“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE JUNHO DE 2024
25 de junho de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE JUNHO DE 2024
27 de junho de 2024QUARTA-FEIRA – XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu empregue especial empenho e dedicação em prosseguir na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: o “Invitatório” das orações da Liturgia das Horas seguido do “Ofício das Leituras” e “Laudes”; a Santa Missa e a Meditação da Palavra do Senhor. Que na sequência, eu me empenhe em extrair o néctar espiritual potencializador da prática cristã nas sessões: IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese da história de vida do santo do dia) e ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA – em que consistem as demais orações da Liturgia das Horas. Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro de Samuel 19, 8-10; 20, 1-17
Amizade entre Davi e Jônatas
Naqueles dias, recomeçou a guerra e Davi saiu a combater os filisteus. Infligiu-lhes tão grande derrota que eles se puseram em fuga. Apoderou-se então de Saul um mau espírito. Estava ele sentado em sua casa com a lança na mão e Davi tocava harpa. Saul tentou, com a lança, cravar Davi na parede. Mas Davi desviou-se e a lança foi cravar-se na parede. Então Davi fugiu e salvou-se.
Davi fugiu de Naiot, perto de Ramá, e foi ter com Jônatas, dizendo-lhe. «Que fiz eu? Qual é a minha falta ou o meu crime contra o teu pai, para ele querer tirar-me a vida?». Jônatas respondeu-lhe: «Não temas, porque não morrerás. Meu pai não faz coisa alguma, grande ou pequena, sem me dizer. Porque havia ele de me ocultar isto? Não é possível». Mas Davi insistiu e disse: «Teu pai sabe muito bem que eu gozo da tua amizade e pensou: ‘Não saiba Jônatas nada disto, para que não se aflija’. Assim vive o Senhor e assim vivas tu, como entre mim e a morte não há senão um passo».
Jônatas perguntou a David: «Que queres então que eu faça por ti?». Davi respondeu: «Amanhã é a festa da lua nova, e eu deveria comer à mesa do rei. Deixa-me partir, para me esconder no campo, até depois de amanhã à tarde. Se teu pai perguntar por mim, dir-lhe-ás: ‘Davi pediu-me para ir à sua cidade de Belém, porque aí se celebra o sacrifício anual por toda a família». Se ele disser: ‘Está bem!’, nada terei a temer. Mas, se ele se irritar, fica sabendo que decidiu o pior a meu respeito. Faz, pois, esta mercê ao teu servo, já que fizeste um pacto comigo em nome do Senhor. Se tenho alguma culpa, mata-me tu mesmo e não me faças comparecer diante de teu pai».
Jônatas respondeu: «Longe de ti tal pensamento! Se eu soubesse que meu pai realmente decidiu matar-te, não to diria?». Davi disse a Jónatas: «Quem me avisará, se teu pai te der uma resposta dura?».
Disse Jônatas a David: «Vamos para o campo». E saíram os dois para o campo. Jônatas prosseguiu: «Pelo Senhor, Deus de Israel! Amanhã ou depois de amanhã por esta hora, sondarei o meu pai. Se ele estiver bem disposto para com Davi e eu não te avisar, então que o Senhor me trate com todo o seu rigor. Mas se persistir a má vontade de meu pai contra ti, avisar-te-ei do mesmo modo. Poderás então partir em paz. Que o Senhor esteja contigo, como esteve com meu pai. Se eu sobreviver, trata-me com amizade aos olhos do Senhor; se eu morrer, nunca deixes de ser leal para com a minha casa. Quando o Senhor exterminar da face da terra todos os inimigos de Davi, não seja exterminado Jónatas com a casa de Saul; senão o Senhor pedirá contas a Davi».
Jónatas repetiu o juramento de lealdade a Davi, pelo amor que lhe tinha: amava-o como a si mesmo.
