“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE MARÇO DE 2024
3 de março de 2024“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 05 DE MARÇO DE 2024
5 de março de 2024SEGUNDA-FEIRA DA III SEMANA DA QUARESMA
Concitamos que empregue especial empenho e dedicação em sorver o néctar espiritual potencializador da prática cristã no IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA), para sustento, remédio e fortalecimento espiritual. A leitura dos EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ e dos ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA complementam essa refeição espiritual. Sugerimos que, na medida das possibilidades, nos tempos livres do pensamento, escolha para assistir, conforme apetecer, como em um bufê, alguns dos vídeos disponibilizados, buscando aumentar a “ingestão” desses conteúdos e diminuir os “do mundo”. Que o Senhor derrame copiosas bênçãos sobre sua vida e seu organismo espiritual se fortaleça a cada dia mais para produzir preciosos frutos de vida cristã autêntica, com muita graça e unção!
Recomendamos efusivamente que ouça a oração da manhã disponibilizada no link abaixo:
https://youtu.be/BygbzoBCJRI?si=yZJ8vU3-r3Qk1tt_

SAUDAÇÃO
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

LITURGIA DIÁRIA
[Fonte: <http://novaalianca.com.br/index.php/liturgia-diaria2/4290-liturgia-de-04-de-marco-de-2024>]
Antífona da entrada
– Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! (Sl 83,3)
Coleta
– Senhor, com vossa incansável misericórdia, purifiqueis e protegeis a vossa Igreja; e, porque sem vós ela não pode subsistir, governai-a constantemente com vosso auxílio. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
1ª Leitura: 2 Reis 5,1-15
Salmo Responsorial: Sl 41,2.3; 42,3.4
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 4,24-30
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção (Sl 129,5.7)
Jesus Cristo, sois bendito, sois ungido de Deus Pai!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor!

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)

Ensinamentos – 1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) do que o texto diz
As santas palavras da 1ª Leitura nos ensinam pelo escritor sagrado (2 Reis 5,1-15): Naamã, general do exército do rei da Síria, gozava de grande prestígio diante de seu amo, e era muito considerado, porque, por meio dele, o Senhor salvou a Síria; era um homem valente, mas leproso. 2. Ora, tendo os sírios feito uma incursão no território de Israel, levaram consigo uma jovem, a qual ficou a serviço da mulher de Naamã. 3. Ela disse à sua senhora: Ah, se meu amo fosse ter com o profeta que reside em Samaria, ele o curaria da lepra! 4. Ouvindo isso, Naamã foi e contou ao seu soberano o que dissera a jovem israelita. 5. O rei da Síria respondeu-lhe: Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel. Naamã partiu com dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez vestes de festa. 6. Levou ao rei de Israel uma carta concebida nestes termos: Ao receberes esta carta, saberás que te mando Naamã, meu servo, para que o cures da lepra. 7. Tendo lido a missiva, o rei de Israel rasgou as vestes e exclamou: Sou eu porventura um deus, que possa dar a morte ou a vida, para que esse me mande dizer que cure um homem da lepra? Vede bem que ele anda buscando pretextos contra mim. 8. Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei tinha rasgado as vestes, mandou-lhe dizer: Por que rasgaste as tuas vestes? Que ele venha a mim, e saberá que há um profeta em Israel. 9. Naamã veio com seu carro e seus cavalos e parou à porta de Eliseu. 10. Este mandou-lhe dizer por um mensageiro: Vai, lava-te sete vezes no Jordão e tua carne ficará limpa. 11. Naamã se foi, despeitado, dizendo: Eu pensava que ele viria em pessoa, e, diante de mim, invocaria o Senhor, seu Deus, poria a mão no lugar infetado e me curaria da lepra. 12. Porventura os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles e ficar limpo? E, voltando-se, retirou-se encolerizado. 13. Mas seus servos, aproximando-se dele, disseram-lhe: Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado. 14. Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes, como lhe ordenara o homem de Deus, e sua carne tornou-se tenra como a de uma criança. 15. Voltando então para o homem de Deus, com toda a sua comitiva, entrou, apresentou-se diante dele e disse: Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.
