorrência dessa decisão, bênçãos sobre bênçãos, tornando nosso viver a cada dia mais seguro e abençoado, vivendo como filhos em vosso seio. Junto a vós se torna cada vez mais significativa a paz que desfrutamos na convivência com os nossos circunstantes e somos nutridos com os mais refinados alimentos espirituais, que nos tornam pessoas a cada dia melhores para melhor amar-vos e amar e servir com mais completude os que nos são próximos. Vossa palavra revelada nas Sagradas Escrituras nos restaura em todos os aspectos, tornando-nos cada vez mais cientes do vosso infinito poder, ó Deus que criastes a terra, os céus e tudo o que neles existe. Obrigado por todo esse carinho divino, por essas preciosas orientações! Que possamos a cada dia mais tornar-nos instrumentos de irradiação da vossa santa palavra para que muitos sejam convertidos, mudando o curso de suas vidas do rumo abismal - que leva ao aprofundamento no pecado e na morte – para o rumo celestial, que leva, passo a passo, dia a dia, à Jerusalém celeste! O Santo Evangelho (Lc 14,1-6) compele-nos a arraigar-nos na determinação de fazer o bem em todas as ocasiões que se apresentarem para tal, independentemente de protocolos e convenções sociais. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que fazer o bem é uma questão de emergência, pois a pessoa que está necessitando esse bem é comparável a quem caiu em um poço ou em uma vala, consistindo em dever imperioso estender-lhe a mão para resgatá-la de tal situação. Não há lei legítima que possa impedir-nos de assim proceder, pois a lei da caridade é suprema e soberana, sendo superior a todas as demais - assim ensinou e deu o exemplo o Mestre dos mestres e Senhor dos Senhores, Jesus Cristo, Rei no Universo, Filho de Deus que se fez homem para nos salvar!
