“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE JULHO DE 2026
11 de julho de 2026Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Reis 16, 29 – 17, 16
O profeta Elias inicia a sua missão
no tempo de Acab, rei de Israel
Acab, filho de Omri, subiu ao trono de Israel no trigésimo oitavo ano de Asa, rei de Judá, e reinou sobre Israel em Samaria durante vinte e oito anos. Acab, filho de Omri, praticou o mal aos olhos do Senhor, mais do que todos os seus antecessores.
Não se contentou com imitar os pecados de Jeroboão, filho de Nabat, mas desposou Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidónios, e prestou culto a Baal, prostrando-se diante dele. Ergueu um altar a Baal no templo que lhe tinha construído em Samaria. Acab mandou também fazer o simulacro da deusa Asera e irritou o Senhor, Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel que o tinham precedido. No seu tempo, Hiel de Betel reconstruiu Jericó: sobre Abirão, seu filho mais velho, assentou os alicerces, e sobre Segub, seu filho mais novo, colocou as portas, como o Senhor tinha predito por meio de Josué, filho de Nun.
Elias, o tesbita, de Tisbé de Galaad, disse a Acab: «Tão certo como estar vivo o Senhor, Deus de Israel, a quem eu sirvo, não cairá nestes anos nem orvalho nem chuva, senão quando eu disser». Depois a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Sai daqui, vai para o Oriente e refugia-te na torrente de Carit, em frente do Jordão. Beberás da torrente, e Eu ordenarei aos corvos que te levem de comer». Elias fez como o Senhor lhe tinha dito: partiu e foi viver na torrente de Carit, que fica em frente do Jordão. De manhã os corvos traziam-lhe pão e à tarde traziam-lhe carne, e ele bebia da torrente. Algum tempo depois, a torrente secou, porque não tinha chovido na região.
Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Levanta-te, vai a Sarepta dos sidónios e fica lá, porque ordenei a uma viúva que te alimente». Elias levantou-se e partiu para Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». Quando ela ia buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz também um pedaço de pão». Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra’».
A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e o filho. Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.
RESPONSÓRIO Tg 5, 17.18; Sir 48, 1.3a
R. O profeta Elias orou para que não chovesse e não choveu. * Orou novamente e veio a chuva do céu.
V. Elias apareceu como um incêndio impetuoso e a sua palavra ardia como fogo; pela palavra do Senhor, fechou o céu. * Orou novamente e veio a chuva do céu.
SEGUNDA LEITURA
Início do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios»
(Nn. 1-7. SC 25 bis, 156-158) (Sec. IV)
Catequese sobre os ritos pré-baptismais
Todos os dias vos temos dado instruções morais, quando líamos a história dos Patriarcas ou os ensinamentos dos Provérbios, a fim de que, formados e instruídos por eles, vos habituásseis a seguir o caminho dos antepassados e a obedecer aos oráculos divinos, de modo que, renovados pelo Baptismo, vos comporteis na vida como convém à nova condição de baptizados.
Agora chegou o tempo de vos falar sobre os mistérios e explicar o sentido dos sacramentos. Se fizéssemos esta explicação antes do Baptismo, quando não tínheis sido ainda iniciados, seria certamente uma exposição prematura e não benéfica. Além disso, a luz dos mistérios penetra mais profundamente os que a recebem de surpresa, do que se a tivesse precedido uma sumária explicação.
Abri, portanto, os ouvidos e aspirai o bom odor da vida eterna, derramado sobre vós pelo dom dos sacramentos. Já vo-lo demos a entender quando celebrámos o mistério da abertura dos ouvidos, dizendo: «Effetha», que quer dizer: «Abre-te», para que cada um de vós, ao aproximar-se da graça do Baptismo, entendesse o que se lhe perguntava e recordasse o que devia responder. Este mesmo mistério foi celebrado por Cristo, como lemos no Evangelho, ao curar o surdo-mudo.
Depois disto abriram-se para ti as portas do Santo dos Santos e entraste no santuário da regeneração. Recorda o que te foi perguntado, reflecte sobre aquilo que respondeste. Renunciaste ao demónio e às suas obras, ao mundo e aos seus prazeres pecaminosos. A tua palavra está gravada, não no túmulo dos mortos mas no livro dos vivos.
