“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE JULHO DE 2026
27 de julho de 2026Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Segunda Epístola aos Coríntios 9, 1-15
Frutos espirituais da colecta
Irmãos: Quanto ao auxílio em favor dos cristãos, parece-me escusado escrever-vos. Conheço de facto a vossa prontidão, de que me ufano diante dos macedónios, dizendo-lhes que a Acaia está pronta desde o ano passado. E o vosso zelo tem estimulado a muitos deles. Enviei-vos, entretanto, os irmãos, para que o elogio que fiz de vós não fosse desmentido neste caso e para que vós, como disse, estivésseis preparados. Temia que se os macedónios fossem comigo e não vos encontrassem preparados, ficássemos nós – para não dizer vós – cheios de vergonha, por esse excesso de confiança. Julguei necessário pedir àqueles irmãos que fossem adiante ter convosco e preparassem de antemão a vossa prometida liberalidade. Assim, será verdadeiramente uma manifestação de liberalidade e não de mesquinhez.
Lembrai-vos disto: quem semeia pouco também colherá pouco, e quem semeia abundantemente também colherá abundantemente. Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento, porque Deus ama aquele que dá com alegria. E Deus é poderoso para vos cumular de todas as graças, de modo que, tendo sempre e em tudo o necessário, vos fique ainda muito para toda a espécie de boas obras, como está escrito: «Reparte com largueza pelos pobres; a sua generosidade permanece para sempre».
Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para alimento também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça. Sereis enriquecidos em tudo e podereis praticar a mais larga generosidade, que fará subir, por nosso intermédio, a acção de graças a Deus. A realização desta obra de caridade não só remedeia as necessidades dos cristãos, mas também é fonte de muitas acções de graças a Deus. Ao apreciarem tal serviço sagrado, eles glorificarão a Deus pela vossa obediência ao Evangelho de Cristo que professais e pela generosidade em repartirdes com eles e com todos. E com a sua oração por vós, mostram a viva afeição que vos consagram, por causa da superabundante graça de Deus que existe em vós. Graças a Deus pelo seu dom inefável.
RESPONSÓRIO Lc 6, 38; 2 Cor 9, 7a
R. Dai e dar-se-vos-á: uma boa medida, cheia, a transbordar. * Com a medida com que medirdes, vos será medido.
V. Dê cada um segundo o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. * Com a medida com que medirdes, vos será medido.
SEGUNDA LEITURA
Das Homilias de São basílio Magno, bispo
(Homilia sobre a caridade, 3, 6: PG 31, 266-267, 275) (Sec. IV)
Semeai para vós mesmos segundo a justiça
Imita a terra, ó homem; produz fruto como ela, para não pareceres inferior às coisas inanimadas. A terra produz os seus frutos, não para usufruir deles, mas para teu proveito. Tu, porém, podes recolher os frutos da tua beneficência, uma vez que a graça e o prémio das boas obras revertem em benefício dos que as fazem. Se deste ao faminto, volta para ti o que deste e volta com acréscimo. Assim como o grão de trigo, ao cair na terra, produz fruto em favor de quem o lançou, também o pão que dás ao faminto te proporcionará no futuro grandes benefícios. Procura, pois, que o fim da agricultura seja para ti o princípio da sementeira celeste: Semeai para vós mesmos segundo a justiça, diz a Escritura.
Virá o momento em que terás de abandonar as riquezas, quer queiras quer não; e levarás então à presença do Senhor a glória adquirida com as tuas boas obras. Quando te apresentares diante do Juiz universal, todo o povo proclamará a tua generosidade, beneficência e liberalidade, e te bendirá com todos os nomes que exaltam a tua bondade e caridade. Não vês aqueles que desbaratam as suas riquezas nos anfiteatros, nas competições atléticas, nas comédias, nas lutas entre homens e feras, cuja simples vista seria repugnante a qualquer pessoa, e tudo isso por uma glória momentânea, pelo ruído e aplauso do povo?
