“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE MAIO DE 2026
16 de maio de 2026Ascensão do Senhor (Ano A)
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios 4, 1-24
Quando subiu ao Céu, levou os que estavam cativos
Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: Procedei com toda a humildade, mansidão e paciência. Suportai-vos uns aos outros com caridade. Empenhai-vos em manter a unidade do espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.
A cada um de nós foi concedida a graça, na medida em que recebeu o dom de Cristo. Por isso diz a Escritura: «Subiu às alturas, sujeitou um grupo de cativos, concedeu dons aos homens». Que quer dizer «subiu», senão que também desceu às regiões inferiores da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os Céus, a fim de encher o universo.
Foi Ele também que a uns constituiu apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, e a outros pastores e mestres, para o aperfeiçoamento dos cristãos, em ordem ao trabalho do ministério e à edificação do Corpo de Cristo, até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem perfeito, à medida de Cristo na sua plenitude. Assim já não somos crianças inconstantes, levadas ao sabor de todos os ventos de doutrina, à mercê da maldade dos homens, da astúcia com que induzem ao erro. Pelo contrário, praticando a verdade na caridade, cresceremos em tudo para Cristo, que é a Cabeça. É por Ele que o Corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todas as junturas, opera o seu crescimento orgânico, segundo a actividade de cada uma das partes, a fim de se edificar na caridade.
Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor: Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos. Têm o entendimento obscurecido, por andarem alheios à vida de Deus, devido à ignorância em que se encontram, por causa do seu coração endurecido. Insensíveis como são, entregaram-se à libertinagem, a ponto de praticarem com avidez toda a espécie de impureza.
Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo, se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus. É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores. Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.
RESPONSÓRIO Ef 4, 8 (Salmo 67 [68], 19); Salmo 46 (47), 6
R. Cristo, subindo ao Céu, libertou os cativos, * E distribuiu dons aos homens. Aleluia.
V. Deus subiu entre aclamações, o Senhor subiu ao som da trombeta. * E distribuiu dons aos homens. Aleluia.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo
(Sermão da Ascensão do Senhor, Mai 98, 1-2: PLS 2, 494-495) (Sec. V)
Ninguém subiu ao Céu, a não ser Aquele que desceu do Céu
Hoje, Nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao Céu; suba também com Ele o nosso coração.
Ouçamos o que nos diz o Apóstolo: Se ressuscitastes com Cristo, saboreai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus; aspirai às coisas do alto, não às da terra. E assim como Ele subiu ao Céu sem Se afastar de nós, também nós subimos com Ele, embora não se tenha realizado ainda no nosso corpo o que nos está prometido.
Ele já foi elevado ao mais alto dos Céus; e, contudo, continua a sofrer na terra através das tribulações que nós experimentamos como seus membros. Disso deu testemunho quando Se fez ouvir lá do Céu, dizendo: Saulo, Saulo, porque Me persegues? E noutra ocasião: Tive fome e destes-Me de comer.
Porque não havemos também nós, enquanto trabalhamos ainda sobre a terra, de descansar já com Cristo no Céu, por meio da fé, esperança e caridade, que nos unem ao nosso Salvador? Cristo está no Céu, mas está também connosco; e nós, permanecendo na terra, estamos também com Ele. Ele está connosco pela sua divindade, pelo seu poder, pelo seu amor; nós, embora não possamos realizar isso pela divindade, como Ele, podemos realizá-lo ao menos pelo amor para com Ele.
Ele não Se afastou do Céu quando de lá baixou até nós; também não Se afastou de nós quando de novo subiu ao Céu. Ele mesmo afi rma que Se encontrava no Céu quando vivia na terra, ao dizer: Ninguém subiu ao Céu, a não ser Aquele que desceu do Céu, o Filho do homem, que está no Céu.
