“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE OUTUBRO DE 2024
13 de outubro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE OUTUBRO DE 2024
15 de outubro de 2024SEGUNDA-FEIRA – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Profecia de Ageu 2, 10-23
Bênçãos futuras. Promessas feitas a Zorobabel
No dia vinte e quatro do nono mês, no segundo ano de Dario, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Ageu nestes termos: «Assim fala o Senhor do Universo: Propõe aos sacerdotes esta questão: ‘Se alguém trouxer carne santificada na aba do seu vestido e tocar com ele no pão, nas iguarias, no vinho, no azeite ou em qualquer outro alimento, ficam eles santificados?’ ». Os sacerdotes responderam que não. Ageu continuou: «Se alguém que se tornou impuro pelo contacto dum cadáver tocar nessas coisas, ficam elas impuras?». Os sacerdotes responderam que sim. Então Ageu retomou a palavra e disse: «Assim é este povo, assim é esta nação diante de Mim, diz o Senhor. Assim é todo o trabalho das suas mãos, porque tudo o que aí Me oferecem é impuro. E agora, atendei ao que vai acontecer a partir deste dia. Antes de ser posta pedra sobre pedra no templo do Senhor, que acontecia? Um monte de trigo, do qual se esperavam vinte medidas, não dava mais que dez. Uma vasilha de vinho de cinquenta medidas não dava mais que vinte. Eu vos feri com vento abrasador, com ferrugem e granizo em todos os trabalhos das vossas mãos, e não voltastes para Mim, diz o Senhor. Atendei ao que vai acontecer a partir deste dia, a partir do dia vinte e quatro do nono mês, em que foram postos os alicerces do templo do Senhor. Vede se ainda há grão no celeiro; e a vinha, a figueira, a romãzeira e a oliveira continuam sem fruto. A partir deste dia concederei a minha bênção». A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Ageu no dia vinte e quatro do mês, nestes termos: «Fala a Zorobabel, governador de Judá, e diz-lhe: ‘Abalarei os céus e a terra. Derrubarei o trono de todos os reis e aniquilarei o poder das nações, destruirei os carros e os que vão neles; cairão cavalos e cavaleiros, e matar-se-ão à espada uns aos outros. Nesse dia, diz o Senhor do Universo, tomar‑te‑ei, Zorobabel, filho de Salatiel, meu servo, diz o Senhor, e guardar-te-ei como um anel de sinete, porque te escolhi – oráculo do Senhor do Universo’».
RESPONSÓRIO Ageu 2, 7. 9b
R. Abalarei os céus e a terra; * E virá o Desejado de todas as nações.
V. Será grande a glória deste templo, e neste lugar farei reinar a paz. * E virá o Desejado de todas as nações.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de São Fulgêncio de Ruspas, bispo, «Contra Fabião»
(Cap. 28, 16-19: CCL 91 A, 813-814) (Sec. VI)
Somos santificados pela participação no Corpo e Sangue do Senhor
Quando oferecemos o nosso sacrifício, cumprimos o que o nosso Salvador nos mandou fazer, segundo o testemunho do Apóstolo: O Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou o pão e, dando graças, partiu-o e disse: Isto é o meu Corpo, entregue por vós; fazei isto em memória de Mim. De igual modo, no fim da ceia tomou o cálice e disse: Este cálice é a nova aliança no meu Sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de Mim. Com efeito, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Portanto, o sacrifício oferece-se para anunciar a morte do Senhor e celebrar o memorial d’Aquele que deu a sua vida por nós. Ele mesmo diz: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Cristo morreu por nosso amor; e é por isso que, ao celebrarmos no sacrifício o memorial da sua morte, invocamos a vinda do Espírito Santo para que derrame sobre nós o dom do amor. Com esta oração pedimos ardentemente aquele mesmo amor que levou Cristo a morrer crucificado, a fim de que, pela graça do Espírito Santo, também nós possamos ser crucificados para o mundo e o mundo para nós. E deste modo, imitando a morte de Nosso Senhor, assim como Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre e a sua vida é uma vida para Deus, também nós, movidos pelo dom do seu amor, vivamos uma vida nova, morrendo para o pecado e vivendo para Deus. O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado, e a participação no Corpo e Sangue do Senhor, ao comermos o seu pão e bebermos o seu cálice, sugere-nos realmente que morramos para o mundo e conservemos a nossa vida escondida com Cristo em Deus e crucifiquemos a nossa carne com seus vícios e concupiscências. Assim, todos os fiéis que amam a Deus e ao próximo, embora não bebam o cálice da paixão corporal, bebem no entanto o cálice do amor do Senhor. Inebriados nesse cálice, mortificam os seus membros terrenos e, revestidos do Senhor Jesus Cristo, não se prendem aos desejos da carne nem se fixam no que se vê mas no que não se vê. Assim se bebe o cálice do Senhor, vivendo na divina caridade, sem a qual, ainda que alguém entregasse o corpo às chamas, de nada lhe serviria. Mas com o dom da caridade, chegamos a transformar-nos realmente naquilo mesmo que sacramentalmente celebramos no sacrifício.