E tu serás avaro quando se trata de despesas que te podem alcançar tão grande glória? Receberás a aprovação de Deus, o louvor dos Anjos e a bênção de todos os homens que existem desde a origem do mundo; em recompensa pela recta administração de bens corruptíveis, receberás a glória eterna, a coroa da justiça, o reino dos Céus. Será possível que fiques indiferente ante estes bens imortais, que são o objecto da nossa esperança, e prefiras a avidez dos bens terrestres? Vamos! Reparte generosamente as riquezas, sê generoso e magnânimo em fazer despesas a favor dos pobres. Faz com que se possa dizer também de ti: Reparte com largueza pelos pobres; a sua justiça permanece para sempre.
Como devias estar agradecido, contente e feliz pela honra que te dá o benfeitor supremo! Como devias mostrar-te reconhecido por não teres de bater à porta dos outros, mas os outros à tua! Mas, pelo contrário, és retraído e inacessível, e evitas o encontro com aqueles que te podem pedir alguma coisa, por pequena que seja. Só sabes dizer: «Não tenho nada e não posso dar nada, porque sou pobre».
Na verdade, és pobre e indigente de todo o bem: pobre de amor, pobre de humanidade, pobre de fé em Deus, pobre de esperança nas realidades eternas.
RESPONSÓRIO cf. Is 58, 7-8
R. Reparte o teu pão com o faminto e dá pousada aos pobres sem abrigo. * Então a tua luz despontará como a aurora, e a tua justiça irá à tua frente.
V. Leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. * Então a tua luz despontará como a aurora, e a tua justiça irá à tua frente
Oração
Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
Rom 13, 11b.12-13a
Chegou a hora de nos levantarmos do sono. A noite vai adiantada, aproxima-se o dia. Abandonemos as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como convém em pleno dia.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
V. Minha defesa e meu Salvador.
R. Minha fortaleza e meu refúgio.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Espero em Deus, minha fortaleza e meu refúgio.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/terca-feira-da-semana-xvii-do-tempo-comum-10/>]
Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum
Leitura I Jr 14, 17-22
Chorem meus olhos, noite e dia, lágrimas sem fim,
porque uma grande ruína, uma chaga atroz,
tortura a virgem, filha do meu povo.
Se saio para o campo, eis os mortos à espada;
se entro na cidade, eis as vítimas da fome.
Tanto o profeta como o sacerdote
percorrem o país e não compreendem.
Acaso rejeitastes inteiramente Judá?
Porque Vos desgostastes com Sião?
Porque nos feristes sem esperança de remédio?
Esperávamos a paz e nada vemos de bom,
uma era de restauração e surgiu a angústia.
Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade
e a culpa dos nossos pais,
porque pecámos contra Vós.
Não nos rejeiteis, por amor do vosso nome,
não deixeis profanar o vosso trono de glória.
Recordai e não revogueis a vossa aliança connosco.
Pode algum dos falsos deuses das nações fazer que chova?
Ou é o céu que nos dá sozinho os aguaceiros?
Não sois Vós, Senhor, nosso Deus, em quem esperamos?
Na verdade, sois Vós que realizais tudo isto.
compreender a palavra
O povo. consciente do seu pecado e incrédulo diante da desgraça que os seus olhos contemplam. volta-se para o Senhor arrependido. Há choro e lamentações por causa dos mortos e da fome que alastra a todo o país. Ninguém é capaz de uma explicação. Como chegámos aqui? Como é que Deus permitiu que tudo isto acontecesse? Cair na realidade é dar-se conta do pecado “Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade e a culpa dos nossos pais, porque pecámos contra Vós”. E é também suplicar o perdão “Não nos rejeiteis… Recordai … a vossa aliança connosco”. Afinal nenhum dos falsos deuses é capaz de fazer chover.
meditar a palavra
A realidade, mesmo dramática, em que vemos as nossas vidas muitas vezes, são o lugar natural de encontro com Deus. Ao contrário do que pensamos, Deus não está no céu, mas na vida real acompanhando o seu povo por entre os caídos na morte, ao lado dos que passam fome, diante dos que choram as desgraças incompreensíveis da vida. E é diante da realidade e à luz da presença de Deus que vamos compreendendo os acontecimentos. São os nossos pecados e os pecados da humanidade que provocam as desgraças porque destruímos aquilo que o Senhor edificou para nós, rompemos com os compromissos do amor e construímos uma sociedade de ódio e guerra que impede a ação de Deus. Voltar-se para o Senhor é caminho de reconciliação, com ele, com os irmãos e com a natureza que nos rodeia. Reconciliados viveremos melhor até as dificuldades de cada dia.
