“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE JULHO DE 2026
16 de julho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE JULHO DE 2026
18 de julho de 2026Sexta-feira da Semana XV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro das Crónicas 20, 1-9.13-24
Admirável auxílio de Deus ao fiel rei Josafat
Naqueles dias, os moabitas e os amonitas, acompanhados de alguns maonitas, aliaram-se para fazerem guerra contra Josafat. Informaram Josafat, dizendo: «Imensa multidão avança contra ti, do outro lado do mar, a partir de Edom, e já atingiu Asason-Tamar, isto é, Engadi». Josafat, alarmado, decidiu consultar o Senhor e mandou proclamar um jejum por todo o Judá.
Reuniram-se os judeus para invocar o Senhor, e toda a gente acorria das cidades de Judá para invocar o Senhor. Então Josafat, pondo-se de pé no meio da assembleia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, diante do átrio novo, disse: «Senhor Deus de nossos pais, não sois Vós o Deus que está nos Céus e o soberano de todos os reinos e nações? Tendes na vossa mão a força e o poder, e ninguém Vos pode resistir. Não fostes Vós, Senhor nosso Deus, que expulsastes diante de Israel, vosso povo, os habitantes desta terra e a destes para sempre aos descendentes de Abraão, vosso amigo? Nela se estabeleceram e construíram um santuário ao vosso nome e disseram: ‘Se vier sobre nós alguma desgraça, guerra, vingança, peste ou fome, viremos apresentar-nos neste templo e diante de Vós, porque o vosso nome habita neste templo. Do fundo do nosso coração angustiado clamaremos por Vós, e Vós nos ouvireis e salvareis’».
Todos os habitantes de Judá estavam de pé na presença do Senhor, com suas mulheres e crianças. Então, no meio da assembleia, o espírito do Senhor desceu sobre Jaaziel, filho de Zacarias, filho de Benaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita descendente de Asaf. E disse: «Prestai atenção, vós todos, habitantes de Judá e de Jerusalém, e tu, rei Josafat! Assim fala o Senhor: Não temais nem vos assusteis diante dessa multidão, porque a guerra não é vossa, mas de Deus. Amanhã marchai contra eles. Subirão a encosta de Sis, e encontrá-los-eis na extremidade do vale, em frente do deserto de Jeruel. Desta vez não tereis de combater. Permanecei firmes, tomai posições e vereis a vitória que o Senhor vos dará. Não temais nem vos alarmeis, habitantes de Judá e de Jerusalém. Amanhã, marchai contra eles, que o Senhor estará convosco».
Josafat prostrou-se com o rosto por terra, e todos os habitantes de Judá e de Jerusalém se prostraram diante do Senhor para O adorar. Os levitas, da linhagem de Caat e de Coré, ergueram-se para louvar em alta voz o Senhor, Deus de Israel.
Levantaram-se de madrugada e dirigiram-se ao deserto de Tecuá. No momento da partida, Josafat pôs-se de pé e disse: «Escutai-me, habitantes de Judá e de Jerusalém, confiai no Senhor vosso Deus e estareis seguros; acreditai nos seus profetas e sereis bem sucedidos». E depois de se ter aconselhado com o povo, designou os cantores que, revestidos de ornamentos sagrados, deveriam seguir à frente do exército, cantando: «Louvai o Senhor; porque é eterna a sua misericórdia».
No momento em que principiavam as aclamações e louvores, o Senhor armou emboscadas aos filhos de Amon, de Moab e aos do Monte Seir, que vinham ao encontro de Judá, e estes foram vencidos. Os filhos de Amon e de Moab voltaram-se contra os habitantes do Monte Seir, para os destruírem e aniquilarem; e depois de terem exterminado os habitantes de Seir, acabaram por destruir-se uns aos outros. Quando os homens de Judá chegaram à altura de onde se avista o deserto, olharam para a multidão e só viram cadáveres sobre a terra: ninguém tinha escapado.
RESPONSÓRIO Ef 6, 12.14a; 2 Cron 20, 17a
R. Nós não temos de lutar contra forças humanas, mas contra os espíritos do mal que habitam nas regiões celestes. * Sede fortes e cingi-vos com o cinturão da verdade.
V. Permanecei firmes e vereis a vitória que o Senhor vos dará. * Sede fortes e cingi-vos com o cinturão da verdade.
SEGUNDA LEITURA
Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios»
(Nn. 43. 47-49: SC 25 bis, 178-180.182) (Sec. IV)
Instrução aos neófitos sobre a Eucaristia
Purificada e adornada com estas insígnias, a falange dos neófitos dirige-se para o altar de Cristo, dizendo: Subirei ao altar de Deus, a Deus que alegra a minha juventude. De facto, deixando a veste do antigo erro e renovada a sua juventude como a águia, apressaram-se para ir tomar parte no banquete celeste. E ao aproximarem-se, vendo preparado o sagrado altar, exclamam: Para mim preparastes a mesa. E cantam as palavras de David: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. E mais adiante: Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Para mim preparastes a mesa à vista dos meus adversários; com óleo me perfumais a cabeça e o meu cálice transborda.
