“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE JULHO DE 2026
7 de julho de 2026Quarta-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro de Samuel 24, 1-4.10-18.24b-25
Recenseamento do povo e construção do altar
Naqueles dias, a ira do Senhor inflamou-se novamente contra os israelitas, permitindo que David mandasse recensear Israel e Judá. O rei ordenou a Joab e aos chefes do exército que estavam junto dele: «Ide por todas as tribos de Israel, desde Dan até bersabé, e fazei o recenseamento da população, para que eu saiba qual é o seu número». Joab respondeu ao rei: «O Senhor teu Deus aumente o povo cem vezes mais do que agora, e que o rei meu senhor o veja com os seus olhos! Mas porque deseja o rei, meu senhor, tal coisa?». No entanto, prevaleceu a ordem dada pelo rei a Joab e aos chefes do exército. Joab e os chefes do exército deixaram a presença do rei, para irem recensear o povo de Israel.
Feito o recenseamento do povo, David sentiu remorsos e disse ao Senhor: «Pequei gravemente ao proceder deste modo. Mas agora, Senhor, dignai-Vos perdoar a falta do vosso servo, pois cometi uma grande loucura».
Na manhã seguinte, quando o rei se levantava, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Gad, vidente de David: «Vai dizer a David: Assim fala o Senhor: Proponho-te três coisas. Escolhe aquela que preferes, e Eu a executarei». Gad foi ter com David e referiu-lhe esta mensagem: «Preferes três anos de fome no teu país, três meses de derrotas ante o inimigo que te perseguirá, ou três dias de peste no teu reino? Agora reflecte e vê o que devo responder Àquele que me enviou». David respondeu a Gad: «Sinto-me em grande ansiedade. Antes cair nas mãos do Senhor, porque é grande a sua misericórdia, do que cair nas mãos dos homens».
E David escolheu a peste. Era o tempo da ceifa do trigo. Então o Senhor enviou a peste a Israel, desde aquela manhã até ao dia fixado. Morreram setenta mil homens do povo, desde Dan até bersabé. O Anjo estendeu também a mão sobre Jerusalém para a destruir, mas o Senhor compadeceu-Se de tanta desgraça e disse ao Anjo que exterminava o povo: «basta! Agora retira a tua mão». O Anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
Ao ver como o Anjo dizimava o povo, David disse ao Senhor: «Fui eu que pequei, fui eu que pratiquei o mal. Mas estes, que são o rebanho, que mal fizeram? A vossa mão caia sobre mim e sobre a minha família». Naquele dia, Gad foi ter com David e disse-lhe: «Vai erguer um altar ao Senhor na eira de Araúna, o jebuseu». E David comprou a eira e os bois pelo preço de cinquenta moedas de prata. Ergueu lá um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos. O Senhor compadeceu-Se da terra e cessou o flagelo que assolava Israel.
RESPONSÓRIO cf. 1 Cron 21, 15; 2 Sam 24, 17
R. Recordai-Vos, Senhor, da vossa aliança e dizei ao Anjo destruidor: Retira a tua mão, * Para que não seja devastada toda a terra e não se perca todo o ser vivo.
V. Fui eu que pequei, fui eu que pratiquei o mal; mas estes, que mal fizeram? Retirai do vosso povo, Senhor, a vossa indignação. * Para que não seja devastada toda a terra e não se perca todo o ser vivo.
SEGUNDA LEITURA
Do antigo opúsculo chamado «Doutrina dos Doze Apóstolos»
(Nn. 9, 1 – 10, 6; 14, 1-3: Funk 2, 19-22.26) (Sec. II)
A Eucaristia
Quanto à Eucaristia, dai graças deste modo: Primeiro sobre o cálice: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela santa vinha de David, vosso servo, que nos destes a conhecer pelo vosso servo Jesus. Glória a Vós pelos séculos».
E sobre a fracção do pão: «Graças Vos damos, Pai nosso, pela vida e pela ciência que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos. Assim como este pão estava disperso pelos montes e depois de recolhido se tornou um só, assim se reúna a vossa Igreja dos confins da terra no vosso reino. Porque vossa é a glória e o poder por Jesus Cristo, pelos séculos».