Isto foi dito para signifi car a unidade que existe entre Ele, nossa Cabeça, e nós, seu Corpo. E ninguém senão Ele podia realizar esta unidade que nos identifi ca com Ele mesmo, porque Ele Se fez Filho do homem por causa de nós, e nós por meio d’Ele nos tornámos fi lhos de Deus.
Neste sentido diz o Apóstolo: Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros, apesar de serem muitos, constituem um só corpo, assim também é Cristo. Não diz; «Assim é Cristo»; mas diz: Assim também é Cristo. Portanto, Cristo é um só corpo, formado por muitos membros.
Por conseguinte, desceu do Céu por misericórdia e ninguém mais subiu senão Ele, porque nós estamos n’Ele pela graça. E desta maneira, ninguém mais desceu senão Cristo e ninguém mais subiu além de Cristo; e isto não quer dizer que a dignidade da Cabeça se confunde com a do Corpo, mas que a unidade do Corpo não se separa da Cabeça.
RESPONSÓRIO cf. Actos 1, 3.9.4
R. Depois da sua paixão, Cristo apareceu aos Apóstolos ao longo de quarenta dias e falou-lhes do reino de Deus. * Depois elevou-Se à vista deles, e uma nuvem ocultou-O a seus olhos. Aleluia.
V. Estando com eles à mesa, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai. * Depois elevou-Se à vista deles, e uma nuvem ocultou-O a seus olhos. Aleluia.
Hino Te Deum
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, *
os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, *
o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
no seio da Virgem Maria.
Vós despedaçastes as cadeias da morte *
e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
na assembleia dos vossos Santos.
¶ Salvai o vosso povo, Senhor, *
e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado.
Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
não serei confundido eternamente.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Hebr 10, 12-14
Cristo, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo de seus pés. Por uma única oblação tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo, subindo às alturas. Aleluia, Aleluia.
R. Cristo, subindo às alturas. Aleluia, Aleluia.
V. Levou consigo os cativos.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo, subindo às alturas. Aleluia, Aleluia.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/domingo-vii-da-pascoa-ascensao-do-senhor-ano-a/>]
Ascensão do Senhor (Ano A)
Posso voar e ir para o céu
O lugar do encontro é também o lugar da despedida. A Galileia dos gentios. A terra de ninguém. Ali onde se julga que Deus não está, tudo acontece. Ali, Jesus, inicia a sua missão profética, ali regressa após a ressurreição, ali reúne o grupo dos discípulos para os enviar como testemunhas, ali começa o tempo da Igreja. Onde menos se espera Deus aparece e tudo se transforma.
Na Galileia Jesus sobe ao céu e, nele, ganha asas a nossa esperança de podermos ir com ele.
LEITURA I At 1, 1-11
No meu primeiro livro, ó Teófilo,
narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar,
desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu,
depois de ter dado, pelo Espírito Santo,
as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.
Foi também a eles que, depois da sua paixão,
Se apresentou vivo com muitas provas,
aparecendo-lhes durante quarenta dias
e falando-lhes do reino de Deus.
Um dia em que estava com eles à mesa,
mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém,
mas que esperassem a promessa do Pai,
«da qual – disse Ele – Me ouvistes falar.
Na verdade, João batizou com água;
vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo,
dentro de poucos dias».
Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar:
«Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?».
Ele respondeu-lhes:
«Não vos compete saber os tempos ou os momentos
que o Pai determinou com a sua autoridade;
mas recebereis a força do Espírito Santo,
que descerá sobre vós,
e sereis minhas testemunhas
em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria,
e até aos confins da terra».
Dito isto, elevou-Se à vista deles,
e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.
E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava,
apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco,
que disseram:
«Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu?
Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu,
virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».
Jesus subiu ao céu à vista dos apóstolos depois de os desafiar a ser suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo. Esta é, desde aquela hora, a missão que a Igreja assume até que Jesus regresse.
SALMO RESPONSORIAL Sl 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)
Deus é o rei que, vencedor de todas as batalhas, sobe ao trono diante do olhar de todos os povos. Por entre aclamações e ao som de trombetas e de hinos, Deus afirma o seu reinado sobre todos os povos. É este o mistério que proclamamos na solenidade da Ascensão do Senhor.
