Os sofrimentos e a glória dos mártires (Das Homilias de São João Crisóstomo, bispo)
17 de julho de 2024Isaías 10, 5-7.13-16
18 de julho de 2024QUINTA-FEIRA – XV SEMANA DO TEMPO COMUM
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu empregue especial empenho e dedicação em prosseguir na senda cristã, buscando, gradual e progressivamente, plenificar meu viver usufruindo os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual”, principiando pelos estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as primeiras orações da Liturgia das Horas: “Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”; em seguida a Santa Missa e depois a Meditação da Palavra do Senhor. Que na sequência, eu me empenhe em extrair o néctar espiritual potencializador da prática cristã nas sessões: IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA – em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas. Que eu possa usufruir esses tesouros da melhor forma possível, em meio às atividades que me cumpre realizar como deveres inerentes ao meu estado de vida, à vocação para a qual fui chamado. Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA
Do Primeiro Livro dos Reis 22, 1-9.15-23.29.34-38
Sentença de Deus sobre o ímpio rei Acab
Passaram-se três anos sem haver guerra entre Arão e Israel. Mas no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, desceu a visitar o rei de Israel. Este dissera aos seus servos: «Não sabeis que Ramot de Galaad é nossa, e que nos temos descuidado em reconquistá-la ao rei de Arão?». E perguntou a Josafá: «Queres vir comigo atacar Ramot de Galaad?».
Josafá disse ao rei de Israel: «Dispõe de mim como de ti próprio, da minha gente como da tua, dos meus cavalos como dos teus». Josafá disse ainda ao rei de Israel: «Peço-te que consultes primeiro o oráculo do Senhor». O rei de Israel reuniu os profetas, que eram cerca de quatrocentos, e perguntou-lhes: «Devo atacar Ramot de Galaad, ou não?». Eles responderam: «Vai, porque o Senhor a entregará nas mãos do rei». Mas Josafá perguntou: «Já não há aqui mais nenhum profeta do Senhor, que possamos consultar?». O rei de Israel respondeu a Josafá: «Há ainda um homem por quem poderemos consultar o Senhor, mas eu detesto-o, porque nunca profetiza o bem, senão o mal, a meu respeito. É Miquéias, filho de Jemlá». Josafá respondeu: «O rei não deve falar assim». Chamou então o rei de Israel um eunuco e ordenou-lhe: «Vai depressa chamar Miquéias, filho de Jemlá».
Quando Miquéias chegou junto do rei, este perguntou-lhe: «Miquéias, devemos ir combater Ramot de Galaad, ou não?». Ele respondeu: «Vai, que serás bem sucedido; o Senhor a entregará nas mãos do rei». O rei disse-lhe: «Quantas vezes terei de intimar-te a que não digas senão a verdade em nome do Senhor?». Então ele declarou: «Vi todo o Israel disperso pelos montes, como um rebanho sem pastor. E o Senhor dizia: ‘Eles já não têm pastor; volte cada um para sua casa’». O rei de Israel disse a Josafá: «Não te tinha eu dito que ele nunca profetizava o bem, senão o mal, a meu respeito?». Miquéias respondeu: «Ouve antes a palavra do Senhor. Vi o Senhor sentado num trono e todo o exército do Céu de pé junto d’Ele, à direita e à esquerda. Disse o Senhor: ‘Quem irá enganar Acab, para que ele vá a Ramot de Galaad procurar a morte?’. Uns responderam de uma maneira, outros de outra. Então o espírito avançou, parou diante do Senhor e disse: ‘Eu saberei enganá-lo’. O Senhor perguntou: ‘De que modo?’. Ele respondeu: ‘Irei fazer-me espírito de mentira na boca de todos os seus profetas’. E disse o Senhor: ‘Conseguirás enganá-lo. Vai e faz como disseste’. Eis como o Senhor pôs um espírito de mentira na boca de todos os teus profetas e decretou a tua ruína».
Entretanto o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, subiram a Ramot de Galaad. Um homem disparou o arco ao acaso e atingiu o rei de Israel entre as junturas da couraça. Disse ele ao condutor do seu carro: «Dá meia-volta e leva-me para fora do campo de batalha, porque estou ferido». O combate tornou-se cada vez mais violento e o rei teve de conservar-se de pé no seu carro, em frente dos arameus. Morreu ao cair da tarde e o sangue da ferida inundava o carro. Ao pôr do sol, ouviu-se um clamor por todo o acampamento: «Volte cada um para a sua cidade; volte cada um para a sua casa: O rei morreu».
Voltaram para Samaria, onde sepultaram o rei. Lavaram o carro na piscina de Samaria, onde as prostitutas se banhavam, e os cães lamberam-lhe o sangue, como dissera o oráculo do Senhor.
