Filipenses 2, 14-15
17 de agosto de 2024Miquéias 2,1-5
18 de agosto de 2024DOMINGO – XX SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu prossiga com diligência na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”: os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”), bem como a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Isaías 6, 1-13
Vocação do profeta Isaías
No ano em que morreu Ozias, vi o Senhor, sentado num trono alto e sublime; a fímbria do seu manto enchia o templo. À sua volta estavam serafins de pé, que tinham seis asas cada um: com duas asas cobriam o rosto, com outras duas cobriam os pés e com as outras duas voavam. E clamavam alternadamente, dizendo: «Santo, Santo, Santo é o Senhor do Universo. A sua glória enche toda a terra».
Com estes brados as portas oscilavam nos seus gonzos e o templo enchia‑se de fumo. Então exclamei: «Ai de mim, que estou perdido, porque sou homem de lábios impuros. Moro no meio de um povo de lábios impuros, e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo». Um dos serafins voou ao meu encontro, tendo na mão um carvão ardente que tirara do altar com uma tenaz. Tocou‑me com ele na boca e disse‑me: «Isto tocou os teus lábios: desapareceu o teu pecado, foi perdoada a tua culpa». Ouvi então a voz do Senhor, que dizia: «Quem enviarei? Quem irá por Nós?». Eu respondi: «Eis‑me aqui; podeis enviar‑me ». Ele ordenou: «Vai dizer a esse povo: ‘Escutai, sem chegar a compreender; olhai, sem chegar a ver’. Endurece o coração desse povo, ensurdece‑lhe os ouvidos, cega‑lhe os olhos, de modo que não veja com os olhos, não oiça com os ouvidos, não compreenda com o coração, nem se converta e seja curado». E eu perguntei: «Até quando, Senhor?». Ele respondeu‑me: «Até que as cidades fiquem devastadas e sem habitantes, as casas sem ninguém e os campos desertos. O Senhor desterrará os homens e aumentará a desolação dentro do país. E se restar a décima parte, será também lançada ao fogo como o terebinto e o carvalho, que só deixam um cepo quando são cortados. Mas este cepo será a semente santa».
Responsório Ap 4, 8c; Is 6, 3
R. Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Omnipotente, Aquele que era, que é e que há‑de vir. * Toda a terra está cheia da sua glória.
V. Os serafins clamavam alternadamente: Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus do Universo. * Toda a terra está cheia da sua glória.
Segunda Leitura
Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo, sobre o Evangelho de São Mateus
(Hom. 15, 6.7: PG 57, 231-232) (Sec. IV)
Sal da terra e luz do mundo
Vós sois o sal da terra. A palavra que vos é confiada, diz o Senhor, não se destina só a vós mas ao mundo inteiro. Nem vos envio a duas, a dez ou a vinte cidades, nem a um só povo, como no tempo dos Profetas, mas à terra, ao mar e ao mundo inteiro, a este mundo tão pervertido. Ao dizer: Vós sois o sal da terra, o Senhor declara que toda a natureza humana perdeu o sabor e está corrompida pelo pecado. Por isso exige dos discípulos as virtudes que são mais necessárias e úteis para a salvação dos outros homens. Quem é manso, humilde, misericordioso e justo não possui estas virtudes só para seu proveito, mas faz com que essas fontes excelentes corram também para utilidade dos outros. E quem é puro de coração, amante da paz e da verdade, dedica a sua vida ao bem de todos. Não penseis, parece dizer, que sois chamados a pequenas lutas ou a empreendimentos insignificantes: Vós sois o sal da terra. Que significa isto? Que eles tornaram são o que tinha apodrecido? De modo algum. De nada serve deitar sal ao que já está podre. Não foi esta a função dos Apóstolos; o que eles fizeram foi deitar sal e conservar em bom estado os corações que o Senhor lhes confiara depois de os ter renovado e libertado da corrupção. Libertar da corrupção do pecado foi obra do poder de Cristo; mas não recair no precedente estado de corrupção é fruto da diligência e solicitude dos Apóstolos. Repara como Ele vai mostrando gradualmente que estes são superiores aos Profetas. Não diz que são mestres da Palestina, mas de todo o mundo. «Não vos admireis, portanto – parece