“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE DEZEMBRO DE 2024
17 de dezembro de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2024
18 de dezembro de 2024Conflitos conjugais são ocorrências lamentavelmente presentes, com maior ou menor intensidade, na absoluta maioria dos lares. Observando tal realidade constatei que a intensidade e a frequência da oração influencia de forma altamente impactante em tais ocorrências, a ponto de afirmar, sem temer errar, que a língua do cônjuge insensato é chicote que fustiga o parceiro que reza pouco. Quando o parceiro do insensato reza muito e o faz bem, não é afetado da mesma forma que quando negligencia a oração – com a fidelidade na oração lhe são poupados muitos dissabores.
Se reza pouco, se atua de forma desidiosa com as coisas do Espírito, tende a cair nas provocações e aí o lar tende a se tornar um campo minado, um palco de “guerra fria”, em que o encanto do viver em família desaparece. Quando isso ocorre o lar, ao invés de ser um “pedacinho do céu na terra”, se torna amostra do inferno.
Uma analogia pertinente é a do acidente. De forma similar ao que ocorre com os acidentes físicos, que produzem ferimentos, conforme a gravidade dos eventos acidentais, os episódios conflituosos podem ser denominados de acidentes relacionais. De forma similar ao que ocorre na colisão entre dois veículos, produzindo danos e geralmente também lesões, a colisão de dois seres que perdem o repeito um pelo outro (o que pode ser momentâneo, mas também perdurar por tempo indeterminado) tende a gerar feridas emocionais e danos existenciais de variadas ordens.
A “terapêutica divina” da oração é maravilhosa, o melhor “antídoto” contra os venenos da insensatez e da discórdia – é o melhor a fazer para a recuperação dos traumas gerados pelos acidentes relacionais e também o mais aconselhável a fazer para evitar cair novamente em tal desventura.
O acima afirmado em relação aos cônjuges se aplica a qualquer membro da família. Quanto mais oração sincera é praticada pelos familiares, menos danos são produzidos pelos que se tornam “embaixadores do maligno” com suas condutas insensatas.
O “remédio da oração” é especialmente eficaz quando utilizado por todos, cumprindo, para a maior paz e harmonia, que todos o utilizem da melhor maneira possível. Há-se, pois, que buscar colocá-lo em uso nas mais diversas oportunidades, de acordo com as possibilidades.
