“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 9 DE MAIO DE 2026
9 de maio de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE MAIO DE 2026
11 de maio de 2026Domingo VI da Páscoa (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Início da Primeira Epístola do apóstolo São João 1, 1-10
Verbo da vida e luz de Deus
O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da vida, é o que nós vos anunciamos. Porque a vida manifestou-Se, e nós vimos e damos testemunho dela. Nós vos anunciamos a vida eterna, que estava junto do Pai e nos foi manifestada. Nós vos anunciamos o que vimos e ouvimos, para que estejais também em comunhão connosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. E escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa. Esta é a mensagem que ouvimos d’Ele e vos anunciamos: Deus é luz e n’Ele não há trevas. Se dissermos que estamos em comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Mas se caminharmos na luz, como Ele vive na luz, estamos em comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a maldade. Se dissermos que não pecámos, fazemos d’Ele um mentiroso e a sua palavra não está em nós.
RESPONSÓRIO Jo 1, 2; 5, 20a. c
R. A vida manifestou-Se, e nós vimos e damos testemunho; nós vos anunciamos a Vida eterna, * A vida estava junto do Pai e foi-nos manifestada. Aleluia.
V. Sabemos que veio o Filho de Deus: Ele é o Deus verdadeiro e a vida eterna. * A Vida estava junto do Pai e foi-nos manifestada. Aleluia.
SEGUNDA LEITURA
Do Comentário de São Cirilo de Alexandria, bispo sobre a Segunda Epístola aos Coríntios
(Cap. 5, 5-6, 2: PG 64, 942-943) (Sec. V)
Deus reconciliou-nos consigo por meio de Cristo
e confiou-nos o ministério da reconciliação
Os que têm o penhor do Espírito e vivem na esperança da ressurreição, como se possuíssem já aquilo que esperam, podem afirmar que desde agora já não reconhecem a ninguém segundo a carne; todos, de facto, somos espirituais, isentos da corrupção carnal. Porque, desde que brilhou para nós a luz do Unigénito de Deus, fomos transformados no mesmo Verbo que tudo vivifica. E assim como nos sentíamos acorrentados pelas cadeias da morte, quando reinava o pecado, assim agora ficamos livres de toda a corrupção, ao introduzir-se no mundo a justiça de Cristo. Portanto, já ninguém vive na carne, isto é, sujeito à fraqueza carnal, à qual certamente, entre outras coisas, deve ser atribuída a corrupção. Neste sentido diz o Apóstolo: Se conhecemos a Cristo segundo a carne, agora já não O conhecemos assim. Como se quisesse dizer: O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós, sujeitando-Se à morte, segundo a carne, para salvação de todos. Foi deste modo que O conhecemos; mas, desde agora, já não O reconhecemos assim. É verdade que Ele conserva a sua carne, pois ressuscitou ao terceiro dia, e vive no Céu, à direita do Pai; mas a sua existência é superior à vida da carne: Tendo morrido uma vez, já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu pelo pecado uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. Portanto, se Ele Se apresentou diante de nós como modelo de vida, é absolutamente necessário que também nós, seguindo os seus passos, formemos parte daqueles, que vivem não já na carne, mas acima da carne. Por isso com toda a razão nos diz São Paulo: Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas antigas passaram e tudo se fez de novo. Fomos justifi cados pela fé em Cristo e terminou assim o domínio da maldição. Uma vez que Ele ressuscitou por nossa causa, calcando aos pés o poder da morte, nós conhecemos Aquele que é por sua própria natureza verdadeiro Deus, a quem prestamos culto em espírito e verdade, por intermédio do seu Filho que distribui sobre o mundo as bênçãos divinas do Pai. Por isso, diz muito bem São Paulo: Tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo. Realmente não foi sem o beneplácito do Pai que se realizou o mistério da encarnação e a renovação a que deu origem. Por Cristo temos acesso ao Pai, como Ele mesmo diz: ninguém pode ir ao Pai se não por Ele. Portanto, tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo por meio de Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação.
RESPONSÓRIO Rom 5, 11; Col 1, 19-20a
R. Gloriamo-nos em Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo; * Por Ele alcançámos agora a reconciliação. Aleluia.
V. Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude e n’Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, * Por Ele alcançámos agora a reconciliação. Aleluia.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Atos dos apóstolos 10, 40-43
Deus ressuscitou Jesus ao terceiro dia e permitiu-lhe manifestar-se, não a todo o povo mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com ele, depois de ter ressuscitado dos mortos. Jesus mandou-nos pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos. É dele que todos os profetas dão o seguinte testemunho: quem acredita nele recebe, pelo seu nome, a remissão dos pecados.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós. Aleluia, Aleluia.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós. Aleluia, Aleluia.
V. Vós que ressuscitastes de entre os mortos.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós. Aleluia, Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-vi-da-pascoa-ano-a/>]
Domingo VI da Páscoa (Ano A)
Posso despedir-me e ficar contigo para sempre
Na hora da despedida não há esperança, apenas tristeza. No abraço final guarda-se o desejo de não deixar partir quem vai. No último olhar cala-se o grito de angústia: “Não vás!”.
Na última palavra está a esperança. No último olhar o respeito. No horizonte um novo encontro.
Em todos os momentos permanece o Espírito que dá vida a tudo o que foi, a tudo o que é e a tudo o que há de vir.
LEITURA I At 8, 5-8.14-17
Naqueles dias,
Filipe desceu a uma cidade da Samaria
e começou a pregar o Messias àquela gente.
As multidões aderiam unanimemente às palavras de Filipe,
ao ouvi-las e ao ver os milagres que fazia.
De muitos possessos saíam espíritos impuros,
soltando enormes gritos,
e numerosos paralíticos e coxos foram curados.
E houve muita alegria naquela cidade.
Quando os Apóstolos que estavam em Jerusalém
ouviram dizer que a Samaria recebera a palavra de Deus,
enviaram-lhes Pedro e João.
Quando chegaram lá, rezaram pelos samaritanos,
para que recebessem o Espírito Santo,
que ainda não tinha descido sobre eles:
só estavam batizados em nome do Senhor Jesus.
Então impunham-lhes as mãos
e eles recebiam o Espírito Santo.
Animado pelo Espírito que recebeu no Batismo e na imposição das mãos de Pedro, quando foi escolhido para o serviço das mesas, Filipe dedica-se a anunciar a Palavra aos samaritanos. A adesão das multidões, seduzidas pela palavra e pelos milagres a acompanham, traz Pedro e João até àquela comunidade de homens e mulheres para os confirmar na fé.
SALMO RESPONSORIAL Sl 65 (66),1-3a.4-5.6-7a.16 e 20Aleluia)
O salmista, com a força de três verbos “adorar, celebrar e entoar”, convida toda a terra a aclamar o Senhor e a cantar os seus louvores. Que motivos tem ele para querer que todos entrem neste hino de louvor? Ele reconhece, e todos podem reconhecer, que as obras do Senhor são admiráveis. Tudo o que o Senhor faz por um, faz por todos e até aqueles que ouvem narrar os feitos do Senhor, se unem no mesmo hino de louvor.
LEITURA II 1Pd 3, 15-18
Caríssimos:
Venerai Cristo Senhor em vossos corações,
prontos sempre a responder, a quem quer que seja,
sobre a razão da vossa esperança.
Mas seja com brandura e respeito,
conservando uma boa consciência,
para que, naquilo mesmo em que fordes caluniados,
sejam confundidos os que dizem mal
do vosso bom procedimento em Cristo.
Mais vale padecer por fazer o bem,
se for essa a vontade de Deus,
do que por fazer o mal.
Na verdade, Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados
– o Justo pelos injustos –
para nos conduzir a Deus.
Morreu segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito.
Dar testemunho da esperança é o desafio que Pedro lança aos cristãos da Ásia Menor. Perseguidos e caluniados, são convidados a responder com ponderação e respeito, como Cristo, que também sofreu pelos nossos pecados.
EVANGELHO Jo 14, 15-21
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos.
E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito,
para estar sempre convosco:
Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber,
porque não O vê nem O conhece,
mas que vós conheceis,
porque habita convosco e está em vós.
Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós.
Daqui a pouco o mundo já não Me verá,
mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis.
Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai
e que vós estais em Mim e Eu em vós.
Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre,
esse realmente Me ama.
E quem Me ama será amado por meu Pai,
e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».
Na ceia da despedida, Jesus percebe que os doze vivem uma situação difícil, por verem chegar a hora de o mestre regressar ao Pai. Não entendem o que se está a passar e têm o coração perturbado. Jesus confronta-os com a sua partida, mas promete-lhes enviar o Espírito Santo e nunca os abandonar.