RESPONSÓRIO Lc 22, 19; Jo 6, 58
R. Jesus tomou o pão e, dando graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: * Isto é o meu Corpo, entregue por vós; fazei isto em memória de Mim.
V. Este é o pão que desceu do Céu; quem come deste pão viverá eternamente. * Isto é o meu Corpo, entregue por vós; fazei isto em memória de Mim.
Oração
Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
Judite 8, 25-26a.27
Demos graças ao Senhor nosso Deus, que nos põe à prova como aos nossos pais. Lembrai-vos como procedeu com Abraão, como provou Isaac e o fez a Jacob. Assim como os provou pelo fogo para sondar os seus corações, também não se vinga de nós; mas é para advertir que o Senhor flagela os que d’Ele se aproximam.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-lo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-lo.
V. Cantai-Lhe um cântico novo.
R. Os rectos de coração devem louvá-lo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os rectos de coração devem louvá-lo.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM A IRMÃ ZÉLIA
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4519-liturgia-de-14-de-outubro-de-2024>]
SEGUNDA FEIRA – XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Antífona
– Se levardes em conta, Senhor, nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão (Sl 129,3s).
Coleta
– Nós vos pedimos, Senhor, que vossa graça nos preceda e acompanhe e nos torne atentos para perseverar na prática do bem. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
1ª Leitura: Gl 4,22
– Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas: Irmãos, 4,22está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. 23Mas o filho da escrava nasceu segundo a carne, e o filho da livre nasceu em virtude da promessa. 24Esses fatos têm um sentido alegórico, pois essas mulheres representam as duas alianças: a primeira, Hagar, vem do monte Sinai; ela gera filhos para a escravidão. 26Porém, a Jerusalém celeste é livre, e é a nossa mãe. 27Pois está escrito: “Rejubila, estéril, que não dás à luz, prorrompe em gritos de alegria, tu que não sentes as dores do parto, porque os filhos da mulher abandonada são mais numerosos do que os da mulher preferida”. 31Portanto, irmãos, não somos filhos de uma escrava; somos filhos da mulher livre. 5,1É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão.
– Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial: Sl 113,1-2.3-4.5a.6-7 (R: 2)
– Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!
R: Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!
– Louvai, louvai, ó servos do Senhor, louvai, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!
R: Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!
– Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor! O Senhor está cima das nações, sua glória vai além dos altos céus.
R: Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!
– Quem pode comparar-se ao nosso Deus, que se inclina para olhar o céu e a terra? Levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho.
R: Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!
(Sl 94,8).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 11,29-32
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xxviii-do-tempo-comum-10/>]
Leitura I Gl 4, 22-24.26-27.31 — 5, 1
Irmãos: Como está escrito, Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da mulher livre. O da escrava nasceu segundo a natureza e o da mulher livre em virtude da promessa. Há nisto uma alegoria. As mulheres representam as duas alianças. A primeira, concluída no monte Sinai, gera para a escravidão: é Agar. Mas a Jerusalém do alto é livre, e esta é a nossa mãe. Porque está escrito: «Alegra-te, ó estéril, que não davas à luz; rejubila e canta de alegria, tu que não conheceste as dores da maternidade, porque os filhos da abandonada são mais numerosos que os daquela que tem marido». Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre. Foi para a verdadeira liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permanecei firmes e não torneis a sujeitar-vos ao jugo da escravidão.
Compreender a palavra
Somos livres e não escravos, diz-nos Paulo. Em Cristo fomos libertados para vivemos a liberdade dos filhos de Deus, que nasceram da mulher livre. Paulo serve-se do exemplo de Abraão que teve um filho da mulher, Isaac e outro da escrava, Ismael. Nós não nascemos da escrava, mas da mulher livre, por isso vivemos a verdadeira liberdade e não nos sujeitamos ao jugo da servidão. Aquela que parecia estéril, incapaz de dar à luz um filho, é agora mãe de uma multidão de homens livres em Cristo.
Meditar a palavra
A nossa condição de homens livres em Cristo não faz de nós super homens, nem santos, nem imaculados, mas homens de cabeça erguida diante da vida. Apesar da nossa fragilidade, comparável à da mulher estéril, incapaz de dar à luz, nós, em Cristo, tornámo-nos um lugar onde a semente da vida pode crescer e gerar frutos de eternidade, porque ele adquiriu para nós o direito de cidadãos da Jerusalém do alto e de filhos de Deus. Agora já não somos estéreis, incapazes de vida, homens sem futuro e sem esperança. Agora somos livres, filhos de Deus e plenos de vida e de esperança.
