março 23, 2024

23 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE MARÇO DE 2024

[...] Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da V Semana da Quaresma (dia 23 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 11,45-56) que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que muitos dos judeus, que tinham visitado Marta e Maria e visto o que Jesus fizera - inclusive ressuscitando Lázaro - creram nele. Porém alguns deles, incitados pelo espírito maligno do "mexerico", da fofoca, foram aos fariseus contar o ocorrido. E espíritos malignos dos mais terrível jaez levaram os fariseus e os pontífices a ver as maravilhas realizadas por Jesus de forma totalmente desvirtuada. Ao invés de concebê-las como realmente eram - muito embora identificando o que lhes fora noticiado como uma multiplicação de milagres - consideraram como uma ameaça. Concluíram que, se deixassem Jesus prosseguir agindo, todos acreditariam nele. E ao invés de também acreditarem, de se renderem à maravilhosa realidade que saltava aos olhos, de que o divino se fazia presente, de que tal realidade era sumamente alvissareira e prenunciadora de que realmente o Reino de Deus havia chegado a eles, face ao que lhes cumpria aderir e confiar nos desígnios divinos, o que fizeram? Preocupados com seus privilégios, incitados pela ganância, pelo desejo de manter as posições e condições privilegiadas que tinham conseguido junto aos romanos, deploravelmente cegados por tais temores, reputaram serem os milagres realizados por Jesus razão para que os romanos viessem e arruinassem a cidade e a nação. Então Caifás, sugestionado pelo maligno nesse contexto abominável, concebeu como solução para o problema eliminar Jesus, concluindo que se ele perecesse a nação seria salva e a partir disso se determinaram cabalmente a tramar a morte de Jesus. Em que pese a extrema malevolência de tal pressuposto, quis a vontade divina que se tornasse profecia, visto que os desígnios divinos fizeram com que morte Jesus remisse tanto aquela nação quanto o mundo inteiro, reconduzindo à unidade os filhos de Deus dispersos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantermos vigilantes e orantes, de modo a discernir à luz do Espírito tudo o que nos rodeia, para não cairmos nas seduções do maligno e desse modo compreender tudo ao contrário, perpetrando os mais terríveis erros. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que a cada dia mais nos impregnemos da consciência dessa realidade que nos salta aos olho, de que o divino se faz presente, de que essa é a realidade sumamente alvissareira: realmente o Reino de Deus chegou a nós, cumprindo-nos aderir e confiar nos desígnios divinos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamo-nos fiéis aos ensinamentos de Jesus, profundamente arraigados à prática de sua Palavra, sinceramente imbuídos em impregnar-nos cada dia mais do amor a Deus e ao próximo - transformando assim nossas condutas, amoldando-as, configurando-as às dele e desse modo contribuindo para a transformação do mundo! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos fiéis a Jesus, atuando como súditos fiéis do seu Reino de amor; renunciando, nos distanciando do reino mundano, onde impera a cobiça, a concupiscência, a superficialidade, o desamor - enfim, tudo o que caracteriza o anti-reino. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!