“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE AGOSTO DE 2026
25 de agosto de 2026Quarta da Semana XXI do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Livro de Jeremias 2, 1-13.20-25
Infidelidade do povo de Deus
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo:
«Vai e proclama aos ouvidos de Jerusalém:
‘Assim fala o Senhor:
Lembro-Me de ti, da afeição da tua juventude,
do amor do teu noivado,
quando Me seguias no deserto,
numa terra onde não se semeia.
Israel era então herança sagrada do Senhor,
primícias da sua colheita.
Quantos dela comiam recebiam a paga:
a desgraça caía sobre eles
oráculo do Senhor –.
Ouvi a palavra do Senhor,
casa de Jacob e todas as famílias da casa de Israel’.
Assim fala o Senhor:
Que injustiça encontraram em Mim os vossos pais,
para se afastarem de Mim?
Correram atrás da vaidade
e tornaram-se vãos.
Nem sequer disseram: ‘Onde está o Senhor,
que nos fez sair da terra do Egipto,
nos guiou através do deserto,
terra de desolação e de abismos,
terra seca e tenebrosa,
terra por onde ninguém passa
e onde ninguém habita?’.
Eu conduzi-vos a uma terra de pomares,
para comerdes de seus ricos frutos.
Mas logo que entrastes, profanastes a minha terra
e fizestes da minha herança um lugar abominável.
Nem sequer os sacerdotes perguntaram:
‘Onde está o Senhor?’.
Os mestres da lei não Me conheceram,
os guias do povo revoltaram-se contra Mim,
os profetas vaticinaram em nome de baal
e foram atrás de deuses que nada valem.
Por isso, vou ainda acusar-vos, diz o Senhor,
e acusarei os filhos dos vossos filhos.
Passai às ilhas dos citas e vede;
enviai homens a Cedar e informai-vos bem;
vede se lá sucedeu coisa semelhante.
Porventura troca uma nação os seus deuses?
E esses nem sequer são deuses!
Mas o meu povo trocou a sua glória
pelo que não vale nada!
Pasmai de tudo isto, ó céus,
estremecei de horror e espanto,
diz o Senhor.
Porque o meu povo cometeu dois pecados:
abandonou-Me a Mim, fonte de água viva,
e cavaram cisternas, cisternas rotas,
que não conservam a água.
– Desde há muito, sacudiste o jugo,
rompeste os laços
e disseste: ‘Não servirei!’,
enquanto sobre toda a colina elevada
e debaixo de toda a árvore frondosa
te deitavas e prostituías.
Eu tinha-te plantado com vides escolhidas,
todas elas de boa cepa.
Como te converteste em sarmentos degenerados
de uma videira bastarda?
Ainda que te laves com potassa e muita lixívia,
o teu pecado ficará indelével na minha presença,
diz o Senhor Deus.
Como te atreves a dizer: ‘Não estou manchada,
não corri atrás dos deuses baal’?
Olha para as tuas pegadas no vale,
vê tudo o que ali fizeste.
Camela ligeira a correr sem rumo,
jumenta selvagem acostumada ao deserto,
que no calor do seu desejo aspira o vento,
quem lhe poderá dominar o cio?
Os que a procuram não têm que se cansar:
porque a encontrarão no seu mês.
Tem cuidado! Que o teu pé não se descalce
nem fique seca a tua garganta.
Mas tu dizes: ‘Não importa.
Estou apaixonada pelos estrangeiros
e hei-de segui-los’».
RESPONSÓRIO cf. Jer 2, 21; Mt 21, 43; Is 5, 7b
R. Eu tinha-te plantado como vinha escolhida. Como te converteste em sarmentos degenerados de uma vinha bastarda? * Por isso ser-vos-á tirado o reino de Deus e será dado a um povo que produza os seus frutos.
V. Esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror! * Por isso ser-vos-á tirado o reino de Deus e será dado a um povo que produza os seus frutos.