Reflexão da Palavra
O texto da primeira leitura, tirada dos Atos dos Apóstolos, reúne a missão de Filipe na Samaria e a visita apostólica de Pedro e João àquela região, deixando de fora o episódio do Mago Simão.
Filipe é um dos sete que foram escolhidos para ajudar os doze na sua missão. Aparece aqui nesta primeira unidade de texto, a “pregar o Messias àquela gente”. A palavra é o centro de toda a ação. A Palavra anunciada é Cristo, quer dizer, todo o evangelho que Lucas tinha escrito no seu primeiro livro.
A Palavra atua no coração e na vida dos ouvintes. Perante o anúncio as multidões aderem, os espíritos saem e os paralíticos andam. E em todos se renova a alegria messiânica. Tudo acontece pelo nome de Cristo.
A segunda unidade é provocada pelo êxito missionário de Filipe, narrado na primeira unidade. A adesão das multidões naquela cidade da Samaria, provavelmente Sicar, tem eco em Jerusalém e a comunidade envia Pedro e João para averiguarem a situação. No local, os apóstolos comprovam que houve uma grande adesão à fé e ao batismo mas, como acontece nas comunidades fora de Jerusalém, não receberam o Espírito Santo.
A presença dos apóstolos confere à situação a qualidade de uma visita pastoral que tem como missão, depois de confirmar a fé dos samaritanos, conceder o Espírito Santo pela oração e pela imposição das mãos.
Os versículos do salmo responsorial estão tirados do salmo 66 que é, na sua estrutura, a união entre um hino de louvor comunitário (1-12) e uma ação de graças individual (v 13-20). Funciona aqui a consciência de que o Deus do indivíduo é o Deus da comunidade e o Deus da comunidade é o Senhor de todo o mundo. Neste sentido, a graça concedida ao indivíduo é abraçada por todos que elevam juntos um hino de ação de graças. Enquanto o indivíduo, que fez um voto numa situação de perigo, se aproxima do altar para agradecer por ter sido escutado na sua oração, a comunidade reconhece nele as maravilhas realizadas por Deus, não apenas a seu favor, mas a favor de todo o povo e de todos os povos. Por isso convida toda a terra a adorar, celebrar e entoar hinos ao nome do Senhor, a escutar a narração dos factos, a aclamar a Deus, a admirar as suas obras e a bendizer o seu nome.
Na segunda leitura continua a escuta da primeira carta de Pedro. Apresentando o sofrimento de Cristo, como exemplo do sofrimento dos cristãos, Pedro recorda que há um sofrimento que tem origem no bem e outro que tem origem no mal. Cristo sofreu pelo bem, o bem maior que é o perdão dos nossos pecados. À imagem de Cristo, os cristãos hão de estar “prontos sempre a responder, a quem quer que seja, sobre a razão da vossa esperança”.
Os discípulos têm dificuldade em entender a razão pela qual Jesus tem que passar pela experiência da morte. Vão ficar abatidos quando tudo acontecer sem nada poderem fazer. No início do capítulo 14, Jesus desperta os discípulos para a realidade afirmando “Não se perturbe o vosso coração” e chamando-os à fé “acreditais em Deus acreditai também em mim”, como víamos no domingo passado.
Nos versículos que compõem o texto deste domingo, Jesus, consciente da fragilidade dos discípulos, promete-lhes o Espírito Santo. Estamos na Última Ceia e Jesus começa por recordar que o amor a Deus implica cumprir os seus mandamentos como se lê em Dt 4,4-6. Também na relação com ele, Jesus, os apóstolos hão de assumir a mesma atitude “se Me amardes, guardareis os meus mandamentos”. Esta é a condição para Jesus enviar o Espírito Santo.
A vinda do Espírito não põe em causa a missão de Jesus, pelo contrário, o Espírito vem e permanece junto dos discípulos como garantia da verdade porque é o Espírito da Verdade, o mundo não pode receber o Espírito porque o mundo vive na mentira, será o Espírito quem lhes dá a força para vencer a insegurança e angústia provocada pela morte e ausência de Jesus.
