LITURGIA DE 11 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO MARTINHO DE TOURS – BISPO (ANO A)
11 de novembro de 2023LITURGIA DE 13 DE NOVEMBRO DE 2023 –SEGUNDA-FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)
13 de novembro de 2023Néctar espiritual potencializador da prática cristã extraído do estudo da Liturgia Diária de 12/11/2023 – sabedoria bíblica “na veia” para cristãos de todas as denominações.
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (1º Sb 6,12-16), de impregnar-nos da consciência de que a Sabedoria é resplandescente e sua beleza inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 62): 1.Salmo de Davi, quando se achava no deserto de Judá. 2.Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água. 3.Quero vos contemplar no santuário, para ver vosso poder e vossa glória. 4.Porque vossa graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores. 5.Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei. 6.Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão. 7.Quando, no leito, me vem vossa lembrança, passo a noite toda pensando em vós. 8.Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas. 9.Minha alma está unida a vós, sustenta-me a vossa destra. 10.Quanto aos que me procuram perder, cairão nas profundezas dos abismos, 11.serão passados a fio de espada, e se tornarão pasto dos chacais. 12.O rei [e todos o que são fiéis e esperam no Senhor], porém, se alegrará em Deus. Será glorificado todo o que jurar pelo seu nome, enquanto aos mendazes lhes será tapada a boca. As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 4,13-18) compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que não devemos nos entristecer com a morte, como ocorre com os que não têm a esperança no Senhor, pois Jesus morreu e ressuscitou e pelo poder de Deus seremos elevados com ele quando morrermos. Assim também se sucedeu, conforme nossa fé, com os que morreram no Senhor antes de nós, de acordo com os desígnios divinos. A ressurreição da carne se operará no dia e hora que o Senhor determinar, não cabendo a nós especular a esse respeito. O Senhor nos criou e a ele cabe a decisão de quando haveremos de morrer, quando haveremos de ir habitar junto dele e quando haveremos de ser glorificados em corpo e espírito. Mantenhamo-nos, pois, vivendo fiéis aos preceitos do Senhor, amando-o com todas as nossas forças e ao próximo como a nós próprios – e esperemos confiantes! O Santo Evangelho (Mt 25,1-13) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos atuar vigilantes em todos os aspectos do viver, atuando, sim, com plena confiança no Senhor, porém também com prudência, fazendo da melhor forma possível o que nos cabe e o que está ao nosso alcance, evitando atuar com displicência. Cumpre-nos, sim, confiar na providência, mas não prevaricar, não negligenciar, não incorrer na estupidez de confiar no acaso… Estejamos, pois, preparados, com as lâmpadas de nossas almas abastecidas com o óleo da caridade, para que, quando chegar a nossa hora, possamos ser recebidos sem óbices – provocados por nós mesmos – por aquele que mais nos ama!
LITURGIA DIÁRIA
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Antífona da entrada
– Chegue até vós a minha súplica; inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).
Oração do dia
– Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
1ª Leitura: 1º Sb 6,12-16
Salmo Responsorial: Sl 62
– A minh’alma tem sede de vós, e vos deseja, ó Senhor.
2ª Leitura: 1Ts 4,13-18
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– É preciso vigiar e ficar de prontidão; em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Mt 24,42.44)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 25,1-13
Glória a vós, Senhor!
Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!
LEITURA ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (1º Sb 6,12-16): Resplandescente é a Sabedoria, e sua beleza é inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos […].
As santas palavras do Salmo Responsorial nos ensinam pelo salmista (Sl 62): 1.Salmo de Davi, quando se achava no deserto de Judá. 2.Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água. 3.Quero vos contemplar no santuário, para ver vosso poder e vossa glória. 4.Porque vossa graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores. 5.Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei. 6.Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão. 7.Quando, no leito, me vem vossa lembrança, passo a noite toda pensando em vós. 8.Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas. 9.Minha alma está unida a vós, sustenta-me a vossa destra. 10.Quanto aos que me procuram perder, cairão nas profundezas dos abismos, 11.serão passados a fio de espada, e se tornarão pasto dos chacais. 12.O rei, porém, se alegrará em Deus. Será glorificado todo o que jurar pelo seu nome, enquanto aos mendazes lhes será tapada a boca.