RESPONSÓRIO cf. Prov 17, 17; 1 Jo 4, 7b
R. Aquele que é amigo, o é em todo o tempo. * E torna-se um irmão no tempo da desgraça.
V. Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece-o. * E torna-se um irmão no tempo da desgraça.
SEGUNDA LEITURA
Da Homilia de São Josemaria Escrivá de Balaguer, Presbítero
(Homilia Rumo à Santidade, in Amigos de Deus, Ed. Rei dos Livros, Lisboa, 3ª ed. 1993, nn. 294-315)
Sentimo-nos tocados
Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de São Paulo: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos. Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal. Chama cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde quer que estejam. Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração, falar com ele, manifestar-Lhe – de coração a coração – o nosso afeto.
Primeiro uma jaculatória, e depois outra e outra… Até que parece insuficiente esse fervor, porque as palavras se tornam pobres…: e abrem-se as portas à intimidade divina, com os olhos postos em Deus sem descanso e sem cansaço. Vivemos então como cativos, como prisioneiros. Enquanto realizamos com a maior perfeição possível, dentro dos nossos erros e limitações, as tarefas próprias da nossa condição e do nosso ofício, a alma anseia escapar-se. Vai até Deus como o ferro atraído pela força do ímã. Começa-se a amar Jesus de forma mais eficaz, com um doce sobressalto.
Mas não esqueçamos que estar com Jesus é seguramente encontrar-se com a sua Cruz. Quando nos abandonamos nas mãos de Deus, é frequente que ele permita que saboreemos a dor, a solidão, as contradições, as calúnias, as difamações, os escárnios, por dentro e por fora: porque quer conformar-nos à sua imagem e semelhança e permite também que nos chamem loucos e que nos tomem por néscios. Quando admiramos e amamos deveras a Santíssima Humanidade de Jesus, descobrimos, uma a uma, as suas chagas. E nesses tempos de expiações passivas, penosos, fortes, de lágrimas doces e amargas que procuramos esconder, sentiremos necessidade de nos meter dentro de cada uma daquelas feridas santíssimas: para nos purificarmos, para nos enchermos de alegria com esse sangue redentor, para nos fortalecermos.
O coração sente então a necessidade de distinguir e adorar cada uma das pessoas divinas. De certo modo, é uma descoberta que a alma faz na vida sobrenatural. E entretém-se amorosamente com o Pai e com o Filho e com o Espírito Santo; e submete-se facilmente à atividade do Paráclito vivificador, que se nos entrega sem o merecermos. As palavras tornam-se supérfluas, porque a língua não consegue expressar-se; o entendimento aquieta-se. Não se discorre, olha-se! E a alma rompe outra vez a cantar um cântico novo, porque se sente e se sabe também olhada amorosamente por Deus a toda a hora.
Com esta entrega, o zelo apostólico ateia-se, aumenta dia-a-dia – pregando esta ânsia aos outros – porque o bem é difusivo. Não é possível que a nossa pobre natureza, tão perto de Deus, não arda em desejos de semear no mundo inteiro a alegria e a paz, de regar tudo com as águas redentoras que brotam do lado aberto de Cristo, de começar e acabar todas as tarefas por amor.
Que a Mãe de Deus e nossa Mãe nos proteja a fim de que cada um de nós possa servir a Igreja na plenitude da fé, com os dons do Espírito Santo e com a vida contemplativa.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
Início: 4 minutos e 20 segundos
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <Comunidade Católica Nova Aliança – Liturgia de 26 de junho de 2024 (novaalianca.com.br)>]
QUARTA-FEIRA – XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Antífona
– O Senhor é a força do seu povo, é a fortaleza de salvação do seu ungido. Salvai vosso povo, Senhor, abençoai vossa herança e governai-a pelos séculos (Sl 27,8s)
Coleta
– Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2 Rs 22,8-13; 23,1-3
Salmo Responsorial: Sl 119,33.34.35.36.37.40 (R: 33a)
– Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Ensinai-me a viver vossos preceitos, quero guardá-los fielmente até o fim!
