“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE MARÇO DE 2026
15 de março de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE MARÇO DE 2026
17 de março de 2026Segunda-feira da semana IV da Quaresma
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro do Levítico 16, 2-28
O dia da Expiação
Naqueles dias, o Senhor deu a Moisés a seguinte ordem: «Diz a teu irmão Aarão que não entre em qualquer tempo no Santuário, para além do véu, diante do propiciatório que está sobre a Arca, não aconteça que morra quando Eu aparecer na nuvem sobre o propiciatório.
Eis como Aarão há-de entrar no Santuário: tomará um novilho de pouca idade destinado ao sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto. Vestirá uma túnica sagrada feita de linho e calções também de linho, cingir-se-á com uma faixa de linho e envolverá a cabeça com uma tiara de linho. São vestes sagradas, que só usará depois de se ter lavado na água.
Da comunidade dos filhos de Israel receberá dois cabritos destinados ao sacrifício pelo pecado e um carneiro para o holocausto. Aarão oferecerá o novilho do sacrifício pelo seu próprio pecado e fará o rito da expiação por si mesmo e pela sua família. Depois tomará os dois cabritos e colocá-los-á diante do Senhor, à entrada da Tenda da Reunião. Aarão deitará sortes sobre os dois cabritos: uma sorte ‘Para o Senhor’, outra sorte ‘Para Azazel’. Aarão apresentará o cabrito sobre o qual tiver caído a sorte ‘Para o Senhor’ e oferecerá um sacrifício pelo pecado. O cabrito sobre o qual tiver caído a sorte ‘Para Azazel’, apresentá-lo-á vivo diante do Senhor, para se fazer sobre ele o rito da expiação e ser depois enviado ao deserto, a Azazel.
A seguir, Aarão oferecerá o novilho do sacrifício pelo seu próprio pecado e fará o rito da expiação por si mesmo e pela sua família. Depois de ter imolado este novilho, tomará um turíbulo cheio de brasas, tiradas de cima do altar que está diante do Senhor, e duas mãos-cheias de incenso aromático em pó, e levará tudo para além do véu.Porá o incenso no fogo diante do Senhor, para que uma nuvem de incenso envolva o propiciatório e a Arca, e para que ele não morra. Tomando então o sangue do novilho, aspergirá com o dedo o lado oriental do propiciatório, e fará com o dedo sete aspersões desse sangue, diante do propiciatório.
Imolará, em seguida, o cabrito destinado ao sacrifício pelo pecado do povo, levará o sangue para além do véu e fará com esse sangue o mesmo que fez com o sangue do novilho: aspergirá o propiciatório e fará aspersões diante dele. Assim fará o rito da expiação sobre o Santuário, pelas impurezas dos filhos de Israel, pelas suas transgressões, por todos os seus pecados.
Procederá da mesma forma com a Tenda da Reunião, que se encontra entre eles, no meio das suas impurezas. Não deverá estar ninguém na Tenda da Reunião, quando ele entrar para fazer o rito da expiação no Santuário, até que saia. Fará o rito da expiação por si, pela sua família e por toda a assembleia de Israel. Quando sair, dirigir-se-á ao altar que está diante do Senhor e fará o rito da expiação no altar: tomará sangue do novilho e sangue do cabrito e derramá-lo-á sobre os ângulos do altar. Com o dedo molhado em sangue fará sete aspersões sobre o altar, e assim o purificará das impurezas dos filhos de Israel e o santificará.
Terminado o rito da expiação do Santuário, da Tenda da Reunião e do altar, mandará aproximar o cabrito vivo. Aarão pousará as duas mãos sobre a cabeça do cabrito vivo e fará a confi ssão de todas as faltas dos filhos de Israel, de todas as suas transgressões, de todos os seus pecados; e, tendo-os feito passar para a cabeça do cabrito, enviá-lo-á para o deserto, por meio de um homem para isso designado.