SEGUNDA LEITURA
Das Instruções de São Columbano, abade
(Instr. 13, De Christo fonte vitae, 1-2:
Opera, Dublin 1957, 116-118) (Sec. VII)
Quem tem sede venha a Mim e beba
Escutai atentamente, irmãos caríssimos, porque é muito importante para vós o que vou dizer-vos. Dessedentai as vossas almas na água da inexaurível fonte divina de que vou falar-vos. bebei, mas nunca vos deis por completamente saciados. Assim podereis continuar a beber e a desejar a água daquela fonte viva, daquela fonte da vida que vos chama: Quem tem sede venha a Mim e beba.
Entendei bem de que bebida se trata. Escutai o que por meio de Jeremias vos diz a própria fonte: Abandonaram-Me a Mim, fonte da água viva, diz o Senhor. O próprio Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, é a fonte da vida que nos chama a Si para bebermos da água viva. bebe desta água quem se alimenta da palavra de Deus. Quem muito ama, muito deseja. Bebe desta água quem se inflama no amor da sabedoria.
Considerai donde brota esta fonte: brota do mesmo lugar donde desce também o nosso pão; porque Aquele mesmo que é o pão é também a fonte, o Filho unigénito, Cristo nosso Deus e Senhor, de quem sempre devemos ter fome. Ainda que nos alimentemos d’Ele pelo amor, ainda que O saboreemos pelo desejo, continuemos sempre famintos do seu amor. Bebamos sempre d’Ele que é a nossa fonte, bebamos com amor sempre crescente, saboreemos a suavidade da sua doçura.
Porque o Senhor é bom e suave; ainda que O comamos e bebamos, não deixemos nunca de ter sede e fome d’Ele, porque é o nosso alimento e a nossa bebida. Ninguém poderá comê-l’O e bebê-l’O totalmente, porque embora seja comido e bebido, nunca Se esgota, nunca Se consome. O nosso pão é eterno, a nossa fonte é perene, a nossa fonte é doce. Por isso diz o Profeta: Todos vós que tendes sede, vinde à fonte das águas. Esta fonte é para quem tem sede e não para quem está saciado. Ele chama a Si os que têm fome e sede – aqueles que noutro lugar proclama bem-aventurados – porque esses nunca se cansam de beber, mas quanto mais bebem mais sede têm.
Portanto, irmãos, devemos desejar, buscar e amar sempre a fonte da sabedoria, o Verbo de Deus Altíssimo, no qual, segundo a expressão do Apóstolo, se encontram todos os tesouros da sabedoria e da ciência.
Se tens sede, bebe da fonte da vida; se tens fome, come do pão da vida. Felizes os que têm fome deste pão e têm sede desta fonte, porque estes famintos e sedentos, por mais que comam e bebam, procuram saciar sempre mais plenamente a sua fome e a sua sede. Como será inefavelmente saborosa esta comida e doce esta bebida! Por muito que se coma e beba, sempre se tem fome e sede, sempre se saboreia e sempre se deseja. Por isso diz o profeta rei: Saboreai e vede, como é doce, como é bom o Senhor.
RESPONSÓRIO Jo 7, 37-38
R. Jesus, de pé, exclamou em alta voz: * Quem tem sede venha a Mim e beba.
V. O coração daquele que acredita em Mim tornar-se-á uma fonte de água viva. * Quem tem sede venha a Mim e beba.
Oração
Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Tob 4, 14-15a.16ab.19
Presta atenção, filho, a todas as tuas obras e sê prudente nas tuas palavras. Não faças a ninguém o que não queres que te façam a ti. Reparte o teu pão com os famintos e os indigentes; e agasalha com as tuas vestes os que não têm com que se cobrir. Dá esmola de tudo o que tens em abundância. Bendiz o Senhor em todo o tempo e pede-Lhe que oriente os teus caminhos, para que cheguem a bom termo todos os teus projectos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
V. Fazei-me viver segundo a vossa palavra.
R. Para cumprir as vossas ordens.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Inclinai, Senhor, o meu coração para cumprir as vossas ordens.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/quarta-da-semana-xxi-do-tempo-comum-3/>]
Quarta da Semana XXI do Tempo Comum
Leitura I 2Ts 3, 6-10.16-18
Nós vos ordenamos, irmãos,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo,
que vos afasteis de todos os irmãos que vivem na ociosidade
e não conforme os ensinamentos que de nós recebestes.
