“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 3 DE MAIO DE 2024
3 de maio de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 5 DE MAIO DE 2024
5 de maio de 2024SÁBADO DA V SEMANA DA PÁSCOA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça essa oração da manhã:

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4351-liturgia-de-04-de-maio-de-2024>]
Antífona da entrada
– Com Cristo fostes sepultados no batismo; com ele também fostes ressuscitados por meio da fé no poder de Deus, que o ressuscitou a Cristo dentre os mortos, aleluia! (Cl 2,12)
Coleta
– Ó Deus, que renovastes na fonte do batismo os que creem em vós, protegei os que renasceram em Cristo para que, vencidos os ataques do erro, permaneçam fieis à graça da vossa benção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: At 16,1-10
Salmo Responsorial: Sl 99,2.3.5
– Aclamai o Senhor, ó terra inteira.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai (Cl 3,1).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 15,18-21
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (At 16,1-10): 1. Chegou a Derbe e depois a Listra. Havia ali um discípulo, chamado Timóteo, filho de uma judia cristã, mas de pai grego, 2. que gozava de ótima reputação junto dos irmãos de Listra e de Icônio. 3. Paulo quis que ele fosse em sua companhia. Ao tomá-lo consigo, circuncidou-o, por causa dos judeus daqueles lugares, pois todos sabiam que o seu pai era grego. 4. Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. 5. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia. 6. Atravessando em seguida a Frígia e a província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a Palavra de Deus na (província da) Ásia. 7. Ao chegarem aos confins da Mísia, tencionavam seguir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. 8. Depois de haverem atravessado rapidamente a Mísia, desceram a Trôade. 9. De noite, Paulo teve uma visão: um macedônio, em pé, diante dele, lhe rogava: “Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!”. 10. Assim que teve essa visão, procuramos partir para a Macedônia, certos de que Deus nos chamava a pregar-lhes o Evangelho.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 99,2.3.5): 2. Servi o Senhor com alegria. Vinde, entrai exultantes em sua presença. 3. Sabei que o Senhor é Deus: ele nos fez, e a ele pertencemos. Somos o seu povo e as ovelhas de seu rebanho. 5. porque o Senhor é bom, sua misericórdia é eterna e sua fidelidade se estende de geração em geração.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Jo 15,18-21): 18. “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. 19. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. 20. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. 21. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da Liturgia Diária da Liturgia Diária do Sábado da V Semana da Páscoa (dia 04 de maio de 2024) compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (At 16,1-10) sobre que Paulo tomou Timóteo em sua companhia – o qual gozava de ótima reputação junto aos irmãos – e pelas cidades por onde passavam ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém, que desobrigavam os não judeus à circuncisão, entre outras deliberações.
As Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, dia a dia. Desencorajados pelo Espírito de ir para a Ásia e para Bitínia, a partir da visão de Paulo de que um macedônio lhe rogava: “Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!”, para lá se dirigiram, certos de que Deus os chamava para a pregar o Evangelho aos Macedônios.
Cumpre-nos, pois, a exemplo de São Paulo Apóstolo, buscar companheiros com boas qualidades para em conjunto ensinar a observar os ensinamentos divinos e as sãs deliberações da Igreja, para que sejam confirmados dia a dia mais irmãos na fé. Cabe-nos também manter-nos atentos aos sinais do Espírito Santo e dirigir-nos solicitamente onde ele indicar que devamos ir pregar o Evangelho.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 99,2.3.5).
O Santo Evangelho (Jo 15,18-21) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que disse Jesus: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.”
Cumpre-nos, pois, atuarmos cientes de que podemos ser odiados pelo mundo por termos sido escolhidos por Jesus e não sermos do mundo. Porém o servo não é maior que o seu senhor e se perseguiram Jesus, estejamos preparados para também sermos perseguidos.