O cabrito levará sobre si as faltas de todos eles para uma terra árida e será abandonado no deserto. Aarão voltará à Tenda da Reunião, deporá as vestes de linho de que se tinha revestido para entrar no Santuário e aí as deixará. Depois lavará o corpo com água num lugar sagrado e retomará as suas vestes. Ao sair, oferecerá o seu próprio holocausto e o holocausto do povo, realizará o rito da expiação por si e pelo povo, e queimará sobre o altar a gordura do sacrifício pelo pecado. Aquele que tiver conduzido o cabrito ‘Para Azazel’ lavará as suas vestes e banhará o corpo em água, e só depois poderá entrar no acampamento.
Quanto ao novilho e ao cabrito do sacrifício pelo pecado, cujo sangue tiver sido levado para o Santuário, para se fazer o rito da expiação, serão trazidos para fora do acampamento, a fim de lhes queimarem a pele, a carne e os intestinos. Aquele que os tiver queimado lavará as suas vestes e banhará o corpo em água, e só depois poderá entrar no acampamento».
RESPONSÓRIO Cf. Hebr 9, 11. 12. 24
R. Cristo, que veio como sumo sacerdote dos bens futuros, não derramou o sangue de cabritos e novilhos, mas o seu próprio Sangue. * Entrou de uma vez para sempre no Santuário e alcançou-nos uma redenção eterna.
V. Jesus não entrou num santuário feito pela mão dos homens, mas no próprio Céu. * Entrou de uma vez para sempre no Santuário e alcançou-nos uma redenção eterna.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de Orígenes, presbítero, sobre o Levítico
(Hom. 9, 5-10: PG 12, 515. 523) (Sec. III)
Cristo, sumo sacerdote, é a nossa propiciação
Uma vez ao ano o sumo sacerdote separa-se do povo e entra no lugar onde está o propiciatório, os querubins, a arca da aliança e o altar do incenso: ninguém aí pode entrar, a não ser o sumo sacerdote.
Mas consideremos o nosso verdadeiro sumo sacerdote, o Senhor Jesus Cristo. Tendo tomado a natureza humana, Ele estava com o povo durante todo o ano – aquele ano do qual Ele próprio disse: O Senhor Me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a proclamar o ano da graça do Senhor e o dia do perdão – e uma só vez durante esse ano, no dia da Expiação, entrou no Santuário, quer dizer, penetrou nos Céus, depois de cumprir a sua missão redentora, e subiu à presença do Pai, para O tornar propício ao género humano e interceder por todos os crentes.
Conhecendo esta propiciação que reconcilia os homens com o Pai, diz o apóstolo João: Se alguém pecar, nós temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados.
Também Paulo se refere de modo semelhante a esta propiciação, ao falar de Cristo, que Deus apresentou como vítima de propiciação pelo seu Sangue, mediante a fé. Por isso, o dia da propiciação continua para nós até ao fim do mundo.
Diz a palavra divina: Deitará incenso no fogo diante do Senhor, para que uma nuvem de incenso envolva o propiciatório e a arca, e para que ele não morra. Tomando então o sangue do novilho, aspergirá com o dedo sete vezes o lado oriental do propiciatório.
Assim se ensinou aos antigos como havia de ser celebrado o rito da propiciação, dirigido a Deus em favor dos homens. Mas tu que te aproximaste de Cristo, o verdadeiro sumo sacerdote que pelo seu Sangue tornou Deus propício para contigo e te reconciliou com o Pai, não fixes a tua atenção no sangue das vítimas antigas, mas aprende a conhecer o Sangue do Verbo e ouve o que Ele mesmo te diz: Este é o meu Sangue, derramado por vós para remissão dos pecados.
Também a aspersão para o lado do Oriente tem o seu significado. Do Oriente nos vem a propiciação; é de lá que vem Aquele cujo nome é Oriente e que foi constituído mediador entre Deus e os homens.
