29 de fevereiro de 2024
O Santo Evangelho (Lc 16,19-31) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do que nos ensina Jesus na parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, cabendo-nos empenhar-nos para observar rigorosamente e cumprir com esmero a lei da caridade, não permitindo que o nosso próximo padeça necessidades que estejam ao nosso alcance suprir. Quem se mantém insensível pode até por algum tempo usufruir de bem-estar material, porém a insensibilidade, a ganância, a avareza, a dureza de coração vão construindo, gradual e progressivamente, uma realidade infernal aqui mesmo na terra - pois não é possível ser feliz em meio à infelicidade do próximo - projetando para a eternidade as consequências da conduta insensata. Cumpre-nos, pois, ouvir e colocar em prática o que o Senhor nos diz para fazer e do que nos abster - em Isaías 58,6-7, as orientações são claras: "Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante." Cabe-nos impregnar-nos da consciência do destino dos avaros e dos esbanjadores, cujas atitudes geram consequências das quais implorarão compaixão, porém de más sementes não há como colher bons frutos. Convertamo-nos e cumpramos os desígnios divinos; ouçamos os que nos reportam a Palavra do Senhor - não sejamos insensatos!