Viste ali o levita, o sacerdote, o sumo sacerdote. Não penses no seu aspecto exterior, mas na graça do seu ministério. Foi na presença dos anjos que tu falaste, como está escrito: Dos lábios do sacerdote se espera a instrução e a inteligência da lei, porque é o mensageiro do Senhor omnipotente. Não o podes enganar, não lhe podes mentir; é o mensageiro que anuncia o reino de Cristo e a vida eterna. Não deves apreciá-lo pela sua aparência, mas pelo seu ministério. Considera o que ele te deu, aprecia a sua função e reconhece a sua dignidade.
Tendo entrado para ver o teu adversário, a quem decidiste renunciar com a tua boca, voltaste-te para o Oriente, pois quem renuncia ao demónio volta-se para Cristo e fixa n’Ele o seu olhar.
RESPONSÓRIO cf. Tito 3, 3.5b; Ef 2, 3
R. Outrora, também nós éramos insensatos, rebeldes, transviados, vivendo na maldade e na inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. * Mas Deus salvou-nos pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
V. Todos nós vivíamos outrora segundo os desejos da carne e estávamos sujeitos à ira divina. * Mas Deus salvou-nos pelo baptismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
¶ Esta última parte pode omitir-se.
Ou (em língua latina):
Te Deum laudámus, * te Dóminum confitémur.
Te aetérnum Patrem * omnis terra venerátur.
Tibi omnes ángeli, * tibi caeli et univérsae potestátes,
tibi chérubim et séraphim * incessábili voce proclámant:
Sanctus, * Sanctus, * Sanctus * Dóminus Deus Sábaoth.
Pleni sunt caeli et terra * maiestátis glóriae tuae.
Te gloriósus * Apostolórum chorus,
te prophetárum * laudábilis númerus,
te mártyrum candidátus * laudat exércitus,
Te per orbem terrárum * sancta confitétur Ecclésia,
Patrem * imménsae maiestátis;
venerándum tuum verum * et únicum Fílium;
Sanctum quoque * Paráclitum Spíritum.
Tu rex glóriae, * Christe.
Tu Patris * sempitérnus es Fílius.
Tu, ad liberándum susceptúrus hóminem, *
non horruísti Vírginis úterum.
Tu, devícto mortis acúleo, *
aperuísti credéntibus regna caelórum.
Tu ad déxteram Dei sedes, * in glória Patris.
Iudex créderis * esse ventúrus.
Te ergo, quaésumus, tuis fámulis súbveni, *
quos pretióso sánguine redemísti.
Aetérna fac cum sanctis tuis * in glória numerári.
¶ Salvum fac pópulum tuum, Dómine, *
et bénedic haereditáti tuae.
Et rege eos * et extólle illos usque in aetérnum.
Per síngulos dies * benedícimus te;
et laudámus nomen tuum in saéculum, *
et in saéculum saéculi.
Dignáre, Dómine, die isto * sine peccáto nos custodíre.
Miserére nostri, Dómine, * miserére nostri.
Fiat misericórdia tua, Dómine, super nos, *
quemádmodum sperávimus, in te.
In te, Dómine, sperávi, * non cónfúndar in aetérnum.
¶ Esta última parte pode omitir-se.
Oração
Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ez 37, 12b-14
Assim fala o Senhor Deus: Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra, e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço – palavra do Senhor.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
V. Vós que estais sentado à direita do Pai.
R. Tende piedade de nós.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-xv-do-tempo-comum-8/>]
Domingo XV do Tempo Comum (Ano A)
Vivo na esperança que vence o medo
Migalhas também são pão.
No segredo da terra adormecida esconde-se o segredo da semente. Na escuridão do abandono uma força faz germinar a vida. Na humidade dos invernos cresce a pequena e frágil planta que vai ser trigo, que vai ser pão.
Sobre a mesa repartido, como palavras de amor oferecido a todos, transforma-se em migalhas. Pequenas migalhas de pão. Pequenas migalhas de amor. Pequenas migalhas de Deus.
Semente escondida na terra preguiçosa não chego a ser nada se não falas. Se a tua palavra não atravessa os céus e não vence a minha surdez, não chego a ser pão.
Faz de mim uma migalha que cai da mesa dos filhos.
LEITURA I Is 55, 10-11
Eis o que diz o Senhor:
«Assim como a chuva e a neve que descem do céu
não voltam para lá sem terem regado a terra,
sem a terem fecundado e feito produzir,
para que dê a semente ao semeador e o pão para comer,
assim a palavra que sai da minha boca
não volta sem ter produzido o seu efeito,
sem ter cumprido a minha vontade,
sem ter realizado a sua missão».
