“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE JULHO DE 2026
6 de julho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE JULHO DE 2026
8 de julho de 2026Terça-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro de Samuel 18, 6-17.24 – 19, 5
Morte de Absalão e luto de David
Naqueles dias, o exército de David saiu ao encontro de Israel e travou-se o combate na floresta de Efraim. Os israelitas foram vencidos pelos homens de David e foi grande a mortandade nesse dia: vinte mil homens. Dali, a luta estendeu-se a toda a região, e foram mais os que, naquele dia, pereceram na floresta, do que os que morreram ao fio da espada.
Absalão encontrou-se por acaso com os homens de David. Ora o macho em que ia montado meteu-se por debaixo da ramaria de um grande carvalho. A cabeleira prendeu-se nos ramos, e ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto o macho que ele montava seguiu para diante. Alguém o viu e avisou Joab: «Vi agora Absalão suspenso de um carvalho».
Joab disse ao homem que o informara: «Se o viste, porque não o abateste ali mesmo e eu te daria dez moedas de prata e um cinturão?». O homem respondeu a Joab: «Ainda que me pusessem nas mãos mil moedas de prata, não estenderia a mão contra o filho do rei, porque ouvimos o rei ordenar-te a ti, a Abisaí e a Itaí: ‘Poupem-me o jovem Absalão’. Se eu cometesse este atentado, com perigo da minha vida, o rei viria a saber tudo e nem tu me defenderias». Joab replicou: «Não tenho tempo a perder contigo». Tomou logo três dardos e cravou-os no peito de Absalão. E como ele continuasse vivo, suspenso do carvalho, aproximaram-se dez jovens escudeiros de Joab que cercaram Absalão e acabaram de o matar. Joab mandou tocar a trombeta para conter o exército, que deixou de perseguir Israel. Tomaram Absalão e lançaram-no numa grande cova, em plena floresta; depois cobriram-no com um grande monte de pedras. E todo o Israel fugiu, cada um para a sua tenda.
David estava sentado entre as duas portas. A sentinela, que subira ao terraço da porta, sobre a muralha, ergueu os olhos e avistou um homem a correr sozinho. A sentinela gritou e avisou o rei. O rei observou: «Se vem só, traz boas notícias». Enquanto ele se aproximava, a sentinela viu outro homem a correr. Gritou ao porteiro e disse-lhe: «Vem aí outro homem a correr sozinho». O rei exclamou: «Também esse traz boas notícias». A sentinela acrescentou: «Pela maneira de correr do primeiro, só pode ser Aimaas, filho de Sadoc». O rei observou: «É um homem de bem; traz boas notícias».
Aimaas chegou e disse ao rei: «Paz!». Depois prostrou-se com o rosto por terra e acrescentou: «bendito seja o Senhor teu Deus, que te entregou aqueles que levantaram a mão contra o rei, meu senhor». O rei perguntou: «Está bem o jovem Absalão?». Aimaas respondeu: «Vi um grande tumulto quando Joab enviou ao rei este teu servo, mas não soube o que era». Disse-lhe o rei: «Retira-te para o lado e espera aí».
Ele afastou-se e esperou. Entretanto chegou um etíope e disse: «Trago boas notícias, ó rei, meu senhor. Hoje, Deus fez-te justiça, ao livrar-te das mãos de todos os que se tinham voltado contra ti». O rei perguntou ao etíope: «Está bem o jovem Absalão?». O etíope respondeu: «Tenham a sorte desse jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantaram contra ti para te fazerem mal».
O rei ficou perturbado. Subiu ao aposento que ficava por cima da porta e começou a chorar. E caminhando de um lado para outro, dizia: «Meu filho Absalão! Meu filho! Meu filho Absalão! Quem me dera ter morrido em teu lugar! Meu filho Absalão! Meu filho!». Foram então dizer a Joab: «O rei está a chorar e a lamentar-se por causa de Absalão». Assim a vitória daquele dia transformou-se em luto para todo o exército, ao saber que o rei estava consternado por causa de seu filho. Naquele dia, o exército entrou furtivamente na cidade, como fazem as tropas envergonhadas quando fogem da batalha. O rei tinha velado a face e dizia em altos gritos: «Meu filho Absalão! Meu filho! Meu filho Absalão!».
RESPONSÓRIO Salmo 54(56), 13a.14a.15a; 40, 10; 2 Sam 19, 1
R. Se o ultraje viesse de um inimigo, eu poderia suportá-lo. * Mas tu, meu familiar e amigo, com quem vivia em doce intimidade, és tu que te levantas contra mim!
V. Consternado, o rei subiu ao aposento superior e dizia chorando: * Mas tu, meu familiar e amigo, com quem vivia em doce intimidade, és tu que te levantas contra mim!
