LITURGIA DE 09 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA-FEIRA – BASÍLICA DE LATRÃO – CATEDRAL DE ROMA (ANO A)
9 de novembro de 2023LITURGIA DE 11 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO MARTINHO DE TOURS – BISPO (ANO A)
11 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 10/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 15,14-21), de impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos estar cheios de bondade e buscar nos preencher de um perfeito conhecimento que nos torne capazes de nos admoestarmos uns aos outros, ou seja, de nos advertirmos, nos aconselharmos, nos corrigirmos reciprocamente quando qualquer de nós vislumbrar algo que não esteja em consonância com a Palavra de Deus, com a sã doutrina da Igreja… Concitam-nos também a emular São Paulo Apóstolo na missão de ministros de Jesus Cristo na pregação do Evangelho, no serviço de Deus. Cumpre-nos, pois, nos empenharmos para levar o Evangelho a todos quantos nos for possível – pedindo iluminação ao Espírito Santo para que nos oriente – por ações e palavras, e também invocando milagres e prodígios pela virtude do Espírito. Que nos disponhamos também a anunciar o Evangelho onde ainda não tenha sido anunciado, para maior honra e glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, adaptando alguns pontos ao contexto atual (Sl 97): Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2.O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3.Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor de seu povo. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4.Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. 5.Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. 6.Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. 7.Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. 8.Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria 9.diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade. O Santo Evangelho (Lc 16,1-8) compele-nos, em um primeiro plano, a impregnar-nos da consciência de que somos administradores dos bens que o Senhor nos concedeu – a vida é o maior deles e todos os outros dela decorrem – e cumpre-nos não dissipá-la, pois dela teremos que prestar contas. Num segundo plano, insta-nos a buscar discernir o sutil e profundo ensinamento de Jesus a respeito do trato com os semelhantes, no qual os filhos das trevas tendem a ser mais hábeis do que os filhos da luz. Conforme se depreende de tais ensinamentos, os filhos das trevas se valem das mais diversas oportunidades, das circunstâncias mais inusitadas para seduzir, conquistar simpatias, visando locupletar-se na sequência com eventuais contrapartidas. Por um lado, cumpre-nos manter-nos atentos para não cair em situações de cumplicidade com condutas ilícitas seduzidos por filhos das trevas. De outro norte, importa nos mantermos circunspectos para aproveitar oportunidades que possam tornar as pessoas mais propensas a ouvir e aceitar o que temos a dizer-lhes a respeito da Palavra de Deus. Aqui também se aplica a máxima de Jesus: “Vigiai e orai!” A oração, a súplica do auxílio celestial para que tudo seja disposto da melhor forma possível para a eficácia evangelizadora deve ser acompanhada pela atitude vigilante às oportunidades para potencializá-la.
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– O Senhor o escolheu para plenitude do sacerdócio e, abrindo seus tesouros, o cumulou de bens.
Oração do dia
– Ó Deus, que jamais permitis que as potências do mal prevaleçam contra a vossa Igreja, fundada sobre a rocha inabalável dos Apóstolos, dai-lhe, pelos méritos do papa São Leão, permanecer firme na verdade e gozar paz para sempre. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: Rm 15,14-21
Salmo Responsorial: Sl 97
– O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua Palavra fielmente (1Jo 2,5).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 16,1-8
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Rm 15,14-21): Estou pessoalmente convencido, meus irmãos, de que estais cheios de bondade, cheios de um perfeito conhecimento, capazes de vos admoestar uns aos outros. 15.Se, em parte, vos escrevi com particular liberdade, foi para relembrar-vos. E o fiz em virtude da graça que me foi dada por Deus, 16.de ser o ministro de Jesus Cristo entre os pagãos, exercendo a função sagrada do Evangelho de Deus. E isso para que os pagãos, santificados pelo Espírito Santo, lhe sejam uma oferta agradável. 17.Tenho motivo de gloriar-me em Jesus Cristo, no que diz respeito ao serviço de Deus. 18.Porque não ousaria mencionar ação alguma que Cristo não houvesse realizado por meu ministério, para levar os pagãos a aceitar o Evangelho, pela palavra e pela ação, 19.pelo poder dos milagres e prodígios, pela virtude do Espírito. De maneira que tenho divulgado o Evangelho de Cristo desde Jerusalém e suas terras vizinhas até a Ilíria. 20.E me empenhei por anunciar o Evangelho onde ainda não havia sido anunciado o nome de Cristo, pois não queria edificar sobre fundamento lançado por outro. 21.Fiz bem assim como está escrito: Vê-lo-ão aqueles aos quais ainda não tinha sido anunciado; conhecê-lo-ão aqueles que dele ainda não tinham ouvido falar (Is 52,15).