Isto te convida a olhar sempre para o Oriente, de onde nasce para ti o Sol de justiça, de onde a luz se levanta sempre sobre ti, para que nunca andes nas trevas nem te surpreenda nas trevas o último dia, para que não caia sobre ti a noite e a escuridão da ignorância, mas vivas sempre na luz da sabedoria, no pleno dia da fé e no fulgor da caridade e da paz.
RESPONSÓRIO Cf. Hebr 11, 24-25. 26. 27
R. O Cordeiro sem mancha entra no Céu como nosso precursor. * Constituído sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
V. Ele é o Rei da justiça e da paz, e o seu reino não terá fim. * Constituído sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.
Oração
Deus de infinita bondade, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, fazei que a vossa Igreja se enriqueça sempre mais com estes benefícios eternos e nunca lhe faltem os auxílios temporais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Ant. Louvai o nome do Senhor, vós que estais no templo do Senhor.
LEITURA BREVE Êxodo 19, 4-6a
Vistes como vos tomei sobre asas de águia para vos trazer a mim. Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade entre todos os povos. Toda a terra Me pertence. Mas vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.
RESPONSÓRIO BREVE
V. O Senhor me livrará do laço do caçador.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. A sua fidelidade é escudo e couraça.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. O Senhor me livrará do laço do caçador.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Segunda-feira da semana IV da Quaresma | A liturgia>]
Segunda-feira da semana IV da Quaresma
Leitura I Isaías 65, 17-21
Assim fala o Senhor:
«Eu vou criar os novos céus e a nova terra
e não mais se recordará o passado,
nem voltará de novo ao pensamento.
Haverá alegria e felicidade eterna
por aquilo que Eu vou criar:
vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo
e do seu povo uma fonte de alegria.
Exultarei por causa de Jerusalém
e alegrar-Me-ei por causa do meu povo.
Nunca mais se hão de ouvir nela vozes de pranto
nem gritos de angústia.
Já não haverá ali uma criança que viva só alguns dias,
nem um velho que não complete o número dos seus anos,
porque o mais novo morrerá centenário
e quem não chegar aos cem anos terá incorrido em maldição.
Construirão casas e habitarão nelas;
plantarão vinhas e comerão os seus frutos».
Compreender a Palavra
O profeta fala de um tempo novo que vai começar e será como uma nova criação. Deus vai por um fim no tempo e na história e dar início a um novo tempo que será de alegria e júbilo. Acabaram os tempos de instabilidade e incerteza que não deixam as crianças crescer nem os homens chegar aos cem anos, em que não vale a pena construir casa porque será destruída nem plantar a vinha porque não comerão os frutos. Agora o tempo é outro. As crianças têm futuro e os homens viverão até aos cem anos, podem construir casas e plantar vinhas. Alegria, júbilo, paz, estabilidade, são sinais da nova criação.
Meditar a Palavra
O caminho para a Páscoa aproxima-se cada vez mais da meta. A Páscoa é a de Jesus que, com a sua morte e ressurreição, inaugura um tempo novo, é como uma nova criação. O que está para trás passou e uma vida nova, a da ressurreição, começa com novos sinais, de alegria, júbilo, esperança e confiança, de paz e harmonia. A ressurreição de Jesus transforma toda a realidade, vence o pecado e a morte, derruba os muros da inimizade com os homens e com Deus. Na nova criação inaugurada por Jesus com a ressurreição tudo é novo a começar pelo coração do homem que, agora, experimenta a alegria. São emblemáticas as palavras “Eu vou criar: vou fazer de Jerusalém um motivo de júbilo e do seu povo uma fonte de alegria”.
Rezar a Palavra
Quero experimentar essa alegria que prometes através de Isaías. Senhor, recria-me na alegria. Recria-me na confiança que faz brotar vida nova onde só existe morte, que faz brotar felicidade onde há razões para a tristeza. Em mim, Senhor, faz nascer uma nova esperança pela ressurreição de Jesus, teu Filho.
