[...] Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que o estado atual de nossa Igreja e de nosso povo, nessas primeiras décadas do século XXI, apresenta grandes similaridades com o que o escritor sagrado descreveu que ocorria naquela época, pois muitos dos que fazem parte até mesmo da alta hierarquia da Igreja e grande parte do povo, inclusive a maioria dos católicos, multiplicam delitos contra a lei divina, imitando práticas abomináveis das nações pagãs - vivem o chamado "paganismo prático", muito embora respondam para os entrevistadores dos institutos de pesquisa que são católicos. E, o que é mais grave, está se profanando a sagrada doutrina da Igreja.
Sendo uma das obras de misericórdia corrigir os que erram, consistiria grave omissão "ver e fazer de conta que não se viu", cumprindo, pois, como dever, desvelar tal realidade, trazê-la à luz, face a oportunidade que se suscita na reflexão da perícope em comento - inclusive como dever atinente ao múnus profético que incumbe a todo batizado, que inclui anunciar a Palavra, testemunhá-la com a vida e também denunciar o que não esteja em conformidade com ela.
A título de exemplo, encontram-se instalados na alta hierarquia da própria Igreja clérigos que professam o que popularmente pode ser conceituado como "teologia da sacanagem", defendendo inversões de valores que são apresentadas com verniz de piedade, buscando, em síntese, legitimar o pecado da relação sexual contrária à natureza e à lei de Deus.
Pior que isso, aqueles a quem cumpre como imperioso dever disciplinar tal deplorável situação mantém-se em complacente silêncio, fruto de lamentável laxidão proveniente de dificuldades de entendimento geradas pelo que pode ser denominado de "síndrome da mente aberta", caracterizada pela falta de vigilância e consequente acolhimento de postulados absurdos apresentados com aparente fundo de piedade.
Os que padecem de tal síndrome, excedendo-se na "abertura" da mente, como que "derramam" de dentro dela parte do cérebro, com o que se tornam defensores empedernidos dos mais nefastos erros. Cumpre-nos centuplicar nossas orações para que esses membros de nossa família católica a quem amamos - e por amor alertamos a respeito de tais enganos, erros e equívocos - tomem a atitude de voltar-se com humilde obediência à doutrina de sempre da Santa Madre Igreja, pois tão somente isso pode corrigir tais disparates.
Tais clérigos padecentes da síndrome da mente aberta alinham-se a valores que consideram progressistas, porém tal pretenso progresso leva tão somente à degradação da sociedade que, de abismo em abismo, retrocede cada vez mais no que se configura mais importante, que é viver em conformidade com os desígnios do Supremo Criador e desse modo usufruir da paz que naturalmente emana de tal sintonia com os desígnios divinos. Os crescentes índices de ansiedade e depressão, considerados pelas instituições de saúde em nível pandêmico, testemunham essa realidade.
Inadvertidamente os enfermos mentais, padecentes da "síndrome da mente aberta", se tornam militantes no próprio seio da Igreja tendendo a subvertê-la para tornar-se colaboradora da consecução dos planos megalomaníacos de pessoas e instituições poderosas, cujo programa de ação, ou agenda, muito embora se apresente com nome pomposo e promessas mirabolantes, pode ser denominado com propriedade de "Projeto Sodoma e Gomorra Mundial". Essa é a essência do que apresentam como grande solução para a humanidade. Progresso? Rumo ao abismo!
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que possamos formar uma grande frente de intercessão e ação para contribuir, primeiramente com os irmãos na fé que se encontram imersos em tais equívocos e depois com todos os demais, que, seduzidos por sugestões do maligno, militam nessa linha flagrantemente pagã, que vai em direção diametralmente oposta, às avessas, na contramão dos desígnios divinos.
Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vós sustentareis a superação de tal deplorável estado de coisas mediante a atitude contrita e suplicante de muitos, cumprindo-nos intensificar nossas orações, súplicas e o empenho missionário para que mais e mais irmãos na fé também o façam.