Rezar a palavra
Obrigado, Senhor, pela vida que me concedes na fé, porque dessa vida me vem a certeza de ser filho amado para lá das minhas fragilidades. Fizeste de mim quase um ser divino, coroaste-me de honra e glória e abriste para mim o caminho da Jerusalém celeste porque me fizeste homem livre no sangue de Cristo derramado na cruz.
compromisso
Agradecer também é rezar e aumenta em nós a certeza do dom recebido.
Evangelho Lc 11, 29-32
Naquele tempo, aglomerava-se uma grande multidão à volta de Jesus e Ele começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa: pede um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas foi um sinal para os habitantes de Nínive, assim o será também o Filho do homem para esta geração. No juízo final, a rainha do sul levantar-se-á com os homens desta geração e há de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão. No juízo final, os homens de Nínive levantar-se-ão com esta geração e hão de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas».
Compreender a palavra
Perante a multidão que cada vez é maior e se reúne à sua volta, Jesus lembra aquele pedido feito anteriormente por alguns, para que lhes desse um sinal e aproveita para classificar esta geração, “Esta geração é uma geração perversa…”. Pois esta geração é a que pede um sinal e Jesus afirma-lhes que não terão outro sinal senão o de Jonas. Qual é este sinal? A palavra anunciada pelo profeta e que levou os ninivitas à conversão. Jesus é maior do que Jonas e, portanto, a sua palavra é maior do que a de Jonas. Se aqueles se converteram ao ouvir o profeta, esta geração deve converter-se ao ouvir Jesus. Na segunda parte do texto, Jesus, recorda que ouvir e converter-se é a atitude certa diante dele. Ele é mais do que Salomão e do que Jonas e, portanto, não há outro sinal além da sua ação e da sua palavra.
Meditar a palavra
Quero muitas vezes sinais extraordinários para acreditar em Jesus. Na sua palavra Ele deixa-me bem claro que não há nenhum sinal mais importante nem mais claro que a sua vida e a sua palavra. Escutar e converter-se é tudo quanto preciso de fazer para reconhecer que Ele é o Messias salvador. Em vez de ficar em expectativas estéreis que não levam a lado nenhum, devo empenhar-me em escutar a Palavra de Jesus e deixar que ela faça eco no meu coração e transforme a minha vida.
Rezar a palavra
Tu és maior do que todos, Senhor. Em ti posso encontrar a palavra segura e a atitude certa para jogar a minha vida em boa direção. Nem sempre penso que a tua palavra é caminho para a minha vida. Muitas vezes me aborreço a ler e a ouvir e, por isso, a tua palavra não chega a fazer nada em mim. Dá-me, Senhor, a capacidade de me render à tua voz e deixar instruir pelos teus ensinamentos para que me converta totalmente a Ti.
Compromisso
Vou fazer da palavra de Deus o meu livro quotidiano, no qual encontro as referências, os sinais, indicadores do meu caminho.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/10/santos-do-dia-da-igreja-catolica-14-de-outubro/>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 14 de Outubro
Postado em: por: marsalima
São Calisto I
Todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas penitências.” A frase conclusiva é do papa Calisto I, ao se posicionar no combate às idéias heréticas, surgidas dentro do clero, que iam contra a Igreja.
Calisto entendia muito bem de penitência. Na Roma do século II, ele nasceu num bairro pobre e foi escravo. Depois, liberto, sua sina de sofrimento continuou. Trabalhando para um comerciante, fracassou nos negócios e foi obrigado a indenizar o patrão, mas decidiu fugir, indo refugiar-se em Portugal. Encontrado, foi deportado para a ilha da Sardenha e punido com trabalhos forçados. Porém foi nessa prisão que sua vida se iluminou.
Nas minas da Sardenha, ele tinha contato direto com os cristãos que também cumpriam penas por causa da sua religião. Ao vê-los heroicamente suportando o desterro, a humilhação e as torturas sem nunca perder a fé e a esperança em Cristo, Calisto se converteu.
Depois de alguns anos, os cristãos foram indultados e Calisto retornou à vida livre, indo estabelecer-se na cidade de Anzio, onde adquiriu reconhecimento dos cristãos, como diácono. Quando o papa Zeferino assumiu o governo da Igreja, chamou o diácono para trabalhar com ele. Deu a Calisto várias missões executadas com sucesso. Depois o nomeou responsável pelos cemitérios da Igreja.
