“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 8 DE OUTUBRO DE 2026
8 de outubro de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE OUTUBRO DE 2026
11 de outubro de 2026Sexta-feira da Semana XXVII do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Da Primeira Epístola a Timóteo 6, 1-10
Os escravos. Os falsos doutores
Queridos: Todos aqueles que se encontram em meio à escravidão, tratem nossos sentimentos com todo o respeito, para que o nome de Deus e de Sua Mãe não seja ferido. Não os desprezemos sob o pretexto de estarmos armados. Pelo contrário, desejamos-lhes o melhor, pois nós, que nos beneficiamos de seus serviços, somos fiéis e amados por Deus.
Isto é o que deve ser observado e recomendado. Se alguém ouve outra história e não segue as palavras salutares de Nosso Senhor Jesus Cristo e a história que está em conformidade com a verdade, é um pai orgulhoso, uma pessoa ignorante, um professor que se preocupa com essas questões e disputas sobre palavras. Daí nascemos para a raiva, para a discórdia, para os insultos, para as suspeitas maliciosas, para as altercações entre famílias de espírito perverso, que perderá o senso da verdade e encontrará em nossos pés uma fonte de lucro.
Um pé é realmente uma fonte de lucro para te fazer feliz como você é. Nada é demais neste mundo e nada pode ser tirado. Se soubermos como vir e nos vestir, seremos felizes. Mas aqueles que procuram nos inflamar são tentados e tomados por muitos desejos insensatos e fatais, que levam nossos lares à ruína e à perdição. O amor pelo dinheiro é a raiz de todos os males; alguns, para tentar obtê-lo, passam por ele e o tomam à custa de muitas dores.
RESPONSÓRIO Mt 6, 25; cf. 1 Tm 6, 8
R. Não vos preocupeis com a vossa vida, pois deveis andar, nem com o vosso corpo, pois deveis vestir-vos. * A vida não é melhor do que a comida, e o corpo melhor do que a roupa?
V. Se vos dissermos como vir e vestir, ficaremos felizes. * A vida não é melhor do que a comida, e o corpo melhor do que a roupa?
SEGUNDA LEITURA
Da Primeira Exortação de São Vicente de Lerins, presbítero
(Cap. 23; PL 50, 667-668) (Sec. V)
A evolução do dogma cristão
Não haverá progresso na compreensão religiosa na Igreja de Cristo? Há, sem dúvida, e muito grande. Como resultado, quem seria tão malicioso para com a humanidade e tão inimigo de Deus a ponto de tentar impedir esse progresso? Mas é claro que se trata de um verdadeiro progresso da fé e não de uma alteração da fé. Verifique se o verdadeiro progresso ocorre quando algo se desdobra sem ser o mesmo; ocorre uma alteração quando se deixa o que se é e se torna o nosso.
É necessário, portanto, que, ao longo dos tempos e séculos, cresça e evolua continuamente em inteligência, ciência e sabedoria de cada um, de cada lar e de toda integridade. Mas essa involução na fé deve ser feita segundo a sua natureza, isto é, preservando a identidade do dogma, da doutrina e do seu significado.
A compreensão religiosa dos homens imita a sua involução na estrutura dos seus corpos. Essas coisas crescem e se desenvolvem ao longo de dois anos, mas sempre preservamos a sua natureza. Há uma grande diferença entre florescer e crescer; mas aqueles que chegam até nós rapidamente são os mesmos que antes eram adolescentes. Mudança na condição física e no conforto do lar; Enquanto permanecer o mesmo que sua natureza, permanecerá idêntico à sua pessoa.
Os membros do recém-nascido e dos jovens adultos são pequenos; contudo, os membros são os mesmos. Os adultos não têm o mesmo número de organismos que as crianças; e se é verdade que alguns órgãos aparecem no processo de involução, eles já estão incluídos no embrião, de modo que nada se revela mais rapidamente do que já estava latente nos gritos.
Não tenho dúvidas disso. Esta é uma norma legítima de todo progresso, e estas são as maravilhas de todo crescimento: à medida que passam dois anos, continuamos a demonstrar aos nossos adultos aquelas perfeições que a sabedoria do Criador já formou no corpo do nascimento.