Cabe-nos empenhar-nos para contribuir com muitos para que guardem a palavra do Senhor e tudo façamos por causa do nome de Jesus, cientes de que poderemos ser penalizados por sua causa, pela ignorância de muitos a respeito de quem ele é de quem o enviou. Mas também poderemos ser instrumentos usados para que sejam dadas glórias a Deus, por levarmos a mensagem da salvação e com ela contribuirmos para que muitos sejam resgatados do viver semi-animalesco para a vida nova: o caminho divino a que somos todos chamados a trilhar, seguindo o Evangelho, as orientações de Jesus.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Néctar espiritual extraído da Primeira Leitura e Salmo – Oração para dirigir-se solicitamente onde o Espírito indicar que devamos ir.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da V Semana da Páscoa (dia 04 de maio de 2024), que esclarece em especial na Primeira Leitura (At 16,1-10) sobre que Paulo tomou Timóteo em sua companhia – o qual gozava de ótima reputação junto aos irmãos – e pelas cidades por onde passavam ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém, que desobrigavam os não judeus à circuncisão, entre outras deliberações.
As Igrejas eram confirmadas na fé e cresciam em número, dia a dia. Desencorajados pelo Espírito de ir para a Ásia e para Bitínia, a partir da visão de Paulo de que um macedônio lhe rogava: “Passa à Macedônia, e vem em nosso auxílio!”, para lá se dirigiram, certos de que Deus os chamava para a pregar o Evangelho aos Macedônios.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de São Paulo Apóstolo, busquemos companheiros com boas qualidades para em conjunto ensinar a observar os ensinamentos divinos e as sãs deliberações da Igreja, para que sejam confirmados dia a dia mais irmãos na fé.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a exemplo de São Paulo Apóstolo e seus companheiros de jornada, nos mantenhamos atentos aos sinais do Espírito Santo e nos dirijamos solicitamente onde ele indicar que devamos ir pregar o Evangelho.
Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 99,2.3.5): 2. Servi o Senhor com alegria. Vinde, entrai exultantes em sua presença. 3. Sabei que o Senhor é Deus: ele nos fez, e a ele pertencemos. Somos o seu povo e as ovelhas de seu rebanho. 5. porque o Senhor é bom, sua misericórdia é eterna e sua fidelidade se estende de geração em geração.
Néctar espiritual extraído do Santo Evangelho – Oração para contribuir com muitos para que guardem a palavra do Senhor e sejam resgatados do viver semi-animalesco para a vida nova.
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da V Semana da Páscoa (dia 04 de maio de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Jo 15,18-21) que disse Jesus: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que podemos ser odiados pelo mundo por termos sido escolhidos por Jesus e não sermos do mundo. Porém o servo não é maior que o seu senhor e se perseguiram Jesus, estejamos preparados para também sermos perseguidos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos para contribuir com muitos para que guardem a palavra do Senhor e tudo façamos por causa do nome de Jesus, cientes de que poderemos ser penalizados por sua causa, pela ignorância de muitos a respeito de quem ele é de quem o enviou. Mas também poderemos ser instrumentos usados para que sejam dadas glórias a Deus, por levarmos a mensagem da salvação e com ela contribuirmos para que muitos sejam resgatados do viver semi-animalesco para a vida nova: o caminho divino a que somos todos chamados a trilhar, seguindo o Evangelho, as orientações de Jesus.
Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), aproveitando para o mais dilatado possível momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, antes ou depois depois da Santa Missa; a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental!
Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer as histórias das vida dos santos, ricas em exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida.
Além disso, recomendamos usufruir os imensos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
E o principal: seguir o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com o estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos); no engajamento em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos…
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 04 de Maio
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/05/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-maio/>]

São Ciríaco
Segundo um antigo texto da tradição cristã, do século IV, um hebreu de nome Judas teria ajudado nos trabalhos para encontrar a cruz de Cristo na cidade de Jerusalém, promovidos pelo bispo e pela rainha Helena, que era cristã e mãe do então imperador Constantino. Esse hebreu se converteu e se tornou um sacerdote, tomando o nome de Ciríaco, que em grego significa “Patrício”, nome comum entre os romanos.
Mais tarde, após ter percorrido as estradas da Palestina, ele foi eleito bispo de Jerusalém, e aí teria sido martirizado, junto com sua mãe, chamada Ana, durante a perseguição de Juliano, o Apóstata.
