novembro 2023

6 de novembro de 2023

LITURGIA DE 06 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEGUNDA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Ap 7,2-4.9-14), de impregnar-nos da consciência de que os servos de Deus serão assinalados em suas frontes e uma multidão deles, de todas as nações, tribos, povos e línguas se colocarão em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão - e bradarão em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do cordeiro. Os anjos e os guardiães do trono de Deus se prostrarão de face em terra diante do trono, adorando a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém! Oxalá estejamos entre os que lá estarão, revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 23): Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. [...] As santas palavras da 2ª Leitura (1Jo 3,1-3) compelem-nos a impregnar-nos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus - e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro! O Santo Evangelho (Mt 5,1-12a) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou que são Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Ensinou ainda que bem-aventurados seremos quando nos caluniarem, quando nos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra nós por causa dele. Que cumpre-nos alegrar-nos e exultar, porque será grande a nossa recompensa nos céus. Portanto, nos lancemos amorosamente no exercício dessas práticas recomendadas por Jesus, sendo humildes de coração; perseverantes em meio às tristezas que nos assolam; mansos; famintos e sedentos de justiça; misericordiosos; puros de coração e pacíficos. E atuemos cientes de que, ainda que perseguidos por causa da justiça, caluniados e vítimas de toda sorte de maledicências, cumpre-nos tudo suportar com resignação e paz de espírito, pois a recompensa que nos espera é infinitamente maior, conforme asseverou o Apóstolo: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Romanos, 8,18). Mantenhamo-nos, pois, firmes na caminhada cristã, para estarmos entre os revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar.
5 de novembro de 2023

LITURGIA DE 05 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – TODOS OS SANTOS E SANTAS (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Ap 7,2-4.9-14), de impregnar-nos da consciência de que os servos de Deus serão assinalados em suas frontes e uma multidão deles, de todas as nações, tribos, povos e línguas se colocarão em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão - e bradarão em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do cordeiro. Os anjos e os guardiães do trono de Deus se prostrarão de face em terra diante do trono, adorando a Deus, dizendo: Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém! Oxalá estejamos entre os que lá estarão, revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 23): Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou. Quem será digno de subir ao monte do Senhor? Ou de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos limpas e o coração puro, cujo espírito não busca as vaidades nem perjura para enganar seu próximo. Este terá a bênção do Senhor, e a recompensa de Deus, seu Salvador. Tal é a geração dos que o procuram, dos que buscam a face do Deus de Jacó. [...] As santas palavras da 2ª Leitura (1Jo 3,1-3) compelem-nos a impregnar-nos da consciência do imenso amor com que nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus - e nós o somos, de fato! Desde agora somos filhos de Deus e quando chegar o tempo, de acordo com a sua santa vontade, seremos semelhantes a ele, porquanto o veremos como ele é. Todo aquele que tem nele esta esperança e se mantém fiel, trilhando o caminho da promessa que acalenta em nós essa esperança, torna-se puro, como ele é puro! O Santo Evangelho (Mt 5,1-12a) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou que são Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Ensinou ainda que bem-aventurados seremos quando nos caluniarem, quando nos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra nós por causa dele. Que cumpre-nos alegrar-nos e exultar, porque será grande a nossa recompensa nos céus. Portanto, nos lancemos amorosamente no exercício dessas práticas recomendadas por Jesus, sendo humildes de coração; perseverantes em meio às tristezas que nos assolam; mansos; famintos e sedentos de justiça; misericordiosos; puros de coração e pacíficos. E atuemos cientes de que, ainda que perseguidos por causa da justiça, caluniados e vítimas de toda sorte de maledicências, cumpre-nos tudo suportar com resignação e paz de espírito, pois a recompensa que nos espera é infinitamente maior, conforme asseverou o Apóstolo: Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada (Romanos, 8,18). Mantenhamo-nos, pois, firmes na caminhada cristã, para estarmos entre os revestidos de vestes brancas, sobrevivendo da grande tribulação, tendo as vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que morreu na cruz para nos salvar.
4 de novembro de 2023

