Estudo orante da Liturgia & Cia

9 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 09 DE MARÇO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária do Sábado da III Semana da Quaresma (dia 09 de março de 2024), que compelem-nos em especial no Santo Evangelho (Lc 18,9-14) a impregnar-nos profundamente da consciência de que consiste em absurda insensatez vangloriar-nos (impregnar-nos de vã glória), arrogando-nos justos e desprezando os demais. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que consiste em obra do maligno em nossas vidas - indício de que caímos em seus engodos - julgarmos as pessoas, com atitude soberba, rotulando-as como ladras, injustas, adúlteras... além de pertencentes ao grupo x ou y, que consideramos inferior, infamante... Do mesmo modo consiste em obra do maligno em nossas vidas, indício de que caímos em seus engodos, incorrermos em práticas de autoenaltecimento, de cultivo da soberba, de auto-louvor por sermos observantes de práticas rituais - por jejuarmos, pagarmos o dízimo... Tal atitude se configura retumbante insensatez. Essas e outras práticas de fé são, sim, valiosas aos vosso olhos, desde que aliadas à humildade, à consciência de que, por mais que fizéssemos, jamais seria suficiente se o Senhor levasse em conta as nossas faltas, os nossos pecados. Diante do vosso abissal amor, cumpre-nos portar-nos com atitude interior de profunda compaixão e misericórdia, mantendo-nos imersos no oceano de amor e misericórdia divinas, pois intentando elevar-nos, imediatamente nos tornamos vazios… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que mantenhamos a humildade. Suplicamo-vos piedade, cientes de que somos pecadores e tudo o que temos provém da graça, um nada são nossos méritos, tudo é dádiva divina... Tendo Jesus ensinado que cumpre-nos amar-vos sobre todas as coisas e ao próximo como a nós próprios, rogamo-vos: iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, ao invés de criticar, oremos por aqueles que nos parecerem desviados do caminho; que, se possível, empenhemo-nos para corrigi-los fraternalmente - porém não nos desviemos nós, não caiamos na armadilha da soberba.
8 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 08 DE MARÇO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Sexta-Feira da III Semana da Quaresma (08 de março de 2024), que esclarece em especial no Santo Evangelho (Mc 12,28-34) que cumpre-nos amar-vos de todo o coração, de toda a alma, de todo o espírito e com todas as forças - e amar o próximo como a nós próprios. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para assim proceder, trilhar esse caminho de amor a vós e ao próximo, o qual nos aproxima do Reino de Deus - nos faz vossos súditos fiéis, regidos, obedientes ao que determina o Rei do Universo, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo... com profundo amor, regidos pela lei do amor!
7 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 07 DE MARÇO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da Liturgia Diária da Quinta Feira da III Semana da Quaresma (07 de março de 2024), que compele-nos em especial no Santo Evangelho (Lc 11,14-23) a impregnar-nos da consciência da realidade das terríveis incitações do maligno a que estamos sujeitos – pois ele se vale de pessoas insensatas para todo tipo de mau procedimento, inclusive proferir blasfêmias e disparates dos mais absurdos, como no caso dos que afirmaram que Jesus expulsava demônios em nome do chefe dos demônios. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para assimilar a sabedoria de Jesus, que ensinou: um reino dividido contra si mesmo não subsiste. Que nos empenhemos profunda e sinceramente para manter a unidade na rocha crística, na pedra angular - para não permanecermos perecendo, tornando-nos, entre irmãos na fé, como edifícios caindo uns sobre os outros, debatendo-nos em contendas e formando facções…
6 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 06 DE MARÇO DE 2024

As santas palavras da liturgia do dia 06 de março de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Dt 4,1.5-9) sobre a atitude que devemos manter em relação às leis e preceitos divinos. Cumpre-nos colocá-los em prática para assim viver no Reino de Deus, pois praticando-os reconhecemos o Senhor Deus como soberano de nossas vidas - desse modo é ele que reina e não nossos impulsos egoístas manipulados pelo maligno. É o que de mais inteligente e sábio podemos fazer: ordenar nossas vidas divinamente, colocá-las sob as ordens de Deus, mantendo-nos, com isso, em sua divina presença. Desse modo nos tornamos íntimos do Senhor, que sempre está presente, mas que por insensatez rechaçamos, expulsamos de nossas vidas quando nos afastamos de seus desígnios divinos. É como se, andando felizes num caminho elevado, ao deixar de observar os mandamentos, pulássemos ribanceira abaixo. Assim procedendo, insensatamente nos machucamos, nos ferimos e, como que fora de nós mesmos, perturbados, desvairados, ferimos também os que nos cercam... O Senhor se faz presente cada vez que o invocamos e nos concedeu o portentoso privilégio de revelar com clareza seus justos mandamentos e preceitos, cumprindo-nos, pois, praticá-los com todo o cuidado e jamais esquecê-los, mas sim cultivá-los, mantê-los presentes em nossos corações enquanto vivermos e ensiná-los aos nossos filhos, aos filhos dos nossos filhos... ensinando-os a também praticar os preceitos divinos que conduzem à verdadeira felicidade.
5 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 05 DE MARÇO DE 2024

O Santo Evangelho (Mt 18,21-35) compele-nos em especial a emular a magnanimidade divina que perdoa infinitamente. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência que o único óbice capaz de obstar a misericórdia e o perdão divinos é a nossa dureza de coração, a nossa indisposição para perdoar o próximo, como ocorreu com o servo insensato, que foi perdoado de uma quantia imensa por seu senhor e negou-se a perdoar um ínfimo valor que seu companheiro de serviço lhe devia. Que assim como o Senhor tem compaixão de nós, sejamos também compassivos com o próximo, perdoando de todo o coração aos que nos ofenderem!
4 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 04 DE MARÇO DE 2024