Deus cuida da terra para que dela saia o pão que dá o alimento ao homem. Mas, nem só de pão vive o homem, o verdadeiro alimento de que o homem necessita é da palavra de Deus.
Salmo responsorial 64 (65),10abcd.10e-11.12-13.14
Deus atrai o homem para si e cuida dele como o lavrador faz com a terra para que ela produza o fruto desejado. Com gestos simples na vida de cada dia, como o lavrador, Deus faz com que não falte a semente, a água para regar a semente, o fruto saboroso da semente e assim alimenta o homem como um pai de família.
LEITURA II Rm 8, 18-23
Irmãos:
Eu penso que os sofrimentos do tempo presente
não têm comparação com a glória
que se há de manifestar em nós.
Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente
a revelação dos filhos de Deus.
Elas estão sujeitas à vã situação do mundo,
não por sua vontade,
mas por vontade d’Aquele que as submeteu,
com a esperança de que as mesmas criaturas
sejam também libertadas da corrupção que escraviza,
para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Sabemos que toda a criatura geme ainda agora
e sofre as dores da maternidade.
E não só ela, mas também nós,
que possuímos as primícias do Espírito,
gememos interiormente,
esperando a adoção filial e a libertação do nosso corpo.
Confrontado com a realidade do cristão no meio de um mundo pagão, Paulo fala do sofrimento que vivem aqueles que receberam a vida nova de Cristo no batismo. Efetivamente, muitos encontram na sua própria casa, entre as pessoas das suas relações e em si próprios a manifesta oposição em relação a Cristo. Este sofrimento é um gemido permanente que chega a ser como uma dor de parto. Viver a esperança de que o sofrimento que agora se experimenta não tem comparação com a glória que a fé prepara para nós é o segredo para continuar na fidelidade a Cristo.
EVANGELHO – Forma longa Mt 13, 1-23
Naquele dia,
Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar.
Reuniu-se à sua volta tão grande multidão
que teve de subir para um barco e sentar-Se,
enquanto a multidão ficava na margem.
Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos:
«Saiu o semeador a semear.
Quando semeava,
caíram algumas sementes ao longo do caminho:
vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos,
onde não havia muita terra,
e logo nasceram, porque a terra era pouco profunda;
mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram,
por não terem raiz.
Outras caíram entre espinhos,
e os espinhos cresceram e afogaram-nas.
Outras caíram em boa terra e deram fruto:
umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um.
Quem tem ouvidos, oiça».
Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
«Porque lhes falas em parábolas?».
Jesus respondeu:
«Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus,
mas a eles não.
Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância;
mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas,
porque veem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender.
Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz:
‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender;
olhando olhareis, mas sem ver.
Porque o coração deste povo tornou-se duro:
endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos,
para não acontecer
que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos
e compreendendo com o coração,
se convertam e Eu os cure’.
Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque veem
e os vossos ouvidos porque ouvem!
Em verdade vos digo: muitos profetas e justos
desejaram ver o que vós vedes e não viram
e ouvir o que vós ouvis e não ouviram.
Escutai, então, o que significa a parábola do semeador:
Quando um homem ouve a palavra do reino
e não a compreende,
vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração.
Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos
é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria,
mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante,
e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra,
sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos
é o que ouve a palavra,
mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza
sufocam a palavra, que assim não dá fruto.
E aquele que recebeu a palavra em boa terra
é o que ouve a palavra e a compreende.
Esse dá fruto
e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».
A semente é a Palavra de Deus e Cristo o semeador. A semente é boa e o semeador é competente, mas há sementes que não chegam a dar fruto. Porque será? Jesus explica que o mal está no terreno que não deixa a semente germinar, crescer e frutificar. O terreno é o coração de cada homem.
Reflexão da Palavra
No final do segundo livro de Isaías, 55,6-11 o profeta oferece uma reflexão sobre a palavra do Senhor. Nestes poucos versículos (6-11), procura o profeta confirmar a realização de tudo quanto está dito para trás. A garantia está na palavra que, por ser de Deus, se cumpre plenamente. Não se cumpre como os homens entendem, pois Deus tem uma forma de pensar e de agir, nem sempre coincidente com a deles, não se aconselha com eles, tem um horizonte mais largo, vê melhor.
O Senhor, diz o profeta, está perto e está longe. Porque está perto pode ser encontrado, mas os seus planos e os seus caminhos estão longe dos planos e caminhos dos homens. Para encontrar o Senhor, para coincidirem os caminhos e os planos, é necessário a conversão “deixe o ímpio o seu caminho e o criminoso os seus projetos”.