LEITURA II Ef 1, 17-23
Irmãos:
O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória,
vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação
para O conhecerdes plenamente
e ilumine os olhos do vosso coração,
para compreenderdes a esperança a que fostes chamados,
os tesouros de glória da sua herança entre os santos
e a incomensurável grandeza do seu poder
para nós os crentes.
Assim o mostra a eficácia da poderosa força
que exerceu em Cristo,
que Ele ressuscitou dos mortos
e colocou à sua direita nos Céus,
acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania,
acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo,
mas também no mundo que há de vir.
Tudo submeteu aos seus pés
e pô-l’O acima de todas as coisas,
como cabeça de toda a Igreja, que é o seu corpo,
a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.
Não há outro nome acima do nome de Jesus, nem nos céus nem na terra. Os efésios, seduzidos pela ideia dos anjos, correm o risco de considerar que estes estão acima e têm mais poder do que Cristo. Paulo apela ao Espírito de sabedoria, para que eles, iluminados em seus corações cheguem ao conhecimento da verdade.
EVANGELHO Mt 28, 16-20
Naquele tempo,
os onze discípulos partiram para a Galileia,
em direção ao monte que Jesus lhes indicara.
Quando O viram, adoraram-n’O;
mas alguns ainda duvidaram.
Jesus aproximou-Se e disse-lhes:
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.
Ide e ensinai todas as nações,
batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei.
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
Mateus apresenta no final do seu evangelho o mandato de Jesus aos discípulos. Todos os que creem em Jesus são discípulos e recebem a missão de fazer discípulos, pela palavra e pelo batismo, mesmo que sejam assaltados por muitas dúvidas.
Reflexão da Palavra
O texto que faz a primeira leitura é a introdução ao segundo livro de Lucas, que ele dedica a Teófilo, e nós conhecemos com o nome de Actos dos Apóstolos. Na introdução deste livro, Lucas faz o resumo do seu primeiro livro, o evangelho, recordando “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera”. Tudo o que ali foi narrado é fundamento e razão de ser do segundo livro e dos factos que agora vão ser narrados, que dizem respeito ao testemunho dos apóstolos.
Os factos deste segundo livro entroncam diretamente na ressurreição, porquanto, Jesus, depois de ressuscitar, apareceu aos seus discípulos e os instruiu durante quarenta dias. Trata-se de uma repetição em relação ao evangelho, mas necessária para retomar os acontecimentos e fazer referência aos quarenta dias de instrução.
Tudo começa (v. 4-8) numa refeição de Jesus com os apóstolos. A conversa leva os discípulos a perguntar “é agora que vais restaurar o reino de Israel?”, ao que Jesus responde garantindo que o Reino permanecerá entre eles pelo Espírito Santo e pelo testemunho que eles próprios hão de dar. O mesmo Espírito que animou Jesus com a sua força, como se descreve no primeiro livro, vai garantir a continuidade do Reino em “Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra”, animando, agora, os discípulos no seu testemunho.
A descrição da ascensão é muito breve, um versículo apenas, e refere simplesmente que “elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos”. A partir daqui começa a missão da Igreja sempre conduzida pelo Espírito Santo.
O salmo 46 tem um caráter litúrgico. No seu desenvolvimento parece descrever-se uma cerimónia semelhante à aclamação do rei que vai ser entronizado, ou que é aclamado pela multidão depois de regressar de uma batalha. Deus é o Rei. Ele é aclamado com música e poemas de louvor. Como um rei sobe ao estrado onde se encontra o trono. O Senhor, sobe ao mais alto dos céus onde está o seu trono. As aclamações proclamam os feitos de Deus e revelam a sua grandeza. Deus reina sobre toda a terra, ele é terrível, submeteu os povos ao seu poder, dele dependem todos os poderes da terra. Ele escolheu Jacob como sua herança e está acima de todas as coisas. Esta superioridade de Deus abre a reflexão de Paulo na carta aos efésios, que apresenta Cristo como aquele que está acima de todo o poder.