rezar a palavra
Confessei-vos o meu pecado e não escondi a minha culpa. Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado. Recordai a vossa aliança de amor para comigo e não me rejeiteis. Que os inimigos não se riam de mim por me ver caído por terra, como os mortos à espada, mas, na misericórdia que manifestais para comigo, sejam eles confundidos e reconheçam que só tu, Senhor realizas, tudo em mim.
compromisso
Reconheço o mal praticado e volto para o Senhor.
Evangelho Mt 13, 36-43
Naquele tempo,
Jesus deixou a multidão e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d’Ele e disseram-Lhe:
«Explica-nos a parábola do joio no campo».
Jesus respondeu:
«Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Diabo.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça».
compreender a palavra
Jesus explica a parábola do trigo e do joio a pedido dos discípulos. É num contexto reservado que aparece a explicação. Por detrás está a parábola que fala de um senhor que semeou boa semente e um inimigo que semeou o joio. Uma mistura que deve ficar até ao fim e uma verdade que se revela definitiva no tempo da colheita. Jesus é o que semeia no campo imenso do mundo, os filhos do reino convivem com os filhos do maligno que semeia o joio. Por detrás está a exigência de dar fruto que é responsabilidade de cada um. Há trigo e há joio e o fruto é da responsabilidade individual. Ouvir ou não ouvir é o segredo para ser trigo ou ser joio. A sorte não pode ser igual para todos, uma vez que o Filho do homem semeou em todos a mesma semente. A iniquidade não é semente de Deus e, por isso, aqueles que a praticam não pertencem ao reino. Há um juízo e há um fim onde se revela a qualidade dos frutos.
meditar a palavra
A parábola dirige-se a cada um de nós e às nossas comunidades. Somos os filhos do reino e em nós foi semeada a boa semente. Chamados a crescer e a dar fruto, sentimos que em nós e à nossa volta alguém semeia o joio. Esta semente do mal, da inveja, da discórdia, da desunião… é obra do maligno. Os filhos do reino não estão isentos deste perigo. Chamados a ser trigo, podemos permitir, num momento de fragilidade que o joio cresça mais e tenha mais força que o trigo. Compete-nos lutar, mas não nos pertence a última decisão. O dono do campo, aquele que semeou a boa semente, é o juiz.
rezar a palavra
“Os que praticam a iniquidade”. Senhor, a decisão é desfavorável a estes que praticam a iniquidade. A semente do maligno está bem definida, é a iniquidade. Com esta palavra me alertas, porque sendo filho do reino pelo batismo, posso tornar-me filho do maligno pela iniquidade. Faz-me ouvir a tua voz, senhor, para que brilhe como o sol no reino de teu Pai.
compromisso
Quero estar atento aos sinais do maligno na minha vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São Nazário e São CelsoNazário é o mesmo que Nazareno, que significa “consagrado”, “puro” ou “guardião”. Celso, “excelso”, elevou-se acima de si mesmo, pois pela força de sua vontade superou sua pouca idade.Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu.Nazário foi batizado pelas mãos do próprio papa são Lino, o primeiro sucessor de são Pedro, que fez dele um dos seus auxiliares diretos. Ingressou no exército romano e com ele percorreu toda a Itália, onde também pregava o Evangelho. Mas, ao ser descoberto, foi levado à presença do imperador, que o mandou prender. Conseguindo fugir, abandonou Roma e tornou-se um pregador itinerante, até que, durante um sonho, Deus lhe disse para sair da Itália.Assim, foi para a Gália, hoje França, sempre pregando a palavra de Cristo. Em Cimiez, próximo de Nice, depois de converter uma nobre e rica senhora e seu filho, um adolescente de nome Celso, ela confiou o jovem a Nazário, que o fez seu discípulo inseparável. Juntos, percorreram os caminhos da Gália, deixando para trás cidades inteiras convertidas, pois, durante as suas pregações, aconteciam muitos milagres na frente de todos os presentes.Depois, foram para Treves, atualmente Trier, na Alemanha, onde fundaram uma comunidade cristã que se tornou tão famosa que os dois acabaram sendo denunciados e presos. Condenados à morte, foram jogados