A palavra de Deus, porém, cumpre-se sempre (versículos 10-11 da leitura deste domingo). A palavra de Deus é como a chuva e a neve que não voltam para o céu sem que cumpram a sua missão. A palavra apresenta o plano de Deus e revela os seus caminhos. O caminho do Senhor é a misericórdia e o seu plano a salvação do homem.
Como a chuva, assim a palavra do Senhor, revolve e põe em ação toda a vitalidade, porque fecunda e faz germinar, torna eficaz e faz acontecer.
O salmo 65 apresenta Deus como um lavrador. Os versículos que compõem o hino desta liturgia são a terceira parte do salmo. A primeira (2-5) fala de um Deus que perdoa e atrai o seu povo em Sião e a segunda parte (6-9) fala dos prodígios que o Senhor faz em toda a terra e de como a ele estão submetidos todos os povos. Nesta última parte, Deus cuida da terra como qualquer lavrador.
Deus é apresentado como aquele que escuta e responde, realiza obras grandiosas em toda a terra e faz coisas simples como lançar a semente à terra e regar os sulcos. Como um pai de família, Deus trabalha para que no final, os seus filhos tenham pão sobre a mesa. E nós, os filhos, podemos ver a palavra, lançada à terra, transformada em fruto e o fruto da terra e do trabalho, transformado em pão da vida eterna.
Paulo continua a refletir sobre a vida nova que recebemos no batismo e alerta para o facto de que, apesar de já participarmos nessa vida nova, não estamos isentos de sofrimentos. A experiência da vida nova revela-nos que a glória em que havemos de participar supera os sofrimentos que suportamos no tempo presente por causa do pecado que não deixa aderir ao projeto de Deus. Este tempo é de esperança na possibilidade de superar todo o sofrimento. E aponta para quatro razões para a esperança: a criação que suporta a mesma situação que nós e “geme e sofre as dores de parto” vive na esperança da libertação; nós mesmos que, apesar do sofrimento, resistimos e não nos resignamos à aniquilação; o Espírito que vem em nosso auxílio (tema do domingo XVI) e Deus que concorre em tudo para o bem dos que o amam (tema do XVII domingo).
O texto do evangelho, a parábola do semeador, apresenta uma introdução (13,1-3ª), a parábola propriamente dita (13,3b-9, uma explicação sobre o motivo pelo qual se usam parábola (13,10-17) e uma explicação da parábola apenas para os discípulos (1318-23).
O texto começa por explicar que junto de Jesus está uma numerosa multidão e ele sentado fala “de muitas coisas em parábolas”. Conta a conhecida parábola do Semeador, que parece ter fracassado, uma vez que um quarto do seu trabalho se perde sem frutificar por causa da terra que não é própria para semear.
A seguir, já em diálogo com os discípulos e não com a multidão, Jesus explica porque usa parábolas no seu ensino, justificando-se com citações da Escritura. Finalmente, apenas aos discípulos, explica o sentido da parábola do semeador.
Jesus desperta a atenção da multidão contando parábolas que eles podem aplicar às suas próprias vidas. A parábola do Semeador orienta em primeiro lugar toda a atenção para aquele que semeia e para a semente. Percebe-se que este semeador é o próprio Jesus que anuncia o reino. Só depois orienta para a terra. A semente é boa, mas a terra tem caraterísticas diferentes o que vai dar resultados diferentes. Sendo boa, a semente tem dificuldade em germinar, crescer e frutificar na maior parte dos terrenos. No entanto, aquela que cai na boa terra produz abundantemente. Esta abundância fala de êxito apesar dos obstáculos encontrados.
Ao escutar a parábola a multidão pode compreender, através de palavras simples, a necessidade de centrar a sua vida em Jesus e, através dele conhecer os mistérios do reino, e deixar-se transformar numa terra boa, capaz de produzir fruto com abundância.
Os apóstolos acompanham Jesus e vão sendo introduzidos nos mistérios do Reino vendo os sinais por ele realizados e escutando a novidade da sua doutrina, com as explicações particulares que vão dele recebendo. As multidões não têm acesso a tanta informação e, por isso, têm mais dificuldade em compreender o reino e captar a identidade da Jesus e de fazer com ele uma experiência de vida. As parábolas são, assim, um meio importante para falar às multidões porque tornam visível o invisível da mensagem que é o próprio Jesus, mais do que as suas palavras e o que é o homem, mais do que a sua condição social. Esta descoberta, no entanto, só está aberta a quem quer conhecer, a quem está interessado, porque também há os que “endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos”. Isto tem consequências, pois, não entender a parábola conduz a uma atitude de distanciamento em relação a Jesus e à sua proposta de salvação. É sempre possível escutar as parábolas e “vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos e compreendendo com o coração, se convertam e Eu os cure”.