LITURGIA DE 04 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO CARLOS BORROMEU – BISPO E AMIGO DOS POBRES (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 11,1-2a.11-12.25-29), de impregnar-nos da consciência de que Deus não rejeitou o seu povo, não repeliu os que de antemão distinguiu. São insondáveis os desígnios divinos, porém, conforme assevera o Apóstolo, a queda de Israel tornou a salvação acessível aos pagãos - tendo a rejeição do povo de Israel a Cristo corroborado para o impulsionamento da disseminação da fé a todos os povos. Contudo, alerta o Apóstolo, este estado de cegueira espiritual do povo de Israel não perdurará para sempre, pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. Cumpre-nos, pois, orar, vigiar e esperar que, no tempo de Deus, tudo se consume em conformidade com a sua santa vontade. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 93): Senhor, Deus justiceiro, Deus das vinganças, aparecei em vosso esplendor. Levantai-vos, juiz da terra, castigai os soberbos como eles merecem. Até quando, Senhor, triunfarão os ímpios? Até quando se desmandarão em discursos arrogantes, e jactanciosos estarão esses obreiros do mal? Eles esmagam o povo, Senhor, e oprimem vossa herança. Trucidam a viúva e o estrangeiro, tiram a vida aos órfãos. E dizem: O Senhor não vê, o Deus de Jacó não presta atenção nisso! Tratai de compreender, ó gente estulta. Insensatos, quando cobrareis juízo? Pois não ouvirá quem fez o ouvido? O que formou o olho não verá? Aquele que dá lições aos povos não há de punir, ele que ensina ao homem o saber... O Senhor conhece os pensamentos dos homens, e sabe que são vãos. Feliz o homem a quem ensinais, Senhor, e instruís em vossa lei, para lhe dar a paz no dia do infortúnio, enquanto uma cova se abre para o ímpio, porque o Senhor não rejeitará o seu povo, e não há de abandonar a sua herança. Mas o julgamento com justiça se fará, e a seguirão os retos de coração. [...] O Santo Evangelho (Lc 14,1.7-11) compele-nos a nos postarmos com humildade, empenhando-nos para conter os impulsos da vaidade que são incitados pelo maligno. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes para não cair em tais tentações, cultivando uma atitude de simplicidade e longanimidade, evitando toda forma de envaidecimento, cientes de que as glórias mundanas são todas ilusórias. A verdadeira exaltação se encontra em fazer a vontade de Deus, amando-o sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios - com o que o viver se reveste gradual e progressivamente de um enlevo inefável, por nos sentirmos cada vez mais unidos à divindade!
3 de novembro de 2023

LITURGIA DE 03 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – XXX SEMANA COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 9,1-5), de impregnar-nos da consciência de que São Paulo Apóstolo - que foi um fariseu perseguidor de cristãos - após sua conversão e dedicado à jornada evangelizadora, sentia um grande pesar, uma grande amargura no coração, pelo afastamento, a renitência, a recusa de seus irmãos judeus no sangue e na carne a aderir à fé cristã. Muito embora os israelitas tenham sido os primeiros a quem foi concedida a dádiva da adoção divina - a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas e os patriarcas, sendo deles também descendente o próprio Cristo segundo a carne, ele que é Deus bendito para sempre - ainda assim significativa parcela do povo judeu não se converteu a Cristo. Oremos por esses e outros irmãos separados, bem como por toda a humanidade que vive em agruras pelo distanciamento do Evangelho e das infinitas graças que dele emanam, para que abram suas mentes e corações para acolher a boa nova e assim libertar-se de suas condições degradantes, decorrentes do afastamento da graça divina! Obrigado, Senhor, pela oportunidade de vivermos cada vez mais próximos de vós e de vossa graça e pela consciência de que os que se afastam de vós se distanciam da graça e autocondenam a derrocar suas vidas na desgraça. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista adaptado à nossa realidade atual (Sl 147): Louvamo-vos, ó Senhor, trilhando vossos caminhos rumo à Jerusalém celeste, recebendo, em decorrência dessa decisão, bênçãos sobre bênçãos, tornando nosso viver a cada dia mais seguro e abençoado, vivendo como filhos em vosso seio. Junto a vós se torna cada vez mais significativa a paz que desfrutamos na convivência com os nossos circunstantes e somos nutridos com os mais refinados alimentos espirituais, que nos tornam pessoas a cada dia melhores para melhor amar-vos e amar e servir com mais completude os que nos são próximos. Vossa palavra revelada nas Sagradas Escrituras nos restaura em todos os aspectos, tornando-nos cada vez mais cientes do vosso infinito poder, ó Deus que criastes a terra, os céus e tudo o que neles existe. Obrigado por todo esse carinho divino, por essas preciosas orientações! Que possamos a cada dia mais tornar-nos instrumentos de irradiação da vossa santa palavra para que muitos sejam convertidos, mudando o curso de suas vidas do rumo abismal - que leva ao aprofundamento no pecado e na morte – para o rumo celestial, que leva, passo a passo, dia a dia, à Jerusalém celeste! O Santo Evangelho (Lc 14,1-6) compele-nos a arraigar-nos na determinação de fazer o bem em todas as ocasiões que se apresentarem para tal, independentemente de protocolos e convenções sociais. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que fazer o bem é uma questão de emergência, pois a pessoa que está necessitando esse bem é comparável a quem caiu em um poço ou em uma vala, consistindo em dever imperioso estender-lhe a mão para resgatá-la de tal situação. Não há lei legítima que possa impedir-nos de assim proceder, pois a lei da caridade é suprema e soberana, sendo superior a todas as demais - assim ensinou e deu o exemplo o Mestre dos mestres e Senhor dos Senhores, Jesus Cristo, Rei no Universo, Filho de Deus que se fez homem para nos salvar!
2 de novembro de 2023

