“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE OUTUBRO DE 2024
8 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE OUTUBRO DE 2024
10 de outubro de 2024QUARTA-FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Primeira Epístola a Timóteo 4, 1 – 5, 2
O bispo, mestre e modelo dos fiéis
Caríssimo: O Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas diabólicas, seduzidos por mentirosos hipócritas, cauterizados na sua consciência. Proibirão o matrimónio e o uso de alimentos que Deus criou para serem tomados, com acções de graças, pelos crentes e aqueles que conhecem a verdade. Porque tudo o que Deus criou é bom, e nada do que tomamos com acções de graças se deve rejeitar, por ser santificado pela palavra de Deus e pela oração. Se expuseres estas coisas aos irmãos, serás um bom servo de Jesus Cristo, alimentado pelas palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido fielmente.
Rejeita as fábulas vulgares, próprias de pessoas caducas. Exercita-te na piedade. O exercício corporal de pouco serve, ao passo que a piedade é útil para tudo, por ter a promessa da vida presente e da vida futura. É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação. Se nos esforçamos e lutamos, é porque pusemos a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, sobretudo dos crentes. Isto deves prescrever e ensinar.
Ninguém te despreze por seres jovem. Sê, porém, um modelo para os fiéis na palavra, na maneira de proceder, na caridade, na fé e na castidade. Enquanto não chego, consagra-te à leitura, à exortação e ao ensino. Não descuides o dom espiritual que recebeste e te foi concedido pela intervenção profética, com a imposição das mãos dos presbíteros. Atende a estas coisas e persevera nelas, para que o teu progresso seja manifesto a todos. Tem cuidado contigo e com o teu ensino e sê perseverante nestas coisas. Se assim procederes, salvar-te-ás a ti e àqueles que te ouvem.
Não repreendas com dureza o ancião, mas exorta-o como a um pai. Trata os jovens como irmãos, as mulheres idosas como mães, as jovens como irmãs, com irrepreensível pureza.
RESPONSÓRIO 1 Tim 4, 8b. 10a; 2 Cor 4, 9
R. A piedade é útil para tudo, porque tem a promessa da vida. Nós esforçamo-nos e lutamos, * Porque temos a nossa esperança no Deus vivo.
V. Somos perseguidos, mas não abandonados; estamos abatidos, mas não aniquilados. * Porque temos a nossa esperança no Deus vivo.
SEGUNDA LEITURA
Da Carta de Santo Inácio de Antioquia,
bispo e mártir, aos Tralianos
(Cap. 8,1 – 9,2; 11, 1 – 13,3: Funk I, 209-211) (Sec. I)
Renovai‑vos pela fé que é a Carne do Senhor
e pela caridade que é o seu Sangue
Revestidos de mansidão, renovai‑vos pela fé que é a Carne do Senhor e pela caridade que é o Sangue de Jesus Cristo. Nenhum de vós guarde ressentimento contra o seu próximo. Não deis ocasião aos gentios para que a comunidade reunida em Deus seja caluniada por causa de alguns insensatos. Ai daquele por cuja leviandade é ultrajado o meu nome!
Fechai os ouvidos quando vos falam de outra coisa que não seja Cristo, da linhagem de David, filho de Maria, que verdadeiramente nasceu, comeu e bebeu, verdadeiramente sofreu perseguição sob Pôncio Pilatos, foi verdadeiramente crucificado e morto na presença do Céu, da terra e dos abismos, e verdadeiramente ressuscitou de entre os mortos pelo poder do Pai, que também nos há-de ressuscitar a nós que acreditamos n’Ele. Seremos ressuscitados em Cristo Jesus, sem o qual não podemos ter a verdadeira vida.
Fugi dos maus rebentos que produzem frutos venenosos: se alguém os prova, morre fatalmente. Estes rebentos não são da plantação do Pai. Se o fossem, apareceriam como ramos da cruz e o seu fruto seria incorruptível. Por esta cruz, Cristo vos convida, como a seus membros que sois, a tomar parte na sua paixão. Com efeito, a cabeça não pode existir separada dos membros. O mesmo Deus prometeu tal união, Ele que é unidade.