Na segunda parte do texto, Jesus afirma incondicionalmente: “Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos” e ainda “voltarei para junto de vós”. Mas, claro que, primeiro tem que se ausentar. Contudo, esta ausência será apenas para o mundo que não crê e não compreende, mas para eles, os apóstolos será sempre uma presença, porque compreenderão que “Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós”. Esta pertença mútua de Jesus com o Pai e com os discípulos é fruto do amor, pois, “quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele”.
Meditação da Palavra
O evangelho mostra Jesus a falar aos doze no contexto da última ceia. Jesus sabe que, para os doze, aquele é um momento sensível, porque todos os sinais daquela ceia falam de despedida. Jesus está prestes a viver a sua páscoa de passagem para o Pai. O tom com que lhes fala é grave e revela a gravidade do momento e vai-os chamando à realidade.
Começou por lhes dizer: “não se perturbe o vosso coração” e agora recorda-lhes que a relação entre eles é de amor. Um amor que conduz ao cumprimento dos mandamentos, condição para receberem o Espírito da Verdade. Será o Espírito a ajudá-los a superar toda a angústia provocada pela sua morte. O mesmo Espírito os fará reconhecer a presença permanente de Jesus e no mesmo Espírito viverão a vida de Jesus na comunhão com o Pai.
Também nós vivemos desde o batismo o dinamismo do Espírito, pelo qual entramos em comunhão com o Pai e o Filho e compreendemos a esperança a que somos chamados.
Esta esperança deve mover-nos a entusiasmar outros na mesma esperança, como Pedro recorda aos cristãos da Ásia Menor, recomendando-lhes que o façam com brandura e respeito para não dar razão àqueles que os criticam e caluniam. E, se a razão da nossa esperança for motivo para suportar algum sofrimento, adianta Pedro, recordemos que também Cristo sofreu pelos nossos pecados.
Esta esperança está presente em Filipe, um dos sete que foram escolhidos para o serviço das mesas, como nos dizia a primeira leitura do domingo passado e que hoje aparece numa cidade da Samaria a anunciar a Palavra com o entusiasmo que arrasta multidões. A perseguição que foi movida em Jerusalém contra os cristãos não desanimou Filipe, pelo contrário, animado pelo Espírito transformou a cidade pela conversão e pelo batismo, ao ponto de trazer até ali os apóstolos Pedro e João, que tendo confirmado o entusiasmo da fé daquela gente, lhes impuseram as mãos concedendo-lhes o Espírito Santo.
Nós recebemos o Espírito Santo no Batismo e na Confirmação. Ele confirmou em nós a força do amor de Deus que se manifesta no cumprimento dos mandamentos, para nos tornarmos, nós também, testemunhas das razões da esperança. Narrando o que o Senhor tem feito por nós, deixaremos em todos os que nos escutam o desejo de elevar a voz em cânticos e hinos de louvor ao nosso Deus pelas maravilhosas obras das suas mãos.
Rezar a Palavra
Ao escutar as palavras da tua despedida na Ceia, com os doze, sinto o coração daqueles homens a bater desacertadamente por não entenderem o que lhes estás a dizer. Já senti muitas vezes, em diversas situações da minha vida, o meu coração assim, pequenino, por não entender nem o porquê nem o para quê de tudo o que se abate sobre mim, sem nada poder fazer. Alegra-me a certeza de não estar só, porque enviaste o teu Espírito consolador, que me levanta das incertezas e angústia. Alegra-me a certeza da esperança que me anima, pois, também eu tenho razões para a esperança. A razão da minha esperança és tu, Senhor.