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 97): Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2.O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3.Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor da casa de Israel. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4.Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. 5.Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. 6.Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. 7.Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. 8.Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria 9.diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 16,1-8): Jesus disse também a seus discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador. Este lhe foi denunciado de ter dissipado os seus bens. 2.Ele chamou o administrador e lhe disse: Que é que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, pois já não poderás administrar meus bens. 3.O administrador refletiu então consigo: Que farei, visto que meu patrão me tira o emprego? Lavrar a terra? Não o posso. Mendigar? Tenho vergonha. 4.Já sei o que fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando eu for despedido do emprego. 5.Chamou, pois, separadamente a cada um dos devedores de seu patrão e perguntou ao primeiro: Quanto deves a meu patrão? 6.Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Disse-lhe: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve: cinqüenta. 7.Depois perguntou ao outro: Tu, quanto deves? Respondeu: Cem medidas de trigo. Disse-lhe o administrador: Toma os teus papéis e escreve: oitenta. 8.E o proprietário admirou a astúcia do administrador, porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz no trato com seus semelhantes.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (Rm 15,14-21), de impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos estar cheios de bondade e buscar nos preencher de um perfeito conhecimento que nos torne capazes de nos admoestarmos uns aos outros, ou seja, de nos advertirmos, nos aconselharmos, nos corrigirmos reciprocamente quando qualquer de nós vislumbrar algo que não esteja em consonância com a Palavra de Deus, com a sã doutrina da Igreja… Concitam-nos também a emular São Paulo Apóstolo na missão de ministros de Jesus Cristo na pregação do Evangelho, no serviço de Deus. Cumpre-nos, pois, nos empenharmos para levar o Evangelho a todos quantos nos for possível – pedindo iluminação ao Espírito Santo para que nos oriente – por ações e palavras, e também invocando milagres e prodígios pela virtude do Espírito. Que nos disponhamos também a anunciar o Evangelho onde ainda não tenha sido anunciado, para maior honra e glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, adaptando alguns pontos ao contexto atual (Sl 97): Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2.O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3.Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor de seu povo. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4.Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. 5.Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. 6.Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. 7.Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. 8.Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria 9.diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade.
O Santo Evangelho (Lc 16,1-8) compele-nos, em um primeiro plano, a impregnar-nos da consciência de que somos administradores dos bens que o Senhor nos concedeu – a vida é o maior deles e todos os outros dela decorrem – e cumpre-nos não dissipá-la, pois dela teremos que prestar contas. Num segundo plano, insta-nos a buscar discernir o sutil e profundo ensinamento de Jesus a respeito do trato com os semelhantes, no qual os filhos das trevas tendem a ser mais hábeis do que os filhos da luz. Conforme se depreende de tais ensinamentos, os filhos das trevas se valem das mais diversas oportunidades, das circunstâncias mais inusitadas para seduzir, conquistar simpatias, visando locupletar-se na sequência com eventuais contrapartidas. Por um lado, cumpre-nos manter-nos atentos para não cair em situações de cumplicidade com condutas ilícitas seduzidos por filhos das trevas. De outro norte, importa nos mantermos circunspectos para aproveitar oportunidades que possam tornar as pessoas mais propensas a ouvir e aceitar o que temos a dizer-lhes a respeito da Palavra de Deus. Aqui também se aplica a máxima de Jesus: “Vigiai e orai!” A oração, a súplica do auxílio celestial para que tudo seja disposto da melhor forma possível para a eficácia evangelizadora deve ser acompanhada pela atitude vigilante às oportunidades para potencializá-la.