dizer‑lhes Jesus – se vos falo a vós de preferência a tantos outros e vos chamo para enfrentar tão graves dificuldades. Considerai o número e a grandeza das cidades, povos e nações a que vou enviar‑vos. Por isso quero que não vos limiteis a ser prudentes para vós mesmos, mas que torneis os outros semelhantes a vós. Se assim não for, nem sequer a vós podereis ser úteis. Na verdade, se os outros perderem o sabor, podem recuperá‑lo pelo vosso ministério; mas se sois vós que vos tornais insípidos, arrastareis também os outros com a vossa ruína. Quanto mais importantes são os encargos, tanto maior deve ser a vossa solicitude». Por isso diz Jesus: Se o sal perde o seu sabor, com que o havemos de salgar? Não serve para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. E para que não temam lançar‑se para o combate, ao ouvirem aquelas palavras: Quando vos insultarem e perseguirem e disserem toda a espécie de mal contra vós, diz‑lhes de modo equivalente: «Se não estais dispostos a estas provas, em vão fostes escolhidos. São certamente inevitáveis estas maledicências; mas em vez de vos prejudicarem, serão testemunhas da vossa firmeza. Contudo, se o temor das afrontas vos leva à simulação e cobardia, então será maior o vosso sofrimento: todos falarão mal de vós e sereis para toda a gente objecto de censura e escárnio. É isto que quer dizer ser pisado pelos homens». Depois continua com uma analogia mais elevada: Vós sois a luz do mundo. Novamente se refere ao mundo: não a um só povo nem a vinte cidades, mas a todo o orbe da terra; e a luz, como o sal de que antes falou, deve entender‑se em sentido espiritual, luz mais esplendorosa que os raios do sol que nos alumia. Fala primeiro do sal, depois fala da luz, para mostrar a grande eficácia que tem uma pregação vigorosa e uma doutrina exigente e luminosa. Deste modo nos obriga a seguir uma certa norma na pregação, sem divagações inconvenientes, para que ela possa iluminar a vista de quem nos rodeia: Não se pode ocultar uma cidade situada sobre um monte, nem se acende uma lâmpada para a colocar sob um alqueire. Com estas palavras insiste o Senhor na perfeição de vida que hão‑de levar os seus discípulos, estimulando‑os à vigilância e à solicitude pela própria santificação, porque estão expostos ao olhar de todos os homens e travam o seu combate diante de toda a terra.
Responsório Actos 1, 8; Mt 5, 16
R. Recebereis a fortaleza do Espírito Santo que descerá sobre vós; * E sereis minhas testemunhas até aos confins da terra.
V. Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. * E sereis minhas testemunhas até aos confins da terra.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
2 Timóteo 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: se morremos com Cristo, também com ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; se formos infiéis, ele permanecerá fiel, porque não pode negar-se a si mesmo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
V. Anunciamos as vossas maravilhas
R. E invocamos o vosso nome.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Nós Vos louvamos, Senhor, e invocamos o vosso nome.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xx-do-tempo-comum-6/>]
LEITURA I Prov 9, 1-6
A Sabedoria edificou a sua casa e levantou sete colunas. Abateu os seus animais, preparou o vinho e pôs a mesa. Enviou as suas servas a proclamar nos pontos mais altos da cidade: «Quem é inexperiente venha por aqui». E aos insensatos ela diz: «Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei. Deixai a insensatez e vivereis; segui o caminho da prudência».
A sabedoria, que está em Deus desde o princípio, convida os homens a viver como inteligente, reconhecendo o caminho da prudência num mundo de insensatos. Aceitar o convite da Sabedoria para comer do seu pão e beber do seu vinho é aceitar acolher a pôr em prática a vontade de Deus.
Salmo 33 (34), 2-3.10-11.12-13.14-15 (R.9a)
O salmista distingue entre os que escutam e se deixam ensinar pelo Senhor e os poderosos que vivem de si mesmos. Os humildes procuram o Senhor, desejam a felicidade, evitam o mal e fazem o bem, os outros “empobrecem e passam fome”.
