“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE JULHO DE 2026
26 de julho de 2026Segunda-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 8, 1-24
S. Paulo pede uma colecta para os cristãos de Jerusalém
Queremos dar-vos a conhecer, irmãos, a graça que Deus concedeu às Igrejas da Macedónia. No meio de grandes tribulações com que foram provadas, distribuíram generosamente e com transbordante alegria, apesar da sua extrema pobreza, os tesouros da sua liberalidade. Sou testemunha de que eles, segundo as suas posses e para além das suas posses, nos pediram espontaneamente e com muita insistência a graça de participarem neste serviço em favor dos cristãos [de Jerusalém]. E ultrapassando as nossas esperanças, deram-se a si mesmos, primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus. Por isso pedimos a Tito que levasse a bom termo entre vós esta obra de generosidade, como tinha começado.
Portanto, já que sobressaís em tudo – na fé, na eloquência, na ciência, em toda a espécie de atenções e na caridade, que vos ensinámos – deveis também sobressair nesta obra de generosidade. Não vo-lo digo como quem manda, mas quero verificar, perante a solicitude alheia, a sinceridade da vossa caridade. Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa, para vos enriquecer com a sua pobreza. Dou-vos apenas a minha opinião neste assunto, porque assim é do vosso interesse, tanto mais que fostes os primeiros, já desde o ano passado, não só a sugerir, mas também a empreender esta obra. Agora levai-a a bom termo, de modo que, assim como fostes prontos em querê-la, também sejais prontos em realizá-la, segundo as vossas possibilidades.
Quando há boa vontade em dar, é bem aceite o que se tem e não importa o que se não tem. Não se trata de vos sobrecarregar para aliviar os outros, mas sim de procurar a igualdade. Nas circunstâncias presentes, aliviai com a vossa abundância a sua indigência, para que, um dia, eles aliviem a vossa indigência com a sua abundância. E assim haverá igualdade, como está escrito: «A quem tinha colhido muito não sobrou, e a quem tinha colhido pouco não faltou».
Graças a Deus, que pôs no coração de Tito a mesma solicitude por vós! Não só recebeu bem o meu pedido, mas partiu espontaneamente, cheio de solicitude, para junto de vós. Com ele enviámos juntamente aquele irmão cuja actividade pelo Evangelho é louvada em todas as Igrejas e que, além disto, foi ainda designado pelas Igrejas para nosso companheiro de viagem, nessa obra de caridade em que nos empenhamos, para glória do Senhor e como prova da nossa boa vontade. Assim evitamos que alguém nos critique pela administração dessa importante quantia, confiada ao nosso cargo, pois procuramos fazer o bem», não só «diante de Deus, mas também «diante dos homens.
Com eles enviámos ainda um nosso irmão cujo zelo temos frequentemente comprovado em muitos casos e que se mostra agora muito mais zeloso, em virtude da grande confiança que deposita em vós. No que se refere a Tito, é meu companheiro e meu colaborador junto de vós; quanto aos nossos irmãos, são delegados das Igrejas e glória de Cristo. Aos olhos das Igrejas, dai-lhes a prova da vossa caridade e a razão de nos gloriarmos a vosso respeito.
RESPONSÓRIO 2 Coríntios 8, 9; Filipenses 2, 7a
R. Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, * Para vos enriquecer pela sua pobreza.
V. Aniquilou-Se a Si próprio, assumindo a condição de servo. * Para vos enriquecer pela sua pobreza.
SEGUNDA LEITURA
Dos Sermões de São Cesário de Arles, bispo
(Serm. 25, 1: CCL 103, 111-112) (Sec. VI)
A misericórdia divina e a humana
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Dulcíssima é esta palavra «misericórdia», irmãos caríssimos; mas se é tão doce o nome, quanto mais não o será a própria realidade? Todos os homens querem misericórdia, mas infelizmente nem todos procedem de modo a merecê-la; todos a desejam receber, mas poucos a querem praticar.