Ninguém coma ou beba da vossa Eucaristia a não ser os baptizados em nome do Senhor; porque a este propósito disse o Senhor: Não deis o que é santo aos cães.
Depois de saciados, dai graças deste modo: «Graças Vos damos, Pai santo, pelo vosso santo nome, que fizestes habitar em nossos corações, e pela ciência, fé e imortalidade que nos revelastes por Jesus, vosso servo. Glória a Vós pelos séculos.
Senhor omnipotente, Vós criastes o universo para glória do vosso nome e destes aos homens comida e bebida para que Vos dessem graças; mas a nós concedestes-nos um alimento e uma bebida espirituais e a vida eterna por meio do vosso Servo. Acima de tudo Vos damos graças, porque sois poderoso. Glória a Vós pelos séculos.
Lembrai-Vos da vossa Igreja, Senhor, livrai-a de todo o mal e tornai-a perfeita no vosso amor; e reuni-a dos quatro ventos, santificando-a no vosso reino, que para ela preparastes. Porque vosso é o poder e a glória pelos séculos.
Venha a graça e passe este mundo. Hossana ao Deus de David. Quem é santo aproxime-se; quem não é faça penitência. Maranatha: Vinde, Senhor Jesus. Amen».
No dia do Senhor reuni-vos para a fracção do pão e a acção de graças, depois de terdes confessado os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro. Quem tiver alguma desavença com seu irmão, não se reúna convosco antes de se reconciliar, para que não seja profanado o vosso sacrifício. Este é o sacrifício de que falou o Senhor dizendo: Em todo o lugar e em todo o tempo ser-Me-á oferecido um sacrifício puro, porque sou o grande Rei, diz o Senhor, e o meu nome é admirável entre as nações.
RESPONSÓRIO 1 Cor 10, 16-17
R. Não é o cálice de bênção que consagramos a comunhão do Sangue de Cristo? * Não é o pão que partimos a comunhão do Corpo de Cristo?
V. Porque há um só pão, todos nós formamos um só Corpo. Todos participamos do mesmo pão. * Não é o pão que partimos a comunhão do Corpo de Cristo?
Oração
Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Romanos 8, 35.37
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Em tudo isto somos vencedores, graças àquele que nos amou.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A toda a hora bendirei o Senhor.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
V. O seu louvor estará sempre na minha boca.
R. Bendirei o Senhor.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A toda a hora bendirei o Senhor.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-feira-da-semana-xiv-do-tempo-comum-11/>]
Quarta-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Leitura I Os 10, 1-3. 7-8. 12
Israel era uma vinha exuberante,
que produzia os seus frutos.
Quanto mais abundantes eram os frutos,
mais aumentavam os altares.
Quanto mais rica se tornava a sua terra,
mais belos eram os monumentos pagãos.
O coração de Israel está dividido,
mas agora eles têm de pagar:
o próprio Senhor derrubará os seus altares,
destruirá os seus monumentos pagãos.
Então eles vão dizer: «Não temos rei,
porque não tememos o Senhor;
e ainda que o tivéssemos,
que poderia o rei fazer por nós?».
Samaria desaparece com o seu rei,
como uma palha à tona da água.
Serão destruídos os lugares altos da idolatria,
que eram o pecado de Israel;
espinheiros e cardos crescerão sobre os seus altares.
E gritarão às montanhas: «Cobri-nos!»
e às colinas: «Caí sobre nós!».
– Semeai segundo a justiça
e colhereis o fruto da misericórdia;
arroteai novas terras,
porque já é tempo de procurar o Senhor,
até que Ele venha derramar sobre vós a chuva da justiça –.
compreender a palavra
“É tempo de procurar o Senhor”. Este grito à conversão proferido por Oseias no meio do seu povo, tem como fundamento a infidelidade que alastra por todo o país e atinge a todos desde os mais altos cargos até ao povo simples. Israel enriqueceu à custa de boas colheitas, mas a riqueza corrompeu o seu coração e afastou-o de Deus. Levantaram altares aos ídolos e esqueceram a Deus. O castigo está próximo e não adianta deitar as culpas ao rei porque com rei ou sem rei, se não estão com o Senhor, o castigo virá e será uma desonra para todo o povo. Por isso, o profeta diz que chegará o tempo em que pedirão às montanhas para os cobrir, por não suportarem a vergonha que caiu sobre eles. Entretanto, o Deus sempre fiel, dá-lhes uma oportunidade, “Colhei segundo a misericórdia… é tempo de buscar o Senhor”. Nem tudo está perdido.