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Inclinai meu coração às vossas leis, e nunca ao dinheiro e à avareza.
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Desviai o meu olhar das coisas vãs, dai-me a vida pelos vossos mandamentos!
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
– Como anseio pelos vossos mandamentos! Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo!
R: Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanecer há de dar muito fruto (Jo 15,4s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 7,15-20
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!


Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz.
[Fonte: <Quarta-feira da Semana XII do Tempo Comum | A liturgia>]
Leitura I (anos pares) 2Rs 22, 8-13; 23, 1-3
E Helcias entregou o livro a Safã, que o leu. O secretário Safã foi ter com o rei Josias e deu-lhe contas da missão recebida, dizendo: «Os teus servos juntaram o dinheiro que estava no templo e entregaram-no aos empreiteiros encarregados das obras no templo do Senhor». Depois o secretário Safã informou o rei, dizendo: «O sacerdote Helcias entregou-me um livro». E Safã leu-o diante do rei. Quando ouviu ler as palavras do Livro da Lei, o rei Josias rasgou as suas vestes e deu esta ordem ao sacerdote Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Acbor, filho de Miqueias, ao secretário Safã e a Asaías, ministro do rei: «Ide consultar o Senhor em meu nome, em nome do povo e de todo o reino de Judá, acerca das palavras deste livro que foi encontrado. A ira do Senhor deve ser grande contra nós, porque os nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, cumprindo tudo o que nele está escrito». Então o rei convocou todos os anciãos de Judá e de Jerusalém. Depois subiu ao templo do Senhor, com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém: os sacerdotes, os profetas e todo o povo, crianças e adultos. Leu-lhes as palavras do Livro da aliança, encontrado no templo do Senhor. Em seguida, o rei, de pé sobre o estrado, renovou a aliança diante do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor e a guardar os seus mandamentos, ordens e preceitos, com todo o coração e com toda a alma, para cumprir as palavras da aliança escritas no livro. E todo o povo aderiu à aliança.
Compreender a palavra [Leitura I]
Durante as obras do templo foi encontrado o Livro da Lei. Levado ao rei, este, reconheceu que as palavras deste livro eram palavra de Deus e encarregou o sacerdote Helcias de consultar o Senhor, pois a ser verdade “os nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, cumprindo tudo o que nele está escrito”. “A ira do Senhor deve ser grande”. Foi então convocado todo o povo e o rei leu a todos as palavras nele contidas e renovou a aliança comprometendo-se a cumprir com todo o coração e toda a alma, ele e o povo.
Evangelho Mt 7, 15-20
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis».
Compreender a palavra [Evangelho]
Mateus tem uma preocupação muito grande com a vida da comunidade. As palavras deste texto, são sinal dessa preocupação. Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Quem são os verdadeiros cristãos? A comunidade tem dificuldade em reconhecer a verdade em cada um dos seus membros. As palavras de Jesus esclarecem. São os frutos que definem a árvore. Não é a raiz, nem o tronco, nem os ramos, nem as folhas que mostram a qualidade da árvore. Portanto, não são as aparências que dizem se uma pessoa é um verdadeiro cristão. É necessário olhar as intenções mais profundas, as intenções do coração. Pelos frutos os conhecereis.


2o e 3o degraus da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer e oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.
[Fonte: <Quarta-feira da Semana XII do Tempo Comum | A liturgia>]
Meditar a palavra [Leitura I]
Podemos perceber o que é para um povo reencontrar-se com as suas raízes, a sua história, os usos e costumes dos seus antepassados. O povo encontrou o Livro da Lei perdido nos escombros do templo. O seu conteúdo já estava esquecido pois há muito que não se cumpria a lei do Senhor. O rei, inspirado, torna-se o instrumento de Deus para renovar a sua aliança. Ao escutar as palavras do livro da lei e o entusiasmo do rei, todo o povo aderiu à aliança. Hoje, a Igreja reúne-se de modo habitual, no dia do Senhor, para ler a palavra que nossos pais escutaram, aceitaram, celebraram e procuraram viver, cumprindo. A leitura da palavra mostra-nos a alma deste povo que somos e leva-nos ao coração da fé que nos foi transmitida para que respondamos do mesmo modo, confessando, celebrando e vivendo a fé no cumprimento da vontade de Deus.