Ó homem, com que coragem ousas pedir o que recusas dar aos outros? Quem deseja alcançar misericórdia no Céu, deve praticá-la neste mundo. Por conseguinte, irmãos caríssimos, já que todos desejamos misericórdia, façamos dela a nossa advogada neste mundo, para que no outro ela nos liberte. Efectivamente, é através da misericórdia praticada na terra que se chega à misericórdia do Céu. Assim diz a Escritura: Senhor, até ao Céu se eleva a vossa misericórdia.
Existe, portanto, a misericórdia terrena e humana, e a misericórdia celeste e divina. Qual é a misericórdia humana? A que atende às misérias dos pobres. E qual é a misericórdia divina? Sem dúvida, a que te concede o perdão dos pecados. Tudo o que dá a misericórdia humana durante a nossa peregrinação sobre a terra, a misericórdia divina o retribui na pátria. Deus, neste mundo, tem frio e fome na pessoa de todos os pobres, como Ele mesmo disse: Tudo o que fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes. O mesmo Deus que se digna recompensar no Céu, quer receber na terra.
Que espécie de gente somos nós? Quando Deus dá, queremos receber; mas quando pede, não queremos dar. Quando um pobre tem fome, é Cristo que passa necessidade, como Ele próprio disse: Tive fome e não Me destes de comer. Não desprezes, portanto, a miséria dos pobres, se queres esperar confiadamente o perdão dos pecados. Agora, irmãos, Cristo passa fome; é Ele que Se digna passar fome e sede na pessoa de todos os pobres; e restitui no Céu o que recebe cá na terra.
Pergunto-vos, irmãos: Que quereis ou que buscais quando vindes à Igreja? Certamente quereis e buscais misericórdia. Dai, portanto, a misericórdia terrena e recebereis a misericórdia celeste. O pobre pede-te a ti e tu pedes a Deus; ele pede um pouco de pão, tu pedes a vida eterna. Dá ao pobre, para mereceres receber de Cristo. Ouve as suas palavras: Dai e recebereis. Não compreendo como te atreves a esperar receber aquilo que não queres dar. Portanto, quando vindes à igreja, dai esmolas para os pobres, sejam elas quais forem, segundo as vossas possibilidades.
RESPONSÓRIO Lc 6, 36.37c-38a; Mt 5, 7
R. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso. * Perdoai e sereis perdoados; dai e recebereis.
V. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. * Perdoai e sereis perdoados; dai e recebereis.
Oração
Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
2 Tessalonicenses 3, 10b-13
Se alguém não quer trabalhar, também não deve comer. Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em atividades inúteis. A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem em paz, para ganharem o pão que comem. Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
V. Só Ele faz grandes maravilhas.
R. Agora e para sempre.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo
R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/segunda-feira-da-semana-xvii-do-tempo-comum-8/>]
Segunda-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Leitura I Jeremias 13:1-11
O Senhor disse-me:
«Vai comprar uma faixa de linho
e põe-na à cintura, mas sem a molhares na água».
Eu comprei a faixa e pu-la à cintura,
como o Senhor me tinha ordenado.
Pela segunda vez me foi dirigida a palavra do Senhor:
«Toma a faixa que compraste e que trazes à cintura,
põe-te a caminho até ao rio Eufrates
e esconde-a lá na fenda dum rochedo».
Eu fui esconder a faixa na margem do Eufrates,
como o Senhor me tinha ordenado.
Muitos dias depois, disse-me o Senhor:
«Põe-te a caminho e vai ao rio Eufrates
buscar a faixa que lá te mandei esconder».
Eu fui ao Eufrates procurar a faixa
e tirá-la do lugar onde a escondera.
Mas a faixa tinha-se estragado e já não servia para nada.
Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Assim fala o Senhor:
Deste modo destruirei o orgulho de Judá,
a grande soberba de Jerusalém.
Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas palavras,
que segue as tendências do seu coração obstinado
e segue outros deuses para os servir e adorar,
ficará como essa faixa, que já não serve para nada.
Porque assim como a faixa se prende à cintura do homem,
também Eu tinha prendido a Mim
toda a casa de Israel e toda a casa de Judá,
– diz o Senhor –
para que fossem o meu povo,
proclamando o meu nome, o meu louvor e a minha glória.
