“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE MARÇO DE 2024
1 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE MARÇO DE 2024
3 de março de 2024SÁBADO DA II SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/v6FadRFahqE?si=VcBmmSKzm62Qd_i0

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4288-liturgia-de-02-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para todos, sua ternura abraça toda criatura (Sl 144,8s).
Coleta
– Ó Deus, que pela graça já nos dais na terra participar dos bens do céu, guiai-nos de tal modo nesta vida, que possamos chegar à luz em que habitais. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Mq 7,14-15.18-20
Salmo Responsorial: Sl 102,1-4.8-12
– O Senhor é indulgente e favorável.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 15,1-3.11-32
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti. (Lc 15,18)
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (Mq 7,14-15.18-20): Conduzi com o cajado o vosso povo, o rebanho de vossa herança que se encontra espalhado pelas brenhas, para o meio de vergéis; que ele paste como outrora em Basã e em Galaad. 15. Como nos dias em que saístes do Egito, fazei-nos ver prodígios. 18. Qual é o Deus que, como vós, apaga a iniquidade e perdoa o pecado do resto de seu povo, que não se ira para sempre porque prefere a misericórdia? 19. Uma vez mais, tende piedade de nós! Esquecei as nossas faltas e jogai nossos pecados nas profundezas do mar! 20. Mostrai a vossa fidelidade para com Jacó, e vossa piedade para com Abraão, como jurastes a nossos pais desde os tempos antigos!
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 102,1-4.8-12): Salmo de Davi. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que existe em mim bendiga o seu santo nome. 2. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e jamais te esqueças de todos os seus benefícios. 3. É ele que perdoa as tuas faltas, e sara as tuas enfermidades. 4. É ele que salva tua vida da morte, e te coroa de bondade e de misericórdia. 8. O Senhor é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemência. 9. Ele não está sempre a repreender, nem eterno é o seu ressentimento. 10. Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos castiga em proporção de nossas faltas, 11. porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os que o temem; 12. tanto o oriente dista do ocidente quanto ele afasta de nós nossos pecados.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 15,1-3.11-32): Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo.2. Os fariseus e os escribas murmuravam: Este homem recebe e come com pessoas de má vida! 3. Então lhes propôs a seguinte parábola: […] 11. Disse também: Um homem tinha dois filhos. 12. O mais moço disse a seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. O pai então repartiu entre eles os haveres. 13. Poucos dias depois, ajuntando tudo o que lhe pertencia, partiu o filho mais moço para um país muito distante, e lá dissipou a sua fortuna, vivendo dissolutamente. 14. Depois de ter esbanjado tudo, sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar penúria. 15. Foi pôr-se ao serviço de um dos habitantes daquela região, que o mandou para os seus campos guardar os porcos. 16. Desejava ele fartar-se das vagens que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17. Entrou então em si e refletiu: Quantos empregados há na casa de meu pai que têm pão em abundância… e eu, aqui, estou a morrer de fome! 18. Levantar-me-ei e irei a meu pai, e dir-lhe-ei: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; 19. já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados. 20. Levantou-se, pois, e foi ter com seu pai. Estava ainda longe, quando seu pai o viu e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. 21. O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22. Mas o pai falou aos servos: Trazei-me depressa a melhor veste e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e calçado nos pés. 23. Trazei também um novilho gordo e matai-o; comamos e façamos uma festa. 24. Este meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa. 25. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar e aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26. Chamou um servo e perguntou-lhe o que havia. 27. Ele lhe explicou: Voltou teu irmão. E teu pai mandou matar um novilho gordo, porque o reencontrou são e salvo. 28. Encolerizou-se ele e não queria entrar, mas seu pai saiu e insistiu com ele. 29. Ele, então, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir ordem alguma tua, e nunca me deste um cabrito para festejar com os meus amigos. 30. E agora, que voltou este teu filho, que gastou os teus bens com as meretrizes, logo lhe mandaste matar um novilho gordo! 31. Explicou-lhe o pai: Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32. Convinha, porém, fazermos festa, pois este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 02 de março de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Mq 7,14-15.18-20) que cumpre-nos emular o profeta Miquéias, invocando o Senhor para que intensifique o pastoreio do povo disperso. Realizai, Senhor – pois para vós nada é impossível – prodígios de conversão entre nós, de modo que, como civilização, mudemos de direção e nos elevemos dos abismos em que nos afundamos por termos nos afastado dos vossos caminhos! Suplicamos vossa generosidade sem limites para que, apesar de nossas iniquidades, sejam perdoados os nossos pecados.