Sabeis como deveis imitar-nos,
pois não vivemos no meio de vós na ociosidade,
nem comemos de graça o pão de ninguém.
Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga,
para não sermos pesados a nenhum de vós.
Não é que não tivéssemos esse direito,
mas quisemos ser para vós um exemplo a imitar.
Quando estávamos convosco,
já vos dávamos esta ordem:
quem não quer trabalhar, também não deve comer.
O Senhor da paz vos conceda a paz
em todo o tempo e por todas as formas.
O Senhor esteja com todos vós.
A saudação é do meu punho e letra: Paulo.
Assino deste modo em todas as minhas cartas.
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
compreender a palavra
A comunidade de Tessalónica vive um problema que é preciso resolver de forma enérgica. Um problema que já existia quando Paulo estava entre eles e que, ao que parece, se agravou ainda mais. O problema é que alguns não querem trabalhar. Talvez porque entendem que o regresso prometido de Jesus está eminente e deve encontrá-los a rezar e por isso não trabalham, ou por qualquer outra motivação. A verdade é que provocam duas situações, por um lado são um peso para os outros porque comem e não trabalham, por outro lado, a sua inatividade deixa-lhes tempo para incomodarem os outros com as suas inquietações. Paulo recomenda que se afastem destes ociosos e ainda que, os que não trabalham também não comam.
meditar a palavra
Nas palavras de Paulo podemos ver esta advertência: pode acontecer que nos tornemos um peso para os outros, não por necessitarmos do seu apoio, o que seria justo, mas por preguiça, desinteresse e não participação na vida comunitária. De facto, encontramos em todas as comunidades cristãs pessoas que se dedicam totalmente ao serviço dos outros na liturgia, na caridade, na catequese, nas diversas formas de apostolado e encontramos outros que nunca têm tempo, nunca estão disponíveis, não sabem, não têm jeito. No fundo, não querem colaborar com os demais porque estar sentado a ver é muito mais agradável e criticar o que outros fazem é bem mais fácil. Paulo diz a estes: “Quem não quer trabalhar também não coma”. Também é verdade que estes ociosos que encontramos em todas as comunidades, são também os que sabem criticar e destroem com a sua maledicência o trabalho, a dedicação e até o bom nome dos outros. Tornam-se causa de desmotivação e sofrimento. Afastai-vos destes, diz Paulo.
rezar a palavra
Senhor, não quero ser um peso para os meus irmãos na fé. Quero estar com eles nas diversas tarefas que é necessário realizar para construir a Igreja aqui neste lugar. Quero ser dos que estão sempre dispostos a reconhecer o esforço dos outros e a incentivar para que todos se sintam felizes na sua missão.
compromisso
Vou agradecer aos que trabalham na minha comunidade e dispor-me a participar ativamente como eles.
Evangelho Mt 23, 27-32
Naquele tempo,
disse Jesus:
«Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque sois semelhantes a sepulcros caiados:
por fora parecem belos,
mas por dentro estão cheios de ossos de mortos
e de toda a podridão.
Assim sois vós também:
por fora pareceis justos aos olhos dos homens,
mas por dentro estais cheios de hipocrisia e maldade.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas,
porque edificais os sepulcros dos profetas
e ornamentais os túmulos dos justos;
e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais,
não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’.
Assim dais testemunho contra vós mesmos,
confessando que sois os filhos daqueles que mataram os profetas.