Essa seria a história de são Ciríaco, que comemoramos hoje, não fosse a marca profunda deixada por sua presença na cidade italiana de Ancona, em Nápolis. A explicação para isto encontra-se no Martirológio Romano, que associou os textos antigos e confirmou sua presença em ambas as cidades. A conclusão de sua trajetória exata é o que veremos a seguir.
Logo que se converteu, para fugir à hostilidade dos velhos amigos pagãos, Ciríaco teria abandonado a Palestina para exilar-se na Itália, fixando-se em Ancona. Nessa cidade ele foi eleito bispo, trabalhando, arduamente, para difundir o cristianismo, pois o Edito de Milão dava liberdade para a expansão da religião em todos os domínios do Império.
Após uma longa vida episcopal, Ciríaco, já idoso, fez sua última peregrinação à cidade de Jerusalém, onde fora bispo na juventude, para rever os lugares santos. E foi nesse momento que ele sofreu o martírio e morreu em nome de Cristo, por ordem do último perseguidor romano, Juliano, o Apóstata, entre 361 e 363.
Os devotos dizem que suas relíquias chegaram ao porto de Ancona trazidas pelas ondas do mar. Essa tradição é celebrada, no dia 4 de maio, na catedral de Ancona, onde são distribuídos maços de junco benzidos.
Na realidade, as relíquias de são Ciríaco retornaram à cidade durante o governo do imperador Teodósio, entre 379 e 395, graças à sua filha, Gala Plácida, que interveio favoravelmente junto às autoridades, conseguindo o que a população de Ancona tanto desejava.
A memória desse culto antiquíssimo a são Ciríaco pode ser observada pelos monumentos, das mais remotas épocas, que existem, em toda a cidade, com a imagem do santo. Aliás, são Ciríaco foi escolhido como o padroeiro de Ancona e a própria catedral, no século XIV, foi dedicada a ele, mudando até o nome. Essa majestosa igreja, que domina a cidade do alto das colinas do Guasco, é vista por todos os que chegam em Ancona por terra ou por mar, mais um tributo à são Ciríaco, por seu exílio e vida episcopal.

São Floriano
O mais antigo registro sobre Floriano foi encontrado num documento de doação datado do século VIII, através do qual o presbítero Reginolfo oferecia para a Igreja algumas propriedades de terras, dentre as quais, “as do lugar aonde foi enterrado o precioso mártir Floriano”.
Floriano viveu na cidade de Mantem, próxima de Kems, Alemanha. Na época, Diocleciano era o imperador e Aquilino, o comandante do exército romano na região do Danúbio, atual Áustria, onde existiam numerosas colônias do Império e vários batalhões de soldados que faziam sua defesa. Floriano era militar em um desses batalhões.
Os legionários romanos cristãos foram muito importantes, porque levaram a fé de Cristo às regiões mais remotas do Império Romano, pagando por essa difusão com a própria vida. Famosos e numerosos foram os mártires que pertenceram a essas legiões, mortos sob a perseguição do imperador Diocleciano no início do século IV. Entre eles encontramos Floriano e seus companheiros.
Diocleciano foi imperador de grande energia, estadista de rara habilidade e inteligência, mas se tornou um fanático inimigo da Igreja. Desencadeou a mais longa e duradoura perseguição contra ela, na intenção de varrer todos os vestígios do cristianismo. Contava, para isso, com a ajuda de seu genro Galério, colega nas armas e no domínio do Império.
Foi dele o decreto que proibia qualquer tipo de culto cristão. Exigia que todos os livros religiosos, começando pela Bíblia Sagrada, fossem queimados e ampliou a perseguição para dentro do seu próprio exército. Os soldados eram obrigados a prestar juramento de fidelidade ao imperador e levar oferendas aos ídolos, sob pena de morte.
Muitos militares recusaram obedecer à ordem do imperador e foram executados. Um deles foi Floriano, acompanhado por mais quarenta companheiros. Eles se apresentaram ao comandante Aquilino, do acampamento de Lorch, Áustria, para comunicar que eram cristãos e que não poderiam servir ao exército do imperador. Por esse motivo foram presos.
Durante o processo de julgamento, nenhum deles renunciou à fé em Cristo. Foram condenados a serem jogados no rio Ens, com uma pedra amarrada no pescoço. A sentença foi executada no dia 4 de maio de 304. O corpo de Floriano foi recolhido por uma senhora cristã, que o sepultou. No século VIII, sua veneração foi oficialmente introduzida na Igreja pelo Martirológio Romano, que manteve esta data para a festa litúrgica.