LEITURA II Ef 5, 15-20
Irmãos: Vede bem como procedeis. Não vivais como insensatos, mas como pessoas inteligentes. Aproveitai bem o tempo, porque os dias que correm são maus. Por isso não sejais irrefletidos, mas procurai compreender qual é a vontade do Senhor. Não vos embriagueis com o vinho, que é causa de luxúria, mas enchei-vos do Espírito Santo, recitando entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando em vossos corações, dando graças, por tudo e em todo o tempo, a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Paulo anima os efésios a deixarem a insensatez e a unirem-se no mesmo Espírito para procurarem e compreenderem juntos a vontade do Senhor. Como comunidade de irmãos devem dar graças de todo o coração, com salmos, hinos e cânticos espirituais.
EVANGELHO Jo 6, 51-58
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?». E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente».
Perante a dificuldade em acreditar nas palavras de Jesus, a multidão é confrontada com a necessidade de uma opção radical, ou comem o alimento oferecido por Jesus, a sua carne e o seu sangue, ou não têm a vida que só ele pode oferecer e que está disponível na Eucaristia.
Reflexão da Palavra
O livro dos Provérbios, no início do capítulo 9 e final do prólogo, apresenta o convite da Sabedoria para o banquete, “quem é inexperiente venha a mim”, e no final do mesmo capítulo (v. 13-18) o convite feito pela “senhora insensatez”, “quem é simples venha cá!”. Com estes dois convites, dirigidos aos homens, compreende-se que se trata de uma opção que cada um é chamado a fazer, aceitar o convite da sabedoria ou o convite da insensatez.
A sabedoria insiste “Vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei. Deixai a insensatez e vivereis; segui o caminho da prudência”. E a insensatez insiste também num outro sentido “as águas roubadas são mais doces e o pão, comido às escondidas, é mais saboroso”.
A sabedoria é apresentada como alguém que está no início de todas as coisas. Ela está com Deus desde o início na organização da criação, “desde a eternidade fui formada, desde as origens, antes dos primórdios da terra” (8,23) a lembrar o prólogo do evangelho de João “no princípio existia o Verbo… No princípio ele estava em Deus. Por ele é que tudo começou a existir” (Jo 1,1-2).
É a própria sabedoria que edifica a casa e levanta “sete colunas”, símbolo da perfeição. Ela também prepara o banquete “abateu os seus animais, misturou o seu vinho e dispôs a sua mesa” e envia as servas para fazer o convite. O convite é dirigido aos “simples” para que deixem a insensatez e vivam segundo“os caminhos da prudência”.
Pela segunda vez consecutiva surge o salmo 33. Na sequência da leitura de provérbios, o salmo convida os humildes a vir, a escutar, a procurar o Senhor, a amar a vida, a desejar o caminho da felicidade, a evitar o mal e a fazer o bem, a procurar a paz. Os pobres seguem por este caminho e nada lhes falta, enquanto que os ricos, porque não seguem por este caminho, “empobrecem e passam fome”.
Paulo continua a sua catequese dos domingos anteriores, chamando a atenção para o modo de proceder de cada um. Segundo o apóstolo, “os dias que correm são maus” e, por isso, há caminhos perigosos que não devem ser atravessados, como é o caminho da embriaguez “não vos embriagueis com vinho”. Para o cristão só há um caminho, o do Espírito, “enchei-vos do Espírito Santo”. Animados pelo Espírito os crentes vivem de modo sensato, como pessoas inteligentes, aproveitam o tempo, compreendem a vontade do Senhor, recitam salmos, hinos e cânticos espirituais e dão graças “por tudo e em todo o tempo”.
O evangelho tem início com o último versículo do domingo passado, “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo”. Esta a afirmação vem sendo aprofundada desde o início do capítulo 6. Jesus é o pão pelo qual vale a pena trabalhar, porque “dá a vida eterna” (6, 27). O pão que desceu do céu é o pão que dá a vida eterna e é a “minha carne”, diz Jesus.
