“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE JULHO DE 2024
18 de julho de 2024Mateus 11, 25-27
18 de julho de 2024Leitura I – Quarta-feira da Semana XV do Tempo Comum (Is 10, 5-7.13-16)
[Fonte: <Quarta-feira da Semana XV do Tempo Comum | A liturgia>]
Categorias temáticas abrangidas por esse texto:
Cobiça de poder
Ganância, apego a bens materiais
Insensatez humana
Provocação da ira divina e permissões consequentes
Purificação
Soberba
Vontade permissiva de Deus para nossa utilidade
Assim fala o Senhor: «Ai da Assíria, vara da minha ira e bastão da minha cólera! Enviei-a contra uma nação ímpia, mandei-a contra um povo que provoca o meu furor, para o saquear e levar os despojos, para o pisar como a lama das ruas. Mas a Assíria não pensava desse modo, o seu coração não tinha esse plano. O que ela pretendia era aniquilar, exterminar o maior número de nações. Porque ela diz: ‘Eu agi pela força do meu braço, atuei com a minha sabedoria, porque sou inteligente. Mudei as fronteiras dos povos, saqueei os seus tesouros, como um herói, derrubei os seus chefes. Como quem mete a mão num ninho, assim me apoderei da riqueza dos povos e, como se apanham ovos abandonados, assim eu apanhei a terra inteira, sem que houvesse um bater de asas, nem um pio sequer’. Porventura gloria-se o machado contra quem o empunha? Ou levanta-se a serra contra aquele que a maneja? Como se o bastão pudesse manejar quem o levanta ou o cajado pudesse levantar quem não é de madeira como ele! Por isso, o Senhor Deus do Universo fará definhar os mais robustos da Assíria e debaixo da sua glória acender-se-á um braseiro, um fogo devorador».
Compreender a palavra
A história da humanidade está marcada pela presença e ação de Deus. Nem sempre o homem é capaz de ver a ação de Deus nos acontecimentos. É o que sucede com a Assíria que, julgando-se sábia, inteligente e poderosa, atribui a si mesma a conquistas do mundo inteiro e a submissão dos povos. Entende-se como dona de todo o mundo. Mas Deus apenas se tinha servido da Assíria para consciencializar o seu povo da sua infidelidade e o fazer voltar para ele de todo o coração. Porque a Assíria pretendeu ir mais longe do que o Senhor tinha no seu projeto, agora a ira do Senhor volta-se contra ela e “fará definhar os mais robustos da Assíria e debaixo da sua glória acender-se-á um braseiro, um fogo devorador”. Porque o Senhor não destrói, não aniquila, purifica e dá vida.
Meditar a palavra
A palavra do Senhor, comunicada pelo profeta Isaías, obriga-nos a pensar na história da nossa própria vida e verificar os contornos da presença de Deus nas circunstâncias dos seus acontecimentos e momentos. Se o nosso olhar souber ver e o nosso entendimento quiser perceber, veremos que a mão de Deus veio para nos salvar e não para nos destruir, mesmo naqueles momentos que contrariaram a nossa vontade, impediram os nossos projetos e não satisfizeram os nossos desejos. À distância do tempo, vê-se melhor a ação libertadora de Deus nas nossas vidas. Sobretudo os momentos que nos provocaram lágrimas e tristeza, sofrimento e dor, foram momentos de grande purificação para abrirmos o coração para Deus. Se o não percebemos na altura, podemos percebê-lo agora e louvar o Senhor que de forma tão estranha para nós, nos salvou.
Rezar a palavra
Fazes comigo uma história de liberdade e de amor. Permites-me ser livre e senhor da minha vida e queres a minha alegria e, por isso, vais purificando, podando e limpando o que em mim impede o verdadeiro encontro contigo, fonte da verdadeira alegria. És sábio e conheces os meus limites, a força dos meus inimigos e o poder da maldade dos homens. Pegas-me ao colo e não permites que os inimigos como a Assíria, exerçam a sua força aniquiladora, porque me amas. Se por momentos sinto o peso do meu castigo, logo vens em meu auxílio não permitindo que os inimigos se riam de mim. Ergues a taça a transbordar, com óleo me perfumas a cabeça e na alegria renovas o meu coração.
Compromisso
Só o Senhor me liberta e me salva.