Intensificai a atuação do resto de seu povo que permanece fiel a vós para que, com bom testemunho, atuem efetiva e intensamente como sal da terra e luz do mundo, de modo a resgatar e restaurar o que está destinado a se perder devido à insensatez, à recalcitrância no erro… Invocamos, ó Senhor, a vossa clemência, a vossa misericórdia, a vossa piedade e fidelidade que tantas vezes demonstrastes para com os nossos antepassados.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 102,1-4.8-12).
O Santo Evangelho (Lc 15,1-3.11-32) compele-nos em especial a reconhecer que, quando não pautamos o viver pelos desígnios divinos – pelas sábias orientações das Sagradas Escrituras e da sã doutrina da Igreja – dissipamos a fortuna de graças que nos foi concedida pelo Senhor e nos lançamos, afastando-nos da graça, para as regiões da desgraça. Tal desvio de rota nos leva a viver dissolutamente, esbanjando, abusando das dádivas divinas, submetendo o corpo a experiências renhidas com os preceitos divinos; dissipando os recursos em frivolidades e consequentemente faltando com a lei da caridade – e assim sucessivamente…
Quem assim procede inexoravelmente atrai sobre si grande miséria espiritual e lastimável penúria existencial. Nesse estado, a pessoa tende a buscar em muitos lugares (seitas; ideologias; superstições, conhecimentos limitados ao humano – que, por desconsiderarem a parte mais importante da realidade, que é a presença divina em tudo, jamais conseguirão dar conta do que se propõem…) o que mate a sede que sente no profundo da alma – a fome do amor do Pai, o Supremo Criador, daquele que dá profundo sentido à existência…
Não conseguindo encontrar o que sacie, de desilusão em desilusão, de abismo em abismo, se aprofunda cada vez mais em estados gradual e progressivamente mais degradantes, pois os pretensos substitutos envenenam a alma e tornam o viver como um todo cada vez mais precário, indigesto – fazendo com que quem assim se desencaminha passe a engrossar as estatísticas dos vitimados pela ansiedade, depressão…
Cumpre, a exemplo do filho pródigo, voltar à casa do Pai, à Santa Madre Igreja, onde o pão divino que sacia plenamente a alma é oferecido generosa e abundantemente. São miríades os casos de pessoas que estavam prestes a desistir da própria vida e foram contemplados com tal resgate divino, reencontrando o caminho do viver em plenitude.
Cumpre a quem se afastou buscar o acolhimento divino da Santa Madre Igreja, que o Pai celestial constituiu por seu amado Filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E a quem nela já se encontra – e especialmente os venturados com a graça de jamais tê-la abandonado – acolher com amor e profunda compaixão, buscando tudo fazer para bem aconchegar os que se haviam dispersado.
A exemplo do pai da parábola em epígrafe, cumpre-nos mover-nos de compaixão, correr ao encontro de tais irmãos, abraçá-los com toda a ternura e regozijar-nos, juntamente com toda a comunidade, com efusiva alegria, cientes de que quem estava na senda da morte retomou o caminho da vida; o que estava perdido foi encontrado.
Cientes de que tudo o que é do Pai é nosso, compartilhemos amorosa e generosamente o que estiver ao nosso alcance partilhar. E dediquemo-nos com especial empenho no labor evangelizador, contribuindo para que os que estão na senda da morte retomem o caminho da vida e os que estavam perdidos recobrem o sentido profundo da vida, que se encontra quando o viver se sintoniza com os desígnios divinos.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 02 de março de 2024, que esclarece em especial em Miquéias 7,14-15.18-20, que cumpre-nos invocar-vos para que intensifiqueis o pastoreio do povo disperso.