Rezar a palavra [Leitura I]
A tua palavra, Senhor, é luz para os meus passos. Ilumina-me com os teus ensinamentos para que não desvie os meus pés do teu caminho, nem esqueça o dom que me foi transmitido pelos meus pais que acolheram, acreditaram e viveram a tua palavra.
Compromisso [Leitura I]
Rezo por aqueles que me transmitiram a fé para colher de novo o seu testemunho.
Meditar a palavra [Evangelho]
A árvore boa dá bom fruto. Quero ser esta árvore que não engana e dá a todos o bom fruto do amor de Deus. Nem sempre é fácil ser o que desejo nem o que Jesus me pede. As minhas limitações são grandes e de diversas origens. Só mesmo a palavra de Deus escutada continuamente pode ir mudando o que em mim é mau para que não chegue a produzir maus frutos.
Rezar a palavra [Evangelho]
Quero estar atento, Senhor, para me acautelar dos falsos profetas. Mas quero acautelar-me mais ainda de mim mesmo, para não me tornar um falso profeta que, levado pela facilidade, me transforme em mensageiro da mentira. A verdade custa tanto a ouvir e as palavras vãs dos falsos profetas são como melodia aos meus ouvidos. O sucesso da mentira é demasiado evidente e adquire tão facilmente adeptos de modo que pode seduzir-me ao ponto de trocar a verdade pela mentira transformando-me num falso profeta. Cuida do meu coração e não deixes que me transforme numa árvore de enganos para os meus irmãos.
Compromisso [Evangelho]
Quantas palavras enganosas pronuncio ao longo de um dia só para não enfrentar a verdade diante de mim e dos outros?

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto à vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Junho
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 26 de Junho – Sagrada Missão (sagradamissao.com.br)>]

São João e São Paulo
João e Paulo eram nobres, de família enraizada no poder do Império Romano e viveram no século IV. Possuíam uma casa no Monte Célio, dentro da cidade de Roma, tudo indicando que essa seria a cidade de suas origens.
Ambos ocupavam cargos importantes no governo de Constâncio, filho do imperador Constantino. Como bons cristãos, usavam a fortuna e a influência que possuíam para beneficiar os pobres da cidade. Por esse motivo tornaram-se conhecidos dos marginalizados, abandonados e desvalidos.
Tal fama, no entanto, acabou por prejudicá-los, pois, quando assumiu o imperador Juliano, apóstata convicto e ferrenho, os dois tiveram de abandonar a vida pública por pressão do monarca. Mas o que o imperador queria mesmo é que João e Paulo abandonassem a fé cristã e adorassem os deuses romanos. Afinal, dois cristãos tão populares como eles certamente eram exemplos a serem seguidos pelos habitantes em geral.
Juliano fez tudo o que pôde para conseguir seu intento, só não esperava encontrar tanta coragem e perseverança. O imperador tentou atraí-los novamente para altos postos da corte, mas os irmãos recusaram. Diante das investidas de Juliano, venderam todas as propriedades que tinham e repartiram o dinheiro com os pobres. O fato causou a ira de Juliano e eles acabaram sendo presos e processados.
Todavia o imperador deu-lhes mais uma semana para que renunciassem à fé. Quando o prazo venceu, deu mais dez dias e de nada adiantou. Tentou obrigá-los a adorar uma estátua de Júpiter, o que somente possibilitou que fizessem um eloquente discurso a favor do seguimento de Jesus. Como não se dobraram de maneira alguma, foram, finalmente, decapitados.