Compromisso
Vou deixar que Deus me recrie na esperança.
Evangelho: Jo 4, 43-54
Naquele tempo,
Jesus saiu da Samaria e foi para a Galileia.
Ele próprio tinha declarado
que um profeta nunca era apreciado na sua terra.
Ao chegar à Galileia, foi recebido pelos galileus,
porque tinham visto quanto Ele fizera em Jerusalém,
por ocasião da festa,
a que também eles tinham assistido.
Jesus voltou novamente a Caná da Galileia,
onde convertera a água em vinho.
Havia em Cafarnaum um funcionário real
cujo filho se encontrava doente.
Quando ouviu dizer que Jesus viera da Judeia para a Galileia,
foi ter com Ele
e pediu-Lhe que descesse a curar o seu filho,
que estava a morrer.
Jesus disse-lhe:
«Se não virdes sinais e prodígios, não acreditareis».
O funcionário insistiu:
«Senhor, desce, antes que meu filho morra».
Jesus respondeu-lhe:
«Vai, que o teu filho vive».
O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe tinha dito
e pôs-se a caminho.
Já ele descia,
quando os servos vieram ao seu encontro
e lhe disseram que o filho vivia.
Perguntou-lhes então a que horas tinha melhorado.
Eles responderam-lhe:
«Foi ontem à uma da tarde que a febre o deixou».
Então o pai verificou que àquela hora Jesus lhe tinha dito:
«O teu filho vive».
E acreditou, ele e todos os de sua casa.
Foi este o segundo milagre que Jesus realizou,
ao voltar da Judeia para a Galileia.
Compreender a Palavra
Jesus é recebido com grande alegria na Galileia depois de ter sido mal recebido na sua própria terra. “Ele veio para os seus e os seus não o receberam”. E volta a Caná, terra onde fez o primeiro milagre, no decurso de um casamento. Agora, diz o evangelho, aparece um funcionário real de Cafarnaum, que pede a Jesus que vá curar o filho que morre. O funcionário insiste e quer que Jesus vá a Cafarnaum. Jesus, pelo contrário não quer e não vai, ele tem poder para curar o jovem mesmo sem ir a Cafarnaum. E de facto, pela sua palavra, o filho do funcionário real fica curado. O pai comprova a cura realizada por Jesus e acredita, e com ele acredita toda a sua casa. Uma família inteira acredita em Jesus.
Meditar a Palavra
Penso hoje, em tantas pessoas que são beneficiadas pela oração de outros, como aquele jovem recebeu a vida graças à insistência do Pai junto de Jesus. Penso hoje, em especial nos jovens que se encontram quase na morte e em muitas famílias a quem falta o ânimo e a esperança. Creio que necessito rezar muito por estas pessoas para que Jesus se manifeste de alguma maneira e altere a sorte, que parece adivinhar-se, pelas situações das suas vidas.
Rezar a Palavra
Vem depressa, Senhor, porque falta a vida em mim, à minha volta, na minha família, na juventude que deseja ser feliz e não sabe onde se encontra a fonte. Vem, Senhor, porque não há tempo a perder. Sabes que confio em ti, sei que tens poder e podes mudar a sorte de muitos jovens, de muitos adultos e de muitas famílias que lutam desesperadas sem saber o porquê nem o para quê dos acontecimentos das suas vidas.
Compromisso
Vou rezar insistentemente por uma família ou por um jovem que sei precisar de Jesus para mudar a sua vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Março – Sagrada Missão>]
Santos do Dia da Igreja Católica – 16 de Março
Postado em: por: marsalima
São Heriberto
Heriberto foi arcebispo de Colônia, na Alemanha, ainda muito moço, pois sua religiosidade brotara ainda na infância. Conta a história que, no dia em que nasceu, em 970, filho de descendentes dos condes de Worms, notou-se uma extraordinária luz pairando sobre a casa de seus pais. O fenômeno teria durado várias horas e marcado para sempre a vida de Heriberto, que caminhou reto para o caminho da santidade.