LITURGIA DE 02 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA–FEIRA – COMEMORAÇÃO DOS FINADOS (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Jó 19,1.23-27), de impregnar-nos da consciência de que Deus se faz presente sobre a terra e se fará visível aos olhos dos que o buscam. Usufruiremos da suprema ventura de contemplar o Senhor Deus. Mantenhamo-nos, pois, firmes e fiéis na jornada, no caminho que leva à união divina, nos configurando cada vez mais, dia a dia, ao nosso supremo modelo, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos (cientes de que nossos inimigos são os principados e postestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), que tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens) - a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 26): O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário. [...] As santas palavras da 2ª Leitura (Rm 5,5-11) compelem-nos a impregnar-nos da consciência de que a esperança cristã não engana. O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo e nos conforta com a convicção de que Cristo morreu por nós, em supremo sacrifício de amor; nos resgatou, apesar de nossa condição de pecadores contumazes, padecentes de todas as fraquezas da carne e propensos a cometer toda sorte de ações típicas dos ímpios. Fomos resgatados de tal condição, justificados pelo seu sangue e assim salvos da ira. Muito embora fôssemos inimigos de Deus, vivendo afastados de seus caminhos, praticando o que é mau aos seus olhos, fomos com ele reconciliados pela morte de seu Filho. Assim, acalentamos a esperança de que, com muito mais razão, estando já redimidos por seu sangue, firmes na fé, seremos salvos por esse Filho que ressuscitou dos mortos e nos concedeu a glória da reconciliação com o divino! O Santo Evangelho (Jo 6,37-40) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que todo aquele que o Pai dá a Jesus a ele irá e não será lançado fora, pois Jesus desceu do céu não para fazer a própria vontade, mas a do Pai que o enviou. A vontade de Deus é que não se perca nenhum dos que destinou aos cuidados de Jesus, mas sim que sejam ressuscitados. Sendo a vontade de Deus que todo o que crê em Jesus tenha a vida eterna, sendo por ele contemplado com a ressurreição, mantenhamo-nos firmes e fiéis na fé e no seguimento de Jesus!
1 de novembro de 2023

LITURGIA DE 01 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA–FEIRA – XXX SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 8,26-30), de impregnar-nos da consciência de que o Espírito Santo vem em nosso auxílio face às nossas fraquezas, intercedendo por nós com gemidos inefáveis quando estamos sinceramente imbuídos do propósito de fazer a vontade do Pai - muito embora sem saber o que devemos pedir e nem orar como convêm. O Pai Celestial, que perscruta os corações, sabe o que deseja o Espírito que intercede pelos que buscam viver conforme a sua vontade, os que cultivam o propósito de santificar cada instante do viver. Assim, tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, dos eleitos segundo os desígnios divinos, dos que acolhem o chamado que é estendido a todos, mas, infelizmente, nem todos atendem. Busquemos, pois, a cada dia mais, viver segundo os desígnios divinos, pois somos destinados a nos configurarmos à imagem do Filho de Deus, o primogênito entre uma multidão de irmãos. Vivamos, pois, cientes de que acolhendo este chamado divino pela fé, somos justificados e glorificados por aquele que nos chamou! As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 12): Até quando, Senhor, de todo vos esquecereis de mim? Por quanto tempo ainda desviareis de mim os vossos olhares? Até quando aninharei a angústia na minha alma, e, dia após dia, a tristeza no coração? Até quando se levantará o meu inimigo contra mim? Olhai! Ouvi-me, Senhor, ó meu Deus! Iluminai meus olhos com vossa luz, para eu não adormecer na morte, para que meu inimigo não venha a dizer: Venci-o; e meus adversários não triunfem no momento de minha queda, eu que confiei em vossa misericórdia. Antes possa meu coração regozijar-se em vosso socorro! Então cantarei ao Senhor pelos benefícios que me concedeu. O Santo Evangelho (Lc 13,18-21) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que Jesus, no decorrer de sua jornada, por onde passava ali ensinava. Inquirido a respeito da salvação, ensinou que cumpre-nos entrar pela porta estreita, mantendo-nos estritamente fiéis aos ensinamentos divinos e praticando o amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Amar a Deus sobre todas as coisas implica em renunciar ao orgulho e à soberba, mantendo a humildade e a obediência aos desígnios divinos. Para ensinar isso, Jesus se valeu da imagem da porta estreita. Aqueles que querem "reformar a porta", elastecer, esticar, manipular os ensinamentos das sagradas escrituras, a sã doutrina cristã para atender as suas conveniências, ainda que possam, a princípio, ser considerados os primeiros a serem acolhidos no Reino dos Céus, com tais atitudes serão levados aos últimos lugares - incorrendo seriamente no risco de não adentrar. Já os que se mantém humildes e obedientes, amoldando-se aos ensinamentos ao invés de "esticá-los", ainda que aparentemente pouco qualificados, serão os primeiros a acessar o Reino. Não compliquemos, pois, as coisas; mantenhamo-nos fiéis à sã doutrina cristã e conscientes do que Jesus ensinou sobre que os que se arrogam sábios e entendidos: pelo orgulho e soberba interpõem barreiras que tornam para eles inacessíveis as revelações divinas, com o que se fecham e se afastam da verdade. Por isso disse Jesus: "Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos (Mt 11,25).”