Recordamos que o início da carta aos efésios apresenta um hino de louvor ao Pai pelo magnifico plano de salvação que oferece aos homens em Cristo. Na sequência, apresenta Cristo como plenitude do universo.
Se acrescentarmos os dois versículos anteriores ao texto que serve de segunda leitura, temos uma referência às três virtudes teologais. Paulo começa por referir-se à fé que os efésios manifestaram em Jesus “ouvi falar da vossa fé”, depois salienta o amor “e do vosso amor para com todos os santos” e finalmente, nos versículos desta leitura, fala da esperança “para compreenderdes a esperança a que fostes chamados”. Nestas virtudes assenta toda a vida cristã.
O desenvolvimento do texto insere-se na oração de Paulo pelos efésios. Na sua oração apresenta Deus como “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” que concede o “Espírito de sabedoria”. E pede que “ilumine os olhos do vosso coração”. O coração é o lugar da sabedoria e pode ver e ser iluminado, segundo a mentalidade semita.
Assim, iluminados e assistidos pelo Espírito, os efésios podem “compreender a esperança”, os “tesouros de glória” e a “incomensurável grandeza” que vem do conhecimento do “Pai da glória”, que é “o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Foi o Pai da glória quem ressuscitou Jesus Cristo e o “colocou à sua direita nos céus”. Esta referência aliada às afirmações que se seguem, têm como objetivo afirmar Cristo como aquele que está acima de todos os anjos. De facto, havia quem entendesse, ainda hoje há, que os anjos eram superiores a Cristo. Paulo deixa claro que Cristo, após a ressurreição, foi colocado à direita do Pai e acima de todas as criaturas do céu e da terra.
Do mesmo modo afirma a presença da Igreja em Cristo, pois ele é a cabeça da Igreja que é seu corpo. Não há cabeça sem corpo nem corpo sem cabeça. Significa que, ali onde está Cristo, está também já a Igreja, seu corpo, numa união orgânica e indissolúvel. A Cristo e à Igreja, o Pai submeteu tudo.
O pequeno texto que encerra o evangelho de Mateus, contém alguns elementos importantes sobre os quais devemos parar. Em primeiro lugar os discípulos cumprem as indicações dadas por Jesus às mulheres, na manhã da ressurreição “ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia”. Jesus não indicou um monte e Mateus situa este encontro no cimo do monte. Será para contrapor com o monte da transfiguração? De facto, ali, Jesus insistiu com os discípulos para que não dissessem nada enquanto ele não ressuscitasse. Agora, já ressuscitado, no cimo do monte, manda que anunciem a todos “Ide e ensinai todas as nações”.
A atitude dos discípulos perante Jesus ressuscitado é de adoração e de dúvida. Mateus tem o cuidado de apresentar sempre os discípulos nesta dupla situação: estão com Jesus, seguem-no com entusiasmo, comprometidos e animados, mas também muito humanos, como homens de pouca fé, cheios de dúvidas. Parece que a parte humana não impede o compromisso sério com Cristo. Pelo contrário, apesar disso, Jesus confia-lhes uma missão “ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei” e concede-lhes o seu poder para a realizarem “todo o poder Me foi dado no Céu e na terra”.
Esta missão é tão importante que Mateus deixa em segundo plano a ressurreição de Jesus. De facto, não descreve os pormenores da chegada de Jesus, como é habitual nos relatos das aparições. Por outro lado, as palavras de Jesus insistem na plenitude da missão “todo o poder… todas as nações… tudo o que vos mandei”, para finalmente garantir que estará presente “todos os dias”.