Saúdo-vos desde Esmirna, juntamente com as Igrejas de Deus que estão comigo e que me têm proporcionado toda a espécie de consolações temporais e espirituais. Ao mesmo tempo que rezo para alcançar a Deus, as cadeias que suporto por amor de Cristo vos fazem esta exortação: Permanecei na concórdia e na oração em comum. É necessário que cada um de vós, e sobretudo os presbíteros, confortem o bispo, para glória do Pai, de Jesus Cristo e dos Apóstolos.
Peço-vos que me escuteis com caridade, para que esta carta não se converta em testemunho contra vós. Rezai também por mim, que preciso muito da vossa caridade e da misericórdia de Deus para ser digno de alcançar a herança, que estou prestes a conseguir, e não ser julgado indigno dela.
Saúda-vos a caridade dos irmãos de Esmirna e de Éfeso. Tende sempre presente nas vossas orações a Igreja da Síria, da qual não sou digno de me chamar membro, porque sou o último de todos os fiéis. Saúdo-vos em Cristo, a vós que estais sujeitos ao bispo como à lei de Deus; e não só ao bispo, mas também ao presbitério. Amai-vos uns aos outros, todos e cada um, de coração unânime.
Ofereço por vós a minha vida, não só agora mas também quando chegar à presença de Deus. Ainda me encontro exposto ao perigo, mas estou confiante na fidelidade do Pai em Jesus Cristo. Ele escutará a minha e a vossa oração. Espero que n’Ele vos encontreis sem mancha.
RESPONSÓRIO 2 Tes 2, 14-15a; Sir 15, 13
R. Deus chamou-vos por meio do Evangelho para possuirdes a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. * Permanecei firmes e guardai as tradições que aprendestes.
V. O Senhor odeia toda a abominação, e aqueles que O amam também a detestam. * Permanecei firmes e guardai as tradições que aprendestes.
Oração
Deus eterno e onipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai‑nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Jó 1, 21; 2, 10b
Saí nu do ventre de minha mãe, e nu para ele voltarei. O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor. Se aceitamos os bens da mão de Deus, porque não havemos de aceitar também os males?
RESPONSÓRIO BREVE
V. Inclinai, Senhor, o meu coração para as vossas ordens.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para as vossas ordens.
V. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para as vossas ordens.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para as vossas ordens.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4514-liturgia-de-09-de-outubro-de-2024>]
QUARTA FEIRA – XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Antífona
– Ao vosso poder, Senhor, tudo está sujeito, e não há quem possa resistir à vossa vontade, porque sois o criador de todas as coisas, do céu e da terra e de tudo o que eles contêm; vós sois o Senhor do universo! (Est 4,17).
Coleta
– Ó Deus eterno e todo-poderoso, que no vosso imenso amor de Pai nos concedeis mais do que merecemos e pedimos, infundi em nós a vossa misericórdia, para perdoar o que nos pesa na consciência e para nos dar mais do que a oração ousa pedir. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Gl 2,1-2.7-14
– Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: Sl 117,1.2 (R: Mc 16,15)
– Ide por todo mundo, e a todos pregai o Evangelho!
R: Ide por todo mundo, e a todos pregai o Evangelho!
– Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, povos todos, festejai-o!
R: Ide por todo mundo, e a todos pregai o Evangelho!
– Pois comprovado é seu amor para conosco, para sempre ele é fiel!