No local da sua sepultura construíram um convento beneditino. Mais tarde, passou para os agostinianos, que difundiram a sua memória e a de seus companheiros. O seu culto se popularizou rapidamente na Áustria e na Alemanha, onde os fiéis recorrem a ele pedindo proteção contra as inundações. Por essa sua tradição com a água, ao longo do tempo são Floriano se tornou o protetor contra os incêndios e padroeiro dos bombeiros.

Santa Antonina
Antonina é o feminino do antigo nome latino Antonius, derivado, provavelmente, do grego Antionos, que significa “nascido antes”. É um dos nomes mais difundidos entre os povos latinos, que ganhou muitos adeptos entre os cristãos. Mas, antes de Cristo, era muito comum também.
Hoje festejamos a santa mártir Antonina, que morreu em Nicea, na Bitínia, atual Turquia, no final do século III. No Martirológio Romano, ela foi citada três vezes: dia 1o de março, 4 de maio e 12 de junho, e cada vez de maneira diferente, como se fossem três pessoas distintas. Vejamos o porquê.
No século XVI, o cardeal e bibliotecário do Vaticano, César Baronio, unificou os calendários litúrgicos da Igreja, a pedido do papa Clemente VIII, com os santos comemorados em datas diferentes no mundo cristão. A Igreja dos primeiros séculos foi exclusivamente evangelizadora. Para consolidar-se, adaptava a liturgia e os cultos dos santos aos novos povos convertidos. Muitas vezes, as tradições se confundiam com os fatos concretos, devido aos diferentes idiomas, mas assim mesmo os cultos se mantiveram.
O trabalho de Baronio foi chamado de Martirológio Romano, uma espécie de dicionário dos santos da Igreja de Cristo de todos os tempos. Porém ele, ao lidar com os calendários egípcio, grego e siríaco, que comemoravam santa Antonina em datas diferentes, não se deu conta de que as celebrações homenageavam sempre a mesma pessoa. Isso porque o nome era comum e os martírios, descritos de maneira diversa entre si.
O calendário grego dizia que ela foi decapitada; o egípcio, que foi queimada viva; e o siríaco, que tinha morrido afogada. Mais tarde, o que deu luz aos fatos foi um código geronimiano do século V, confirmando que apenas uma mártir tinha morrido, em Nicea, com este nome.
Antonina sofreu o martírio no século IV, durante o governo do sanguinário imperador Diocleciano, na cidade de Nicea. Ela foi denunciada como cristã, presa e condenada à morte. Mas antes a torturaram de muitas maneiras. Com ferros em brasa, queimaram-lhe as mãos e os pés. Depois, foi amarrada e colocada numa pequena cela com o chão forrado de brasas, onde ficou por dois dias.
Voltando ao tribunal, não renegou sua fé. Foi, então, fechada dentro de um saco e jogada no fundo de um lago pantanoso na periferia de Nicea. Era o dia 4 de maio de 306, data que foi mantida para a veneração de santa Antonina, a mártir de Nicea.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 04 de Maio de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Apocalipse 22, 10-21
O testemunho da nossa esperança
O Anjo disse-me a mim, João: «Não conserves secretas as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo. Continue o injusto a cometer a injustiça e o imundo a viver na imundície, mas o justo continue a praticar a justiça e o santo a progredir na santidade.
Eis que venho em breve e trarei comigo a recompensa, para dar a cada um segundo as suas obras. Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade. Fora os cães, os feiticeiros, os imorais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.
Eu, Jesus, enviei o meu Anjo, para vos dar testemunho do que diz respeito às Igrejas. Eu sou o rebento da descendência de Davi, a estrela brilhante da manhã».
O Espírito e a Esposa dizem: «Vem!». E aquele que ouvir diga: «Vem!». Quem tem sede, venha; e quem a deseja, receba de graça a água da vida.
