“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE JULHO DE 2024
21 de julho de 2024Mateus 11, 28-30
21 de julho de 2024Texto classificado nesse site como atinente às categorias temáticas:
Alegria e regozijo divinos
Busca de Deus
Esperança no Senhor
Invocação do Senhor
Justiça divina
Pecado
Ressurreição
Retidão
Sofrimentos, provações, adversidades
[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xv-do-tempo-comum-10/>]
O caminho do justo é reto, vós aplanais o caminho do justo. Pela vereda dos vossos juízos, em vós esperamos, Senhor: o vosso nome e a vossa lembrança são o desejo da nossa alma. Por vós suspira a minha alma durante a noite e o meu espírito vos procura desde a aurora; pois, quando as vossas leis se manifestam ao mundo, os habitantes da terra aprendem a justiça. Vós nos dareis a paz, Senhor, porque sois vós que realizais tudo o que fazemos. Senhor, na angústia a vós recorremos; quando nos castigáveis, nós vos invocamos. Como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores, assim estávamos diante de vós, Senhor. Concebemos e sentimos as dores de parto, mas foi vento que demos à luz. Não trouxemos a salvação à terra, nem nasceram habitantes para o mundo. – Os teus mortos voltarão à vida, os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e cantai de alegria, vós que habitais no pó da terra. Porque o vosso orvalho, Senhor, é orvalho de luz e a terra dará vida aos que dormem nas sombras da morte.
Compreender a palavra
No meio da angústia em que se transformou a vida do povo eleito por causa dos seu pecado, o coração deste povo ainda pode elevar a Deus uma bela oração de louvor, de reconhecimento e de esperança. Deus é quem ensina a justiça e endireita os caminhos dos homens é ele quem pode salvar e devolver a paz ao coração do homem. Sem ele ninguém pode dizer que vive. É verdade que a experiência pode ser dolorosa como as dores de parto e mais dolorosa porque dessas dores não surge uma nova vida. É um sofrimento em vão, vazio de razão. É esse o resultado do pecado, um sem razão. Caído por terra, por causa do pecado o homem está como morto, falta-lhe a alegria e a paz. Mesmo assim, se invocar o Senhor, poderá voltar à vida.
Meditar a palavra
Como sempre, percebemos na experiência deste povo a experiência de toda a humanidade, a nossa própria experiência. Pelo pecado ficamos caídos no pó da terra, somos nada, vazio existencial. Poderão alguns, por se julgarem melhores que os outros, rir-se dos que caem, julgar e condenar, mas na realidade, esta é a condição de todos os homens e ninguém passa pela vida sem fazer a experiência do nada. É até condição quase necessária para perceber o lugar de Deus na própria vida. Caídos no pó podemos perceber que não nos salvamos a nós mesmos. Diz a oração de Isaías que gememos com dores de parto, mas “não trouxemos a salvação à terra”. É esta experiência que nos faz olhar para Deus e perceber que só ele salva, só a sua mão nos pode erguer. O senhor é como “orvalho de luz e a terra dará vida aos que dormem nas sombras da morte”. Invocar o Senhor é o primeiro passo para chegar a contemplar a vida nova da ressurreição, por isso dizemos “A vós recorremos”, “em vós esperamos”, “por vós suspira a minha alma e o meu espírito vos procura”. Daí o convite “Despertai e cantai de alegria” porque, embora ainda experimentemos a tristeza da queda já se vislumbram os sinais da vida nova de Cristo ressuscitado.
Rezar a palavra
“Por vós suspira a minha alma e o meu espírito vos procura”. Não tenho mais palavras, Senhor, ao iniciar este novo dia. Os meus olhos antecipam-se às vigílias da noite a meditar na fragilidade da minha vida e na grandeza do vosso poder que se manifesta em misericórdia para comigo. A tua presença é para mim refúgio, na tua presença me deito e adormeço tranquilo e de novo me levanto sempre confiado na tua proteção. Renova, em mim, a alegria da tua salvação.
Compromisso
Invoco o Senhor pois só ele me pode salvar.