Meditação da Palavra
Ao ler o pequeno texto do evangelho de Mateus, que contém o mandato missionário de Jesus aos discípulos, a comunidade cristã que está reunida para a celebração da solenidade da ascensão do Senhor, percebe, de imediato, que vive a mesma circunstância dos apóstolos. Perante Jesus ressuscitado, presente no meio da comunidade, como ele próprio prometeu “eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”, a comunidade reconhece que Jesus é o Senhor ressuscitado, vivo, com todo o seu poder, a agir no mundo através dos seus discípulos e, como os doze, cai por terra para o adorar. E percebe ainda que, tal como os discípulos, todos os membros da comunidade experimentam a condição humana assaltada pelas muitas dúvidas sobre Jesus.
A todos, no entanto, Jesus envia para fazerem discípulos em todas as nações “ide e ensinai todas as nações”. A condição humana, marcada pela dúvida, não impede que Jesus escolha aqueles homens como discípulos, assim como não impede que escolha, hoje, os membros das nossas comunidades que vivem a mesma condição.
Todos somos chamados a ser discípulos na dupla dimensão de quem é aprendiz e precisa de estar com o mestre, escutando e aprendendo tudo o que ele ensina e de ir por toda a parte a fazer discípulos, ensinando e batizando. A dificuldade que as dúvidas colocam na vida do discípulo não são impedimento para o cumprimento do encargo transmitido por Jesus. O problema surge quando o discípulo pretende ser mestre e quer impor a sua verdade, os seus conhecimentos, as suas certezas aos outros. Trata-se de fazer discípulos para Jesus, que aprendem de Jesus, que recebem de Jesus a vida pelo batismo e não seguidores de homens, de doutrinas ou de ideologias.
Para o cumprimento pleno da missão, Jesus, dá tudo e só o que é necessário aos seus discípulos. A saber, “todo o poder”, o poder que o próprio Jesus recebeu, que é o poder do amor. E a certeza da presença de Jesus “estarei sempre convosco até ao fim dos tempos”.
O poder será recebido com o Espírito Santo, como muito bem refere a primeira leitura “recebereis a força do Espírito Santo”, a “incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes” como diz a segunda leitura. A mesma força “que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus”, a força que coloca Jesus e com ele a Igreja “acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há de vir”.
Também hoje, Jesus concede o mesmo Espírito e com ele o poder de realizar a missão de fazer discípulos em todas as nações. Os membros das comunidades cristãs, que hoje celebram a ascensão do Senhor, iluminados pelo “espírito de sabedoria e de revelação” também podem “conhecer plenamente” aquele que ilumina “os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos”.
Chamados a assumir a missão de Cristo pela força do Espírito, hoje, como ontem, os discípulos de Jesus, não podem ficar a olhar para o céu, mas ir e ensinar “a cumprir tudo o que vos mandei” e batizar “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.
Rezar a Palavra
Se os nossos olhos não te veem, Senhor, porque as dúvidas dominam o nosso coração, a luz do teu Espírito revela o poder que depositaste em nós pela tua ressurreição. Limitados na nossa humanidade, nasce em nós um novo coração capaz de conhecer a esperança a que, em ti, somos chamados, a herança que reservas nos céus para aqueles que amas. Ensinados pela tua palavra e animados pela força que te arrancou da morte e te colocou no mais alto dos céus, seguimos confiantes por toda a parte a fazer discípulos, na certeza de que nos acompanhas todos os dias até ao fim dos tempos.