As santas palavras da 2ª Leitura nos ensinam pelo Apóstolo (1Ts 4,13-18): Irmãos, não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como os outros homens que não têm esperança. 14.Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram. 15.Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não precederemos os mortos. 16.Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. 17.Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. 18.Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Mt 25,1-13): Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. 2.Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. 3.Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. 4.As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. 5.Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. 6.No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. 7.E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. 8.As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. 9.As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. 10.Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. 11.Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, senhor, abre-nos! 12.Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! 13.Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura (1º Sb 6,12-16), de impregnar-nos da consciência de que a Sabedoria é resplandescente e sua beleza inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 62): 1.Salmo de Davi, quando se achava no deserto de Judá. 2.Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água. 3.Quero vos contemplar no santuário, para ver vosso poder e vossa glória. 4.Porque vossa graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores. 5.Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei. 6.Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão. 7.Quando, no leito, me vem vossa lembrança, passo a noite toda pensando em vós. 8.Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas. 9.Minha alma está unida a vós, sustenta-me a vossa destra. 10.Quanto aos que me procuram perder, cairão nas profundezas dos abismos, 11.serão passados a fio de espada, e se tornarão pasto dos chacais. 12.O rei [e todos o que são fiéis e esperam no Senhor], porém, se alegrará em Deus. Será glorificado todo o que jurar pelo seu nome, enquanto aos mendazes lhes será tapada a boca.
As santas palavras da 2ª Leitura (1Ts 4,13-18) compelem-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que não devemos nos entristecer com a morte, como ocorre com os que não têm a esperança no Senhor, pois Jesus morreu e ressuscitou e pelo poder de Deus seremos elevados com ele quando morrermos. Assim também se sucedeu, conforme nossa fé, com os que morreram no Senhor antes de nós, de acordo com os desígnios divinos. A ressurreição da carne se operará no dia e hora que o Senhor determinar, não cabendo a nós especular a esse respeito. O Senhor nos criou e a ele cabe a decisão de quando haveremos de morrer, quando haveremos de ir habitar junto dele e quando haveremos de ser glorificados em corpo e espírito. Mantenhamo-nos, pois, vivendo fiéis aos preceitos do Senhor, amando-o com todas as nossas forças e ao próximo como a nós próprios – e esperemos confiantes!
O Santo Evangelho (Mt 25,1-13) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos atuar vigilantes em todos os aspectos do viver, atuando, sim, com plena confiança no Senhor, porém também com prudência, fazendo da melhor forma possível o que nos cabe e o que está ao nosso alcance, evitando atuar com displicência. Cumpre-nos, sim, confiar na providência, mas não prevaricar, não negligenciar, não incorrer na estupidez de confiar no acaso… Estejamos, pois, preparados, com as lâmpadas de nossas almas abastecidas com o óleo da caridade, para que, quando chegar a nossa hora, possamos ser recebidos sem óbices – provocados por nós mesmos – por aquele que mais nos ama!
Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que a Sabedoria é resplandescente e sua beleza inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos. Fazemos coro com o louvor orante do salmista, cientes de que nossos inimigos são os principados e potestades do maligno, que são as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares (Efésios 6,12), as quais tudo fazem para nos induzir em caminhos tortuosos, com tentações e seduções das mais variadas ordens (Sl 62): 1.Salmo de Davi, quando se achava no deserto de Judá. 2.Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, e minha carne por vós anela como a terra árida e sequiosa, sem água. 3.Quero vos contemplar no santuário, para ver vosso poder e vossa glória. 4.Porque vossa graça me é mais preciosa do que a vida, meus lábios entoarão vossos louvores. 5.Assim vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei. 6.Minha alma saciada como de fino manjar, com exultante alegria meus lábios vos louvarão. 7.Quando, no leito, me vem vossa lembrança, passo a noite toda pensando em vós. 8.Porque vós sois o meu apoio, exulto de alegria, à sombra de vossas asas. 9.Minha alma está unida a vós, sustenta-me a vossa destra. 10.Quanto aos que me procuram perder, cairão nas profundezas dos abismos, 11.serão passados a fio de espada, e se tornarão pasto dos chacais. 12.O rei [e todos o que são fiéis e esperam no Senhor], porém, se alegrará em Deus. Será glorificado todo o que jurar pelo seu nome, enquanto aos mendazes lhes será tapada a boca. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que não devemos nos entristecer com a morte, como ocorre com os que não têm a esperança no Senhor, pois Jesus morreu e ressuscitou e pelo poder de Deus seremos elevados com ele quando morrermos. Assim também se sucedeu, conforme nossa fé, com os que morreram no Senhor antes de nós, de acordo com os desígnios divinos. A ressurreição da carne se operará no dia e hora que o Senhor determinar, não cabendo a nós especular a esse respeito. O Senhor nos criou e a ele cabe a decisão de quando haveremos de morrer, quando haveremos de ir habitar junto dele e quando haveremos de ser glorificados em corpo e espírito. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vivendo fiéis aos vossos preceitos, amando-vos com todas as nossas forças e ao próximo como a nós próprios e esperemos confiantes! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que cumpre-nos atuar vigilantes em todos os aspectos do viver, atuando, sim, com plena confiança no Senhor, porém também com prudência, fazendo da melhor forma possível o que nos cabe e o que está ao nosso alcance, evitando atuar com displicência. Que confiemos na providência, mas não prevariquemos, não negligenciemos, não incorramos na estupidez de confiar no acaso… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que estejamos preparados, com as lâmpadas de nossas almas abastecidas com o óleo da caridade, para que, quando chegar a nossa hora, possamos ser recebidos sem óbices – provocados por nós mesmos – por aquele que mais nos ama! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – 12 de Novembro
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2023/11/santos-do-dia-da-igreja-catolica-12-de-novembro/> Postado em: 11/11/2023 por: marsalima]

São Josafá Kuncewicz
Tudo na vida de João Kuncewics aconteceu cedo e rápido. Nascido de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580, estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos, tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo, era nomeado superior do convento e, logo depois, arquimandrita de Polotsk. Com apenas trinta e sete anos, assumiu, embora a contragosto, o arcebispado de Polotsk.
Dizem os escritos antigos que a brilhante carreira era plenamente justificada pelos seus dotes intelectuais e, principalmente, pelo exemplo de suas virtudes, obediência total à disciplina monástica e à prática da caridade.
Exemplo disso foi quando, certa vez, sem ter como ajudar uma viúva que passava necessidades, penhorou o pálio de bispo para conseguir dinheiro e socorrê-la.
Vivia-se a época do cisma provocado pelas igrejas do Oriente e Josafá foi um dos grandes batalhadores pela união delas com Roma, tendo obtido vitória em muitas das frentes de batalha.
Josafá defendia com coragem a autoridade do papa e o fim do cisma, com a consequente união das igrejas. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos hereges e ele é considerado o responsável pelo retorno dos rutenos ao seio da Igreja. Embora outras igrejas do Oriente não o tenham seguido, foi uma vitória histórica e muito importante.
Atuando dessa forma e tendo as origens que tinha, é evidente que sofreria represálias. Foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas e uma oposição ameaçadora por parte dos que apoiavam o cisma. Em uma pregação, chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Até mesmo avisou “as ovelhas do seu rebanho”, como dizia, de que isso aconteceria. Mas não temia por sua vida e jamais deixou de lutar.
Em uma das visitas às paróquias sob sua administração, sua moradia foi cercada e atacada. Muitas pessoas da comitiva foram massacradas. O arcebispo Josafá, então, apresentou-se aos inimigos perguntando porque matavam seus familiares se o alvo era ele próprio. Impiedosamente, a multidão maltratou-o, torturou-o, matou-o e jogou seu corpo em um rio.
Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623, na cidade de Vitebsk, na Bielorússia. Seu corpo, depois, foi recuperado e venerado pelos fiéis. Mais tarde, os próprios responsáveis pelo assassinato do arcebispo foram presos, julgados, condenados e acabaram convertendo-se, escapando da pena de morte.
O papa Pio IX canonizou-o em 1876. São Josafá Kuncewics, considerado pelos estudiosos atuais da Igreja o precursor do ecumenismo que vivemos em nossos dias.
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS – ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – 12 DE NOVEMBRO DE 2023
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Profecia de Daniel 1, 1–21
Fidelidade dos jovens israelitas no palácio do rei de Babilônia
No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei de babilônia, veio cercar Jerusalém. O Senhor entregou-lhe nas mãos Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos do templo de Deus. Ele levou-os para a terra de Sinear e depositou-os no tesouro do templo do seu deus.
Depois o rei mandou a Aspenaz, chefe do pessoal do palácio, que trouxesse de entre os filhos de Israel alguns jovens de sangue real ou de família nobre, sem defeito, de boa presença, dotados de todas as qualidades, instruídos, inteligentes e cheios de vigor, a fim de os colocar no palácio do rei e lhes ensinar as letras e a língua dos caldeus. O rei fixou-lhes uma provisão diária da sua mesa e do vinho que ele bebia, ordenando que fossem educados durante três anos e depois entrariam ao serviço do rei.
Entre eles havia alguns filhos de Judá: Daniel, Ananias, Misael e Azarias. O chefe dos eunucos pôs-lhes os seguintes nomes: a Daniel o de Baltasar, a Ananias o de Sidrac, a Misael o de Misac e a Azarias o de Abdênago. Daniel fez o propósito firme de não se contaminar com o alimento do rei e o vinho que ele bebia; pediu ao chefe do palácio que não o obrigasse a manchar-se, e Deus fez que Daniel caísse nas boas graças do chefe do pessoal do palácio. Mas o chefe do pessoal disse a Daniel: «Tenho medo do rei, meu senhor, que vos determinou o alimento e a bebida. Se ele vir as vossas fisionomias mais abatidas que as dos jovens da vossa idade, pondes a minha cabeça em perigo diante do rei».
Daniel disse ao guarda a quem o chefe do pessoal tinha confiado Daniel, Ananias, Misael e Azarias: «Peço-te que ponhas à prova os teus servos durante dez dias: dá-nos apenas legumes para comer e água para beber. Depois verás o nosso aspecto e o dos jovens que comem do alimento real e procederás com os teus servos conforme o que tiveres visto». O guarda consentiu no que eles lhe propuseram e pô-los à prova durante dez dias.
Ao fim dos dez dias notou-se que eles tinham melhor aspecto e estavam mais nutridos do que todos os jovens sustentados pelo alimento real. Então o guarda retirou-lhes o alimento que lhes era destinado e o vinho que deviam beber e continuou a dar-lhes legumes. Deus concedeu a esses quatro jovens a ciência e o conhecimento de toda a escritura e de toda a sabedoria, e a Daniel a inteligência de todas as visões e sonhos.
Ao fim do tempo fixado pelo rei para que os vários jovens lhe fossem apresentados, o chefe do pessoal levou-os à presença de Nabucodonosor. O rei conversou com eles, e não havia entre todos quem se comparasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias; e por isso eles ficaram ao serviço do rei. Sempre que o rei os consultava em questões de sabedoria e inteligência, verificava que eles eram dez vezes superiores aos magos e adivinhos que havia em todo o seu reino. E assim viveu Daniel até ao primeiro ano do reinado de Ciro.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Início da Homilia de um autor do século II
(Cap. 1, 1 – 2, 7: Funk, 1, 145-149)
Cristo quis salvar o que estava perdido
Irmãos: Devemos acreditar em Jesus Cristo, verdadeiro Deus, juiz dos vivos e dos mortos, e tornar-nos conscientes da importância da nossa salvação. Com efeito, se damos pouca importância a estas realidades, também é pouco o que esperamos receber. Os que ouvem falar destas realidades sem lhes dar atenção, pecam; e todos nós pecamos se recusamos conhecer quem nos chama, a causa e a finalidade do seu chamamento, os sofrimentos que Jesus Cristo padeceu por nós.