R: Ide por todo mundo, e a todos pregai o Evangelho!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8,15).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,1-4
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xxvii-do-tempo-comum-10/>]
Leitura I: Gálatas 2, 1-2.7-14
Irmãos: Passados catorze anos, subi novamente a Jerusalém com Barnabé e fiz-me acompanhar também de Tito. Eu subi para lá, de acordo com uma revelação, e expus o Evangelho que prego entre os gentios, numa reunião particular com os principais dirigentes, para me assegurar de não correr ou não ter corrido em vão. Viram então que me estava confiada a evangelização dos que não eram judeus, como a Pedro a dos que eram judeus. – De facto, Aquele que exercera em Pedro a sua ação em ordem ao apostolado entre os judeus, tinha-a exercido em mim em ordem aos gentios –. Por isso, Tiago, Pedro e João, que eram considerados como as colunas, ao reconhecerem a graça que me fora concedida, estenderam-nos as mãos, a mim e a Barnabé, em sinal de acordo: Nós seríamos para os gentios e eles para os judeus. Só nos pediram que nos lembrássemos dos seus pobres, o que eu procurei pôr em prática com grande diligência. Mas quando Pedro veio a Antioquia, opus-me a ele abertamente, porque era digno de censura. De facto, antes de terem vindo alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Mas depois de eles chegarem, retirava-se e mantinha-se à parte, com receio dos partidários da circuncisão. Com ele começaram a dissimular também os outros judeus, de tal modo que até Barnabé se deixou arrastar pela sua dissimulação. Quando eu vi que eles não procediam corretamente segundo a verdade do Evangelho, disse a Pedro diante de todos: «Se tu, que és judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, como podes obrigar os gentios a proceder como os judeus?».
Compreender a Palavra
Paulo procura defender-se do ataque de alguns que não o aceitam como apóstolo por não exigir dos gentios o cumprimento dos preceitos judaicos, como se, para ser cristãos, se tivesse que ser judeu. Por isso conta que subiu a Jerusalém depois da sua primeira viagem apostólica para apresentar a Pedro e aos apóstolos a doutrina que ele anuncia em nome do Senhor Jesus. Os apóstolos confirmaram a doutrina e perceberam que neles se exercia a mesma manifestação do poder de Deus para que o evangelho fosse anunciado tanto entre os judeus como entre os gentios. Diz Paulo: “reconheceram a graça que me fora concedida, estenderam-me as mãos em sinal de acordo”. Paulo não queria agir só nem em vão mas unido à Igreja de Cristo para que o evangelho frutificasse. Do mesmo modo conta como repreendeu Pedro pelo pecado da dissimulação porque também ele vivia à maneira dos gentios mas não queria que se soubesse.
Meditar a Palavra
As comunidades cristãs veem-se muitas vezes no meio de confusões que não servem para nada senão para dividir as pessoas. O evangelho de Jesus Cristo não serve para os interesses particulares mas para o bem comum. O chamamento de Deus à fé é para o bem de todos e os dons concedidos a um são para o serviço dos outros. Quando o evangelho é posto em causa não é porque não seja verdadeiro, mas porque a vida de quem contesta não se identifica com esse evangelho. É mais fácil denunciar o evangelho anunciado do que mudar a vida para que esteja de acordo com o evangelho. Foi isso que aconteceu com Paulo. Contestaram o seu evangelho porque queriam permanecer na lei judaica e não aderir à força renovadora do evangelho. Isto pode acontecer-nos a todos e acontece com muita frequência.
Rezar a palavra
Mostra-me, Senhor, os teus caminhos, o caminho do evangelho, o caminho da fé, o caminho da comunidade, o caminho do encontro com os outros, para que o meu coração não se afaste da verdade anunciada mas encontre na tua palavra o sinal generoso de uma vida nova que pode transformar-me libertando-me dos meus critérios particulares de avaliação.
Compromisso
O evangelho não serve para tapar as minhas fraquezas mas para a salvar a minha vida.
Evangelho: Lc 11, 1-4
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’».
