As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece nesta perícope (Rm 10, 9-18) que cumpre nos empenharmos para não mais viver segundo a carne, mas segundo o Espírito, acolhendo em nós a Palavra de Deus e colocando-a em prática, com o que o Espírito de Deus passa a habitar em nós. Desse modo, nos tornamos resistentes ao pecado, deixando de ser devedores da carne, mas aptos a renunciar, a abrir mão das incitações do maligno que se empenha por colocar-nos a perder na vida rasteira, semianimalesca de quem vive segundo os apetites carnais. Vivendo unidos a Cristo, empenhando-nos por fazer a vontade de Deus, amando-o sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, somos conduzidos pelo Espírito de Deus e nos tornamos seus filhos, superando o estado de escravos do maligno, recebendo o espírito de adoção filial, pelo qual clamamos: Aba!, Pai! Papaizinho querido, colocamo-nos filialmente em vossos braços! Conduzidos pelo Espírito de Deus, nos tornamos seus filhos, seus herdeiros, coerdeiros de Cristo, dispostos a sofrer com ele, para também com ele sermos glorificados, cientes de que, sejam quais forem os sofrimentos que tenhamos que suportar na vida presente, eles não têm proporção com a glória futura que nos será manifestada! [...]