Os discípulos, por sua vez, conhecem os mistérios do Reino porque lhes foi dado por Deus. Jesus é bem claro na resposta “a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus”. Receberam de Deus e não da carne o dom de reconhecer os sinais do Reino em Jesus e podem estar diante dele nessa nova atitude e experimentar a alegria da chegada do Reino, porque sabem identificar Jesus e, por isso, são “felizes”.
O Reino chegou para todos, mas nem todos aderem ao Reino por não quererem entender. Jesus está a desafiar a que não deixem escapar a oportunidade de aderir, escutando e compreendendo as parábolas que ele vai contando.
A explicação de Jesus sobre a parábola já não centra a atenção sobre o semeador mas sobre o terreno. Jesus quer que entendam que o fruto não depende nem do semeador nem da palavra, depende de quem escuta, depende do terreno onde é lançada. Cada ouvinte pode identificar-se com uma das categorias de terreno que são apresentadas. O segredo para dar fruto é a disponibilidade para acolher a palavra que é o evangelho, é o Reino, é o próprio Jesus.
Meditação da Palavra
A parábola que Mateus apresenta, contada por Jesus a uma grande multidão, proporciona aos discípulos a oportunidade de o questionar sobre o porquê de usar parábolas com tanta frequência no seu discurso e leva Jesus a explicar com pormenor o conteúdo desta parábola.
A parábola em questão é conhecida, a parábola do semeador que saiu a semear a boa semente. A multidão que escuta é numerosa e podem identificar-se várias atitudes diante de Jesus e das suas palavras. São as atitudes que Jesus pretende explorar com esta pequena história para chamar a atenção do coração de cada um e poder inverter as tendências negativas perante a proposta do Reino que a sua pessoa torna presente no meio dos homens.
Não compreender ou não querer compreender tem como consequência ficar fora do Reino e do seu mistério. Compreender é um dom que é dado por Deus àqueles que, ao escutar, se revelam disponíveis para aceitar, para acolher a semente e o semeador, a palavra e o próprio Jesus. Sem acolher a palavra não se reconhece Jesus como presença do Reino nem o Reino como lugar onde Deus salva. Os discípulos receberam o dom que lhes foi dado por Deus e podem reconhecer Jesus.
A qualidade da terra depende também da disponibilidade para acolher a verdade anunciada e a pessoa que anuncia, Jesus. É a adesão à palavra que vai transformar a terra e prepará-la para acolher o Reino, a semente, que há de frutificar. Pequena que seja a semente, se cai em terra boa germina e pode tornar-se árvore, germina e pode produzir até cem por um.
Deus é quem prepara a terra, lança a semente e vai regando para que produza fruto, como canta o salmo 65. Deus é quem envia a palavra como semente e como chuva que não regressa a ele sem cumprir a sua missão, como diz Isaías. A missão fica cumprida se, perante a palavra houver adesão e a semente amadurecer com muito fruto e fica cumprida se a palavra for rejeitada e recusada a entrada no Reino.
O cristão, é aquele que aderiu à palavra e, mesmo com dificuldade, às vezes com dúvidas, inconstância, no meio de desilusões e fracassos, procura produzir o fruto esperado pelo semeador. Sofre por não conseguir dar o fruto abundante e sofre também por ver que outros, que escutaram a mesma palavra, receberam a mesma semente, não aderem à proposta de Jesus para entrarem no Reino. É deste sofrimento que fala Paulo quando diz “os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que se há de manifestar em nós”. E vive na “esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza, para receberem a gloriosa liberdade dos filhos de Deus”.
Rezar a Palavra
Lançaste a tua semente e eu enterrei tanto do que me deste no fundo desta terra preguiçosa e indiferente que eu sou. Lançaste em mim a semente para dar fruto abundante e apenas vais colhendo pequenas migalhas na aridez do meu deserto. Desperta de novo os meus ouvidos para que escutando, veja e entenda que és tu o meu Senhor. Faz-me entrar no teu barco e ensina-me lentamente, com a mesma paciência de mestre que dedicaste aos teus discípulos. Vence todas as pedras espinhos e caminhos difíceis que deixei acontecer em mim e faz-me terra boa do teu amor.