As santas palavras do Salmo Responsorial apresentam o louvor orante do salmista (Sl 41,2.3; 42,3.4): Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? […] 3. Lançai sobre mim a vossa luz e fidelidade; que elas me guiem, e me conduzam ao vosso monte santo, aos vossos tabernáculos. 4. E me aproximarei do altar de Deus, do Deus de minha alegria e exultação. E vos louvarei com a cítara, ó Senhor, meu Deus!
O Santo Evangelho ensina-nos pelo Evangelista (Lc 4,24-30): E acrescentou: “Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25. Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26. mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27. Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”. 28. A essas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29. Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30. Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.

Compromisso – 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer
As santas palavras da liturgia do dia 04 de março de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (2 Reis 5,1-15), em primeiro plano, que cumpre manter-nos atentos ao que pessoas simples tem a dizer, pois foi a serva da esposa de Namã (general do exército do rei da Síria) quem sugeriu que buscasse auxílio de um profeta de Israel para que fosse curado da lepra.
Após procurar o rei de Israel, com muitos presentes, Namã se dirigiu à porta do profeta Eliseu, tendo este lhe mandado dizer por um mensageiro que se lavasse sete vezes no rio Jordão para ficar limpo da lepra. Decepcionado por não ter sequer sido recebido pelo profeta, decidiu que iria banhar-se nos rios de sua terra. Porém seus servos lhe disseram: “Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado.” Seguiu esse conselho – mais uma vez de pessoas simples – e foi purificado da lepra de que padecia. Voltou então, com toda a sua comitiva, para agradecer o homem de Deus, apresentando-se diante dele e afirmando: “Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.”
Cabe-nos, pois, superar o orgulho e a arrogância, colocando-nos com humildade diante do Senhor e seus mensageiros, seguindo fielmente as orientações divinas. Desse modo obteremos a purificação de tudo quanto macula nossas vidas e resplandeceremos, gradual e progressivamente, tendo o viver renovado em todos os sentidos pela graça divina. Cumpre-nos ainda, a exemplo de Namã, reconhecer as maravilhas realizadas pelo único Deus e agradecer as dádivas divinas.
As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista (Sl 41,2.3; 42,3.4).
O Santo Evangelho (Lc 4,24-30) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus, tendo se dirigido a Nazaré, onde pregou na sinagoga mas não foi bem acolhido por seus conterrâneos, afirmou que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.
Diante da expectativa de que realizasse ali milagres, citou os exemplos da viúva de Sarepta, a quem foi mandado Elias, livrando-a da fome no decorrer dos três anos e meio de seca; e de Naamã, o sírio, que recebeu a cura da lepra por intermédio do Profeta Eliseu – salientando que foram estrangeiros os que receberam as graças. Encolerizados, expulsaram-no da sinagoga e o lançaram fora da cidade, tencionando precipitá-lo do alto do monte sobre o qual estava construída a cidade, mas ele retirou-se dali, passando por entre eles.
Cumpre-nos atuarmos cientes de que é de fundamental importância nos colocarmos receptivos e com fé para recebermos as graças de Deus – e não desanimarmos, nem entrarmos em confronto, caso não sejamos bem acolhidos quando estivermos pregando a Palavra de Deus, mas simplesmente retirar-nos da forma mais discreta possível.

Oração consolidadora do compromisso – 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus
Primeira leitura
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 04 de março de 2024, que esclarece em especial em 2 Reis 5,1-15, em primeiro plano, que cumpre manter-nos atentos ao que pessoas simples têm a dizer, pois foi a serva da esposa de Namã (general do exército do rei da Síria) quem sugeriu que ele buscasse o auxílio de um profeta de Israel para ser curado da lepra.
Após procurar o rei de Israel, com muitos presentes, Namã se dirigiu à porta do profeta Eliseu, tendo este lhe mandado dizer por um mensageiro que se lavasse sete vezes no rio Jordão para ficar limpo da lepra. Decepcionado por não ter sequer sido recebido pelo profeta, decidiu que iria banhar-se nos rios de sua terra. Porém seus servos lhe disseram: “Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado.” Seguiu esse conselho – mais uma vez de pessoas simples – e foi purificado da lepra de que padecia.
Voltou então, com toda a sua comitiva, para agradecer o homem de Deus, apresentando-se diante dele e afirmando: “Reconheço que não há outro Deus em toda a terra, senão o de Israel. Aceita este presente do teu servo.”
