novembro 17, 2023

17 de novembro de 2023

LITURGIA DE 18 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – COMEMORAÇÃO DAS BASÍLICAS DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Lc 18,1-8) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou ser necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo, exemplificando com a perseverança da viúva que insistiu frequentemente com o juiz iníquo para que lhe fizesse justiça, até que este, farto da importunação, atendeu ao que ela pedia. Em seguida Jesus afirmou: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Na sequência, concluiu: Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? Tal arremate deste discurso de Jesus insta-nos a relacionar a persistência na oração com a fé, sendo a atitude de insistir na súplica indício de que se tem fé expectante, ou seja, de quem pede e permanece na expectativa confiante de receber o que pediu. Que tudo o que pedirmos o seja em conformidade com a santa vontade de Deus e certamente receberemos; não cessemos de clamar a intervenção divina, até receber a graça!
17 de novembro de 2023

LITURGIA DE 17 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SANTA ISABEL DA HUNGRIA – ESPOSA E RELIGIOSA (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Lc 17,26-37) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que, muito embora a insensatez humana faça com com os seres se mantenham impassíveis face aos sinais divinos, as consequências das atitudes não deixam de se manifestar; a cada tipo de plantação, inexoravelmente se sucede a respectiva colheita. Jesus nos recorda o ocorrido nos tempos de Noé e Lot: as pessoas que andavam no erro, no pecado, no desprezo aos desígnios divinos viviam normalmente, festivamente, porém o saldo espiritual negativo que coletivamente acumularam atraiu sobre elas a destruição, pois se tornaram, por suas condutas insensatas, indignas de permanecer sobre a terra, de continuar sendo sustentados pelas graças divinas. As palavras de Jesus são incisivas e nos concitam a manter-nos vigilantes e orantes, pois seja no juízo final, em que seremos passados pelo processo de "triagem" - em que cada um será destinado aos lugar que talhou com as ações realizadas no decorrer da vida; seja no juízo particular, ao qual seremos submetidos se nossa vida expirar antes da parusia, da segunda vinda de Jesus à terra - está em nossas mãos talhar o destino ao qual seremos conduzidos. Por isso Jesus, de forma amorosa, compassiva, profundamente misericordiosa, nos alerta de que se em nossa jornada terrena vivermos na lógica do mundo, nos abandonando aos prazeres mundanos, à "curtição" como se diz popularmente - tal conduta se constituirá em razão de perdição. Quem assim procede o faz iludido de que está "arrasando", sendo esperto, um "ganhador"... porém, mais cedo ou mais tarde, aqui mesmo, constatará o quão insensato foi tal proceder, pois tudo isso se revela vaidade e ilusão e se esvai como um castelo de cartas… Já os que, aos olhos do mundo, "perdem a vida", dedicando o precioso tempo que nos foi concedido por Deus ao cultivo espiritual, às realidades divinas, estes sim, usufruem, já aqui, da vida em abundância, construindo um viver solidamente assentado nos elevados valores revelados nas orientações divinas expressas nas Sagradas Escrituras. Esse viver é caracterizado por um estado de elevado bem-estar interior gerado pela paz profunda que emana da conexão com o divino, da sintonia com a Palavra de Deus, da intimidade com Jesus sacramentado... Jesus alerta ainda que em uma mesma casa, a depender a realidade interior de cada um, poderão haver destinos diferentes, em que uns serão levados e outros deixados. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, pois ninguém sabe nem o dia, nem a hora; isso cabe tão somente o Pai celestial (Mt 24,36).