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que estejamos cheios de bondade e busquemos nos preencher de um perfeito conhecimento que nos torne capazes de admoestar-nos uns aos outros – de nos advertirmos, nos aconselharmos, nos corrigirmos reciprocamente quando vislumbrarmos algo que não esteja em consonância com a Palavra de Deus, com a sã doutrina da Igreja… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para emular São Paulo Apóstolo na missão de ministros de Jesus Cristo na pregação do Evangelho, no serviço de Deus. Que nos empenhemos para levar o Evangelho a todos quantos nos for possível – pedindo iluminação ao Espírito Santo para que nos oriente – por ações e palavras, e também invocando milagres e prodígios pela virtude do Espírito. Que nos disponhamos também a anunciar o Evangelho onde ainda não tenha sido anunciado, para maior honra e glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Fazemos coro com o louvor orante do salmista, adaptando alguns pontos ao contexto atual (Sl 97): Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. 2.O Senhor fez conhecer a sua salvação. Manifestou sua justiça à face dos povos. 3.Lembrou-se de sua bondade e de sua fidelidade em favor de seu povo. Os confins da terra puderam ver a salvação de nosso Deus. 4.Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. 5.Salmodiai ao Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. 6.Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei. 7.Estruja o mar e tudo o que contém, o globo inteiro e os que nele habitam. 8.Que os rios aplaudam, que as montanhas exultem em brados de alegria 9.diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que somos administradores dos bens que o Senhor nos concedeu – a vida é o maior deles e todos os outros dela decorrem – e cumpre-nos não dissipá-la, pois dela teremos que prestar contas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para discernir e aplicar o sutil e profundo ensinamento de Jesus a respeito do trato com os semelhantes, no qual expressa que os filhos das trevas tendem a ser mais hábeis do que os filhos da luz. Conforme se depreende de tais ensinamentos, os filhos das trevas se valem das mais diversas oportunidades, das circunstâncias mais inusitadas para seduzir, conquistar simpatias, visando locupletar-se na sequência com eventuais contrapartidas. Por um lado, cumpre-nos manter-nos atentos para não cair em situações de cumplicidade com condutas ilícitas seduzidos por filhos das trevas. De outro norte, importa nos mantermos circunspectos para aproveitar oportunidades que possam tornar as pessoas mais propensas a ouvir e aceitar o que temos a dizer-lhes a respeito da Palavra de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que também nesse sentido apliquemos a máxima de Jesus: “Vigiai e orai!” Suplicamos vosso auxílio celestial para que tudo seja disposto da melhor forma possível para a eficácia evangelizadora e que nos mantenhamos em atitude vigilante às oportunidades para potencializá-la. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 10 de Novembro
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c&gad_source=1>]

São Leão Magno – Papa e doutor da Igreja
O papa Leão, nascido na Toscana no fim do século IV, é lembrado nos textos de história pelo prestígio moral e político dos quais deu prova diante das ameaças dos hunos de Átila (que conseguiu prender no Míncio) e dos vândalos de Genserico (de quem amansou a ferocidade no saque de Roma de 455). Elevado ao trono pontifício em 440, Leão, nos vinte e um anos de pontificado (morreu a 10 de novembro de 461), realizou em torno de sua sede a unidade de toda Igreja, impedindo a usurpação de jurisdição, eliminando abusos do poder, temperando as ambições do patriarcado constantinopolitano e do vicariato de Arles.
Não temos muitas notícias biográficas dele. O papa Leão não gostava de falar de si em seus escritos. Tinha uma ideia altíssima de suas funções: sabia assumir a dignidade, o poder e a solidão de Pedro, chefe dos apóstolos. Mas as suas atitudes, constante e rigidamente sacerdotais, hieráticas, não fazem um pano de fundo ao calor humano e também ao entusiasmo, que transparecem dos 96 Sermões e das 173 Cartas chegados até nós. De modo especial as homilias nos mostram o papa, um dos maiores da história da Igreja, paternalmente dedicado ao bem espiritual dos seus filhos, aos quais fala com linguagem acessível, traduzindo seu pensamento em fórmulas sóbrias e eficazes para a prática da vida cristã.
As suas cartas, dado o estilo culto, atento a certas cadências eficazes, dão a medida de sua rica personalidade. Espírito muito compreensivo e de larga visão, não se apega a detalhes de uma questão doutrinal. Todavia participa ativamente na elaboração dogmática do grave problema teológico tratado no concílio de Calcedônia, convocado pelo imperador do Oriente para a condenação do monofisismo.
A sua célebre Epístola dogmática a Flaviano, lida pelos delegados romanos que presidiam a assembleia, forneceu o sentido e, às vezes, as fórmulas da definição conciliar, criando assim unidade efetiva e solidariedade com a sede de Roma, caso único na história da Igreja, desde aquele período até hoje. Leão foi o primeiro papa que recebeu dos pósteros o apelido de Magno (grande),’ não só pelas qualidades literárias e pela firmeza com que sustentou o decadente império do Ocidente, mas pela estabilidade dogmática que transparece das suas cartas, dos seus sermões e das orações litúrgicas da época em que são evidentes a sobriedade e a precisão tipicamente leoninas.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 10 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Segundo Livro dos Macabeus 12, 32-46
O sacrifício pelos mortos
Depois da festa de Pentecostes, Judas e os seus companheiros marcharam contra Górgias, chefe militar da Idumeia. Este saiu a campo com três mil soldados de infantaria e quatrocentos de cavalaria. Travou-se combate e morreram alguns judeus.