Invocamo-vos, pois – cientes de que para vós nada é impossível – para que realizeis prodígios de conversão entre nós, de modo que, como civilização, mudemos de direção e nos elevemos dos abismos em que nos afundamos por termos nos afastado dos vossos caminhos! Suplicamos vossa generosidade sem limites para que, apesar de nossas iniquidades, sejam perdoados os nossos pecados.
Intensificai a atuação do resto de vosso povo que permanece fiel a vós para que, com bom testemunho, atue efetiva e intensamente como sal da terra e luz do mundo, de modo a resgatar e restaurar o que está destinado a se perder devido à insensatez, à recalcitrância no erro… Invocamos, ó Senhor, a vossa clemência, a vossa misericórdia, a vossa piedade e fidelidade que tantas vezes demonstrastes para com os nossos antepassados.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 102,1-4.8-12).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho na parábola do filho pródigo (Lc 15,1-3.11-32), reconheçamos que, quando não pautamos o viver pelos desígnios divinos – pelas sábias orientações das Sagradas Escrituras e da sã doutrina da Igreja – dissipamos a fortuna de graças que nos foi por vós concedida e nos lançamos – afastando-nos da graça – nas regiões da desgraça. Tal desvio de rota nos leva a viver dissolutamente, esbanjando, abusando das dádivas divinas, submetendo o corpo a experiências renhidas com os preceitos divinos; dissipando os recursos em frivolidades e consequentemente faltando com a lei da caridade – e assim sucessivamente…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que quem assim procede inexoravelmente atrai sobre si grande miséria espiritual e lastimável penúria existencial. Nesse estado, a pessoa tende a buscar em muitos lugares (seitas; ideologias; superstições, conhecimentos limitados ao humano – que, por desconsiderarem a parte mais importante da realidade, que é a presença divina em tudo, jamais conseguirão dar conta do que se propõem…) o que mate a sede que sente no profundo da alma e a fome do amor do Pai, o Supremo Criador, daquele que dá profundo sentido à existência…
Não conseguindo encontrar o que sacie, de desilusão em desilusão, de abismo em abismo, se aprofunda cada vez mais em estados gradual e progressivamente mais degradantes, pois os pretensos substitutos envenenam a alma e tornam o viver como um todo cada vez mais precário, indigesto – fazendo com que quem assim se desencaminha passe a engrossar as estatísticas dos vitimados pela ansiedade, depressão…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, de nossa parte, a exemplo do filho pródigo, voltemos assiduamente à casa do Pai, à Santa Madre Igreja, onde o pão divino que sacia plenamente a alma é oferecido generosa e abundantemente. São miríades os casos de pessoas que estavam prestes a desistir da própria vida e foram contemplados com tal resgate divino, reencontrando o caminho do viver em plenitude.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para orar sem cessar pelos que se afastaram, para que busquem o acolhimento divino da Santa Madre Igreja, que o Pai celestial constituiu por seu amado Filho, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. E para que os que nela já se encontram – e especialmente os venturados com a graça de jamais tê-la abandonado – acolham-nos com amor e profunda compaixão, buscando tudo fazer para bem aconchegar os que se haviam dispersado.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo do pai da parábola em epígrafe, nos movamos de compaixão, corramos ao encontro de tais irmãos, abraçando-os com toda a ternura, regozijando-nos, juntamente com toda a comunidade, com efusiva alegria, cientes de que, estando na senda da morte, retomaram o caminho da vida – os que estavam perdidos foram encontrados.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, cientes de que tudo o que é do Pai é nosso, compartilhemos amorosa e generosamente o que estiver ao nosso alcance partilhar. E dediquemo-nos com especial empenho no labor evangelizador, contribuindo para que os que estão na senda da morte retomem o caminho da vida e os que estavam perdidos recobrem o sentido profundo que plenifica o viver quando se sintoniza com os desígnios divinos. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-02-de-marco/>]

São Simplício
Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483.
Nessa época, Roma , depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício.
Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma.
Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve ativo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália.
Foi assim que Roma, graças à atuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé. A sua comemoração litúrgica ocorre no dia 02 de março.