SEGUNDA LEITURA
Dos comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Ps. 32, 29: CCL 38, 272-273) (Sec. V)
Os que estão fora, quer queiram quer não, são nossos irmãos
Irmãos, nós vos exortamos ardentemente à caridade, não só para convosco, mas também para com aqueles que estão fora, quer se trate de pagãos, que ainda não acreditam em Cristo, quer se trate dos que estão separados de nós, que acreditam na Cabeça da Igreja como nós, mas estão separados do Corpo. Tenhamos compaixão deles, que são nossos irmãos. Quer queiram quer não, são nossos irmãos. Só deixarão de ser nossos irmãos, se deixarem de dizer: Pai nosso.
A propósito de alguns diz o Profeta: Àqueles que vos dizem: «Não sois nossos irmãos», respondei: «Sois nossos irmãos». A quem se referia ele ao dizer isto? Aos pagãos? Não, porque segundo o modo de falar da Escritura e da Igreja não se chamam irmãos. Seria aos judeus, que não acreditaram em Cristo?
Lede o Apóstolo e verificai que, ao dizer «irmãos» sem mais nada, o Apóstolo quer referir-se somente aos cristãos: Porque julgas o teu irmão ou porque o desprezas? E noutro lugar: Vós praticais a injustiça e a fraude, e isto com os irmãos.
Portanto os que dizem:«Não sois nossos irmãos», chamam-nos pagãos. E por isso querem baptizar-nos de novo, afirmando que nós não temos o que eles dão. Daí vem o seu erro, ao negarem que somos seus irmãos. Mas por que motivo nos disse o Profeta: Dizei-lhe: sois nossos irmãos, senão porque reconhecemos o seu baptismo, e por isso não o repetimos? Por conseguinte, porque não reconhecem o nosso baptismo, eles negam que somos seus irmãos; nós, porém, não repetindo o baptismo deles, mas reconhecendo-o como o nosso, dizemos-lhes: Sois nossos irmãos.
Poderão eles dizer: «Porque nos procurais? Que quereis de nós?». Respondemos: Sois nossos irmãos. Poderão dizer: «Afastai-vos de nós; não temos nada de comum convosco». Mas nós temos algo de comum convosco: reconhecemos um só Cristo, devemos estar num só Corpo, sob uma só Cabeça.
Por isso, nós vos conjuramos, irmãos, pelas entranhas da caridade de cujo leite nos alimentamos e com cujo pão nos fortalecemos, nós vos conjuramos por Cristo, Nosso Senhor, pela sua mansidão: usemos para com eles de grande caridade e abundante misericórdia, rezando a Deus por eles, para que lhes conceda finalmente o sentido de prudência e sabedoria, para que reflictam e compreendam que não podem de modo algum opor-se à verdade; só lhes resta a fraqueza da sua animosidade, que é tanto mais débil quanto mais forte se crê. Oremos por esses homens débeis, sábios segundo a carne, cativos das paixões humanas, mas que são, apesar de tudo, nossos irmãos; eles celebram os mesmos sacramentos, embora os não celebrem connosco, mas que são na realidade os mesmos sacramentos; eles respondem o mesmo Amen, embora não connosco, mas que é o mesmo Amen. Manifestai diante de Deus em seu favor a mais profunda caridade.
RESPONSÓRIO Ef 4, 1.3.4
R. Recomendo-vos, em nome do Senhor, que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: * Empenhai-vos em manter a unidade do espírito pelo vínculo da paz.
V. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. * Empenhai-vos em manter a unidade do espírito pelo vínculo da paz.
Oração
Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
1 Tessalonicenses 5, 4-5
Vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que o dia do Senhor vos surpreenda como um ladrão, porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
V. Desde a aurora, imploro o vosso auxílio.
R. Eu espero na vossa palavra.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Escutai, Senhor, a minha voz: Eu espero na vossa palavra.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xiv-do-tempo-comum-10/>]
Terça-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Leitura I Os 8, 4-7.11-13
Eis o que diz o Senhor:
«Os filhos de Israel nomearam reis sem o meu consentimento,
escolheram chefes sem Me terem consultado.
Com a prata e o ouro que possuíam,
fabricaram ídolos para sua perdição.
– Considero abominável, ó Samaria, o bezerro que adoras! –
Contra eles se inflamou a minha ira:
até quando serão incapazes de se purificarem?
Aquele ídolo provém de Israel;
foi um artífice que o fez, ele não é Deus!
Mas o bezerro de Samaria será feito em pedaços:
já que semeiam ventos, colhem tempestades.
Caule sem espiga não produz farinha;
e ainda que a produzisse, os estrangeiros a comeriam.
Efraim levantou muitos altares,
mas só lhe serviram para pecar ainda mais.
Se Eu lhe puser por escrito mil preceitos da minha lei,
serão considerados como obra de um estranho.
