janeiro 31, 2024

31 de janeiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 31 DE JANEIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 31 de janeiro de 2024, que esclarece em especial em 2 Samuel 24,2.9-17 sobre a atuação de Davi estribado no próprio entendimento, ordenando o recenseamento de seu povo por mero capricho, sem que houvesse tal necessidade. Sentindo remorso por agir à revelia da vossa vontade, expressou: "Cometi um grande pecado, fazendo isso. Mas agora apagai, ó Senhor, a culpa de vosso servo, porque procedi nesciamente." Muito embora tenha se arrependido, afastou-se da graça e desse modo atraiu desgraças sobre si e os seus, como houvera feito em ocasiões anteriores e como sempre ocorre quando nos abandonamos ao pecado. Do mesmo modo nós, de forma individual e também coletivamente, atraímos terríveis consequências com atitudes impensadas, precipitadas, dessintonizadas da vossa vontade, por falta de humildade e de zelo na busca da eficaz orientação divina. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes para não cair em tentação, porém nas quedas, a exemplo de Davi, invoquemos a vossa misericórdia por nossa insensatez; enfrentemos as angústias das consequências das más atitudes e nos resignemos com o que tivermos que enfrentar, com especial cuidado para suplicar que seja evitado que nossos erros levem outros a serem prejudicados. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 31,1-2.5-7): De Davi. Hino. Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. 2. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. 5. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. 6. Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele. 7. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho de Marcos 6,1-6, nos impregnemos da consciência de que em determinada ocasião Jesus foi para sua pátria com seus discípulos e no sábado começou a ensinar na sinagoga. Muitos de seus compatriotas se admiravam, inquirindo-se donde lhe havia vindo tal sabedoria e poder para operar milagres. Sabedores de que Jesus era filho de José e Maria, criado com os primos (na linguagem hebraica e aramaica denominados irmãos) Tiago, José, Judas e Simão, cujas primas viviam ainda entre eles, mantinham-se perplexos a seu respeito. Jesus disse então: "Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa." Em um clima de desconfiança, do que Jesus muito se admirou, tão somente curou alguns poucos enfermos impondo-lhes as mãos e prosseguiu sua jornada, percorrendo as aldeias circunvizinhas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que o maligno impregna-nos de desconfiança, incitando-nos com pensamentos que desviam da realidade. Os conterrâneos e contemporâneos de Jesus, muito embora reconhecendo a inegável sabedoria divina por ele expressa, acompanhada de milagres jamais vistos, ao invés de abrir o coração para acolher o que seu olhos viam e seus ouvidos ouviam, acolheram a maledicência impregnada em suas mentes pelo maligno, permanecendo céticos. Tantos santos e filósofos, com especial deferência a Santo Tomás de Aquino, demonstraram por argumentos irretorquíveis a realidade da existência de Deus - e a natureza com suas maravilhas, dentre as quais a principal delas: o próprio ser humano, se constituem como que milagres inquestionáveis, que jamais poderão ser explicados sem um criador imensamente poderoso e sumamente amoroso - porém, ainda assim são muitos os que, persuadidos pelo maligno, insistem em negá-la. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos firmes na oração e na busca sincera do conhecimento das Sagradas Escrituras e da sã doutrina da Igreja, avançando na sua fiel prática, vigilantes e orantes para não nos perdermos nas sugestões malignas que desviam dos vossos caminhos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!