É certamente admirável que Deus tenha feito chover o maná para os nossos pais e os tenha sustentado todos os dias com o alimento do céu de que fala o salmo: O homem comeu o pão dos Anjos. E no entanto os que comeram aquele pão morreram todos no deserto; mas este alimento que tu recebes, este pão vivo que desceu do céu, dá-nos o alimento da vida eterna, e quem dele come não morrerá para sempre, porque é o Corpo de Cristo.
Considera agora qual é mais excelente, se aquele pão dos Anjos ou a carne de Cristo, que é o Corpo da vida. Aquele maná vinha do céu; este Corpo está acima dos céus. Aquele era do céu; este é do Senhor dos céus. Aquele estava sujeito à corrupção, se fosse guardado para o dia seguinte; este não somente está livre de toda a corrupção, mas comunica a incorruptibilidade a todos aqueles que o saboreiam com reverência. Para os judeus brotou a água do rochedo; para ti, o Sangue de Cristo. Aquela água saciava-os por algum tempo; o Sangue de Cristo purifica-te para sempre. Os judeus bebiam e voltavam a ter sede; tu, se beberes, não voltarás a ter sede. Aquilo era uma figura; isto é a realidade.
Se aquilo que tu admiras era apenas a sombra, quanto mais não vale a realidade presente, cuja sombra tanto admiras! Escuta como se tratava de uma figura o que se passou com os nossos pais: Diz o Apóstolo: Bebiam da rocha que os seguia, e essa rocha era Cristo. Mas a maior parte deles não agradou a Deus, e por isso ficaram prostrados no deserto. Ora estas coisas aconteceram para nos servirem de exemplo. Já compreendeste quais são os dons mais importantes: vale mais a luz que a sombra, a realidade que a figura, o Corpo do Criador que o maná do céu.
RESPONSÓRIO cf. 1 Cor 10, 1b-2.11a, 3-4b
R. Os nossos pais passaram através do mar e receberam todos o baptismo de Moisés, na nuvem e no mar. * Tudo isto lhes sucedia como sinal e exemplo.
V. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e todos beberam da mesma bebida espiritual. * Tudo isto lhes sucedia como sinal e exemplo.
Oração
Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Coríntios 12, 9b-10
Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Mostrai-me o vosso caminho.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xv-do-tempo-comum-12/>]
Sexta-feira da Semana XV do Tempo Comum
Leitura I Is 38, 1-6.21-22.7-8
Naqueles dias,
Ezequias, rei de Judá, contraiu doença mortal.
O profeta Isaías, filho de Amós, foi visitá-lo e disse-lhe:
«Assim fala o Senhor:
Põe em ordem a tua casa,
porque vais morrer e não viverás».
Ezequias voltou o rosto para a parede
e orou ao Senhor, dizendo:
«Lembrai-Vos, Senhor,
como tenho procedido fielmente e de coração sincero
na vossa presença,
como tenho feito sempre o que agrada aos vossos olhos».
Depois, Ezequias rompeu num grande choro.
Então a palavra do Senhor foi dirigida a Isaías,
com esta mensagem:
«Vai dizer a Ezequias:
Assim fala o Senhor, Deus de teu pai David:
Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas.
Vou acrescentar à tua vida mais quinze anos
e hei de livrar-te das mãos do rei da Assíria,
a ti e a esta cidade, que Eu protegerei».
Disse então Isaías:
«Trazei um bolo de figos, aplicai-o sobre a chaga
e o rei ficará curado».
Ezequias perguntou:
«Que sinal terei
de que volto a subir ao templo do Senhor?».
Isaías respondeu-lhe:
«O sinal da parte do Senhor
de que cumprirá a sua palavra é este:
Vou fazer que a sombra do relógio de sol de Acaz
volte para trás dez graus, que nele tinha avançado».
E o sol desandou dez graus que avançara no quadrante.
compreender a palavra
A doença de Ezequias transformou-se num lugar de encontro com Deus e da manifestação do seu poder sobre todos os inimigos do homem. A doença de Ezequias é mortal, mas mortal é também o poder do exército da Assíria. Isaías vai informar o rei sobre a gravidade da sua situação e aconselha-o a tomar a atitude certa diante de Deus naquele momento: “Põe em ordem a tua casa, porque vais morrer”. É um conselho sensato. No entanto, Ezequias vai mais longe e reza ao Senhor. “Lembrai-Vos, Senhor, como tenho procedido fielmente e de coração sincero na vossa presença, como tenho feito sempre o que agrada aos vossos olhos”. A oração agrada a Deus e é escutada, porque Deus sempre escuta o homem, e manda-lhe um recado pelo profeta: “Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas”. O Senhor não o livra apenas da doença, mas da morte e dos inimigos que atentam contra a sua vida e contra a cidade.