Se um ser humano se transformasse de tal forma que passasse a apresentar uma estrutura que não correspondesse à sua especificidade, e com o aumento da subtração de seus membros, todo o organismo se tornaria necessariamente danificado, monstruoso ou, pelo menos, gravemente deformado. Da mesma forma, o dogma da religião de Cristo deve seguir essa evolução: cresce ao longo de dois anos, evolui com a vida, cresce com o passar do tempo.
As sementes mencionadas anteriormente serão plantadas fora do campo da Igreja para semear. Seria gravemente injusto e incongruente que nós, nossos descendentes, substituíssemos a verdade autêntica daqueles que nasceram erroneamente em Cizânia.
Retidão e coerência exigem que não haja contradição entre o rally e seus frutos: se este é o resultado do trigo da verdade verdadeira, o fruto a ser colhido é o trigo do dogma verdadeiro; e se ele sempre contém alguma porção dessas sementes primitivas que ainda podem evoluir com o passar do tempo, deve continuar sendo objeto de uma cultura feliz e fecunda.
RESPONSÓRIO Deut 4, 1a.2a; Jo 6, 63b
R. Escuta, Israel, como tu e os preceitos que Eu ensino. * Não acrescentes nada nem ultrapasses nada do que ordenas.
V. As palavras que eu vos digo são espírito e vida. * Não acrescentes nada nem ultrapasses nada do que ordenas.
Oração
Deus eterno e onipotente, que, em vosso infinito amor, acumulastes as coisas boas que vos imploramos acima de todos os vossos méritos e desejos, por vossa misericórdia, libertastes nossa consciência de toda ansiedade e de nós o que não podemos pedir. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos ou Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
LEITURA BREVE
2 Coríntio 12, 9b-10
Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Mostrai-me o vosso caminho.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Fazei-me sentir, desde a manhã, a vossa bondade.
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <https://aliturgia.com/sexta-feira-da-semana-xxvii-do-tempo-comum-12/>]
Sexta-feira da Semana XXVII do Tempo Comum
Leitura I: Gálatas 3, 7-14
Irmãos:
Procurai compreender:
Os verdadeiros filhos de Abraão são os que vivem segundo a fé.
Tendo a Escritura previsto
que Deus havia de justificar os gentios pela fé,
anunciou previamente a Abraão esta boa nova:
«Em ti serão abençoadas todas as nações».
Assim, os que vivem segundo a fé
são abençoados com Abraão, que acreditou.
Na verdade, os que dependem das obras da Lei de Moisés
estão sob a maldição, porque está escrito:
«Maldito aquele
que não cumpre tudo o que está escrito no Livro da Lei».
Além disso, é evidente que diante de Deus,
ninguém é justificado pela Lei,
porque a Escritura diz: «O justo viverá pela fé».
A Lei, porém, não se baseia na fé,
porque diz: «Quem cumprir aqueles preceitos viverá por eles».
Mas Cristo resgatou-nos da maldição da Lei de Moisés,
tornando-Se maldição por amor de nós, como está escrito:
«Maldito aquele que é suspenso do madeiro».
Assim, por meio de Jesus Cristo,
a bênção de Abraão se estendeu-se aos gentios
e nós recebemos, pela fé, o Espírito prometido.
Compreender a Palavra
Consciente de que a morte de Cristo se deu com base na lei aplicada pelos homens para condenar o inocente, Paulo vai mostrar aos partidários da lei de Moisés que a lei mata, condena e amaldiçoa, enquanto a fé faz viver. Serve-se de Abraão para nos mostrar que nele, porque acreditou, são abençoados todos os que acreditarem, porque “o justo viverá pela fé”, mas os que vivem segundo a lei serão amaldiçoados por não ser fácil cumprir tudo o que está escrito no livro da lei. Ora, Cristo veio libertar-nos do domínio da lei para nos fazer viver segundo a fé como filhos de Abraão.