Compromisso semanal
Vou narrar aos meus irmãos, mesmo aos que me caluniam, tudo quanto o Senhor fez por mim.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Damião de Molokai
- O sacerdote missionário Josef de Veuster-Wouters , em 11 de outubro de 2009 passou a ser chamado São Damião de Molokai, canonizado pelo Papa Bento XVI em presença do rei e da rainha da Bélgica em meio à imensa alegria dos irmãos e irmãs da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e da Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento do Altar espalhados pelo mundo.Josef de Veuster-Wouters nasceu no dia 3 de janeiro de 1840, numa pequena cidade ao norte de Bruxelas, na Bélgica. Aos dezenove anos de idade, entra para a Ordem dos Padres do Sagrado Coração e toma o nome de Damião. Em seguida, é enviado para terminar seus estudos num colégio teológico em Paris.A vida de Damião começou a mudar quando completou vinte e um anos de idade. Um bispo do Havaí, arquipélago do Pacífico, estava em Paris, onde ministrava algumas palestras e pretendia conseguir missionários para o local. Ele expunha os problemas daquela região e, especialmente, dos doentes de lepra, que eram exilados e abandonados numa ilha chamada Molokai, por determinação do governo.Damião logo se interessou e se colocou à disposição para ir como missionário à ilha. Alguns fatos antecederam a sua ida. Uma epidemia de febre tifoide atingiu o colégio e seu irmão caiu doente. Damião ainda não era sacerdote, mas estava disposto a insistir que o aceitassem na missão rumo a Molokai. Escreveu uma carta ao superior da Ordem do Sagrado Coração, que, inspirado por Deus, permitiu a sua partida. Assim, em 1863 Damião embarcava para o Havaí, após ser ordenado sacerdote.Chegando ao arquipélago, Damião logo se colocou a par da situação. A região recebera imigrantes chineses e com eles a lepra. Em 1865, temendo a disseminação da doença, o governo local decidiu isolar os doentes na ilha de Molokai. Nessa ilha existia uma península cujo acesso era impossível, exceto pelo mar. Assim, aquela península, chamada Kalauapa, tornou-se a prisão dos leprosos.Para lá se dirigiu Damião, junto de três missionários que iriam revezar os cuidados com os leprosos. Os leprosos não tinham como trabalhar, roubavam-se entre si e matavam-se por um punhado de arroz. Damião sabia que ficaria ali para sempre, pois grande era o seu coração.Naquele local abandonado, o padre começou a trabalhar. O primeiro passo foi recuperar o cemitério e enterrar os mortos. Com frequência ia à capital, comprar faixas, remédios, lençóis e roupas para todos. Nesse meio tempo, escrevia para o jornal local, contando os terrores da ilha de Molokai. Essas notícias se espalharam e abalaram o mundo, todo tipo de ajuda humanitária começou a surgir. Um médico que contraíra a lepra ao cuidar dos doentes ouviu falar de Damião e viajou para a ilha a fim de ajudar.No tempo que passou na ilha, Damião construiu uma igrejinha de alvenaria, onde passou a celebrar as missas. Também construiu um pequeno hospital, onde, ele e o médico, cuidavam dos doentes mais graves. Dois aquedutos completavam a estrutura sanitária tão necessária à vida daquele povoado. Porém a obra de Damião abrangeu algo mais do que a melhoria física do local, ele trouxe nova esperança e alívio para os doentes. Já era chamado apóstolo dos leprosos.Numa noite de 1885, Damião colocou o pé esquerdo numa bacia com água muito quente. Percebeu que tinha contraído a lepra, pois não sentiu dor alguma. Havia passado cerca de dez anos desde que ele chegou à ilha e, milagrosamente, não havia contraído a doença até então. Com o passar do tempo, a doença o tomou por inteiro.O doutor já havia morrido, assim como muitos dos amigos, quando, em 15 de abril de 1889, padre Damião de Veuster morreu. Em 1936, seu corpo foi transladado para a Bélgica, onde recebeu os solenes funerais de Estado. Em 1995, padre Damião de Molokai foi beatificado pelo papa São João Paulo II e sua festa, designada para o dia 10 de maio.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Blanda e Nazário.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 10 DE MAIO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Cor 15, 3b-5
Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze.
V. O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia.
R. E apareceu a Simão Pedro. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 4-6
Deus, que é rico em misericórdia, pela grande caridade com que nos amou, a nós que estávamos mortos por causa dos nossos pecados, restituiu-nos à vida com Cristo – é pela graça que fostes salvos – com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos Céus com Cristo Jesus.
V. Os discípulos exultaram de alegria, Aleluia,
R. Quando viram o Senhor. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 6, 4
Fomos sepultados com Cristo pelo Baptismo na sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.
V. Ficai connosco, Senhor, Aleluia,
R. Porque já vem caindo a noite. Aleluia.
Oração
Concedei-nos, Deus omnipotente, a graça de viver dignamente estes dias de alegria em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Hebr 10, 12-14
Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Por uma única oblação tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
R. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
V. Quando viram o Senhor.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Os discípulos exultaram de alegria. Aleluia, Aleluia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia. Aleluia.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia. Aleluia.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Aleluia. Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia. Aleluia.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