Eles oferecem sacrifícios e comem a carne imolada,
mas o Senhor não os aceitará.
O Senhor recordará o seu pecado e castigará as suas faltas
e eles terão de voltar para o Egito».
compreender a palavra
O profeta continua a manifestar os sentimentos de Deus para com o seu povo. Inflamado de amor, o Senhor, sofre com a infidelidade do seu povo. Tudo acontece à margem de Deus, escolhem reis e chefes, fazem ídolos com prata e ouro. Já não adoram ídolos estrangeiros, mas fazem, eles próprios, com as suas mãos os ídolos que adoram. Levantam altares e oferecem sacrifícios, mas não ao Senhor Deus de seus pais que os tirou da terra do Egito. Voltarão para o Egito, diz o Senhor. “Semeiam ventos, colhem tempestades… o Senhor recordará o seu pecado”.
meditar a palavra
O Senhor conhece a fragilidade do homem, a dificuldade que ele tem de se manter fiel na resposta ao seu amor. Mas a decisão de definir a vida à margem de Deus está para lá de uma fragilidade, de uma queda ou fraqueza. É uma decisão que marca o rumo da sua vida. Fabricar um ídolo de prata ou ouro e adorá-lo não é apenas uma falha, mas uma atitude, uma opção clara, que rejeita o Senhor. É este o pecado que leva ao Egito. É esta atitude que transforma a vida num caule sem espiga de onde não se pode esperar farinha. É esta decisão que transforma Deus num estranho para o homem. Deus manifesta-se contra esta atitude do homem que é inaceitável porque só ele é o Senhor, o Deus de Israel.
rezar a palavra
Só tu, Senhor, és o meu Deus, só em ti descansa a minha alma. Tu és o refúgio da minha vida, a minha fortaleza e a minha salvação. Os ídolos que minhas mãos e meu coração podem construir nada são diante de ti, por isso não lhes presto a homenagem interior nem lhes ofereço os sacrifícios no altar da minha vida. Inclino-me diante de ti, o meu rosto prostro no pó da terra e de ti recebo o alento que dá vida aos meus membros e ânimo à minha alma para chegar a terra da promessa que semeaste no meu coração.
compromisso
Confio mesmo quando o dia declina e se tornam difíceis os passos de cada dia.
Evangelho Mt 9, 32-38
Naquele tempo,
apresentaram a Jesus um mudo possesso do demónio.
Logo que o demónio foi expulso, o mudo falou.
A multidão ficou admirada e dizia:
«Nunca se viu coisa semelhante em Israel».
Mas os fariseus diziam:
«É pelo príncipe dos demónios que Ele expulsa os demónios».
Jesus percorria todas as cidades e aldeias,
ensinando nas sinagogas,
pregando o Evangelho do reino
e curando todas as doenças e enfermidades.
Ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão,
porque andavam fatigadas e abatidas,
como ovelhas sem pastor.
Jesus disse então aos seus discípulos:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara
que mande trabalhadores para a sua seara».
compreender a palavra
Com a cura de um homem possesso do demónio, o evangelista termina uma secção desta segunda parte do Evangelho e dá início a uma outra que trata da ação missionária dos discípulos. Apresentam a Jesus um homem prisioneiro do demónio que o impede de falar. Jesus Liberta-o e o homem começa a falar. Embora a multidão se admire com o gesto de Jesus, há um grupo, os fariseus, que condenam Jesus acusando-o de partidário do demónio. Depois, Jesus segue o seu caminho, anunciando e curando. Perante as multidões que vêm ao seu encontro manifesta compaixão porque andam sem caminho, sem futuro, sem orientação. Jesus aproveita para falar aos discípulos sobre a sua missão. A messe é o seu lugar de ação. A messe é grande, os trabalhadores são poucos, é necessário contar com a força do Senhor da Messe.
meditar a palavra
Esta palavra é um desafio. Jesus apresenta-me um homem mudo. Faz-me pensar que esse homem sou eu. Se eu falasse mais e indicasse o caminho aos homens, as pessoas não estariam em situação de abandono. Não seriam como ovelhas sem pastor. Não posso esperar que outros falem. Não posso deixar-me dominar pelo demónio que está interessado em que eu desanime, me desinteresse, veja a impossibilidade, analise erradamente e aposte na indiferença face à missão de anunciar o evangelho aos outros. A minha atenção deve estar centrada no Senhor da Messe. Eu trabalho para este Senhor e não para o demónio e é ao Senhor que devo apresentar as minhas dificuldades e impossibilidades. É Ele quem pode enviar trabalhadores para comigo trabalharem-no mesmo objetivo e com a mesma missão.