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que superemos o orgulho e a arrogância, dando a devida atenção ao que nos sugerem as pessoas simples – e nos coloquemos com humildade diante do Senhor e seus mensageiros, seguindo fielmente as orientações divinas. Desse modo obteremos a purificação de tudo quanto macula nossas vidas e resplandeceremos, gradual e progressivamente, tendo o viver renovado em todos os sentidos pela graça divina.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Namã, reconhecendo as maravilhas realizadas pelo único Deus e agradecer vossas portentosas dádivas divinas que a cada respiração se renovam em nossas vidas.
Como corolário dessa oração, fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 41,2.3; 42,3.4): Como a corça anseia pelas águas vivas, assim minha alma suspira por vós, ó meu Deus. 3. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus? […] 3. Lançai sobre mim a vossa luz e fidelidade; que elas me guiem, e me conduzam ao vosso monte santo, aos vossos tabernáculos. 4. E me aproximarei do altar de Deus, do Deus de minha alegria e exultação. E vos louvarei com a cítara, ó Senhor, meu Deus! Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
Evangelho
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 04 de março de 2024, que esclarece em especial no Santo Evangelho (Lc 4,24-30) que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que Jesus, tendo se dirigido a Nazaré, ali pregou na sinagoga mas não foi bem acolhido por seus conterrâneos e afirmou que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.
Diante da expectativa de que realizasse ali milagres, citou os exemplos da viúva de Sarepta, a quem foi mandado Elias, livrando-a da fome no decorrer dos três anos e meio de seca; e de Naamã, o sírio, que recebeu a cura da lepra por intermédio do Profeta Eliseu – salientando que foram estrangeiros os que receberam as graças. Encolerizados, expulsaram-no da sinagoga e o lançaram fora da cidade, tencionando precipitá-lo do alto do monte sobre o qual estava construída a cidade, mas ele retirou-se dali, passando por entre eles.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes da fundamental importância de nos colocarmos receptivos e com fé para recebermos as graças de Deus – e não desanimemos, nem entremos em confronto, caso não sejamos bem acolhidos quando estivermos pregando a Palavra de Deus, mas simplesmente nos retiremos da forma mais discreta possível. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo
Esse é um passo individual, sendo os anteriores base, estímulo e impulso para dá-lo da forma mais elevada possível. A participação na Santa Missa (ou, alternativamente, assisti-la por meio eletrônico), a récita do Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais nos sentimos particularmente tocados (em especial invocando a proteção e orientação dos anjos) são práticas de importância fundamental! Prosseguir nas leituras abaixo também contribui para elevar-se a esse quarto degrau. Elas dão a conhecer a história de vida dos santos com seus exemplos de prática cristã. Proporcionam ainda a compenetração no teor das leituras destacadas nas orações da Liturgia das Horas (recomendamos recitar ou pelo menos ouvir essas orações em seus respectivos horários) – que consistem em estímulos para a santificação do dia. Além disso, recomendamos usufruir os infinitos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual. Cumpre-nos, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades de cada um, avançar na prática de orações mentais meditando leituras recomendadas para tal, bem como avançar na busca de ampliar o conhecimento da fé, da doutrina cristã expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos. São tesouros de inimaginável valor que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41).
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
Santos do Dia da Igreja Católica – .. de Março
[Fonte: <https://sagradamissao.com.br/2024/03/santos-do-dia-da-igreja-catolica-04-de-marco-2/>]

São Casimiro
Casimiro nasceu na Croácia no dia 03 de outubro de 1458 e era o décimo terceiro filho do rei da Polônia, Casimiro IV, e da rainha Elisabete d’Asburgo. Ele poderia muito bem colocar sobre a cabeça uma coroa e reinar sobre um território, como todos os seus doze irmãos o fizeram. Porém, apesar de possuir os títulos de príncipe da Polônia e grão-duque da Lituânia, não seguiu esse caminho. Desde pequeno abriu mão do luxo da corte, suas ricas festas e todas as facilidades que a nobreza proporcionava. Fez voto de castidade e vivia na simplicidade do seu quarto, que transformou numa cela como a de um eremita, dedicando-se à oração, disciplina, penitência e solidão.