meditar a palavra
O desejo das riquezas está no coração de todo o homem. A sociedade facilita este desejo pondo diante dos nossos olhos o modelo de vida onde a abundância material possibilita o sucesso, o bem estar, o comodismo e o acesso às melhores ofertas em todos os âmbitos da vida. Os ricos aparecem como os que podem comprar tudo, mas há coisas que não se compram. Deus não se deixa comprar e as riquezas afastam o coração de Deus. Por isso as palavras do profeta são para nós. Quanto mais frutos recolhem, mais altares levantam aos ídolos, quanto mais prosperidade, mais ricas estelas levantam. Longe do Senhor, resta o perigo de tudo se desmoronar e ficar reduzido a pó. O profeta fala de castigo, mas não se trata de um castigo imposto pelo Senhor, trata-se das consequências naturais de quem coloca nas riquezas a sua segurança. Acaso a riqueza apaga a dor? E o sofrimento? E a doença ou a morte? “Que pode o homem dar em troca da sua vida?”. O Castigo é concluir que se enganou, gastou a vida por nada. Que vergonha, julgar que se era rei e descobrir-se pó da terra, inútil e vazio, incapaz de responder pela sua própria existência.
rezar a palavra
“Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Guarda o meu coração em ti, Senhor, e preserva-o da corrupção das riquezas para que não me julgue senhor e dono deste dom que é a vida e tudo o que nela me concedes gratuitamente em cada dia.
compromisso
Distribuo, de mãos abertas os bens materiais que Deus põe à minha disposição para não engordar o coração com os bens da terra.
Evangelho Mt 10, 1-7
Naquele tempo,
Jesus chamou a Si os seus Doze discípulos
e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros
e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Cananeu,
e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou.
Jesus enviou estes Doze,
dando-lhes as seguintes instruções:
«Não sigais o caminho dos gentios,
nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus».
compreender a palavra
Na sequência das multidões que se configuravam “sem pastor”, Jesus chama os Doze e dá-lhes o mesmo poder que Ele recebeu do Pai e envia-os com a mesma missão de anunciar o reino dos Céus. A indicação do nome de cada um dos doze significa que, tanto o chamamento como a missão são pessoais e atribuídas diretamente pelo Senhor. O envio tem duas indicações negativas e duas positivas. “Não sigais… nem entreis” e “Ide primeiro… proclamai”. Estas indicações são muito importantes para o discípulo.
meditar a palavra
Jesus chama para enviar. É assim que faz com os doze e do mesmo modo faz comigo e com todos. O seu chamamento acontece num momento, mas não se realiza totalmente nesse momento. O seu chamamento realiza-se ao longo de toda a vida. Pela minha incapacidade de responder sempre com a mesma determinação, Ele tem que o renovar continuamente. O seu poder manifesta-se em mim desde o meu batismo e a sua missão decorre daí. Preciso recordar na minha vida as instruções que Ele me dá para não me perder no caminho dos gentios nem nas cidades dos Samaritanos.
rezar a palavra
Oiço a tua voz e confio em ti, Senhor. A tua voz é para mim missão. Quero continuar com as minhas mãos, os meus pés, a minha boca, os meus olhos e os meus ouvidos, a realizar a missão que tu iniciaste em favor dos homens prisioneiros do mal. Quero ser voz do teu anúncio que é Boa Nova para os homens. Quero ser poder de Deus para que todos encontrem força e esperança no teu nome.