Como desde pequeno mostrava vocação para a religião e os estudos, seus pais o entregaram ao convento de Gorze. Ali, Heriberto descobriu para si e para o mundo que era extremamente talentoso, mas decidiu-se pela ordenação sacerdotal, que ocorreu em 995. Com o decorrer do tempo cursou diversas escolas, chegando a ser considerado o homem mais sábio de seu tempo. E foi nesta condição que o imperador Oton III o nomeou chanceler, seu assessor de maior confiança. Sua fama e popularidade cresceram, não só devido à sabedoria, mas também pela humildade e a caridade que praticava com todos. Assim, foi eleito bispo de Colônia, em 999.
Quando Oton III morreu, o imperador que o sucedeu, Henrique II, também acabou tornando-se admirador de Heriberto, apesar da oposição que lhe fez no início. Uma vez que o bispo Heriberto o consagrou rei sem nenhuma contestação. E por fim o novo rei Henrique II o chamou para ser seu conselheiro.
Então, a obra caridosa do bispo pôde então continuar. Os registros mostraram que, depois de fundar um hospital para os pobres, Heriberto visitava os doentes todos os dias, cuidando deles pessoalmente. Diz a tradição que, certa vez, houve na cidade uma grande seca, ficando sem chover por meses. O bispo comandou um jejum de três dias e, finalmente, uma procissão de penitência pedindo chuva aos céus. Como nem assim choveu, Heriberto comovido começou a chorar na frente do povo, culpando-se pela seca. Dizia que seus pecados é que impediam Deus de fazer misericórdia. Mas, um fato prodigioso aconteceu nesse momento, imediatamente o céu escureceu e uma forte chuva caiu sobre a cidade, durando alguns dias e pondo fim à estiagem.
Com fama de santidade ainda em vida, o bispo Heriberto morreu no dia 16 de março de 1021, numa viagem de visita pastoral à cidade de Deutz, onde contraiu uma febre maligna que assolava a população. Suas relíquias estão na catedral dessa cidade, na Colônia, Alemanha. Na igreja que ele mesmo fundou junto com o mosteiro ao lado, que foi entregue aos beneditinos.
Amado pelos fiéis a peregrinação à sua sepultura difundiu seu culto que se tornou vigoroso em toda a Europa, especialmente na Itália e na Alemanha, país de sua origem. Foi canonizado em 1227, pelo Papa Gregório IX que autorizou o culto à Santo Heriberto, já tradicionalmente festejado pelos devotos no dia 16 de março.
Santo Abraão Kidunaia
Abraão nasceu na Mesopotâmia, atual Síria, no ano 296, era filho de pais religiosos que lhe deram educação cristã. Quando estava em idade de se casar, seu pai escolheu para ele um bom partido, mas o rapaz recusou. A vontade de Abraão era outra, queria ser eremita e dedicar-se somente à Deus, pela oração, contemplação e penitência.
Porém, a pressão da família foi tão grande que o jovem não teve como escapar. Mas no dia do casamento abandonou tudo. Foi encontrado, dezessete dias depois, pela família, numa cela isolada, que construíra numa caverna do deserto, próximo da cidade de Edessa. Por mais que seus pais pedissem que voltasse, não conseguiram fazê-lo mudar de idéia. Viveu naquele mesmo lugar por uma década, até receber a notícia da morte dos pais.