Henrique Suso (Bem-Aventurado)
Nascido na ilha de Constança, na Alemanha, no dia 21 de março de 1295, foi um dos principais representantes do movimento religioso, que floresceu na região do rio Reno, no início do século XIV. Religioso dominicano, escritor e místico, se tornou um dos teólogos alemães mais conhecidos, pela característica da singular doçura de sua espiritualidade e pela clareza do conceito transmitido de que a vida interior é acessível a todas as almas seguidoras da Paixão de Jesus Cristo.
Seu pai era um rico comerciante, não muito religioso, da nobre dinastia dos Berg, e sua mãe, uma senhora muito pia, era da tradicional família cristã dos Suese ou Suso, forma latina do nome. Henrique preferiu manter o sobrenome da mãe. Desde a infância foi educado pelos dominicanos, demonstrando sua vocação religiosa já nesta época. Aos treze anos, ingressou como noviço no convento de São Nicolau, desta Ordem, em Constança, período em que desenvolveu muito, sua espiritualidade.
Aos dezesseis anos, viveu um período de fé incerta, o qual superou através da somatória das penitências rigorosas com as orações contemplativas. Dois anos depois, coroou sua completa conversão, marcando com ferro em brasa o nome de Jesus, no lado esquerdo do peito. Isto ocorreu, após uma experiência mística, na qual, viu um anjo unindo o seu coração ao do Cristo. A partir de então, seu zelo se traduziu numa entrega espiritual mais prudente; Deus o fez compreender que a melhor mortificação consistia em aceitar com resignação as provas enviadas por Ele.
No convento dominicano em Constança, fez os estudos preparatórios, filosóficos e teológicos. Depois foi enviado para o Colégio Geral de Estrasburgo e finalmente para a universidade de Colônia, diplomando-se com destaque. Ao invés de uma carreira brilhante eclesiástica, preferiu retornar para Constança, em 1329, como professor de Teologia no colégio dos dominicanos. Alí, durante os sete anos seguintes, escreveu suas obras mais importantes: o Livro da Sabedoria Eterna e o Livro da Verdade. Narrou com simplicidade e clareza os mistérios da alma, que desvendava através dos seus colóquios íntimos com Cristo, veiculados pelas orações silenciosas e experiências contemplativas.
Em 1336, Henrique sentiu que era hora de partir para o apostolado peregrino. Viajou por toda Alemanha, passando pela Suíça e Países Baixos, tornando-se um incansável pregador itinerante do nome de Cristo. Durante quatro anos, até 1943 foi o diretor geral do convento alemão de Turgovia. Depois foi transferido para o de Ulm, no qual permaneceu até morrer, em 25 de fevereiro de 1366.
Ele não foi sepultado no cemitério comum aos padres dominicanos, mas na cripta da igreja daquele convento. Até o final de 1531, sobre a sua lápide ardia uma chama atestando o seu culto. Depois seus restos mortais foram destruídos pelos protestantes, mas a sua lembrança se manteve e foram muitos os Santos que se inspiraram no seu exemplo para a busca da espiritualidade eleita. O Papa Gregório XVI, beatificou Henrique Suso em 1831, determinando a sua festa litúrgica para o dia 2 de março.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 02 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 20, 1-17
Promulgação da Lei no Sinai
Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras:
«Eu sou o Senhor, teu Deus, que te retirei da terra do Egito, dessa casa da escravidão.
Não terás outros deuses perante Mim.
Não farás para ti qualquer imagem esculpida, nem figura do que existe lá no alto dos céus, ou cá em baixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não adorarás outros deuses nem lhes prestarás culto. Eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cioso: castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração para com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos.
Não invocarás em vão o nome do Senhor teu Deus, porque o Senhor não deixa sem castigo aquele que invoca o seu nome em vão.
Lembrar-te-ás do dia de sábado, para o santificares. Durante seis dias trabalharás e levarás a cabo todas as tuas tarefas. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem os teus animais domésticos, nem o estrangeiro que vive na tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra e o mar, e tudo o que eles contêm; mas no sétimo dia descansou. Por isso o Senhor abençoou e consagrou o dia de sábado.
Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias, na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não furtarás.
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo; não desejarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo ou a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença».