Segundo consta nos registros da Igreja, João e Paulo foram secretamente sepultados na casa do Monte Célio, na noite do dia 26 de junho de 362. Eles foram os primeiros mártires da perseguição decretada por Juliano, o Apóstata. Esses dados tão precisos estavam pintados nas paredes das ruínas da residência quando, anos mais tarde, as relíquias dos dois mártires foram localizadas, durante o governo do papa Dâmaso.
Esse pontífice mandou erguer uma igreja no local, dedicada a são João e a são Paulo, que foram mais do que irmãos de sangue. Foram também irmãos de alma e de fé no testemunho de Cristo. Mais tarde, o papa Leão Magno levantou em honra dos dois uma basílica e, no Vaticano, um mosteiro.

São Vigílio
Vigílio nasceu em Roma e vivia com a família na belíssima região montanhosa trentina. Ele foi consagrado bispo de Trento por Ambrósio, que era bispo de Milão e tinha autoridade por todo o norte da Itália.
Quando de sua consagração, o papa era Sirício, um enérgico defensor do primado romano por toda a comunidade cristã. Vigílio já havia declarado em diversas correspondências que “o apóstolo Pedro em pessoa sobrevive no bispo de Roma”. Mas mesmo assim o papa permitia que Ambrósio tivesse total autonomia de poder pelo norte da Itália, pois ali a estrutura cristã não estava muito bem consolidada. Ambrósio era o terceiro bispo de Trento e parte importante desse território ainda não estava evangelizada.
Vigílio engajou-se de corpo e alma, sob tutela de Ambrósio, a combater e erradicar o paganismo de sua região. Para auxiliá-lo, recebeu mais três sacerdotes missionários, Sisínio, Martiro e Alessandro, todos vindos do Oriente. Assim, os trabalhos avançavam, pois percorriam todas as localidades pregando e catequizando a população.
Ele se tornou respeitado pelo seu estilo humilde e servil, pelo caráter reto e justo, e por sua amizade e caridade sem distinção. Dessa forma, Vigílio conseguiu a conversão de muitas aldeias e cidades pagãs, fazendo, por outro lado, muitos inimigos também.
Depois de dez anos de trabalho missionário, uma tragédia ocorreu. Uma discórdia em Sanzeno, entre os seguidores dos antigos cultos pagãos e um cristão que se negava a venerar Saturno, acabou colocando parte da população contra os três missionários, auxiliares de Vigílio. Eles foram mortos e queimados.
Mesmo diante dessa fatalidade, Vigílio não mudou seu comportamento. Humildemente, perdoou as pessoas que cometeram tais atrocidades e recolheu as relíquias dos mártires missionários, enviando-as para Constantinopla e Milão. O seu lema sempre fora “vencer sucumbindo”, por isso não esmoreceu, aplicando-o durante toda a sua vida sacerdotal.
O bispo Vigílio morreu no dia 26 de junho de 405. Segundo uma antiga tradição sobre seu martírio, ele teria sucumbido após ter recebido alguns coices de cavalo, no Vale Rendena. Como não foi socorrido, agonizou até a morte.
Suas relíquias mortais estão sob a guarda da catedral da diocese de Trento, onde são veneradas no dia do seu trânsito.

São Josemaria Escrivá de Balaguer
Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã.
Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaria reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também.
Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família.
A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade. Ou seja, difundir a mensagem de que todos os batizados estão chamados a procurar a santidade e a dar a conhecer o Evangelho, tal como recordou o Concílio Vaticano II.
Quando rebentou a Guerra Civil espanhola, e com ela a perseguição religiosa, ele exercitou o ministério na clandestinidade, até conseguir sair de Madri e fixar residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressou a Madri e obteve o doutorado em direito. Nos anos que se seguiram, dirigiu numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos.
