“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026
18 de fevereiro de 2026Aprendi na infância uma canção sobre amizade que, em um primeiro momento, pode parecer de um teor exagerado no que propõe, porém tenho tido experiências que me revelam tratar-se de efetiva realidade. Ei-la:
Um amigo é um tesouro
É Deus mesmo quem o diz.
Vale mais que montes de ouro
Para a gente ser feliz.
Amigos vamos ser!
Amigos de verdade!
Vivendo na alegria!
Vivendo na amizade!
Tenho expressivas razões para afirmar que amizades verdadeiras consistem em grandes presentes que o nosso querido Deus – assim aprendi a tratar o Senhor com uma pessoa cuja conduta me leva a crer que vive de forma muito próxima dele e da qual tenho o imenso privilégio de desfrutar da preciosa amizade – nos brinda como uma de suas mais preciosas dádivas.
Ouso afirmar que nosso querido Deus se vale dos que são seus amigos para proporcionar grandes benefícios recíprocos: vale-se de um para beneficiar o outro e vice-versa.
Essa pessoa especialíssima tem como uma de suas características o gosto por tocar positivamente a vida das pessoas, marcar suas interações com algo que agregue, que faça bem… Ao longo da vida fez isso de variadas formas, tanto ao comunicar-se quanto – e principalmente – com o exemplo.
Por circunstâncias que atribuo também à Providência Divina, reencontrei-me com essa pessoa, amiga desde a infância, após três décadas e meia de distanciamento. A atitude que teve para com minha mãe idosa me tocou profundamente, pela singular receptividade, pela doçura das palavras, pela demonstração de profunda amizade… Tenho a sensação que naquele momento vislumbrei no seu olhar afetuoso sobre minha mãe toda a nobreza de sua alma…
Tenho profunda admiração por muitas de suas qualidades, porém a que mais me impressiona é justamente a sua profunda amizade com o nosso querido Deus! Tive o privilégio de ouvir relatos e presenciar fatos que evidenciam claramente essa realidade.
Em uma situação familiar delicada, pediu auxílio divino e encontrou uma saída maravilhosa, que elevou o nível de qualidade de vida de seus pais de forma muitíssimo expressiva. Esse resultado foi conquistado com o auxílio de outras pessoas, mas a inspiração divina que proporcionou a clareza da solução foi-lhe concedida em oração.
Alguns meses após ter ouvido o relato desse feliz encaminhamento, observei um fato que tenho grandes razões para crer tratar-se de mais um fruto da ação da Providência Divina na vida desse ser iluminado.
Por ser pessoa de coração de ouro, movida por tendência natural de atuar solidariamente, de auxiliar da melhor forma possível, passou a viver como que em uma “armadilha existencial”: uma pessoa da família ficou acamada e ela passou a atender essa demanda pessoalmente, tomando sobre si praticamente toda a responsabilidade. Porém isso a afetou de forma contundente e gerou também profundo desgaste em sua vida familiar…
Que grata surpresa tive, alguns meses depois, ao dialogar novamente com essa pessoa amiga: me noticiou que passara a trabalhar em uma função muito mais leve do que a de grande responsabilidade que sustentou por décadas até se aposentar – tendo proporcionado nesse árduo labor expressivos benefícios a milhares de pessoas… No exercício da nova função, interage com o público – o que lhe gera grande satisfação – tem a flexibilidade para atender as demandas familiares e pelo que compreendi, tem ali também espaço apropriado e um tempo razoável para serenar a mente, acessar bons conteúdos e assim desfrutar de uma realidade de merecido enlevo existencial…
Ao invés de viver em um ambiente tenso e estressante, passa ali os dias em paz e harmonia… E destina parte do fruto desse trabalho para contribuir com a sua cota no pagamento da profissional de saúde que cuida da pessoa acamada que outrora assumira todos os cuidados.
Ciente das circunstâncias delicadas em que se essa pessoa se encontrava na época, o querido Deus me inspirou a buscar auxiliá-la da melhor forma possível. E então, o que aconteceu? As palavras que me ocorrem para descrever são: procurar ajudar esse ser humano fabuloso, que passou a vida empenhado em fazer o bem, gerando com isso – assim o compreendo – um imenso “crédito divino”, gerou para mim um grande “efeito espelho”: com o sincero propósito de contribuir, fui imensamente beneficiado!
O que tudo isso tem me ensinado talvez possa ser sintetizado dessa forma: o privilégio de desfrutar a amizade de pessoas que têm o querido Deus como amigo tanto nos aproximam ainda mais de Deus quanto abrem as portas para bênçãos inefáveis!
Deus seja louvado por essa tão pessoa especial e sua vida exemplar, que se empenha de forma tão bela para aproximar-se de Deus e assim faz mais próximos a Ele os que dela se aproximam!