RESPONSÓRIO Jer 29, 8b.9a.11a; Deut 18, 18a
R. Não vos deixeis iludir pelos vossos profetas, porque eles profetizam mentiras em meu nome. * Eu sei os desígnios que tenho sobre vós, diz o Senhor.
V. Farei surgir um profeta e porei as minhas palavras na sua boca. * Eu sei os desígnios que tenho sobre vós, diz o Senhor.
SEGUNDA LEITURA
Do “Compêndio de Doutrina Espiritual” de são Bartolomeu dos Mártires, bispo
(Obras completas, vol. IX , Lisboa 2000, p. 273 ss.) Sec. XVI
Notas sobre a vida contemplativa
Os que amam o Senhor não se fixam nas coisas vãs e carnais, porque estão completamente absortos em Deus. Se se lhes fala de Cristo, logo despertam e aplaudem.
Habituemo-nos, pois, em todo o tempo, lugar, ação, causa e negócio, a fixar a mente em Deus, por meio do amor fervoroso e da oração humilde, e a imprimi-la, pela contemplação, a concentrá-la e a restringi-la, dizendo com a esposa: Segurá-lo-ei e não o largarei.
Sendo isto sublime e excelso, a nossa vida será tanto mais excelsa e mais sublime quanto mais for vida em Deus. Mas a vida em Deus é o amor constante e a sua contemplação. A contemplação do homem peregrino é tanto mais perfeita e esplêndida quanto mais clara e puramente ele vê que aquela luz incriada e inteiramente incompreensível, que é Deus, e se precavê de sucumbir à sua irradiação para o infinito.
A contemplação, uma vez saboreada, gera na mente um ardor veementíssimo de nela persistir ou de a ela voltar constantemente. Daí acontece que aquele que a saboreou não consegue facilmente ser arrancado a ela, à sua visão ou afeto, segundo as palavras que dizem: Aqueles que me comem terão ainda mais fome.
Procura, pois, purificar-te dos afetos terrenos. Assim será possível que todos os afetos da mente e todo o apetite do que ama se fixem integralmente em Deus, sem que ninguém os retraia ou impeça, quer dizer, se fixem integralmente nesse oceano imperscrutável, nesse abismo interminável e incompreensível, a que Dionísio chama divina escuridão e que outra coisa não é senão a divina luz enquanto incompreensível e desconhecida.
Embora a luz divina seja, em si, claríssima, radiosíssima e lucidíssima, contudo, a respeito da mente, que não pode suportar a vista daquele esplendor e formosura, chama-se escuridão. Por isso, exclama Isaías: Vós sois verdadeiramente um Deus escondido. O Senhor fez das trevas o seu véu.
Por isso, entrar na divina escuridão consiste em estender o olhar da mente e o ápice do afeto, através da mística teórica, até Deus.
RESPONSÓRIO cf. 2 Cor 3, 18; Salmo 33(34), 6
R. Todos nós, de rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados na sua imagem, cada vez mais gloriosa, * Pela ação do Espírito do Senhor.
V. Voltai-vos para ele e ficareis radiantes, * Pela ação do Espírito do Senhor.
Oração
Senhor, que em São Bartolomeu dos Mártires destes ao vosso povo um ministro zeloso na caridade e na doutrina, concedei que, assim como a solicitude pastoral o glorificou, também a sua intercessão nos faça sempre fervorosos no vosso amor. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
LEITURA BREVE
Hebr 13, 7-9a
Lembrai-vos dos vossos chefes, que vos anunciaram a palavra de Deus. Considerai o êxito da sua carreira e imitai a sua fé. Jesus Cristo é sempre o mesmo, ontem, hoje e por toda a eternidade. Não vos deixeis transviar por doutrinas incertas e estranhas.
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária
[Fonte: <http://www.novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4427-liturgia-de-18-de-julho-de-2024>]
QUINTA FEIRA – XV SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde – ofício do dia)
Antífona
– Contemplarei justificado, a vossa face; e ficarei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).
Coleta
– Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram, para retornarem ao bom caminho, dai aos que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: Is 26,7-9.12.16-19
Salmo Responsorial: Sl 102,13-15.16-18.19-21 (R: 20b)
– O Senhor olhou a terra do alto céu.
R: O Senhor olhou a terra do alto céu.
– Vós, Senhor, permaneceis eternamente, de geração em geração sereis lembrado! Levantai-vos, tende pena de Sião, já é tempo de mostrar misericórdia! Pois vossos servos têm amor aos seus escombros e sentem compaixão de sua ruína.
R: O Senhor olhou a terra do alto céu.
– As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.