Em 1946, fixou residência em Roma, fazendo o doutorado em teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário do papa. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, América Central e do Sul, a fim de impulsionar o estabelecimento e a consolidação da Opus Dei nessas regiões.
Josemaría morreu em consequência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, em seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou o seu último olhar. Todavia a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, contando com mais de sessenta mil membros de oitenta nacionalidades.
Foi Beatificado no dia 17 de maio de 1992 e foi canonizado em 6 de outurbro de 2002 pelo papa João Paulo II na praça de São Pedro, em Roma. A festa litúrgica de São Josemaria Escrivá de Balaguer é celebrada no dia 26 de junho. O seu corpo repousa na igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma.

São José Maria Robles Hurtado
A condição da Igreja no México foi muito difícil desde que entrou em vigor, em 5 de fevereiro de 1917, a nova Constituição anticlerical e anti-religiosa, depois do longo período de ditadura que a antecedeu.
O clero católico foi objeto de perseguições, ora mais ora menos intensas, com muitos religiosos, leigos e sacerdotes sendo brutalmente assassinados, exclusivamente por serem cristãos. Diga-se, mesmo, que não existia processo, o julgamento era instantâneo e a sentença sumária.
Dentre esses mártires encontramos padre José Maria Robles Hurtado. Ele nasceu em Mascota, Jalisco, na diocese de Tepic, no dia 3 de maio de 1888. Foi pároco de Tecolotlán, em Jalisco, onde difundia a fervorosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Tamanho era seu entusiasmo que escrevia pequenas orações e poesias, que distribuía entre os fiéis para enriquecer ainda mais o culto e louvar o Senhor.
Amado e querido pelo seu rebanho, constituído de camponeses pobres e muito carentes, para melhor atendê-los, fundou a Congregação das “Irmãs do Coração de Jesus Sacramentado”.
Porém, no mês consagrado ao culto do Sagrado Coração de Jesus, em junho de 1927, a horrenda perseguição atingiu a sua paróquia em Tecolotlán, e ele foi levado e encarcerado.
Alguns dias, ou horas antes de ser morto, padre José Maria escreveu uma poesia, na qual expressou seus últimos desejos: “Desejo amar o teu Coração, Jesus meu, com participação total, desejo amá-lo com paixão, desejo amá-lo até o martírio. Com minh’alma te bendigo, meu Sagrado Coração; diga-me: aproxima-se o instante da feliz e eterna união?”
No dia 26 de junho de 1927, o padre José Maria, exatamente pelo grande amor à Cristo, foi amarrado numa árvore, na serra da Quila, em Jalisco, diocese de Autlan, e mantido assim até morrer. Dessa maneira, seguiu para a feliz e eterna união no Sagrado Coração de Jesus, coroado com seu martírio final.
O grupo de vinte e cinco mártires mexicanos no qual estava incluso foi beatificado, em 1992, pelo papa João Paulo II. Mais tarde, o mesmo pontífice, no ano de 2000, canonizou todos eles. A festa de são José Maria Robles Hurtado foi designada para o dia 26 de junho.

São Sigismundo (Zygmunt) Gorazdowski
Sigismundo Gorazdowski nasceu em primeiro de novembro de 1845, em Sanok, Polônia, numa família muito religiosa, tendo saúde frágil desde a infância.
Após concluir o segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. No segundo ano de faculdade, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompeu o curso de direito e entrou para o Seminário Maior em Lwow. A sua ordenação sacerdotal foi suspensa por causa do seu grave estado de saúde. Os seus amigos escreveram em suas memórias: “A não admissão à ordenação sacerdotal foi para Sigismundo um golpe muito doloroso, sofreu moral e fisicamente, mas não perdeu a confiança no Senhor Deus”. Dois anos depois, o seu estado de saúde melhorou tanto que pôde receber o sacramento da Ordem na catedral de Lwow, no dia 25 de julho de 1871. Seu lema: “Ser tudo para todos, para salvar pelo menos um”.