rezar a palavra
Senhor da Messe, tu conheces a minha vida, a minha dedicação e as minhas impossibilidades. Sabes que preciso da força das tuas palavras que renovam em mim o impulso do teu chamamento e da missão que me confiaste. Expulsa de mim tudo o que se instalou na minha vida e pertence ao demónio que não quer que eu te sirva, te anuncie e oriente os meus irmãos pelo caminho da verdade. Liberta a minha língua para que seja sempre, junto dos que me rodeiam, comunicador da tua libertação.
compromisso
Hoje vou soltar a língua para que todos os que me rodeiam sintam que há razões para a esperança, que o caminho se apresenta diante de nós e que vale a pena acreditar no futuro. Quero ser sinal de esperança e de salvação para todos.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São VilibaldoVilibaldo nasceu em 22 de outubro de 700, na cidade de Wessel, na Inglaterra. Pertencia à casa real dos Kents, seu pai era o rei Ricardo I e os irmãos eram Vunibaldo e Valburga. Todos eles, mais tarde, inscritos no livro dos santos da Igreja. Ainda criança, ele foi confiado aos monges beneditinos da Abadia de Waltham, que cuidaram se sua formação intelectual e religiosa. Foi ali, entre eles, que decidiu ser também um monge. Mas, em 720, saiu do mosteiro e da Inglaterra, antes de fazer os votos definitivos, e nunca mais voltou para sua pátria. Na companhia de seu pai e seu irmão, seguiu para uma longa peregrinação, cuja meta final era Jerusalém. A viagem foi interrompida em 722, quando seu pai, o rei, morreu na Itália. Assim, ele e o irmão resolveram ficar em Roma. Dois anos depois, sem Vunibaldo, continuou a peregrinação percorrendo toda a Palestina, que estava sob o domínio árabe. Os peregrinos, em geral, eram bem acolhidos, entretanto, por causa das tensões políticas com o Império do Oriente, Vilibaldo e outros peregrinos quase foram presos, mas puderam prosseguir o caminho em paz. Cinco anos depois, em 729, retornou para Roma. Nesse mesmo ano, o papa Gregório II o enviou para o Mosteiro de Montecassino, que havia sido reerguido das ruínas e carecia de um novo quadro de monges. Vilibaldo deu, então, novo fôlego a esse celeiro de homens dedicados à santificação, restabelecendo as regras beneditinas, de acordo com o Livro do fundador, que permanecera a salvo em Roma. Assim, este “quase-monge” inglês, que ainda continuava sem os votos definitivos, recebeu a relíquia do papa e com ela organizou e formou uma nova geração de monges, dentro da verdadeira tradição e do estilo de vida espiritual instituído pelo fundador. A essa obra dedicou outros dez anos de sua vida. Novamente foi a Roma, para encontrar-se com o papa sucessor, Gregório III, que lhe pediu ajuda para a evangelização da Germânia. Assim, Vilibaldo tornou a partir, viajando por todos os recantos da Europa. Até ser requisitado por seu tio, o arcebispo da Alemanha, que alicerçava uma estrutura diocesana na região e precisava do seu auxilio. Só em 740 Vilibaldo recebeu a ordem sacerdotal definitiva, para ser consagrado bispo de Eichestat, pelo próprio tio, Bonifácio, hoje santo e chamado “apóstolo da Alemanha”.O bispo Vilibaldo construiu sua catedral, fundou um mosteiro e, sobretudo, controlou rigorosamente todos os outros que ali existiam, por determinação de Bonifácio. A partir de então, iniciou uma experiência nova: a de evangelizador itinerante, colocando-se frente a frente com os fiéis que aos poucos iam se convertendo ao cristianismo.À obra dedicou-se até morrer, no dia 7 de julho de 787, no seu mosteiro de Eichestat, na Alemanha. Com fama de santidade ainda em vida, logo passou a ser venerado num culto espontâneo e vigoroso, muito antes do seu reconhecimento canônico, em 1256.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ilídio e Félix de Nantes


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 7 DE JUNHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 4-6
Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.
V. A salvação de Deus está perto dos que O temem,
R. A sua glória habitará na nossa terra.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 12-13
Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim também sucede com Cristo. Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito, para constituirmos um só corpo. E a todos nos foi dado a beber um único Espírito.
V. Pai Santo, guardai-nos no vosso nome,
R. Para que sejamos consumados na unidade.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas acções sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 12, 24b.25-26
Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisava, para que não haja desunião no corpo, mas os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro for honrado, todos se alegram com ele.
V. Senhor nosso Deus, reuni todos os homens no vosso amor,
R. Para dar graças ao vosso santo nome.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com os nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 3, 23-25a
Todos pecaram e estão privados da glória de Deus. E todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, que Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu Sangue, para manifestar a sua justiça.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
R. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
V. Delícias eternas à vossa direita.
R. Alegria plena em vossa presença.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Dar-me-eis, Senhor, alegria plena em vossa presença.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