A multidão que “murmurava entre si”, agora “discute entre si”. As palavras de Jesus provocam na multidão a mesma reação que a fome provocou no povo em Masá e Meribá (Ex 17). A situação é incompreensível, “como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?”.
À dificuldade da multidão, Jesus não acrescenta uma explicação, apresenta uma consequência “se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós”. Diante de Jesus não há outra alternativa senão acreditar, aceitar, comer e beber, porque, não acreditar significa não aceitar a sua morte e não comer e beber a sua carne e o seu sangue é não ter a vida.
Aquele que desceu do céu é também aquele que dá a sua “carne pela vida do mundo” e se torna para todos, alimento de vida eterna, o que significa que, aceitar um é aceitar o outro e rejeitar um é rejeitar o outro.
O texto ao colocar-nos diante de Jesus descido do céu que dá a vida pelo mundo e se torna alimento de vida eterna, coloca-nos diante do mistério da Eucaristia onde o pão e o vinho são o corpo e o sangue de Cristo que comungamos e no qual estamos em comunhão com a sua morte na cruz.
Meditação da Palavra
No evangelho de João, Jesus diz à multidão e aos homens de todos os tempos, o mesmo que a Sabedoria diz aos simples, aos inexperientes e insensatos, “vinde comer do meu pão e beber do vinho que vos preparei”. No entanto, como verificámos no texto do domingo passado e também hoje, a reação da multidão, dos judeus e no próximo domingo a reação dos próprios discípulos, é incompreensivelmente de recusa. Parece impossível acreditar em Jesus. A sua proposta parece fora do contexto existencial de quem o escuta. Não parece possível acreditar que ele desceu do céu, é incompreensível o desafio de comer da sua carne e até as suas palavras são insuportáveis (6,60). O mistério de si mesmo, revelado pelo próprio Jesus, parece difícil de aceitar.
Jesus, como a Sabedoria, desce até ao terreno existencial em que se encontram os seus ouvintes, fazendo entender que não se trata de uma ideia para compreender, discernir ou discutir, trata-se de uma opção fundamental entre viver e ser feliz ou perder a vida de forma insensata. Trata-se de escutar e aderir de forma consciente, sabendo que, se vens comigo tens a vida, se não vens comigo não tens a vida. Dás ouvidos à voz da Sabedoria que está em Deus desde o princípio ou dás ouvidos à voz da “senhora Insensata”. Também ela faz um convite a todos os homens, “vinde cá”, sem eles saberem que “ali está a morte” (Pv 9,18).
Não é, portanto, indiferente escolher a Sabedoria ou a insensatez, escolher a vida ou a morte, escolher acreditar em Jesus ou rejeitá-lo, comer do seu pão ou não comer, aceitar que a “minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida” ou rejeitar este alimento de vida eterna. Não aderir à proposta de Jesus é rejeitar a possibilidade de viver o milagre da vida eterna que só ele oferece.
O caminho da Sabedoria que nos é dado reconhecer em Jesus, na entrega total da sua vida, é o mesmo que encontramos no sinal que ele próprio nos deixou, a Eucaristia. O caminho da cruz e a Eucaristia estão unidos na mesma atitude de entrega. Num e noutro é dado ao homem, como alimento, a carne e o sangue de Cristo. Não se trata de um assunto para discutir, trata-se da vida entregue por alguém, a fim de que todos tenham a vida, permanecendo naquele que é a vida. Aceitar o mistério da Eucaristia, acreditar, deixar-se alimentar é a atitude para permanecer em Jesus e ter nele a vida eterna. Não aceitar, não acreditar, não se alimentar é perder a vida.
É o desafio de crer ou não crer em Jesus, sempre presente no evangelho de João. No diálogo com Nicodemos Jesus diz que o Pai deu o seu filho ao mundo para que “todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16) e no diálogo com a Samaritana diz “todo aquele que beber desta água voltará a ter sede; mas quem beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que eu lhe der há de tornar-se nele fonte de água que dá a vida eterna” (Jo 4,13-14).