Meditar a Palavra
As palavras de Paulo aplicam-se ao contexto em que vivemos hoje. Por um lado temos pessoas que entendem a vida cristã como cumprimento de preceitos, normas e leis. E de facto todos pensámos assim em algum momento e assim agimos. Mas é comum percebermos que se levanta uma nova visão da vida e da fé que não passa pelo cumprimento de normas, mas pela misericórdia. A lei oprime, esmaga e mata. Quem vive segundo a lei perde a liberdade de agir segundo o coração. Jesus libertou-nos da pequenez desta forma de pensar. Abriu o coração num amor universal e entregou a vida toda esgotando-se em misericórdia. Por essa razão, nos sabe bem olhar a vida a partir deste prisma do amor novo da misericórdia e sentimo-nos aí reconfortados pela liberdade que nos é restituída. Poderá ser mais fácil viver no cumprimento de normas, mas é mais realizador dar asas ao coração e viver segundo o amor apesar de representar um risco maior em cada gesto.
Rezar a palavra
Senhor, dá-nos a graça de sabermos arriscar toda a nossa vida na experiência da misericórdia marcada por gestos corajosos. Que o nome, a reputação ou o julgamento dos outros não nos tire a capacidade de ver o horizonte que se projeta à nossa frente como experiência do amor gratuito, generoso e livre pelos que estão amargamente sujeitos a lei do bem parecer, à norma do consensual, à ditadura do mundo.
Compromisso
Amar nunca foi fácil mas o cumprimento das normas também nunca foi sinal de amor porque só se ama na liberdade e a fé não é senão o amor posto em prática.
Evangelho: Lc 11, 15-26
Naquele tempo,
Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram:
«É por Belzebu, príncipe dos demónios,
que Ele expulsa os demónios».
Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu.
Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse:
«Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas
e cairá casa sobre casa.
Se Satanás está dividido contra si mesmo,
como subsistirá o seu reino?
Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios.
Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu,
por quem os expulsam os vossos discípulos?
Por isso eles mesmos serão os vossos juízes.
Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus,
então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós.
Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio,
os seus bens estão em segurança.
Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence,
tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos.
Quem não está comigo está contra Mim
e quem não junta comigo dispersa.
Quando o espírito impuro sai do homem,
anda a vaguear por lugares desertos à procura de repouso.
Como não o encontra, diz consigo:
‘Voltarei para a casa de onde saí’.
Quando lá chega, encontra-a varrida e arrumada.
Então vai e toma consigo sete espíritos piores do que ele,
que entram e se instalam nela.
E o último estado daquele homem
torna-se pior do que o primeiro».
Compreender a Palavra
A ação de Jesus contra o demónio é motivo para toda a narração que escutamos hoje. Os que assistiram à expulsão do demónio dividem-se entre a multidão, os que pedem um sinal do céu que garanta a sua pertença a Deus e os que o acusam de agir em nome de Belzebu. Jesus aproveita a ocasião para esclarecer a multidão a fim de que não o confundam com as críticas levantadas. A defesa de Jesus é irrefutável porque envolve também os judeus que expulsam demónios. As palavras de Jesus definem claramente a necessidade de uma opção, ou com ele ou contra ele. Cada um há de tomar uma firme decisão.
Meditar a Palavra
Perante a minha vida onde todos os dias acontecem coisas extraordinárias, posso simplesmente colocar-me na posição de quem diz que tudo acontece por acaso ou pelas minhas capacidades ou, ainda, pelas circunstâncias que o proporcionaram. Posso também pedir provas para poder aceitar outra visão sobre os acontecimentos da minha vida. Mas Jesus pede-me que seja capaz de me colocar do seu lado para ver como ele vê, que tudo é dom da graça de Deus. O amor de Deus faz acontecer a vida e tudo o que gera vida em mim e à minha volta.
Rezar a Palavra
Não te peço sinais, Senhor, apenas quero poder contemplar aceitar que o teu reino está mesmo entre nós e se manifesta das mais diversas maneiras. À minha volta, homens e mulheres, jovens e crianças, com as suas palavras, as suas vidas, as suas dores e alegrias falam de um amor que ultrapassa tudo o que podemos esperar das nossas capacidades. É aí, na vida de cada dia, que espero encontrar-te e ver o teu reino realizar-se como dom de salvação para todos.