Eu declaro a todos os que ouvirem as palavras da profecia deste livro: «Se alguém lhe acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele os flagelos descritos neste livro. E se alguém retirar alguma coisa às palavras deste livro profético, Deus tirar-lhe-á a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, descritas neste livro».
Aquele que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, virei em breve».
Amém! Vem, Senhor Jesus!
A graça do Senhor Jesus esteja com todos vós. Amém!”
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Dos comentários de Santo Agostinho, bispo, sobre os salmos
(Salmo 148, 1-2: CCL 40, 2165-2166) (Sec. V)
A aleluia pascal
Toda a nossa vida presente deve transcorrer no louvor de Deus, porque o louvor de Deus será também a alegria eterna da nossa vida futura. Ora ninguém se pode tornar apto para a vida futura, se desde agora não se preparar para ela. Agora louvamos a Deus, mas também suplicamos a Deus. O nosso louvor é feito com alegria e a nossa súplica com gemidos. De facto, foi-nos prometida qualquer coisa que ainda não possuímos. E porque Aquele que prometeu é fiel, alegramo-nos na esperança; mas, como ainda não estamos na posse da promessa, gememos de ansiedade. É bom para nós perseverar nesta expectativa, até que a promessa se realize; então acabará o gemido e subsistirá apenas o louvor.
Assim podemos considerar duas fases da nossa existência: a primeira que sucede agora no meio das tentações e angústias da vida presente, e a segunda, que há de vir depois, na segurança e na alegria eterna. Por isso foi também instituída para nós uma dupla celebração: a do tempo antes da Páscoa e a do tempo depois da Páscoa. O tempo antes da Páscoa representa as tribulações que passamos nesta vida; o que celebramos agora, depois da Páscoa, significa a felicidade que alcançaremos na vida futura. Portanto, antes da Páscoa celebramos o que vivemos agora; depois da Páscoa celebramos e significamos o que ainda não possuímos. Por isso, passamos o primeiro tempo em jejuns e orações; no segundo, porém, que agora celebramos, descansamos do jejum e dedicamo-nos ao louvor de Deus. É este o significado da Aleluia que cantamos.
Em Cristo, nossa Cabeça, ambas as coisas foram figuradas e manifestadas. A paixão do Senhor mostra-nos a miséria da vida presente, em que temos de trabalhar, sofrer tribulações e por fim morrer; a ressurreição e glorificação do Senhor anunciam-nos a vida que um dia nos será dada.
Agora, irmãos, exortamo-vos a que louveis a Deus; e é isso o que todos nós mutuamente exprimimos, quando cantamos: Aleluia. «Louvai o Senhor», dizemos nós uns aos outros; e assim todos põem em prática aquilo a que se exortam mutua- mente. Mas louvai-O com todas as vossas forças, isto é, louvai a Deus não só com a língua e a voz, mas também com a vossa consciência, a vossa vida, as vossas ações.
Na verdade louvamos a Deus agora que nos encontramos reunidos na igreja; mas logo que voltamos para casa, parece que deixamos de louvar a Deus. Não deixes de viver santamente e louvarás sempre a Deus. Deixas de O louvar quando te afastas da justiça e do que Lhe agrada. Se nunca te desviares do bom caminho, ainda que se cale a tua língua, clamará a tua vida; e o ouvido de Deus estará perto do teu coração. Porque assim como os nossos ouvidos escutam as nossas palavras, assim os ouvidos de Deus escutam os nossos pensamentos.
LEITURA BREVE
Rom 14, 7-9
Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo. Se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Na verdade, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos vivos e dos mortos.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 5, 10-11
Se quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançamos agora a salvação.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 20-22
Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. Uma vez que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos; porque assim como em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
2 Cor 5, 14-15
O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos e que todos, portanto, morreram. Cristo morreu por todos, para que os vivos deixem de viver para si próprios, mas vivam para aquele que morreu e ressuscitou por eles.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 2, 9-10
Vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores daquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável. Vós que outrora não éreis seu povo, sois agora o povo de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Deut 6, 4-7
Escuta, Israel. O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. As palavras que hoje te prescrevo ficarão gravadas no teu coração. Hás de recomendá-las a teus filhos, e nelas meditarás, quer estando sentado em casa quer andando pelos caminhos, quando te deitas e quando te levantas.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
