“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE JULHO DE 2025
28 de julho de 2025“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE JULHO DE 2025
29 de julho de 2025Muito se fala de céu e inferno e muitos afirmam com profunda convicção que o inferno não existe. Ouso afirmar que o céu e o inferno são vivenciados no dia-a-dia.
Exemplifico: quando baixo meu nível de vigilância e oração caio em estados de ser infernais, vivencio o inferno no modo como me sinto. Aprofundo o exemplo. São Paulo Apóstolo exorta em Efésios 4, 26-27: “Mesmo na cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.” Esse é um excelente exemplo de estado de ser infernal, de experienciação do inferno aqui e agora: ficar remoendo, ressentindo, sentindo novamente o desapontamento, a decepção, a frustração com determinada pessoa ou situação… Se não sigo as orientações divinas de perdoar, de tudo colocar nas mãos de Deus, dou lugar ao demônio do ressentimento para ficar me atormentando e sou mantido por ele em um estado de ser infernal, vivenciando o inferno, dominado, fustigado, sob a égide desse demônio.
No outro sentido, exemplifico também: quando visito uma criança nascida há poucos dias, experiencio um inefável estado de ser celestial ao contemplar o serzinho maravilhoso com quem me deparo.
Poderia citar dezenas, centenas, milhares de exemplos, porém atenho-me ao essencial: quando se diz que o caminho cristão leva ao céu, quando se o trilha com autenticidade, com empenho sincero em evitar o pecado e abraçar as virtudes, buscando fazer o que Jesus ensinou para amar como Jesus amou, o céu passa a fazer parte do dia-a-dia do caminhante.
E quando se está afastado do caminho cristão, abandonado ao pecado em maior ou menor proporção, vivencia-se o inferno no dia-a-dia, no aqui e agora do cotidiano. Simples assim!
Mas como não ficar ressentido, por exemplo, com uma pessoa que dá lugar aos demônios da maledicência, da murmuração, da crítica contumaz, ou seja, uma pessoa usada por esses demônios para atingir quem dela se aproxima?