Chamados de catacumbas, esses cemitérios subterrâneos da via Ápia, em Roma, tiveram importância vital para os cristãos. Além de ali enterrarem seus mortos, as catacumbas serviam, também, para cerimônias e cultos, principalmente durante os períodos de perseguição. Calisto começou suas escavações, organizou-as e valorizou-as.
Nelas mandou construir uma capela, chamada Cripta dos Papas, onde estão enterrados quarenta e seis pontífices e cerca de duzentos mil mártires das perseguições contra os cristãos.
Com a morte do papa Zózimo, o clero e o povo elegeram Calisto para substituí-lo, mas ele sofreu muita oposição por causa de sua origem humilde de escravo. Hipólito, um dos grandes teólogos do catolicismo e pensadores da época, era o principal deles. Hipólito tinha um entendimento diferente sobre a Santíssima Trindade e desejava que determinados pecados não fossem perdoados. Entretanto o papa Calisto I manteve-se firme na defesa da Igreja, rompendo com Hipólito e seus seguidores, respondendo a questão com aquela frase conclusiva. Anos depois, Hipólito reconciliar-se-ia com a Igreja, tornado-se mártir da Igreja por não negar sua fé em Cristo.
O papa Calisto I governou por seis anos. Nesse período, concluiu o trabalho nas catacumbas romanas, conhecidas, hoje, como as catacumbas de são Calisto. Em 222, ele se tornou vítima da perseguição, foi espancado e, quase morto, jogado em um poço. No local, agora, acha-se a igreja de Santa Maria, em Trastevere, que guarda o seu corpo, em Roma.
São Burchardo
Burchardo nasceu na Inglaterra. Educado desde a infância no cristianismo, na juventude tornou-se um monge beneditino. Em 735, quis realizar o antigo sonho de tornar-se missionário e partiu como voluntário para a Alemanha, indo juntar-se, ao agora santo, bispo Bonifácio, que chefiava os trabalhos de evangelização junto àquela população ainda pagã. Fez uma longa estadia no Mosteiro de Fritzlar, fundado por Bonifácio, até que foi destinado para levar a Palavra de Deus aos habitantes da Turíngia.
Alto e forte, inteligente e piedoso, logo se tornou um missionário destacado. Em pouco tempo, a população pagã, que cultuava entidades como os deuses Odin e Freia, passou a encher as poucas igrejas existentes. Burchardo, então, passou a construir novos templos em ritmo acelerado. Tanto assim que, próximo ao ano 742, o próprio bispo Bonifácio instituiu a diocese de Wurzburg, para a Turíngia Meridional e para a Francônia Oriental, consagrando Burchardo primeiro bispo.
Mais tarde, o próprio rei Pepino, o Breve, seguido pelos herdeiros, dotou essa diocese com numerosos benefícios, que até mesmo foi elevada à condição de ducado, com jurisprudência sobre as que estavam subordinadas a ela. Tal mérito se deve, especialmente, a Burchardo, cuja fama de santidade era voz corrente entre os habitantes.
Mesmo assim, nada foi fácil no seu trabalho, sendo muito perseguido e caluniado. Participou de dois importantes concílios: em 743, o dos bispos germânicos e, em 747, o dos francos. Também construiu o importante Mosteiro beneditino de Santo André, em Wurzburg. Após doze anos de incansável apostolado na diocese, o povo já era todo cristão. Em 753, Burchardo serenamente morreu, sendo sepultado na igreja da cidade.
Num dia 14 de outubro, entre os anos 984 e 990, o então bispo Hugo promoveu o solene translado de suas relíquias para a capela do Mosteiro de Santo André. A data passou a ser a da tradicional celebração de são Burchardo, sendo também adotada pela Igreja quando autorizou o seu culto, no século XII.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 19 de Outubro de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Lev 20, 26
Sede para Mim santos, porque Eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos outros povos para que sejais meus.
V. Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
R. O povo que Ele escolheu para sua herança.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas atividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 15, 1.3
Vós, Senhor nosso Deus, sois bondoso, fiel e paciente, e tudo governais com misericórdia. Conhecer-Vos é a perfeita justiça e conhecer o poder do vosso nome é fonte de imortalidade.
V. Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo,
R. Paciente e cheio de misericórdia e fidelidade.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Bar 4, 21-22
Coragem, meus filhos. Clamai a Deus e Ele vos libertará da opressão, das mãos dos inimigos. Eu espero do Eterno a vossa salvação e do Santo me vem grande alegria, pela misericórdia que em breve vos será concedida pelo Eterno, vosso Salvador.
V. Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
R. E das vossas graças que são eternas.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 3, 12-13
O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, como nós a temos tido para convosco, a fim de que os vossos corações se conservem irrepreensíveis na santidade, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, Nosso Senhor, com todos os seus santos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