Completai então a obra dos vossos pais».
compreender a palavra
Jesus continua a falar para os Fariseus e os Escribas dirigindo-se ao seu interior. Apostados em esconder a verdade que trazem dentro de si mesmos, procuram parecer justos aos olhos dos homens, por isso, preocupam-se com o seu exterior. Jesus compara-os aos túmulos, por dentro podridão e por fora flores e ornamentos. Também os critica por se julgarem melhores que seus pais, quando eles, filhos de assassinos, são capazes de decisões e julgamentos desumanos. Hipócritas, pareceis, mas não sois.
meditar a palavra
O exame da minha vida continua sob o olhar de Jesus. Ele é crítico e exigente comigo, não para me destruir nem condenar, mas para me abrir à verdade, à graça, à salvação. Só na verdade de mim mesmo poderei reconhecer a bondade de Deus e a presença gratificante dos irmãos. Sem o reconhecimento da verdade da minha vida serei sempre um juiz impiedoso que condeno tudo e todos sem me dar conta da minha hipocrisia.
rezar a palavra
Purifica, Senhor, o meu olhar. Ensina-me a olhar para dentro de mim com verdade, sem fugas nem medos, mas confiante na tua graça e na tua misericórdia. Não permitas que me coloque no lugar do juiz que condena os outros sem ver o mal que me corrompe.
compromisso
Hoje quero ver os sinais da minha hipocrisia para a eliminar da minha vida com a verdade.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São ZeferinoO papa Zeferino exerceu um dos pontificados mais longos da Igreja de Cristo, de 199 a 217. E os únicos dados de sua vida registrados declaram que: depois do papa Vitor, de origem africana, clero e povo elegeram para a cátedra de Pedro um romano, Zeferino, filho de um certo Abôndio.Zeferino foi o 14º papa a substituir são Pedro. Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios, que abalavam a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo, profetizando e pregando o fim do mundo.Mas o papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano, dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.O papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.O papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Assim, Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras e, nas laterais, foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.Esse foi o longo pontificado de Zeferino, encerrado pela intensificação às perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.O papa são Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu, em 217, e foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Joana Isabel e Isabel Richier.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 26 DE AGOSTO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 13-14
Tende o vosso espírito alerta e sede vigilantes. Ponde toda a vossa esperança na graça que vos será concedida, quando Jesus Cristo Se manifestar. Como filhos obedientes, não vos conformeis com os desejos de outrora, quando vivíeis na ignorância.
V. Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
R. Ensinai-me as vossas veredas.
Oração
Senhor, Pai santo, Deus fiel, que enviastes o Espírito Santo para reunir os homens, dispersos pelo pecado, ajudai-nos a ser, no meio do mundo, fermento de unidade e de paz. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
1 Pedro 1, 15-16
À semelhança do Deus santo que vos chamou, sede santos, vós também, em todas as vossas acções, como está escrito: «Sede santos, porque Eu sou santo».
V. Revistam-se de justiça os vossos sacerdotes,
R. Exultem de alegria os vossos fiéis.
Oração
Deus omnipotente e misericordioso, que a meio do dia concedeis um descanso à nossa fadiga, olhai benignamente o trabalho começado, e, remediando as nossas fraquezas, levai a bom termo as nossas acções, segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Tg 4, 7-8a. 10
Submetei-vos a Deus. Resisti ao demónio e ele fugirá de vós. Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-Se-á de vós. Humilhai-vos diante do Senhor e Ele vos exaltará.
V. Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,
R. Para os que esperam na sua bondade.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, de braços abertos na cruz, morrestes pela salvação dos homens, fazei que todas as nossas acções Vos sejam agradáveis e sirvam para manifestar ao mundo a vossa redenção. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 22.25
Sede cumpridores da palavra, não apenas ouvintes, pois seria enganar-vos a vós mesmos. Aquele que se aplica atentamente a considerar a lei perfeita, que é a lei da liberdade, e nela persevera, sem ser um ouvinte que se esquece mas que efectivamente a cumpre, esse encontrará a felicidade no seu modo de viver.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
V. Não permitais que minha almase junte aos pecadores.
R. E tende piedade de mim.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Salvai-me, Senhor, e tende piedade de mim.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ef 4, 26-27
Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