Quando os húngaros se rebelaram contra o seu rei, Mateus Corvino, e ofereceram ao jovem príncipe Casimiro, então com treze anos, a coroa, ele a renunciou tão logo soube que seu pai havia se declarado contra a deposição daquele rei e a imposição pela força de outro, no caso ele. O príncipe tinha de fato apenas uma ambição, se é que assim pode ser chamada, dedicar-se ao ideal da vida monástica.
Entretanto não fugia dos deveres políticos, tendo ajudado o pai nos negócios do reino desde os dezessete anos, principalmente nos problemas referentes à Lituânia, onde era muito querido pelo povo. Com a conversão do rei da Hungria que abdicou para entrar num mosteiro, o rei Casimiro IV, seu pai, herdou esses domínios que incluíam além da Hungria a Prússia. Porém, isso também não entusiasmou o jovem príncipe a se coroar. Desde a infância levava uma vida ascética, muito humilde, jejuando continuamente e dormindo no chão, por isso sua saúde nunca foi perfeita.
Dessa forma, jovem príncipe acabou contraiu a tuberculose. Mesmo assim seu pai lhe cofiou a regência do reino, por um breve período. O rei desejando ampliar ainda mais os domínios do já imenso império, pretendia firmar um contrato de matrimonio para o filho com a bela e rica herdeira de Frederico III, cujas fronteiras passariam as ser mar Báltico e o mar Negro, realizando seu velho sonho. Por isso precisava se ausentar, pois queria tratar pessoalmente de tão delicado assunto.
Casimiro, como príncipe regente, não se furtou às obrigações junto ao seu amado povo. Cumpriu a função com inteligente política, todavia sem se deixar seduzir pelo poder. Depois, o rei teve de se conformar, porque Casimiro preferiu o celibato e o tratado do matrimônio foi desfeito. Ele preferiu ser lembrado por ficar entre os pobres de espírito, entre aqueles que receberam o reino de Deus, do que ser recordado entre os homens famosos e poderosos que governaram o mundo.
Morreu aos vinte e cinco anos de idade e foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, em 04 de março de 1484. Logo passou a ser venerado por todo o povo polonês, lituano, húngaro, russo. Seu culto acabou sendo introduzido na Europa ocidental através dos peregrinos que visitavam sua sepultura. Menos de quarenta anos após sua morte já era canonizado pelo Papa Leão X. São Casimiro foi declarado padroeiro da Lituânia e da juventude lituana; também da Polônia, onde até hoje é considerado um símbolo para os cristãos, que o veneram como o protetor dos pobres.

ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 04 de Março de 2024
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
PRIMEIRA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Do Livro do Êxodo 24, 1-18
Celebração da aliança no Monte Sinai
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés: «Sobe até junto do Senhor, com Aarão, Nadab, Abiú e setenta dos anciãos de Israel, e prostrai-vos à distância. Só Moisés se aproximará do Senhor; os outros não se aproximarão, nem o povo subirá com eles».
Moisés veio comunicar ao povo todas as palavras do Senhor e todas as suas leis. O povo inteiro respondeu numa voz: «Faremos tudo o que o Senhor ordenou». Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. No dia seguinte, levantou-se muito cedo, construiu um altar no sopé do monte e ergueu doze pedras pelas doze tribos de Israel. Depois mandou que alguns jovens israelitas oferecessem holocaustos e imolassem novilhos, como sacrifícios pacíficos ao Senhor.
Moisés recolheu metade do sangue, deitou-o em vasilhas e derramou a outra metade sobre o altar. Depois tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos». Então Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, dizendo: «Este é o sangue da aliança que o Senhor firmou convosco, mediante todas estas palavras».
Moisés subiu com Aarão, Nadab, Abiú e setenta dos anciãos de Israel. Viram o Deus de Israel: debaixo dos pés, tinha uma espécie de pavimento de safira, límpido como o próprio céu. Deus não estendeu a mão contra os eleitos dos filhos de Israel, que assim puderam contemplar a Deus; depois, comeram e beberam.
Disse o Senhor a Moisés: «Sobe até Mim, ao alto do monte, e permanece aí. Dar-te-ei as tábuas de pedra: a Lei e os preceitos que escrevi, para lhos ensinares». Moisés partiu com Josué, seu ajudante. Moisés subiu ao monte de Deus, depois de recomendar aos anciãos: «Esperai-nos aqui, até voltarmos para junto de vós. Aarão e Hur ficarão convosco. Quem tiver alguma questão dirija-se a eles».
