novembro 4, 2023

4 de novembro de 2023

LITURGIA DE 04 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO CARLOS BORROMEU – BISPO E AMIGO DOS POBRES (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 11,1-2a.11-12.25-29), de impregnar-nos da consciência de que Deus não rejeitou o seu povo, não repeliu os que de antemão distinguiu. São insondáveis os desígnios divinos, porém, conforme assevera o Apóstolo, a queda de Israel tornou a salvação acessível aos pagãos - tendo a rejeição do povo de Israel a Cristo corroborado para o impulsionamento da disseminação da fé a todos os povos. Contudo, alerta o Apóstolo, este estado de cegueira espiritual do povo de Israel não perdurará para sempre, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. Cumpre-nos, pois, orar, vigiar e esperar que, no tempo de Deus, tudo se consume em conformidade com a sua santa vontade. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 93): Senhor, Deus justiceiro, Deus das vinganças, aparecei em vosso esplendor. Levantai-vos, juiz da terra, castigai os soberbos como eles merecem. Até quando, Senhor, triunfarão os ímpios? Até quando se desmandarão em discursos arrogantes, e jactanciosos estarão esses obreiros do mal? Eles esmagam o povo, Senhor, e oprimem vossa herança. Trucidam a viúva e o estrangeiro, tiram a vida aos órfãos. E dizem: O Senhor não vê, o Deus de Jacó não presta atenção nisso! Tratai de compreender, ó gente estulta. Insensatos, quando cobrareis juízo? Pois não ouvirá quem fez o ouvido? O que formou o olho não verá? Aquele que dá lições aos povos não há de punir, ele que ensina ao homem o saber... O Senhor conhece os pensamentos dos homens, e sabe que são vãos. Feliz o homem a quem ensinais, Senhor, e instruís em vossa lei, para lhe dar a paz no dia do infortúnio, enquanto uma cova se abre para o ímpio, porque o Senhor não rejeitará o seu povo, e não há de abandonar a sua herança. Mas o julgamento com justiça se fará, e a seguirão os retos de coração. [...] O Santo Evangelho (Lc 14,1.7-11) compele-nos a nos postarmos com humildade, empenhando-nos para conter os impulsos da vaidade que são incitados pelo maligno. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes para não cair em tais tentações, cultivando uma atitude de simplicidade e longanimidade, evitando toda forma de envaidecimento, cientes de que as glórias mundanas são todas ilusórias. A verdadeira exaltação se encontra em fazer a vontade de Deus, amando-o sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios - com o que o viver se reveste gradual e progressivamente de um enlevo inefável, por nos sentirmos cada vez mais unidos à divindade!