na confluência dos rios Sarre e Mosel. E novo milagre ocorreu: em vez de afundar, os dois flutuaram e andaram sobre as águas. Assustados, os pagãos não tentaram mais matá-los, apenas os expulsaram do país.Nazário e Celso foram, então, para Milão, onde mais uma vez viram-se vítimas da perseguição pagã, imposta pelo imperador Nero. Presos e condenados, desta vez foram decapitados em praça pública.Passados mais de dois séculos, em 396, os corpos dos dois mártires foram encontrados pelo próprio bispo de Milão, Ambrósio, também venerado pela Igreja. Durante suas orações, teve uma visão, que lhe indicou o local da sepultura de Nazário. Mas, para surpresa geral, a cabeça do mártir estava intacta, com os cabelos e a barba preservados, e ainda dela escorria sangue, como se fora decapitado naquele instante. A revelação foi mais impressionante porque, durante as escavações, também encontraram o túmulo do jovem discípulo Celso, martirizado junto com ele.Também foi por inspiração de santo Ambrósio que esta tradição chegou até nós, pois ele a contou a são Paolino de Nola, seu discípulo e biógrafo. As relíquias de são Nazário e são Celso foram distribuídas às igrejas de várias cidades da Itália, França, Espanha, Alemanha, África e Constantinopla. Dessa maneira, a festa dos dois santos difundiu-se por todo o mundo católico, sendo celebrados no dia em que santo Ambrósio teve a revelação: 28 de julho.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Sansão, Eustádio e Décio.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 28 DE JULHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 17, 7-8
Feliz de quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. Semelhante a uma árvore plantada à beira da água, estende as suas raízes para a corrente. Nada tem a temer quando vem o calor, e as suas folhas mantêm-se sempre verdes. Em ano de estiagem não se inquieta, nem deixa de produzir sempre os seus frutos.
V. O Senhor não recusa os seus bens aos que procedem com rectidão:
R. Senhor dos Exércitos, feliz daquele que em Vós confia.
Oração
Deus eterno e omnipotente, que à hora de Tércia enviastes o vosso Espírito Santo sobre os Apóstolos, derramai também sobre nós o mesmo Espírito de caridade, para que dêmos aos homens o testemunho fiel do vosso amor. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Prov 3, 13-15
Feliz de quem encontrou a sabedoria, de quem adquiriu a inteligência. Porque vale mais este lucro que o da prata, e o fruto que se obtém é melhor que o ouro fino. Ela é mais preciosa que as pérolas: jóia alguma a pode igualar.
V. Senhor, Vós amais a sinceridade de coração
R. E ensinais a sabedoria no íntimo da alma.
Oração
Senhor, que revelastes ao apóstolo São Pedro o desejo de salvar todos os povos, fazei que as nossas acções sejam agradáveis a vossos olhos e se integrem no vosso plano de amor e salvação. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Job 5, 17-18
Feliz o homem a quem Deus corrige: não desprezes a lição do Omnipotente. Ele fere e cura; Ele produz a ferida e com suas mãos a sara.
V. Tratai, Senhor, o vosso servo segundo a vossa bondade
R. E dai-me a conhecer os vossos decretos.
Oração
Senhor, que enviastes um Anjo ao centurião Cornélio para lhe revelar o caminho da salvação, ajudai-nos a trabalhar cada vez mais e melhor pela salvação dos homens, para que, juntamente com nossos irmãos, incorporados na vossa Igreja, possamos chegar até Vós. Por Nosso Senhor
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Jo 3, 1a.2
Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamarmos filhos de Deus. E somo-lo de facto. Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos como Ele é.
RESPONSÓRIO BREVE
V. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
V. A vossa fidelidade mantém-se de geração em geração.
R. Permanece eternamente.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. A vossa palavra, Senhor, permanece eternamente.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Pedro 5, 8-9a
Sede sóbrios e estai vigilantes: o vosso inimigo, o demónio, anda à vossa volta, como leão que ruge, procurando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