O outro lado da notícia seria bom para qualquer um, menos para Abraão: herdara uma grande fortuna. Contudo, ele não se abalou com isso, pediu ao bispo de Edessa, seu amigo pessoal, que repartisse toda a sua parte da herança entre os pobres, pois não queria nem ter contato com os bens materiais. Entretanto, aquele episódio serviu ao menos para fazê-lo sair do seu isolamento. O bispo, que precisava de um bom sacerdote para uma missão muito especial, aproveitou para efetuar a ordenação de Abraão. E o enviou como padre missionário para a vila de Beth-Kiduna, onde todos os habitantes eram pagãos e praticavam a idolatria.
O trabalho de evangelização foi duro. Depois de um ano construiu uma igreja com a ajuda dos habitantes, todos já haviam se convertido ao cristianismo e destruído as imagens dos falsos deuses. Certo do dever cumprido, Abraão rezou muito à Deus, para que fosse enviado outro padre, melhor do que ele, para atender esse rebanho. Isso ocorreu logo, e ele voltou para a solidão de sua cela no deserto de Edessa. Foi devido ao sucesso de sua missão em Kiduna, que se tornou conhecido como Abraão Kidunaia.
Deixou sua cela só mais duas vezes. Certa vez, uma sobrinha muito jovem chamada Maria, que ficou órfã de pai, um dos irmãos de Abraão, precisava de acolhida. Ele a recebeu e a educou, ensinando-lhe tudo que sabia sobre a Palavra de Cristo e também sobre as ciências. Mas, a jovem preferiu experimentar as alegrias do mundo, fugindo para uma cidade próxima, onde levava uma vida desregrada. Abraão, então, se disfarçou de soldado e foi até onde ela se instalara, alí conversaram e ele a converteu definitivamente. Maria viveu, os próximos quinze anos, reclusa, fazendo caridade. Passou a ser chamada de Maria de Edessa, sendo canonizada, mais tarde. A tradição diz que ela operou vária graças em vida.
Muitos peregrinos cristãos iam ao deserto para ver, conversar e aprender sobre os mistérios de Cristo, com aquele padre que norteara sua vida para a santidade. Abraão morreu, aos setenta anos de idade, no ano 366, cinco anos após a discípula Maria. E foi essa a última vez que deixou sua cela. O lugar do seu túmulo se tornou local de peregrinação, de prodígios e de graças. Esses dados foram extraídos dos escritos deixados por Santo Efrém, que escreveu a biografia de Santo Abraão Kidunaia, celebrado no dia 16 de março.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MARÇO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. Chegaram os dias de penitência: expiemos nossos pecados e salvaremos nossas almas.
LEITURA BREVE Sab 11, 23-24a
De todos Vos compadeceis, Senhor, porque sois omnipotente, e não olhais aos pecados dos homens, para que se arrependam. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Não queirais repelir-me da vossa presença.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Por minha vida, diz o Senhor, Eu não quero a morte do pecador, mas antes que se converta e viva.
LEITURA BREVE Ez 18, 23
Será porventura a morte do pecador o que Me agrada? – diz o Senhor Deus. Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?
V. Desviai o vosso rosto das minhas culpas,
R. Purificai-me de todos os meus pecados.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ant. Com as armas da justiça e do poder de Deus, dêmos provas de confiança e fortaleza nas adversidades.
LEITURA BREVE Is 58, 7
Reparte o pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
V. Sacrifício agradável a Deus é um espírito arrependido,
R. Não desprezareis, Senhor, o espírito humilhado e contrito.
Oração
Deus de infinita bondade, que renovais o mundo com admiráveis sacramentos, fazei que a vossa Igreja se enriqueça sempre mais com estes benefícios eternos e nunca lhe faltem os auxílios temporais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
Ant. Na plenitude dos tempos, Deus instaurou todas as coisas em Cristo.
LEITURA BREVE Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício santo, vivo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que Lhe é agradável, o que é perfeito.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Tende compaixão de mim, Senhor.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Salvai-me, porque pequei contra Vós.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Tende compaixão de mim, Senhor.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
Ant. Senhor, sois um Deus paciente e cheio de misericórdia.
LEITURA BREVE 1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.