Mas eles não Me obedeceram».
compreender a palavra
O profeta é desafiado por Deus a criar um sinal para falar ao povo. Deus mada comprar uma faixa de linho. Esta faixa serve para atar a túnica à cintura, tem uma utilidade importante e reconhecida por todos. No entanto, Deus manda ao profeta que esconda a faixa de linho debaixo de terra junto do rio. E de novo, passado um tempo, manda que vá recuperá-la. Acontece que está apodrecida, não serve para nada. Deus tira uma conclusão explicando ao profeta que o seu povo era para ele de grande importância como a faixa de linho, mas este povo apodreceu, perdeu utilidade, destruiu-se a si mesmo afastando-se de Deus e adorando os ídolos. O povo perdeu utilidade, deixou de servir de sinal de Deus para todos os povos.
meditar a palavra
O orgulho, que tem as suas raízes em nós e revela-se na sua máxima expressão quando queremos viver a vida sem Deus. Entender que nos pertencemos a nós próprios e podemos decidir da nossa vida como bem entendermos, leva-nos à perda da consciência do que somos e o que somos define-se na relação com os outros e especialmente com o Outro que é Deus. Israel abandonou o seu interlocutor, que era a referência do seu próprio ser e agir. Com essa atitude perdeu-se, tornou-se inútil. Não deixou de viver, mas vive uma vida vazia de sentido. O mesmo pode acontecer connosco se, levados pelo orgulho de quem pensa ter o poder da vida na mão, esquecermos aquele que é a referência de sentido da existência de cada homem.
rezar a palavra
Destrói o orgulho que pretende ganhar espaço em mim, Senhor. Humilha-me para que me reconheça na minha verdadeira dimensão. Mostra-te como Senhor para que entenda que só tu és Deus e não eu e em ti encontre o verdadeiro sentido da minha vida.
compromisso
Procuro o sinal de Deus que me chama ao seu amor.
Evangelho Mateus 13:31-35
Naquele tempo,
Jesus disse ainda à multidão a seguinte parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se ao grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as plantas da horta
e torna-se árvore,
de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos».
Disse-lhes outra parábola:
«O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado».
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: «Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo».
compreender a palavra
Jesus fala em parábolas e dessa forma dá cumprimento ao que foi anunciado pelo profeta. Estas duas parábolas revelam dois aspetos do reino de Deus. O primeiro é a insignificância frente à grandeza. Aparentemente o reino é algo sem importância, mas depois de ser lançado à terra e crescer, torna-se imprescindível para muitos que podem abrigar-se nos seus ramos. A segunda ideia revela o escondido, o oculto no silêncio. Como o fermento na massa, o reino é silencioso, está oculto, parece não ser nada e desaparecer na massa. Na realidade, a força do reino manifesta-se aí, no silêncio e a sua presença é tudo menos inativa.
meditar a palavra
Em dois sentidos podemos meditar a Palavra. Primeiro, preciso de entender como o reino chegou a mim, pela palavra que me foi anunciada e como essa palavra atua na minha vida sem eu me aperceber. Depois, preciso abrir os olhos para o mundo e ver os sinais do reino à minha volta em tantas situações, que passam despercebidas. Perceber os sinais do reino é dar-me conta da presença de Deus e da sua ação na história dos homens. Só reconhecendo esses sinais posso tornar-me colaborador de Deus na implantação do reino no ambiente em que estou inserido.
rezar a palavra
A tua palavra desperta em mim a novidade do reino e convida-me a ser colaborador na sua implantação no mundo. Ensina-me, Senhor, a atenção necessária para poder perceber os teus sinais na vida e na história dos homens, para acolher o dom que pretendes comunicar a todos para a salvação do mundo. Dá-me a coragem do silêncio ativo para que a massa seja transformada e o reino seja mesmo lugar de abrigo para todos.