Quando Moisés subiu ao monte, a nuvem cobria o monte. A glória do Senhor permaneceu sobre o monte Sinai, e a nuvem cobriu-o durante seis dias. No sétimo dia, o Senhor chamou Moisés do meio da nuvem. Aos olhos dos filhos de Israel, o aspecto da glória do Senhor era como um fogo devorador no cimo do monte. Moisés entrou no meio da nuvem e subiu ao monte, permanecendo lá durante quarenta dias e quarenta noites.
SEGUNDA LEITURA DO OFÍCIO DAS LEITURAS
Das Homilias de São Basílio Magno, bispo
(Hom. 20, De humilitate, 3: PG 31, 530-531) (Sec. IV)
Quem se gloria, gloria-se no Senhor
Não se glorie o sábio na sua sabedoria, não se glorie o forte na sua força, não se glorie o rico na sua riqueza.
Mas onde está a verdadeira glória do homem? Onde está a sua grandeza? Quem se gloria – diz a Escritura – glorie-se nisto: em conhecer e compreender que Eu sou o Senhor.
A grandeza do homem, a sua glória e a sua dignidade consistem em conhecer onde está a verdadeira grandeza e segui-la de todo o coração, em buscar com ardor a glória que vem da glória do Senhor. Diz efetivamente o Apóstolo: Quem se gloria, glorie-se no Senhor. Estas palavras encontram-se na seguinte passagem: Cristo tornou-Se para nós sabedoria de Deus, justiça, santidade e redenção, a fim de que, como está escrito, «quem se gloria, glorie-se no Senhor».
Portanto, quem se gloria no Senhor de modo perfeito e irrepreensível é aquele que não se exalta com a sua própria justiça, mas reconhece que não a tem e compreende que só na fé em Cristo está a sua justificação.
Nisto precisamente se gloria Paulo: desprezando a sua própria justiça, busca apenas aquela que vem de Deus por meio de Jesus Cristo, ou seja, a justiça na fé, a fim de conhecer a Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-se a Ele na sua morte, na esperança de vir a alcançar a ressurreição dos mortos.
Assim cai por terra toda a altivez e soberba. O único motivo de glória que te resta, ó homem, e o único motivo de esperança, está em fazer morrer tudo o que é teu e buscar a vida futura em Cristo. Mas nós já possuímos as primícias desta vida e, portanto, ela já começou em nós, uma vez que vivemos inteiramente na graça e no dom de Deus.
Na verdade, é Deus que opera em nós o querer e o agir, segundo os seus desígnios; é Deus que pelo seu Espírito nos revela a sabedoria, que de antemão destinou para nossa glória; é Deus que nos dá a força e o vigor no trabalho. Tenho trabalhado mais que todos eles, diz Paulo, não eu, mas a graça de Deus que está comigo.
Deus livra-nos dos perigos para além de toda a esperança humana. No nosso interior sentimos a sentença de morte – diz ainda o Apóstolo – para que não ponhamos a confiança em nós mesmos, mas em Deus que ressuscita os mortos. Foi Ele que nos libertou dessa morte iminente e temos a esperança de que Ele nos libertará também agora.
LEITURA BREVE
Ex 19, 4-6a
Vistes como vos tomei sobre asas de águia para vos trazer a mim. Agora, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade entre todos os povos. Toda a terra me pertence. Mas vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Sab 11, 23-24a
De todos vos compadeceis, Senhor, porque sois onipotente, e não olhais aos pecados dos homens, para que se arrependam. Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 18, 23
Será porventura a morte do pecador o que me agrada? – diz o Senhor Deus. Não é antes que se converta do seu mau proceder e viva?
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Cf. Is 58, 6a. 7
O jejum que eu quero é este: reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
Rom 12, 1-2
Peço-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, que vos ofereçais a vós mesmos como sacrifício santo, vivo, agradável a Deus, como culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para saberdes discernir, segundo a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
Ap 22, 4-5
Verão a face do Senhor, e o nome do Senhor estará escrito nas suas frontes. Nunca mais haverá noite, nem precisarão da luz da lâmpada nem da luz do sol, porque brilhará sobre eles a luz do Senhor Deus, e reinarão pelos séculos dos séculos.
confraria@catolicospraticantes.com.br
www.catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