Compromisso
Vou estar atento às manifestações do reino de Deus no meu dia.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]
São João LeonardoLeonardo nasceu na Toscana, em 1541. Levou uma vida normal de leigo, trabalhando no ramo farmacêutico com o pai até os vinte e seis anos de idade, quando este morreu. Tendo participado do trabalho junto aos pobres com os padres colombinos, decidiu entregar sua vida ao seguimento de Cristo.Mesmo sabendo das dificuldades por ser adulto, Leonardo não se intimidou. Enfrentou os estudos desde o começo, do princípio mais elementar. Juntou-se aos meninos para aprender o latim e, em seguida, aplicou-se no estudo de filosofia e de teologia. Quatro anos depois, foi ordenado sacerdote.Dedicando-se à catequese das crianças, implantou, junto com alguns religiosos, uma educação totalmente voltada para os princípios cristãos, nascendo, em 1574, a Congregação da Doutrina Cristã, hoje Clérigos Regulares da Mãe de Deus, também conhecidos como padres leonardinos. Em 1584, resolveu fazer uma peregrinação à França, ao Santuário de Nossa Senhora de Loreto. Leonardo, que tinha conquistado a confiança do papa Clemente VIII, foi enviado por este para realizar diversas missões em seu nome, restaurando a disciplina religiosa em várias ordens, conventos e congregações. Era um tempo de decadência de costumes e seu trabalho entusiasmado e atraente trouxe de volta os velhos princípios do verdadeiro cristianismo que se haviam perdido no dia-a-dia de muitos integrantes da Igreja.Preocupado em assegurar um futuro de fé às crianças pagãs, fundou, em parceria com João Batista Vives, um colégio para jovens sacerdotes que se espalhariam pelo mundo como missionários, pregando o catolicismo entre os infiéis e cuidando das vítimas das epidemias. Portanto João Leonardo foi o precursor do Colégio Urbano dos Missionários da Propaganda Fidei, ou Obra da Propaganda da Fé, fundado em 1627, em Roma, atuante até nossos dias, principalmente na esfera da Santa Sé. E também dos Missionários Exteriores de Paris, fundado em 1663.Influenciado pelo Concilio de Trento, ao lado de grandes religiosos da época, como os depois santos Filipe Neri, José Calazanz e Camilo de Lellis, João Leonardo travou uma grande luta pela reforma eclesiástica da Itália, o que o fez tornar-se, também, um dos grandes do seu tempo.Radicado em Roma, ele morreu no dia 8 de outubro de 1609. Seu corpo se encontra na cripta da igreja Santa Maria, em Campiteli. Beatificado em 1861, o papa Pio XI declarou santo João Leonardo em 1938, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Dionísio e Públia.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 9 DE OUTUBRO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 1, 16b-17
O Evangelho é força de Deus para a salvação de todo o crente. Porque no Evangelho se revela a justiça de Deus, que tem origem na fé e conduz à fé, conforme está escrito: «O justo viverá pela fé».
V. No Senhor se alegra o nosso coração
R. Em seu santo nome pomos a nossa confiança.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que na hora de Tércia fostes levado ao suplício da cruz pela salvação do mundo, ajudai-nos a chorar os pecados da vida passada e a evitar as faltas no futuro. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Rom 3, 21-22a
Independentemente da lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos os crentes.
V. Os preceitos do Senhor são rectos e alegram o coração,
R. Os mandamentos do Senhor são claros e iluminam os olhos.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que à luz do meio-dia, enquanto as trevas envolviam o mundo, subistes à cruz para nossa salvação, concedei-nos sempre a vossa luz, para que ilumine os nossos caminhos e nos conduza à vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ef 2, 8-9
É pela graça que fostes salvos, por meio da fé. A salvação não vem de nós: é dom de Deus. Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
V. Na terra se conhecerão os vossos caminhos
R. E entre os povos a vossa salvação.
Oração
Senhor Jesus Cristo, que, suspenso na cruz, recebestes no reino eterno o ladrão arrependido, aceitai benignamente a humilde confissão das nossas culpas e abri-nos também a nós, depois da morte, as portas do paraíso. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Tg 1, 2-4
Considerai como motivo de grande alegria, meus irmãos, as diversas provações por que tendes passado. Vós sabeis que a vossa fé, assim provada, produz a constância. A constância, por sua vez, deve ser exercida plenamente, para serdes perfeitos e irrepreensíveis, sem nenhuma deficiência.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. E fez de nós um reino de sacerdotes para Deus.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Cristo amou-nos e purificou-nos com o seu Sangue.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Jer 14, 9
Estais no meio de nós, Senhor, e sobre nós foi invocado o vosso nome. Não nos abandoneis, Senhor nosso Deus.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