Dositeu, um bravo cavaleiro de bacenor, apoderou-se de Górgias e, segurando-o pela capa, arrastou-o vigorosamente, na intenção de aprisionar vivo aquele maldito; mas um dos cavaleiros trácios lançou-se sobre ele e decepou-lhe o braço; e Górgias pôde fugir para Marisa. Entretanto, como os soldados de Esdrin estavam a combater havia muito tempo e se encontravam extenuados, Judas suplicou ao Senhor que fosse seu aliado e guia naquele combate. Depois de ter entoado na sua própria língua um canto de guerra, caiu inesperadamente sobre as tropas de Górgias e pô-las em debandada.
Então Judas, reagrupando o exército, dirigiu-se para a cidade de Odolão. No sétimo dia purificaram-se segundo o costume e celebraram aí o sábado. No dia seguinte os soldados de Judas foram recolher os corpos dos que tinham sido mortos, como era necessário, para os sepultar com seus parentes nos túmulos de seus pais. E encontraram debaixo das túnicas dos mortos objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, que a Lei proíbe aos judeus. Assim se tornou claro para todos o motivo por que eles tinham perecido. Todos glorificaram o Senhor, justo juiz, que manifesta as coisas ocultas, e fizeram preces para que o pecado cometido fosse completamente perdoado. O valoroso Judas exortou a multidão a conservar-se sem pecado, vendo diante de seus olhos as consequências da falta dos que tinham morrido. Depois fez uma colecta de cerca de duas mil dracmas de prata e enviou-as a Jerusalém, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados dos que tinham morrido, praticando assim uma ação muito digna e nobre, inspirada na esperança da ressurreição. Porque se ele não esperasse que os que tinham sucumbido haviam de ressuscitar, teria sido vão e supérfluo orar pelos mortos. Além disso, pensava na magnífica recompensa que está reservada àqueles que morrem piedosamente. Era um santo e piedoso pensamento. Por isso mandou oferecer um sacrifício de expiação pelos mortos, para que fossem libertos do seu pecado.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos Sermões de São Leão Magno, papa
(Sermo 4, 1-2; PL 54, 148-149) (Sec. V)
O serviço especial do nosso ministério
Toda a Igreja de Deus está organizada em diversas ordens, de modo que a integridade do corpo sagrado subsiste na diversidade dos seus membros. Apesar disso, como diz o Apóstolo, somos um só em Cristo Jesus. A diversidade de funções não é de modo algum causa de divisão entre os membros, já que todos, por mais humilde que seja a sua função, estão unidos à cabeça. Na unidade da fé e do Batismo, formamos uma comunidade indissolúvel, na qual todos têm a mesma dignidade, segundo a palavra sagrada do apóstolo São Pedro: Também vós, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo; e ainda: Vós sois geração escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo resgatado.
Todos os que renasceram em Cristo obtiveram, pelo sinal da cruz, a dignidade real e, pela unção do Espírito Santo, receberam a consagração sacerdotal. Por isso, não obstante o serviço especial do nosso ministério, todos os cristãos foram revestidos de um carisma espiritual que os torna membros desta família de reis e deste povo de sacerdotes. Não será, na verdade, função régia o fato de uma alma, submetida a Deus, governar o seu corpo? E não será função sacerdotal consagrar ao Senhor uma consciência pura e oferecer no altar do coração a hóstia imaculada da nossa piedade? Pela graça de Deus, estas prerrogativas são comuns a todos. Mas é digno e justo que vos alegreis no dia da nossa eleição como se se tratasse de vossa própria honra, para que em todo o corpo da Igreja se celebre um único sacramento do sacerdócio. Ao derramar‑se o unguento da consagração, este sacramento derramou‑se certamente com mais abundância nos membros superiores, mas desceu também, e não escassamente, até aos inferiores.
Se a participação neste dom nos traz, com toda a razão, tão grande alegria, mais verdadeiro e excelente será o motivo do nosso júbilo, caríssimos irmãos, se não vos detiverdes a considerar a nossa humilde pessoa. Pelo contrário, será muito mais útil e digno dirigir a atenção do nosso espírito para a contemplação da glória do bem‑aventurado apóstolo Pedro e dedicar especialmente este dia à veneração daquele que foi inundado de bênçãos tão copiosamente pela própria fonte de todos os carismas, de tal modo que, tendo recebido muitas graças exclusivas à sua pessoa, nada se comunica aos sucessores sem a sua intervenção. O Verbo encarnado já habitava no meio de nós; Cristo já Se tinha entregado totalmente para a redenção do gênero humano.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há-de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