compromisso
Vou estar atento aos sinais da manifestação do reino à minha volta.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Celestino IO papa Celestino I, eleito em 10 de setembro de 422, nasceu na Campânia, no sul da Itália. Considerado um governante de atitude, foi também um pioneiro em muitos aspectos. Enfrentou as graves questões da época de tal maneira que passou para a história, embora o seu mandato tenha durado apenas uma década. Era um período de reconstrução para Roma, que fora quase destruída pela invasão dos bárbaros, liderados por Alarico. O papa Clementino I participou ativamente restaurando numerosas basílicas, entre elas a de Santa Maria, em Trastevere, a primeira dedicada a Nossa Senhora, e construiu a de Santa Sabina. Além disso, entendia que o papa tinha o direito de responder pessoalmente a correspondência enviada pelos cristãos leigos e não apenas das autoridades e dos clérigos. E ele o exerceu por meio de suas cartas, as quais chamavam de decretais, e que se tornaram a semente do direito canônico. Também foi vigoroso o intercâmbio de correspondência que manteve com seu amigo e contemporâneo, Santo Agostinho, o bispo de Hipona, do qual foi ferrenho defensor. Foi ele o primeiro a determinar que os bispos não deveriam nunca negar a absolvição a alguém que estivesse morrendo. Também proibiu que os bispos vestissem cintos e mantos como os monges. Combateu as heresias, ajudou a esclarecer dúvidas doutrinais e combateu os abusos que se instalavam nas sedes episcopais. Seus atos pareciam acertar todo alvo escolhido. Enviou são Patrício à Irlanda e são Paládio à Escócia e, como se sabe, ambos se tornaram, histórica e espiritualmente, ligados a esses países para todo o sempre. Outro evento importantíssimo realizado sob sua direção foi o Concílio de Éfeso, em 431. A importância desse Concílio, o segundo realizado pela Igreja e do qual participaram apenas cento e sessenta bispos, foi que nele se confirmou o dogma de Maria como “Mãe de Deus” e não apenas “mãe do homem”, como pregava o arcebispo de Constantinopla, Nestório. Ele defendia a tese de que Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria era apenas a mãe do homem Jesus e não de Deus feito homem.O papa Celestino I, para acabar com a confusão que se generalizara no mundo cristão, determinou que São Cirilo, bispo de Alexandria, dirigisse o Concílio, que se iniciou em 22 de junho de 431. Ao seu final, foi restabelecida a verdade bíblica do nascimento do Cristo. O papa enviou comunicados a todas as autoridades do mundo não só explicando a decisão, mas informando a destituição e condenação do bispo Nestório, que foi poupado da excomunhão. Este foi seu último documento oficial, expedido na data de 15 de março de 432, que fechou com chave de ouro seu pontificado, pois morreria alguns meses depois, em 27 de julho. São Celestino I foi sepultado numa capela do cemitério de Priscila. Em 817, suas relíquias foram colocadas na basílica de Santa Praxedes, e uma parte delas enviadas para a catedral de Mantova. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Pantaleão, Natália, Aurélio de Córdova e Maria Madalena Martinengo.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 27 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Romanos 13:8-10
Não tenhais qualquer dívida a ninguém, senão a de vos amar uns aos outros, pois quem ama o próximo cumpre a lei. A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.
V. Sois o meu refúgio: não me rejeiteis,
R. Nem me abandoneis, ó Deus, meu Salvador.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudainos a viver de tal modo no meio das nossas actividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tiago 1:19-20 e 26
Cada qual seja pronto para ouvir, lento para falar e lento para se irar, porque a ira do homem não realiza a justiça de Deus. Se alguém se considera religioso e não refreia a própria língua, engana-se a si mesmo e a sua religião é vã.
V. A toda a hora bendirei o Senhor,
R. O seu louvor estará sempre na minha boca.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 17-19
Vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai-vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da vã maneira de proceder, herdada de vossos pais, mas pelo Sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha.
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim:
R. Nas assembleias bendirei o Senhor.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Colossenses 1:9-11
Procurai conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e inteligência espiritual, para viverdes de maneira digna do Senhor e agradar-Lhe inteiramente, realizando toda a espécie de boas obras e progredindo no conhecimento de Deus.
Sereis fortalecidos pelo seu poder glorioso, para que se confirme a vossa constância, longanimidade e alegria a toda a prova.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, porque sou pecador.
R. Salvai-me, Senhor, porque sou pecador.
V. Tende piedade de mim, Senhor.
R. Porque sou pecador.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, porque sou pecador.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tessalonicenses 5:9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