O grande desafio do homem é a fé em Jesus, uma proposta que contém em si mesma o dom da vida. Basta crer. Mas a possibilidade de não crer está sempre presente e vem na forma de murmuração ou discussão, que significa sempre rejeição da proposta, do desafio e da fé, “como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?”.
As comunidades cristãs distinguem-se a partir da capacidade de reconhecer na Eucaristia a presença real de Jesus que mantém os seus membros unidos no Espírito Santo e as comunidades onde predomina a insensatez da dúvida ou da busca dos argumentos humanos que comprovam ou não uma verdade. É a isto que Paulo chama de embriaguez. Deixar-se embriagar pelas realidades deste mundo significa escolher de forma insensata o caminho que conduz à morte. Deixar-se conduzir pela sabedoria, pelo Espírito Santo que habita em nós desde o batismo, é seguir pelo caminho da vida, de acordo com o salmo quando diz “vinde, filhos, escutai-me, vou ensinar-vos o temor do Senhor”, “porque nada falta aos que O temem”.
A Eucaristia é um dom, que torna presente a entrega de Jesus na cruz. Trata-se do “pão que Eu hei de dar” como alimento que sacia a fome espiritual. Uma fome que ninguém consegue saciar a não ser aquele que se dá a si mesmo como alimento permanente e eterno “quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele”.
Não se come este pão que é Jesus como se come o maná. Já ali, o Senhor disse ao seu povo que o maná era “para te ensinar que nem só de pão vive o homem; de tudo o que sai da boca do Senhor é que o homem viverá” (Dt 8,3). O pão da Eucaristia que é corpo e sangue de Cristo, entregue e derramado na cruz, é alimento espiritual que dá àquele que crê e come, a vida eterna.
Rezar a Palavra
Deixo entrar em mim as palavras de Paulo “não sejas insensato”, “compreende bem a vontade do Senhor”, “não te embriagues…”, enche-te do Espírito Santo. Escuto a voz da Sabedoria “vem a mim”. Escuto acima de tudo a tua voz, Senhor, “a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele” e sinto o desejo de viver por ti.
Compromisso semanal
Compreendo que não vivo sem o alimento que Deus me oferece na Eucaristia.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Agosto
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/08/santos-do-dia-da-igreja-catolica-18-de-agosto/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Agosto
Postado em: por: marsalima
Santa Helena
Flávia Júlia Helena, esse era o seu nome completo. Nasceu em meados do século III, na Bitínia, Ásia Menor. Era descendente de uma família plebéia e tornou-se uma bela jovem, inteligente e bondosa. Trabalhava numa importante hospedaria na sua cidade natal quando conheceu o tribuno Constâncio Cloro. Apaixonados, casaram-se. Mas quando o imperador Maximiano nomeou-o co-regente, portanto seu sucessor, exigiu que ele abandonasse Helena e se casasse com sua enteada Teodora. Isso era possível porque a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus.
O ambicioso Constâncio obedeceu. Entretanto levou consigo para Roma o filho Constantino, que nascera em 274 da união com Helena, que ficou separada do filho por quatorze anos. Com a morte do pai em 306, Constantino mandou buscar a mãe para junto de si na Corte. Ela já se havia convertido e tornado uma cristã fervorosa e piedosa.
O jovem Constantino, auxiliado pela sabedoria de Helena, conseguiu assumir o trono como o legítimo sucessor do pai. Primeiro, tornou-se governador; depois, o supremo e incontestável imperador de Roma, recebendo o nome de Constantino, o Grande. Para tanto, teve de vencer seu pior adversário, Maxêncio, na histórica batalha travada, em 312, às portas de Roma.
Conta a história que, durante a batalha contra Maxêncio, seu exército estava em desvantagem. Influenciado por Helena, que tentava convertê-lo, Constantino teve uma visão. Apareceu-lhe uma cruz luminosa no céu com os seguintes dizeres: “Com este sinal vencerás”. Imediatamente, mandou pintar a cruz em todas as bandeiras e, milagrosamente, venceu a batalha. Nesse mesmo dia, o imperador mandou cessar, imediatamente, toda e qualquer perseguição contra os cristãos e editou o famoso decreto de Milão, em 313, pelo qual concedeu liberdade de culto aos cristãos e deu a Helena o honroso título de “Augusta”.