R: O Senhor olhou a terra do alto céu.
– Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.
R: O Senhor olhou a terra do alto céu.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim todos vos que estais cansados, e descanso eu vós darei, diz o Senhor! (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 11,28-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quinta-feira-da-semana-xv-do-tempo-comum-10/>]
Leitura I Is 26, 7-9.12.16-19
O caminho do justo é reto, vós aplanais o caminho do justo. Pela vereda dos vossos juízos, em vós esperamos, Senhor: o vosso nome e a vossa lembrança são o desejo da nossa alma. Por vós suspira a minha alma durante a noite e o meu espírito vos procura desde a aurora; pois, quando as vossas leis se manifestam ao mundo, os habitantes da terra aprendem a justiça. Vós nos dareis a paz, Senhor, porque sois vós que realizais tudo o que fazemos. Senhor, na angústia a vós recorremos; quando nos castigáveis, nós vos invocamos. Como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores, assim estávamos diante de vós, Senhor. Concebemos e sentimos as dores de parto, mas foi vento que demos à luz. Não trouxemos a salvação à terra, nem nasceram habitantes para o mundo. – Os teus mortos voltarão à vida, os seus cadáveres ressuscitarão. Despertai e cantai de alegria, vós que habitais no pó da terra. Porque o vosso orvalho, Senhor, é orvalho de luz e a terra dará vida aos que dormem nas sombras da morte.
Compreender a palavra
No meio da angústia em que se transformou a vida do povo eleito por causa dos seu pecado, o coração deste povo ainda pode elevar a Deus uma bela oração de louvor, de reconhecimento e de esperança. Deus é quem ensina a justiça e endireita os caminhos dos homens é ele quem pode salvar e devolver a paz ao coração do homem. Sem ele ninguém pode dizer que vive. É verdade que a experiência pode ser dolorosa como as dores de parto e mais dolorosa porque dessas dores não surge uma nova vida. É um sofrimento em vão, vazio de razão. É esse o resultado do pecado, um sem razão. Caído por terra, por causa do pecado o homem está como morto, falta-lhe a alegria e a paz. Mesmo assim, se invocar o Senhor, poderá voltar à vida.
Meditar a palavra
Como sempre, percebemos na experiência deste povo a experiência de toda a humanidade, a nossa própria experiência. Pelo pecado ficamos caídos no pó da terra, somos nada, vazio existencial. Poderão alguns, por se julgarem melhores que os outros, rir-se dos que caem, julgar e condenar, mas na realidade, esta é a condição de todos os homens e ninguém passa pela vida sem fazer a experiência do nada. É até condição quase necessária para perceber o lugar de Deus na própria vida. Caídos no pó podemos perceber que não nos salvamos a nós mesmos. Diz a oração de Isaías que gememos com dores de parto, mas “não trouxemos a salvação à terra”. É esta experiência que nos faz olhar para Deus e perceber que só ele salva, só a sua mão nos pode erguer. O senhor é como “orvalho de luz e a terra dará vida aos que dormem nas sombras da morte”. Invocar o Senhor é o primeiro passo para chegar a contemplar a vida nova da ressurreição, por isso dizemos “A vós recorremos”, “em vós esperamos”, “por vós suspira a minha alma e o meu espírito vos procura”. Daí o convite “Despertai e cantai de alegria” porque, embora ainda experimentemos a tristeza da queda já se vislumbram os sinais da vida nova de Cristo ressuscitado.
Rezar a palavra
“Por vós suspira a minha alma e o meu espírito vos procura”. Não tenho mais palavras, Senhor, ao iniciar este novo dia. Os meus olhos antecipam-se às vigílias da noite a meditar na fragilidade da minha vida e na grandeza do vosso poder que se manifesta em misericórdia para comigo. A tua presença é para mim refúgio, na tua presença me deito e adormeço tranquilo e de novo me levanto sempre confiado na tua proteção. Renova, em mim, a alegria da tua salvação.
Compromisso
Invoco o Senhor pois só ele me pode salvar.
Evangelho: Mt 11, 28-30
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Vinde a mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».
Compreender a Palavra
Mateus apresenta Jesus nestas palavras por ele proferidas. A expressão “Sou manso e humilde de coração” toma o lugar central. O “jugo” e o “descanso” encontram no coração de Jesus a explicação. Jesus é o Messias que liberta e dá descanso e não o opressor que vem para destruir. Jesus, o “manso e humilde de coração” trata bem, com mansidão e aliviando a todos.
Meditar a Palavra
Adquirir um coração manso e humilde, pedido de Jesus quando diz “vinde a mim … aprendei de mim”, é um desafio para nos tornarmos pessoas que aliviam e libertam os outros do peso, “jugo” em que a vida muitas vezes se torna. Do coração brotam as atitudes e os sentimentos que permitem aos outros encontrar descanso.