Compromisso semanal
Experimento a dor de Jesus por aqueles que não compreendem os sinais do seu Reino e disponho-me a ser sinal visível no meio do mundo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São João GualbertoJoão Gualberto, membro da ilustre e nobre família dos Visdomini, nasceu por volta do ano 1000 na Itália, na região da Toscana, em Florença. João Gualberto, segundo filho dos Visdonini, nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, Gualberto e dona Villa. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai os fez perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família.Ainda jovem, cheio de energia e fortemente abalado emocionalmente pelo assassinato de seu irmão Ugo, assume com determinação e obstinação o empenho de vingar e defender a honra ultrajada de sua família.Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto saía armado e com seus homens à procura do inimigo. Na Sexta-Feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus.Contam os biógrafos que, ouvido seu pedido em nome do Senhor, João Gualberto jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante, foi à igreja de São Miniato, onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato. E foi ali que João Gualberto ouviu o chamado: “Vem e segue-me”. Depois desse prodígio, ocorrido na presença de muitos fiéis, uma grande paz invadiu sua alma e ele abandonou tudo para ingressar no mosteiro beneditino da cidade.Nos anos seguintes, João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Só então aprendeu a ler e a escrever, pois para um nobre de sua época o mais importante era saber manusear bem a espada. Adquiriu o dom da profecia e dos milagres, sendo muito considerado por todos. Em 1035, com a morte do abade, ele foi eleito por unanimidade o sucessor, mas renunciou de imediato quando soube que o monge tesoureiro havia subornado o bispo de Florença para escolhê-lo como o novo abade.Indignado, passou a denunciá-los e combate-los, auxiliado por alguns monges. Mas as ameaças eram tantas que decidiu sair do mosteiro.João Gualberto foi para a floresta dos montes Apeninos, numa pequena casa rústica encontrada na montanha Vallombrosa, sobre o verde Vale do Arno, seguido por alguns monges. O local começou a receber inúmeros jovens em busca de orientação espiritual, graças à fama de sua santidade. Foi assim que surgiu um novo mosteiro e uma nova congregação religiosa, para a qual João Gualberto quis manter as Regras dos monges beneditinos.No início, o papa aceitou com reserva a nova comunidade, mas depois a Ordem dos Monges Beneditinos de Vallombrosa obteve aprovação canônica. Dali os missionários, regidos pelas Regras da Ordem Beneditina reformada, se espalharam para evangelizar, primeiro em Florença, depois em várias outras cidades da Itália.Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às Regras da Ordem, João Gualberto implantou no Vale de Vallombrosa um centro tão avançado e respeitado de estudos que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos. Todos oravam e trabalhavam a terra, replantando os bosques do Vale e plantando o alimento do mosteiro, por isso são considerados precursores da agricultura autossustentável.Considerado herói do perdão, João Gualberto fundou outros mosteiros, inclusive o de Passignano, na Úmbria, onde morreu no dia 12 de julho de 1073. Nos séculos seguintes, esses monges se especializaram em botânica, tanto assim que foram convidados para fundar a cátedra de botânica na célebre Universidade de Pavia. Enquanto isto, as de Pádua, de Roma e de Londres buscavam naqueles mosteiros os seus mais capacitados mestres no assunto.Canonizado em 1193, são João Gualberto foi declarado Padroeiro dos Florestais, pelo Papa Pio XII, em 1951.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: São Jones, João Wall e Epifânia


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 12 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 15-16
Vós não recebestes um espírito de escravidão, para recair no temor, mas o Espírito de adopção filial, pelo qual exclamamos: «Abá, Pai». O próprio Espírito Santo dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus.
V. Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
R. Na vossa luz veremos a luz.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 8, 22-23
Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não somente ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo.
V. Bendiz, minha alma, o Senhor:
R. Ele salva da morte a tua vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Tim 1, 9
Deus salvou-nos e chamou-nos à santidade, não em virtude das nossas obras, mas do seu próprio desígnio e da sua graça, essa graça que nos foi dada em Cristo Jesus, desde toda a eternidade.
V. O Senhor conduziu-os seguros e sem temor
R. E introduziu-os na sua terra santa.
Oração
Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 3-5
Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que na sua grande misericórdia nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe nem se mancha nem desaparece, reservada nos Céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
V. A Vós o louvor e a glória para sempre.
R. No firmamento dos céus.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Bendito sejais, Senhor, no firmamento dos céus.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