Compromisso semanal
À luz do Espírito de Sabedoria, aprendo a conhecer o mistério de Cristo e ensino o que aprendo para que todos se tornem discípulos pela palavra e pelo batismo.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Pascoal BailãoNasceu em Torre Hermosa, no reino de Aragão, na Espanha, filho de Martinho Bailão e Isabel Jubera, a 16 de maio de 1540, festa de Pentecostes, chamada de Páscoa cor de rosa, daí chamar-se Pascoal. Provinha de uma família numerosa, pobre e humilde, na qual se vivia, no entanto, profundo espírito religioso, devido, sobretudo, à mãe que era devotíssima da Eucaristia.Biógrafos dizem também que era muito generosa em dar esmolas aos pobres. Pascoal não pôde frequentar a escola porque seu pai precisava que ele cuidasse do rebanho, serviço que executou com grande dedicação até mesmo quando este encargo lhe era ocasionalmente conferido por um ou outro pastor.Executando seu trabalho distante do povoado e da igreja, passava horas inteiras em oração, privando-se de alimentos para dominar ou adestrar seu corpo. Era desses que tinha o hábito da flagelação. Longe do ruído, nas montanhas, cuidando das ovelhas tinha tempo para rezar, meditar, louvar a Deus e venerar Maria.De trato amável nos relacionamentos, com sua doçura e serenidade, conquistou a amizade de muitos pastores que encontrava nas alturas dos montes e nos vales da Andaluzia e entre os quais começou seu primeiro apostolado com simplicidade e ardor sincero. Procurava pastagens das quais pudesse ver uma igreja em que se conservava a Eucaristia para adorá-la enquanto seus rebanhos pastavam, como confidenciou ao companheiro de trabalho que haveria de dar este testemunho 18 anos depois de sua santa morte.Quando completou dezoito anos, em Monteforte del Cid, veio a conhecer os franciscanos do convento de Santa Maria de Loreto. Pensava em poder realizar seu sonho de se tornar religioso. Como isso ainda não lhe era possível aceitou de realizar o trabalho de pastor junto a um rico proprietário de ovelhas, Martino Garcia, que lhe dava a permissão de frequentar o Santuário Mariano e residir junto ao convento franciscano.Enquanto pastoreava não muito distante do convento caía em êxtase ao som do sino que anunciava a elevação no momento da consagração . Por fim, a 2 de fevereiro de 1564, já com fama de santidade, pode vestir o hábito franciscano e, no ano seguinte, fazer sua profissão religiosa no convento dos frades alcantarinos de Orito, onde permaneceu até 1573, dedicando-se a tarefas muito humildes, de modo particular ao mister de porteiro. Muito estimado pela vida de austeridade que levava e favorecido por dons do Espírito Santo, entre os quais do dom da sabedoria infusa, o iletrado Pascoal – que tinha aprendido a ler enquanto pastoreava o rebanho e depois conseguiu apenas escrever alguma coisa, era procurado por pessoas eruditas que vinham se aconselhar com ele. De 1573 até 1589, sua vida transcorreu em diferentes conventos da província de Alicante, passando depois para a Província de Castellon, no convento de Vila Real.A obediência o obrigou a fazer uma longa e perigosa viagem até Paris. O Ministro Provincial da Espanha, em 1576, necessitava comunicar-se com urgência com o Ministro Geral da Ordem Cristóvão de Cheffontaines. O dito Ministro sabia bem que era difícil uma tal viagem no tempo das perseguições calvinistas. Na verdade, Pascoal foi muito hostilizado e insultado. Em Orleans quase veio a morrer depois de uma discussão a respeito da Eucaristia. Esta não foi a única investida contra o frade menor antes que ele chegasse ao seu destino e entregasse a correspondência que levava para o Ministro Geral. Voltando desta viagem escreveu um livro com sentenças (pensamentos), um pequeno tratado ou compêndio sobre a Eucaristia. Falava, é claro, da presença real de Jesus neste sacramento e também dos poderes transmitidos ao Papa.Mereceu ele receber o cognome de “teólogo da eucaristia”, não somente por ter resolvido as questões dos adversários na França, mas também pela coletânea de escritos que deixou a respeito do Sacramento da Eucaristia que foi sempre o centro de sua intensa vida espiritual e a marca mais evidente de sua vida. Estando sempre à disposição dos confrades e dos que batiam à porta do convento, Pascoal, além disso, continuava