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo,
«Sobre a fuga do mundo»
(Cap. 6, 36; 7, 44; 8, 45-9, 52: CSEL 32, 192. 198-199. 204) (Sec. IV)
Busquemos a Deus, único bem verdadeiro
Onde está o coração do homem, aí está o seu tesouro. Com efeito, Deus não costuma negar o bem àqueles que lho pedem. Porque o Senhor é bom, e é bom sobretudo para os que n’Ele esperam. Busquemo-l’O, unamo-nos a Ele com toda a nossa alma, com todo o nosso coração e com todas as nossas forças, para vivermos na sua luz, para vermos a sua glória, para gozarmos a graça da felicidade celeste; elevemos o nosso coração para o sumo Bem, busquemo-l’O, unamo-nos a Ele e vivamos n’Ele, porque está acima de tudo o que podemos pensar e imaginar, e concede a paz e a tranquilidade perpétuas, uma paz que supera toda a nossa compreensão e sentimento.
Este é o Bem que tudo invade: todos vivemos n’Ele e d’Ele dependemos; nada Lhe é superior, porque é divino. Na verdade, só Deus é bom; e portanto, o que é bom é divino, e o que é divino é bom; por isso se diz no salmo: Abris as mãos, e da vossa bondade todos ficam saciados. É da bondade de Deus que nos vêm todas as coisas verdadeiramente boas, sem mistura de mal algum.
Estes são os bens que a Escritura promete aos fiéis, quando diz: Comereis dos bens da terra.
Nós morremos com Cristo e trazemos no nosso corpo a morte de Cristo, para que também se manifeste em nós a vida de Cristo. Por isso, já não é a nossa vida que vivemos, mas a de Cristo: vida de inocência, vida de castidade, vida de sinceridade e de todas as virtudes.
Também ressuscitámos com Cristo; portanto, vivamos unidos a Ele, subamos com Ele, para que a serpente não possa encontrar na terra o nosso calcanhar e feri-lo.
Fujamos daqui. Podes fugir com o espírito, embora permaneças com o corpo; podes ficar aqui e estar junto do Senhor, se o teu espírito n’Ele se fixar, se com os teus pensamentos O seguires, se percorreres os seus caminhos guiado pela fé e não pelas aparências, se fizeres d’Ele o teu refúgio – porque Ele é o nosso refúgio e a nossa força, como canta David: Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido.
Portanto, já que Deus é o nosso refúgio, e Deus está nos céus e acima dos céus, fujamos daqui para aquele lugar onde reina a paz, onde repousaremos dos nossos trabalhos, onde celebraremos o banquete do grande sábado, como disse Moisés: E o repouso sabático da terra será para vós ocasião de festim. Descansar em Deus e contemplar as suas delícias é o grande banquete da alegria plena e da tranquilidade sem fim.
Corramos, pois, como o veado para as nascentes das águas. Tenha sede a nossa alma como David. E que fonte é essa? Ouve o que ele diz: Em Vós está a fonte da vida. Diga a esta fonte a minha alma: Quando irei contemplar a face de Deus? Esta fonte é Deus.
LEITURA BREVE
Is 1, 16-18
Lavai-vos, purificai-vos, afastai dos meus olhos a malícia das vossas ações. Deixai de praticar o mal e aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde então, para discutirmos as nossas razões, diz o Senhor. Ainda que os vossos pecados sejam como o escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Ap 3, 19-20
Eu repreendo e corrijo aqueles que amo. Sê zeloso e arrepende-te. Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 44, 21-22
Lembra-te de que és meu servo. Eu te formei, Israel, meu servo, e não te esquecerei. Dissipei como nuvem as tuas iniquidades e como névoa os teus pecados. Volta para mim, porque eu te resgatei.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Gal 6, 7b-8
De Deus não se zomba. Cada um recolherá o que tiver semeado. Quem semeia na carne, recolherá da carne a corrupção; quem semeia no Espírito, recolherá do Espírito a vida eterna.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
2 Cor 6, 1-4a
Nós vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus. Porque Ele diz: «No tempo favorável, eu te ouvi; no dia da salvação, vim em teu auxílio». Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação. Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado, mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