Compreender a Palavra
O texto faz parte de uma comunicação de Jesus sobre a oração. Esta parte é o início do capítulo 11 de Lucas que apresenta a oração que Jesus ensina aos apóstolos. Trata-se de uma versão do Pai Nosso mais pequena que a do evangelho de Mateus, porque tem apenas cinco indicações. Lucas é dos evangelistas o que mais fala da oração na vida de Jesus. Jesus ensina os apóstolos de muitas maneiras e sobre muitos assuntos, mas o Pai Nosso é, para além de uma oração, uma indicação do essencial na vida cristã. Ter Deus como Pai, aceitar o seu nome como santo, pedir e acolher o reino de Deus, contentar-se com o pão de cada dia e reconhecer que esse pão vem de Deus, dar e receber o perdão como fonte de vida e lutar contra as tentações sabendo que só pela graça de Deus seremos vencedores.
Meditar a Palavra
Em Jesus encontro o modelo de homem orante e encontro as palavras mais indicadas para a oração. Olhar a vida de Jesus e perceber que ela está atravessada pela oração, particularmente nos momentos mais importantes das grandes decisões, das grandes alegrias espirituais e dos grandes sofrimentos, é, para mim, fonte de inspiração e modelo de vida. O Pai Nosso, coloca nos meus lábios as palavras mas também os sentimentos de Jesus, em especial a confiança. Aconteça o que acontecer, não ficarei no fracasso, na derrota, porque o Senhor é mais forte que todas as tentações.
Rezar a Palavra
Senhor Jesus, as tuas palavras na minha boca não alcançam a mesma força, o mesmo poder, a mesma verdade. Tento repeti-las, uma e outra vez, e sabe a pouco porque não chego até ao coração do Pai nem abro suficientemente o meu coração como guarida onde o Pai pode permanecer. Quero viver mais intensamente cada uma das palavras que ensinaste aos teus apóstolos e que hoje me propões. Que a minha vida seja o templo onde o nome de Deus é santificado e o perdão transborda do tabernáculo do meu coração para todos os irmãos.
Compromisso
Vou rezar com muita confiança as palavras de Jesus.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-09-de-outubro/>
Santos do Dia da Igreja Católica – 09 de Outubro
Postado em: por: marsalima
São João Leonardo
Leonardo nasceu na Toscana, em 1541. Levou uma vida normal de leigo, trabalhando no ramo farmacêutico com o pai até os vinte e seis anos de idade, quando este morreu. Tendo participado do trabalho junto aos pobres com os padres colombinos, decidiu entregar sua vida ao seguimento de Cristo.
Mesmo sabendo das dificuldades por ser adulto, Leonardo não se intimidou. Enfrentou os estudos desde o começo, do princípio mais elementar. Juntou-se aos meninos para aprender o latim e, em seguida, aplicou-se no estudo de filosofia e de teologia. Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote.
Dedicando-se à catequese das crianças, implantou, junto com alguns religiosos, uma educação totalmente voltada para os princípios cristãos, nascendo, em 1574, a Congregação da Doutrina Cristã, hoje Clérigos Regulares da Mãe de Deus, também conhecidos como padres leonardinos.
Em 1584, resolveu fazer uma peregrinação à França, ao Santuário de Nossa Senhora de Loreto. Leonardo, que tinha conquistado a confiança do papa Clemente VIII, foi enviado por este para realizar diversas missões em seu nome, restaurando a disciplina religiosa em várias ordens, conventos e congregações. Era um tempo de decadência de costumes e seu trabalho entusiasmado e atraente trouxe de volta os velhos princípios do verdadeiro cristianismo que se haviam perdido no dia-a-dia de muitos integrantes da Igreja.
Preocupado em assegurar um futuro de fé às crianças pagãs, fundou, em parceria com João Batista Vives, um colégio para jovens sacerdotes que se espalhariam pelo mundo como missionários, pregando o catolicismo entre os infiéis e cuidando das vítimas das epidemias. Portanto João Leonardo foi o precursor do Colégio Urbano dos Missionários da Propaganda Fidei, ou Obra da Propaganda da Fé, fundado em 1627, em Roma, atuante até nossos dias, principalmente na esfera da Santa Sé. E também dos Missionários Exteriores de Paris, fundado em 1663.