a infligir-se penitências e com isto debilitou sua saúde até o limite de capacidade de resistência.Os últimos anos de vida de Pascoal se transcorreram no convento de Vila Real, em Valência, exercendo sempre o ofício de porteiro e de esmoler, muito estimado por toda a população, de modo especial pelos mais simples e pelas crianças. Todos queriam receber a bênção do frade ao lhe darem uma pequena oferta. Tudo ia sendo assim feito até o dia em que exercendo seu ministério de esmoler perdeu as forças. Compreendendo que estava próxima a sua morte correu ao seu encontro. De fato, veio a falecer no convento do Rosário, a 17 de maio de 1592, solenidade de Pentecostes, com a idade de 52 anos. Foram muitos os que vieram dar o último adeus ao piedoso frade. Os biógrafos contam, que durante a celebração da missa de exéquias, no momento da elevação do cálice e da patena, seu corpo já enrijecido pela morte reabriu os olhos para fixar o pão e o vinho da eucaristia dando assim seu último testemunho de apreço pelo Santíssimo Sacramento.Sua santidade foi confirmada por muitos milagres que espalharam sua fama por todo o mundo católico. Vinte e seis anos depois, no dia 29 de outubro de 1618, era proclamado bem-aventurado (beato) por Paulo V e a 16 de outubro de 1690, canonizado por Alexandre VIII. O Papa Leão XIII, no dia 26 de novembro de 1897, proclamou-o patrono das devoções eucarísticas e, pouco depois, também dos congressos eucarísticos internacionais.Os restos mortais de São Pascoal Bailão, venerados em Vila Real, foram profanados e espalhados durante a guerra civil espanhola (1936-39). Parcialmente recuperados foram restituídos à cidade de Vila Real em 1952.As imagens do santo sempre o representam próximo a um ostensório Uns vinte pequenos tratados de sua autoria falam de seu profundo amor pela Eucaristia.(Tradução livre da obra Frati Minori Santi e Beati, publicação da Postulação Geral da Ordem dos Frades Menores, 2009, p. 253-255)A Igreja também celebra hoje a memória de Santa Basília.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE . DE MAIO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
Ant. A vossa majestade, ó Deus, está acima dos céus. Aleluia.
LEITURA BREVE cf. Ap 1, 17c-18
Vi o Filho do homem, que me disse: Eu sou o Primeiro e o último, o que vive. Estive morto, mas eis-Me vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e da morada dos mortos.
V. Não se perturbe o vosso coração. Aleluia.
R. Eu vou para o Pai. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
Ant. Parte dum extremo do céu e no outro termina o seu curso. Aleluia.
LEITURA BREVE Hebr 8, 1b-3a
Nós temos um sumo sacerdote que está sentado nos Céus à direita do trono da divina majestade, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que foi construído pelo Senhor e não pelo homem. Na verdade, todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer oblações e sacrifícios.
V. O Senhor fixou no céu o seu trono, Aleluia,
R. E o seu reino estende-se sobre o universo. Aleluia.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
Ant. Erguendo as mãos, abençoou-os, e foi elevado ao Céu. Aleluia.
LEITURA BREVE Col 3, 1-2
Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra.
V. Exaltai o Rei dos reis. Aleluia.
R. Cantai um hino a Deus. Aleluia.
Oração
Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
Ant. Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado n’Ele. Aleluia.
LEITURA BREVE
1 Pedro 3, 18.21b-22
Cristo morreu uma só vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Sofreu a morte segundo a carne, mas voltou à vida pelo Espírito. Subiu ao Céu e está sentado à direita de Deus, tendo sob o seu domínio os Anjos, as Dominações e as Potestades.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Vou subir para meu Pai e vosso Pai. Aleluia, Aleluia.
R. Vou subir para meu Pai e vosso Pai. Aleluia, Aleluia.
V. Para o meu Deus e vosso Deus.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Vou subir para meu Pai e vosso Pai. Aleluia, Aleluia.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Aleluia, Aleluia.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Aleluia, Aleluia.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito. Aleluia, Aleluia.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