meditar a palavra
As lágrimas são muitas vezes a única oração que nos resta. As situações que passam por nós e que os outros não entendem, nem mesmo “o profeta”, porque a experiência pessoal ultrapassa todos os limites da razão, só Deus a pode compreender. As lágrimas abrem horizontes de eternidade à nossa experiência a afundam a nossa dor no mistério de Deus. E a oração saída das lágrimas, nos limites da nossa fragilidade, mostram a única solução que nos resta. Só Deus me pode salvar. “O rei ainda podia dizer “Lembrai-Vos, Senhor, como tenho procedido fielmente e de coração sincero na vossa presença, como tenho feito sempre o que agrada aos vossos olhos”, mas nós, nem isso podemos dizer muitas vezes, porque não é verdade. Andamos longe de Deus, fora dos seus caminhos. Ainda assim, o Senhor não quer a nossa morte, mas que vivamos e, por isso, nos salva acrescentando vida à vida que nos vai faltando. E podemos ouvir como Ezequias: “Escutei a tua prece e vi as tuas lágrimas”.
rezar a palavra
Escuta, Senhor, as minhas lágrimas na manhã deste novo dia. Só tu conheces o meu coração e sabes as razões da minha prostração. A minha vida é como a do soldado em constante perigo, é como a do pássaro, sempre diante do laço do caçador. Só tu podes livrar-me da morte e libertar de todas as angústias o meu coração.
compromisso
O Senhor escuta a minha prece e vê as minhas lágrimas.
Evangelho Mt 12, 1-8
Naquele tempo,
Jesus passou através das searas em dia de sábado
e os discípulos, sentindo fome,
começaram a apanhar e a comer espigas.
Os fariseus viram e disseram a Jesus:
«Vê como os teus discípulos estão a fazer
o que não é permitido ao sábado».
Jesus respondeu-lhes:
«Não lestes o que fez David,
quando ele e os seus companheiros sentiram fome?
Entrou na casa de Deus
e comeu dos pães da proposição,
que não era permitido comer,
nem a ele nem aos seus companheiros,
mas somente aos sacerdotes.
Também não lestes na Lei
que, ao sábado, no templo,
os sacerdotes violam o repouso sabático
e ficam isentos de culpa?
Eu vos digo que está aqui alguém
que é maior que o templo.
Se soubésseis o que significa:
‘Eu quero misericórdia e não sacrifício’,
não condenaríeis os que não têm culpa.
Porque o Filho do homem é Senhor do sábado».
compreender a palavra
A questão do Sábado é muito pertinente para os fariseus. Guardar o Sábado com todas as suas prescrições e exigências é uma escravatura, um peso que se coloca aos ombros dos judeus em geral. Por circunstâncias evidentes os discípulos passam entre as searas num dia de Sábado e colhem espigas para comer. A reclamação junto de Jesus faz-se ouvir. Jesus responde mostrando que há circunstâncias em que a lei é quebrada e salienta que ele é o senhor do Sábado. O importante não é a lei, mas a misericórdia.
meditar a palavra
Quando aprendemos a cumprir a lei podemos terminar subjugados por ela se a não cumprimos com inteligência. O Papa Bento XVI diz que “O homem que se faz senhor da verdade e depois a põe de parte, quando não se deixa dominar, coloca o poder acima da verdade. O poder torna-se a sua norma. Mas precisamente assim ele perde-se a si mesmo”. Esta palavra aplica-se aqui precisamente porque, se ponho a lei acima da verdade, termino sendo um justiceiro que deixa de ver o outro para ver apenas a infidelidade à lei. Deus, que nos deu preceitos e mandamentos não deixa de olhar para nós e de nos atender com misericórdia. Esta deve ser a minha atitude para com todos, mesmo para os que não cumprem a lei.
rezar a palavra
Senhor, as tuas leis e preceitos são para a minha salvação. Com a tua palavra pretendes elevar-me acima da pequenez da minha maneira de ver. Queres que eu me liberte da mesquinhez dos meus critérios sempre demasiado reduzidos que não deixam espaço para a vida, para o encontro, para a partilha, para a alegria, para o amor misericordioso. Dá-me a capacidade de ver mais além, até onde tu vez, para não ficar fechado nas leis e preceitos, mas chegar até ao coração do homem meu irmão a quem queres salvar.
compromisso
Hoje vou atender os homens, meus irmãos, em primeiro lugar.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
Inácio de Azevedo e companheirosBeato Inácio de Azevedo e companheiros mártiresInácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média.Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa.Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos.No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários.Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante.Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias.Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570.O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os “Mártires do Brasil”.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 17 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 2-4
Considerai como motivo de grande alegria, meus irmãos, as diversas provações por que tendes passado. Vós sabeis que a vossa fé, assim provada, produz a constância. A constância, por sua vez, deve ser exercida plenamente, para serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem nenhuma deficiência.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. E fez de nós um reino de sacerdotes para Deus.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