Influenciado pelo Concilio de Trento, ao lado de grandes religiosos da época, como os depois santos Filipe Neri, José Calazanz e Camilo de Lellis, João Leonardo travou uma grande luta pela reforma eclesiástica da Itália, o que o fez tornar-se, também, um dos grandes do seu tempo.
Radicado em Roma, ele morreu no dia 8 de outubro de 1609. Seu corpo se encontra na cripta da igreja Santa Maria, em Campiteli. Beatificado em 1861, o papa Pio XI declarou santo João Leonardo em 1938, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.
São Dionísio, ou Dênis
O santo Dionísio, popularmente conhecido como o são Dênis de Paris, que é comemorado neste dia, foi durante muito tempo venerado como único padroeiro de França, até surgir santa Joana d’Arc para dividir com ele a grande devoção cristã do povo daquele país.
De origem italiana, ele era um jovem missionário enviado pelo papa Fabiano para evangelizar a antiga Gália do norte no ano 250, portanto no século III. Formou, então, a primeira comunidade católica em Lutécia, atual Paris, sendo eleito o seu primeiro bispo. Alguns anos depois, teria sofrido o martírio, sendo decapitado no local hoje conhecido como Montmartre, isto é, “Colina do Mártir”. Ao lado do bispo Dênis, o sacerdote Rústico e o diácono Eleutério, seus companheiros, também testemunharam sua fé cristã.
Sobre o seu túmulo em Montmartre, mais tarde, foi edificada uma basílica, junto à qual, no ano 630, o rei Dagoberto fundou uma abadia. Até esses monges acabaram sofrendo com o efeito de uma enorme confusão que se fez entre este mártir e outros dois Dionísios: o Areopagita, discípulo de são Paulo, e o célebre escritor de Alexandria. Mas esses religiosos foram citados indevidamente.
A estranha e rebuscada confusão que se fez em torno da figura do santo bispo Dênis envolvia nitidamente essas três figuras distintas, que viveram em épocas diferentes, mas que foram unidas num único personagem, o santo celebrado hoje. Contava-se que o mártir original, ou seja, o bispo Dênis de Paris, foi enviado à Gália francesa pelo papa são Clemente I no fim do século I. Por isso ele começou a ser identificado com a figura de Dionísio Areopagita, discípulo do apóstolo Paulo, comemorado no dia 3 de outubro. Por isso, também, passou a ser confundido com um homônimo da Alexandria, autor de uma famosa coletânea de escritos místicos, que desde o século V vinha sendo erroneamente atribuída ao discípulo Areopagita.
Não bastasse toda essa confusão, são Dionísio, ou Dênis, segue sendo aclamado pela mais antiga tradição cristã francesa, que o venera como um mártir cefalóforo, ou seja, carregador de cabeça. E assim ele chegou aos nossos dias sendo o bispo mártir que havia carregado a própria cabeça decepada até o local onde deveria ser enterrado. No caso, a Abadia de Saint-Denis, em Paris, local onde, tradicionalmente, todos os reis da França foram enterrados.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
https://www.youtube.com/watch?v=cydXaED_Dbs
LEITURA BREVE
1 Cor 13, 4-7
A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
V. Exultem e alegrem-se em Vós, Senhor, todos os homens
R. E digam sempre: «Louvado seja Deus».
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 13, 8-9.13
O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.
V. Desça sobre nós a vossa bondade, Senhor,
R. Porque em Vós esperamos.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas ações, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Col 3, 14-15
Acima de tudo, revesti-vos da caridade que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só Corpo. E vivei em acção de graças.
V. Os mansos possuirão a terra
R. E gozarão de imensa paz.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar no mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Ef 3, 20-21
Deus, pelo poder que exerce em nós, é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar. Glória a Ele, na Igreja e em Cristo Jesus, em todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amen.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
V. Não permitais que a minha alma se junte com os pecadores.
R. Tende piedade de mim.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