Seu trabalho pastoral foi reconhecido pelo carisma excepcional de unir o trabalho sacerdotal com o trabalho caritativo. Descobrindo a grande pobreza espiritual de seus fiéis e várias dificuldades no anúncio da mensagem evangélica, elaborou e editou “Catecismo”, que teve a tiragem de mais de cinquenta mil exemplares.
Para os jovens, preparou e editou “Conselhos e admoestações”. Valorizando muito os sacramentos, especialmente o da eucaristia, iniciou na arquidiocese de Lwow a prática da primeira comunhão comunitária para as crianças. Foi também o grande propagador de lembranças da primeira comunhão e do sacramento da crisma. Padre Sigismundo nunca excluiu ninguém de sua ação de caridade, dedicando-se, especialmente, aos marginalizados pela sociedade e aos doentes vítimas de cólera.
Em 1877, padre Sigismundo iniciou suas atividades sacerdotais e beneficentes em Lwow, e como vigário assumiu o trabalho de catequista em várias escolas, continuando, sempre, o seu trabalho de editor e redator. Preparou e editou “Princípios e normas de boa educação” para os pais e educadores. Publicou, também, muitos artigos, principalmente pastorais, sociais e pedagógicos. Criou a “Sociedade Bom Pastor”, para auxiliar os sacerdotes, e fundou a Casa de Trabalho Benévolo, para os mendigos. Como consta nos relatórios dessa Casa, “muitos pobres abandonaram a mendicância e, recuperando a sua dignidade, voltaram à vida decente”.
O abrigo para incuráveis e convalescentes foi uma obra de misericórdia cristã em resposta às necessidades de pessoas sofredoras e doentes, vítimas de uma lei do governo que obrigava os enfermos a abandonarem o hospital após seis semanas de internação, independentemente do estado de saúde. Escreveram na época: “Quando ninguém soube acolher os infelizes e doentes desenganados… ele pensou em construir um abrigo aos infelizes”.
Não se pode esquecer do “Instituto Menino Jesus” para as mães solteiras e as crianças abandonadas. Atuou, ainda, na Sociedade de Santa Salomé, auxiliando as viúvas pobres com seus filhos, e também na Sociedade das Costureiras Pobres. Foi co-fundador da Associação das Sociedades Beneficentes na Galícia, que coordenava e dirigia todas as obras cristãs de misericórdia.
A fundação da escola e publicação do jornal enfrentaram grande oposição dos inimigos da Igreja, o que proporcionou muitas aflições, sofrimentos, incompreensões e humilhações ao padre Sigismundo, praticamente até a sua morte.
Em 17 de fevereiro de 1884, fundou a Congregação das Irmãs de São José – Irmãs Josefinas para dirigir as suas obras beneficentes. A Congregação das Irmãs de São José, fiel ao carisma de seu fundador, dirige institutos educacionais, engaja-se no trabalho catequético, serve aos doentes, sofredores e vítimas de todo tipo de pobreza. A congregação atua na Polônia, Alemanha, França, Itália, Ucrânia e nas missões da África e da América do Sul.
Sigismundo Gorazdowski morreu no dia primeiro de janeiro de 1920, em Lwow. Na época, dizia-se que ele era “o olho do cego, a perna do coxo e o pai dos pobres”. Seu processo de beatificação foi iniciado em 1989. No dia 26 de junho de 2001, o santo padre João Paulo II beatificou esse apóstolo da misericórdia divina, cuja memória é celebrada no dia 26 de junho. No dia 23 de outubro de 2005, foi declarado santo pelo papa Bento XVI.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 22 de Junho de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 10, 24.31
Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo. Quando comeis ou bebeis, ou fazeis qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 17
Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças por ele a Deus Pai.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 23-24
Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há de ser revelada: apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
