16 de fevereiro de 2024
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 16 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 58,1-9a, em primeiro plano, sobre o múnus profético, a missão que nos cumpre exercer na condição de batizados - de modo a sermos sal da terra e luz do mundo (conforme Mateus 5,13-14). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que clamemos em alta voz, sem constrangimentos, denunciando as faltas e pecados que são cometidos e anunciando o comportamento que vos agrada, que é praticar a justiça, observando fielmente a vossa lei. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos inteiremos e incorporemos ao viver as exigências da justiça divina para viver na vossa presença, que incluem o jejum (conforme prescreve a Santa Madre Igreja) e a mortificação (o refreamento das paixões), porém impreterivelmente acompanhados da caridade, com rigorosa abstenção de atitudes que venham a prejudicar de alguma forma o próximo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes da admoestação do profeta Isaías em relação ao jejum: "Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações […]." Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 5. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. 6. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vivemos o tempo quaresmal, de preparação para a celebração da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que cumpre-nos vivenciar esse tempo nos dedicando de forma especial ao jejum, à oração e à caridade com os necessitados de forma mais intensiva. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos cientes de que o objetivo maior de nossas vidas é realizar a vossa vontade - pois fostes vós que nos criastes e de vós tudo recebemos - trilhando os caminhos que são de vossa santa vontade para convosco nos reunirmos eternamente após a passagem pela vida terrena. Sendo de vossa vontade que cultivemos essas atitudes de forma especial nesse período, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos compenetremos do espírito do jejum com a oração e a caridade, centrados na consciência de tudo o que Jesus passou, cuja memória celebrativa e vivencial nos espera após o período quaresmal, na Semana Santa. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
