Oração de adesão à missão do Servo Sofredor para contribuir no reestabelecimento da verdadeira religião…
2 de abril de 2024Oração para bem servir o Rei dos reis e propagar eficazmente a salvação até os confins do mundo
2 de abril de 2024Oração para intensificar a prática da caridade e de firmação do propósito de ampliar o nível de assepsia espiritual do viver – Néctar espiritual extraído do Evangelho da Segunda-feira da Semana Santa
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Segunda-Feira da Semana Santa (dia 25 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 12,1-11) sobre o ocorrido na cena da homenagem feita a Jesus por Maria, irmã de Lázaro, que ele ressuscitara.
Numa ceia em Betânia, seis dias antes da Páscoa, em que Marta servia e Lázaro era um dos convivas, Maria tomou uma libra (em torno de meio quilo) de bálsamo de nardo puro, essência aromática de grande preço, ungindo com esse perfume os pés de Jesus e enxugando-os com seus cabelos. Todo o recinto ficou impregnado com o perfume.
Judas Iscariotes protestou, afirmando que tal bálsamo deveria ser vendido por trezentos denários, para dar aos pobres. Esclarece-nos São João Evangelista que o interesse de Judas Iscariotes não estava nos pobres, mas cobiçava o dinheiro, visto que era quem cuidava da bolsa em que eram depositados os recursos doados ao grupo de Jesus, da qual furtava o que era lançado.
Jesus afirmou que Maria havia guardado esse perfume para o dia da sua sepultura, prenunciando que já não o teriam com eles por muito tempo. Além desse inimigo interno, Judas Iscariotes – que era ladrão e na sequência o trairia pelo preço de trinta moedas de prata – acercaram-se de Jesus também seus inimigos externos, entre a multidão de judeus que até ali vieram, tanto para vê-lo quanto para ver Lázaro, que ele ressuscitara.
Muitos desses judeus acreditaram em Jesus ao constatarem ser verdadeiro o fato de que ele ressuscitara Lázaro, deixando de seguir as orientações contrárias a ele, emitidas pelos príncipes dos sacerdotes, que por essa razão decidiram tirar, além da vida de Jesus, também a de Lázaro.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de Maria, irmã de Lázaro, empenhemo-nos profunda e sinceramente em dar o melhor que pudermos a Jesus – prestemos-lhe as maiores homenagens, ofertemos-lhe o que de mais precioso estiver ao nosso alcance, porém cientes de que o perfume que mais lhe agrada é uma vida compenetrada na Palavra. Que busquemos conhecê-la profundamente e vivamos focados em praticá-la, de modo a tornar gradual e progressivamente maior em nossas vidas a intensidade da prática da caridade divina, que se efetiva em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes, de modo a não cairmos nas tentações de Judas Iscariotes: hipocrisia, cobiça, apropriação do alheio, traição… e também cientes de que essas tentações rondam a todos e qualquer um pode nelas cair – como em tantas outras. É assim que somos sugestionados pelo maligno a atuarmos como inimigos de outrem – e vice-versa, sendo por isso imprescindível nos mantermos vigilantes para não cairmos em tais tentações; orantes para permanecermos fiéis às orientações divinas e orantes também pelos demais.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o maligno não tem limites em suas orquestrações para perder aos que não vigiam e não oram como devem, sendo exemplo de tal malignidade sem limites a atitude dos príncipes dos sacerdotes, que, tendo seus interesses contrariados, determinaram-se a matar Jesus e também Lázaro, para evitar que a evidência da verdade permanecesse presente.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, cientes da necessidade imprescindível de vigiar e orar, conforme ordenou nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mateus 26,41), dando ele também esse exemplo em diversas perícopes reveladoras de que tinha por hábito levantar-se muito cedo para orar (por vezes afastava-se para permanecer por toda a noite em oração); firmemos o sincero propósito de ampliar o estado de alerta, de circunspecção, de vigilância na fé. E de intensificar a vida orante, empenhando-nos para, na medida das possibilidades, mas com sincero esforço para fazê-lo da melhor forma possível, participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois da Santa Missa; estudar em espírito orante a Liturgia Diária; recitar o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos denodadamente em buscar conhecer as histórias das vidas dos santos, ricas em exemplos de prática cristã; compenetrar-nos do teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas, empenhando-nos para pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários, cientes de que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que firmemos o propósito de usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, buscando, gradual e progressivamente – de acordo com a realidade e as possibilidades – avançar na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal; bem como buscar avançar na ampliação do conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos, cientes de que se constituem tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que busquemos sinceramente trilhar esse caminho, realizar – gradual e progressivamente – tais atividades, que visam o fortalecimento da prática cristã, cientes de que, além de se constituírem precioso alimento espiritual, consistem também em providências de assepsia espiritual. Cientes de que a palavra assepsia se refere ao método, ou ao conjunto de métodos utilizados para impedir a invasão de germes patogênicos no organismo, visando prevenir infecções, consistindo basicamente na limpeza que se faz preventivamente; que nos mantenhamos com o firme propósito de sermos católicos praticantes, não laxos, não negligentes, de modo que as tentações do maligno não tenham o poder de afetar nosso viver.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que mantenhamos da forma mais elevada possível o estado de limpeza, de assepsia espiritual, para não padecermos das enfermidades espirituais com que o maligno intenta contaminar-nos através de miríades de vírus malignos com que nos assola constantemente através de tentações, sugestões insidiosas e tentativas de seduções das mais variadas ordens.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