compromisso
Quero responder ao desafio de Jesus “Ide… proclamai”.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Santo Eugênio IIIO papa Eugênio III nasceu em Montemagno, numa família cristã, rica e da nobreza italiana. Foi batizado com o nome de Píer Bernardo Paganelli, estudou e recebeu a ordenação sacerdotal na diocese de Pisa, centro cultural próximo da sua cidade natal.Possuía um temperamento reservado, era inteligente, muito ponderado e calmo. Segundo os registros da época, em 1130 ele teve um encontro com o religioso Bernardo de Claraval, fundador da Ordem dos Monges Cistercienses e hoje um santo da Igreja. A afinidade entre ambos foi tão grande que, cinco anos depois, Píer Bernardo ingressou no mosteiro dirigido pelo amigo e vestiu o hábito cisterciense.Através da convivência com Bernardo de Claraval, ele se tornou conhecido, pois foi escolhido para abrir um outro mosteiro da Ordem em Farfa, diocese de Viterbo, sendo consagrado o abade pelo papa Inocêncio II. Quando esse papa morreu, o abade Píer Bernardo foi eleito sucessor.Isto ocorreu não por acaso, ele era o homem adequado para enfrentar a difícil e delicada situação que persistia na época. Roma estava agitada e às voltas com graves transtornos provocados, especialmente, pelo líder político Arnaldo de Bréscia e outros republicanos que exigiam que fosse eleito um papa que forçasse a entrega do poder político ao seu partido. Muitas casas de bispos e cardeais já tinham sido saqueadas. Por isso os cardeais resolveram escolher o abade Píer Bernardo, justamente porque ele estava fora do colégio cardinalício, portanto isento das pressões dos republicanos.Ele assumiu o pontificado com o nome de papa Eugênio III. Mas teve de fugir de Roma à noite, horas após sua eleição, para ser coroado no mosteiro de Farfa, em Viterbo. Era o dia 18 de fevereiro de 1145. Como a situação da cidade não era segura, o novo papa e seus cardeais decidiram mudar para Viterbo. Quando a população romana foi informada, correu para pedir sua volta. Foi assim, apoiado pelo povo, que o papa Eugênio III retornou para Roma e assumiu o controle da cidade, impondo a paz. Infelizmente, durou pouco.Em 1146, Arnaldo passou a exigir a destruição total de Trívoli. Novamente o papa Eugênio III teve de fugir. Como se recusou a comandar o massacre, ele corria risco de morte. Teve de atravessar os Alpes para ingressar na França, onde permaneceu exilado por três anos.Os conflitos não paravam, o povo estava sempre nas ruas, liderado por Arnaldo, e o papa teve de ser duro com os insubordinados da Igreja que se aproveitavam da situação. Nesse período, convocou quatro concílios para impor disciplina. Também depôs os arcebispos de York e Mainz; promoveu uma séria reforma na Igreja e na Cúria Romana em defesa da ortodoxia nos estudos eclesiásticos. Enviou o cardeal Breakspear, o futuro papa Adriano IV, para divulgá-la na Escandinávia, enquanto ele próprio ainda o fazia percorrendo o norte da Itália.Só retornou a Roma depois de receber ajuda do imperador alemão Frederico Barba-Roxa, contra os republicanos de Arnaldo. Ainda pôde defender a Igreja contra os invasores turcos e iniciar a construção do palácio pontifício. Morreu no dia 8 de julho de 1153, depois de governar a Igreja por oito anos e cinco meses, num período tão complicado e violento da história. O papa Eugênio III foi beatificado em 1872.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Adriano III, Raimundo de Tolosa, Procópio


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 08 DE JUNHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Deut 1,16-17a
Dei esta ordem aos vossos juízes: Ouvi as dissenções entre os vossos irmãos e julgai com justiça as questões de cada um deles com o seu irmão ou com o estrangeiro que mora com ele. Não fareis acepção de pessoas nos vossos julgamentos: ouvireis tanto o pequeno como o grande. Não vos intimideis diante de homem algum, porque o juízo é de Deus.
V. O Senhor é justo e ama a justiça:
R. Os rectos de coração hão-de contemplar a sua face.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Is 55, 8-9
Os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor. Tanto quanto os céus estão acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos, e acima dos vossos estão os meus pensamentos.
V. Quem como Vós, Senhor Deus dos Exércitos?
R. Sois poderoso, Senhor, e cheio de fidelidade.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Sam 16, 7b
Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, mas o Senhor vê o coração.
V. Sondai-me, ó Deus, e vede o meu coração:
R. Conduzi-me pelo caminho da paz.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 5b-7
Revesti-vos de humildade uns para com os outros, porque Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes. Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no tempo oportuno. Confiai-Lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Protegei-nos à sombra das vossas asas.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Guardai-nos, Senhor, como a menina dos olhos.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