Helena passou a dedicar-se à expansão da evangelização e crescimento do cristianismo em todos os domínios romanos. Às custas do Império, patrocinou a construção de igrejas católicas nos lugares dos templos pagãos, de mosteiros de monges e monjas e ajudou a organizar as obras de assistência aos pobres e doentes. Depois, apesar de idosa e cansada, foi em peregrinação para a Palestina, visitar os lugares da Paixão de Cristo. Lá supervisionou a construção das importantes basílicas erguidas nos lugares santos, dentre elas a da Natividade e a do Santo Sepulcro, que existem até hoje. Conta a tradição que Helena ajudou, em Jerusalém, o bispo Macário a identificar a verdadeira cruz de Jesus, quando as três foram encontradas. Para isso, levaram ao local uma mulher agonizante, que se curou milagrosamente ao tocar aquela que era a verdadeira.
Pressentindo que o fim estava próximo, voltou para junto de seu filho, Constantino, morrendo em seus braços, aos oitenta anos de idade, num ano incerto entre 328 e 330. O culto a santa Helena, celebrado no dia 18 de agosto, é um dos mais antigos da Igreja Católica. Algumas de suas relíquias são veneradas na basílica dedicada a ela em Roma.
Santo Alberto Hurtado Cruchaga
Nasceu em Viña del Mar (Chile), no dia 22 de janeiro de 1901. Aos quatro anos ficou órfão de pai. Foi obrigado a experimentar a pobreza durante sua infância. Recebeu de sua mãe a fé e a coragem para enfrentar os desafios de uma vida árdua. Graças a uma bolsa de estudos, pôde freqüentar o Colégio dos Jesuítas em Santiago. Trabalhando para sustentar a mãe e o irmão, conseguiu formar-se em direito. Desde cedo, preocupou-se com os mais necessitados.
Com 22 anos, entrou no noviciado da Companhia de Jesus em Chillán, realizando o sonho de ser jesuíta. Em 1925, foi mandado para Córdoba (Argentina) para completar os estudos humanísticos. Recebeu a ordenação sacerdotal em Louvain (Bélgica) no dia 24 de agosto de 1933. Estudou na Bélgica e na Espanha, formando-se em filosofia, teologia, pedagogia e psicologia.
Retornou ao Chile em 1936, distinguindo-se como professor na universidade e guia espiritual da juventude. Escritor, publicou três livros sobre a doutrina social da Igreja. Para atender os pobres, abriu uma obra exemplar, “El Hogar de Cristo”, Lar de Cristo, oferecendo aos desabrigados um ambiente digno e acolhedor.
Em plena atividade sacerdotal, padre Alberto suportou fortes dores e, aceitando seus sofrimentos com plena conformidade, veio a falecer, vítima de um câncer, em 18 de agosto de 1952.
A meditação constante sobre a vida do Divino Mestre explica o ardor com que se dedicava a todos e a paixão pelos pobres. Revelou um notável equilíbrio, conforme a espiritualidade inaciana, sabendo ser “contemplativo na ação”. Era da adoração do Cristo presente na eucaristia que hauria sua força, seu discernimento e seu incansável zelo apostólico.
No dia 23 de outubro de 2005 foi proclamado santo pelo papa Bento XVI.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18 de Agosto de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
V. A minha alma suspira pelos átrios do Senhor,
R. O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
V. Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?
R. O que vive sem mancha e diz a verdade que tem no coração.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
V. Eu Vos amo, Senhor, minha fortaleza,
R. Meu protector, minha defesa e meu salvador.
Oração
Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogénitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
V. Infinita é a sua sabedoria
R. Admirável é o seu poder.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Grande é o Senhor, admirável é o seu poder.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador. R.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. R.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