Rezar a Palavra
Que eu encontre descanso em ti, Senhor, e aprenda contigo a atitude de coração que acolhe os outros, permitindo que descansem do peso das suas vidas.
Compromisso
Vou medir as minhas palavras e abrir o meu coração para que outros encontrem paz em mim.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. E que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários – ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental, de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Julho
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 18 de Julho – Sagrada Missão (sagradamissao.com.br)>]
Santo Arnolfo
Arnolfo nasceu em Metz, na antiga Gália, agora França, no ano 582. A sua família era muito importante, cristã, e fazia parte da nobreza. Ele estudou e se casou com uma aristocrata, com a qual teve dois filhos. A região da Gália era dominada pelos francos e era dividida em diversos reinos que guerreavam entre si. Isso provocava grandes massacres familiares e corrupção.
Um desses reinos era o da Austrásia, do rei Teodeberto II, para o qual Arnolfo passou a trabalhar. Mas quando o rei morreu, todos os seus descendentes e familiares foram assassinados a mando do rei dos francos, Clotário II, que incorporou a região aos seus domínios.
Era nesse clima que vivia Arnolfo, um homem de fé inabalável, correto e justo. O rei Clotário II, agora soberano de um extenso território, conhecendo a fama da conduta cristã de Arnolfo, tornou-o seu conselheiro. Confiou-lhe, também, a educação de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos mais justos da história, não tendo cometido nenhuma atrocidade durante o seu governo.
Além disso, o rei Clotário II nomeou Arnolfo bispo de Metz, que acumulou todas as atribuições da Corte. Uma bela passagem ilustra bem o caráter desse homem, que mesmo leigo se tornou um dos grandes bispos do seu tempo. Temendo não ser digno do cargo, por causa dos seus pecados, atirou seu anel no rio Mosela, dizendo: “Senhor, se me perdoas, faze-o retornar”. O anel retornou dentro do ventre de um peixe. Essa tradição cristã ilustra bem a realidade de sua época, onde era difícil não pecar, especialmente para quem estava no poder.
Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia evangelizando a Europa. Arnolfo não foi o primeiro pai de família a ocupar tal posto nessa condição. Como chefe daquela diocese, Arnolfo participou dos concílios nacionais de Clichy e de Reims. Mais tarde, seu filho Clodolfo tornou-se bispo e assumiu a diocese de Metz, enquanto o outro, chamado Ansegiso, tornou-se um dos primeiros “mestres de palácio” da chamada era carolíngia.
Depois de algum tempo, Arnolfo abandonou o bispado e o cargo na Corte para ingressar no mosteiro fundado por seu amigo Romarico, outro que havia abandonado a Corte e o rei. Assim, de maneira serena, Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações, à penitência e à caridade.
Arnolfo morreu no dia 18 de julho de 641, naquele mosteiro. Assim que a notícia chegou em Metz, os habitantes reclamaram-lhe o corpo, depositando-o na basílica que adotou, para sempre, o seu nome.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 18 de Julho de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sabedoria 19, 20b
Em tudo, Senhor, engrandecestes e glorificastes o vosso povo; e não o desprezastes, antes o assististes em todo o tempo e lugar.
V. Vós sois o Deus que realiza maravilhas:
R. Manifestastes entre as nações o vosso poder.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Deuteronômio 4, 7
Não há nação tão grande que tenha a divindade tão perto de si, como está perto de nós o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos.
V. O Senhor está perto de quantos o invocam
R. E ouve a sua oração.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ester 10, 3f
A minha nação é Israel, que invocou o Senhor e foi salva. O Senhor salvou o seu povo e livrou-nos de todos os males. Deus fez prodígios e maravilhas, como não fez semelhantes entre todas as nações.
V. Eu Vos darei graças, Senhor, porque me ouvistes.
R. E fostes o meu Salvador.
Oração
Olhai benignamente, Senhor, para a vossa família em oração, e fazei que, imitando a paciência de vosso Filho Unigênito, nunca desanime perante a adversidade. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 1-4
Recomendo aos anciãos que estão entre vós, eu que sou ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que há de ser revelada: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, velando por ele, não constrangidos mas de boa vontade, segundo Deus, não por ganância mas por dedicação, nem como dominadores sobre aqueles que vos foram confiados mas tornando-vos modelos do rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa eterna de glória.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
V. Deu a vida pelos seus irmãos:
R. E ora muito pelo seu povo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Este é o que ama os seus irmãos e ora muito pelo seu povo.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tess 5, 23
O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.