Que retribuiremos nós ao Senhor, que fruto podemos oferecer-Lhe que seja digno do que Ele nos deu? Quantos benefícios Lhe devemos! Deu-nos a existência, chamou-nos como nosso verdadeiro Pai, salvou-nos quando estávamos perdidos. Que louvor ou retribuição Lhe poderemos dar para compensar tudo quanto recebemos? O nosso espírito estava tão enfraquecido que adorávamos pedras e madeiras, ouro, prata e bronze trabalhados pela mão dos homens; toda a nossa vida não era senão morte. Estávamos envoltos nas trevas e cheios de escuridão no nosso olhar; e por sua graça recuperamos a vista, fazendo desaparecer a névoa que nos rodeava.
Vendo-nos extraviados no caminho da morte e sabendo que fora d’Ele não tínhamos esperança de salvação, compadeceu-Se de nós e salvou-nos pela sua misericórdia. Chamou-nos à vida quando não existíamos, quis que passássemos do nada à existência.
Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos; entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, porque serão mais numerosos os filhos da desamparada que os daquela que tem marido. Ao dizer: Exulta, ó estéril, que não tiveste filhos, refere-se a nós, porque era estéril a nossa Igreja, antes de receber os seus filhos. Ao dizer: Entoa cânticos de alegria, tu que não deste à luz, exorta-nos a elevar confiadamente as nossas preces a Deus sem desfalecimento. E ao dizer: Porque serão mais numerosos os filhos da desamparada que os daquela que tem marido, quer significar que o nosso povo parecia abandonado e privado de Deus, mas agora, mediante a fé, tornamo-nos mais numerosos do que aqueles que eram considerados os adoradores de Deus.
Também se diz noutro lugar da Escritura: Não vim chamar os justos mas os pecadores. Assim fala o Senhor para nos fazer compreender a sua vontade de salvar os que andam perdidos. O que é verdadeiramente grande e admirável não é sustentar o que está firme, mas o que ameaça ruína. Foi o que fez Jesus Cristo: quis salvar o que andava perdido e de fato salvou a muitos, quando nos veio chamar a nós que estávamos em risco de nos perdermos.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE LAUDES
2 Tim 2, 8.11-13
Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos. É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; se O negarmos, também Ele nos negará; se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA TERÇA
1 Cor 6, 19-20
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós e vos foi dado por Deus? Não vos pertenceis a vós mesmos: fostes resgatados por grande preço. Glorificai a Deus no vosso corpo.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA SEXTA
Deut 10, 12
Agora, Israel, que te pede o Senhor teu Deus? Que respeites o Senhor teu Deus, que sigas todos os seus caminhos, que O ames e sirvas com todo o teu coração e com toda a tua alma.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DA HORA NONA
Cant 8, 6b-7
O amor é forte como a morte, e a paixão é violenta como o abismo. É uma chama ardente, um fogo divino. As águas torrenciais não conseguem apagar o amor, nem os rios o podem submergir.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE VÉSPERAS
Hebr 12, 22-24
Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva; de uma assembleia dos primogênitos cujos nomes estão inscritos no Céu; de Deus, juiz do universo; dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição; de Jesus, Mediador da Nova Aliança, e do Sangue de aspersão que fala mais eloquentemente que o sangue de Abel.
LEITURA BREVE DA ORAÇÃO DE COMPLETAS
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
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Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos.
** O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária. Nestes estudos apresentamos o Salmo completo e eventualmente inserimos algumas passagens suprimidas que reputamos importantes para a melhor compreensão e compenetração no ensinamento bíblico). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
*** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados.
**** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
[Fonte: <https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c>]
***** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática




O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.
1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?
2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.
3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…
4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