Cumpre-nos atuarmos cientes de que é de fundamental importância nos colocarmos receptivos e com fé para recebermos as graças de Deus - e não desanimarmos, nem entrarmos em confronto, caso não sejamos bem acolhidos quando estivermos pregando a Palavra de Deus, mas simplesmente retirar-nos da forma mais discreta possível.
3 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 03 DE MARÇO DE 2024

Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que ecoem no profundo do ser as santas palavras do Salmo Responsorial desta Liturgia Diária, que se constituem corolário perfeito para tudo o que acima foi expresso (Sl 18,8-11): 8. A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples. 9. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos. 10. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos. 11. Mais desejáveis que o ouro, que uma barra de ouro fino; mais doces que o mel, que o puro mel dos favos.
2 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 02 DE MARÇO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 02 de março de 2024, que esclarece em especial em Miquéias 7,14-15.18-20, que cumpre-nos invocar-vos para que intensifiqueis o pastoreio do povo disperso. Invocamo-vos, pois - cientes de que para vós nada é impossível - para que realizeis prodígios de conversão entre nós, de modo que, como civilização, mudemos de direção e nos elevemos dos abismos em que nos afundamos por termos nos afastado dos vossos caminhos! Suplicamos vossa generosidade sem limites para que, apesar de nossas iniquidades, sejam perdoados os nossos pecados. Intensificai a atuação do resto de vosso povo que permanece fiel a vós para que, com bom testemunho, atue efetiva e intensamente como sal da terra e luz do mundo, de modo a resgatar e restaurar o que está destinado a se perder devido à insensatez, à recalcitrância no erro... Invocamos, ó Senhor, a vossa clemência, a vossa misericórdia, a vossa piedade e fidelidade que tantas vezes demonstrastes para com os nossos antepassados.
1 de março de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 01 DE MARÇO DE 2024

O Santo Evangelho (Mt 21,33-43.45-46) compele-nos em especial a a refletir sobre a parábola dos vinhateiros perversos, direcionada por Jesus a líderes religiosos da época, a qual se configura plenamente aplicável aos líderes religiosos atuais que atuam em cargos eminentes na hierarquia da própria Igreja, mas que, ao invés de produzir os frutos que Jesus espera, usurpando desses cargos, atuam como cabeças de ponte, agentes infiltrados a serviço do próprio maligno, incorporando o espírito de Judas Iscariotes, traindo Jesus e sua Igreja. Iludem-se de que conseguirão se apropriar da vinha do Senhor… Pensam que poderão substituir a sã doutrina do Mestre dos mestres por devaneios humanos; seduzidos pelo maligno, rejeitam a pedra angular, que é o próprio Jesus com seus divinos ensinamentos, intentando colocar em seu lugar teorias que são fruto de elucubrações inspiradas por Satanás… Tais servos infiéis, como profetiza a parábola, serão substituídos no devido tempo e arcarão com as consequências de suas atuações que produzem os mais terríveis frutos, os quais são procedentes de semeaduras do próprio inimigo de Deus. Porém, como afirmou Jesus, o Reino de Deus lhes será tirado e dado a quem produzirá os frutos do Reino e não os do maligno!
29 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 29 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Lc 16,19-31) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência do que nos ensina Jesus na parábola do rico epulão e do pobre Lázaro, cabendo-nos empenhar-nos para observar rigorosamente e cumprir com esmero a lei da caridade, não permitindo que o nosso próximo padeça necessidades que estejam ao nosso alcance suprir. Quem se mantém insensível pode até por algum tempo usufruir de bem-estar material, porém a insensibilidade, a ganância, a avareza, a dureza de coração vão construindo, gradual e progressivamente, uma realidade infernal aqui mesmo na terra - pois não é possível ser feliz em meio à infelicidade do próximo - projetando para a eternidade as consequências da conduta insensata. Cumpre-nos, pois, ouvir e colocar em prática o que o Senhor nos diz para fazer e do que nos abster - em Isaías 58,6-7, as orientações são claras: "Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante." Cabe-nos impregnar-nos da consciência do destino dos avaros e dos esbanjadores, cujas atitudes geram consequências das quais implorarão compaixão, porém de más sementes não há como colher bons frutos. Convertamo-nos e cumpramos os desígnios divinos; ouçamos os que nos reportam a Palavra do Senhor - não sejamos insensatos!
28 de fevereiro de 2024

Como estamos dirigindo nossas vidas?

O ato de fé inicial pode ser comparado à atitude de levantar a cabeça, de parar de olhar para baixo – de trocar a direção do olhar que leva a derrocar o viver cada vez mais nas profundezas abissais da imundície a que o maligno nos insta permanentemente a afundar-nos. Na atitude inicial da fé, na decisão de aderir a Cristo, opera-se simbolicamente um levantar a cabeça e um estender os braços para Jesus que nos estende amorosamente os seus, para resgatar-nos e elevar-nos a alturas inimaginadas!
28 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 28 DE FEVEREIRO DE 2024

As santas palavras da liturgia do dia 28 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Jr 18,18-20) que cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que o maligno ronda as mentes e corações com tentações e sugestões incitadoras à ingratidão, à perfídia, à malevolência... Conforme ensina São Paulo em Efésios 6,12, não é contra homens de carne sangue que temos que lutar, mas contra as forças espirituais do mal espalhadas pelos ares. Cumpre-nos, pois, postar-nos vigilantes e orantes diante de todos, intercedendo por todos para que se voltem para os caminhos divinos, porém cientes de que aqueles que não vigiam e não oram podem se tornar instrumentos do maligno para nos atacar. Caso isso ocorra, que tenhamos a serenidade, a paz, a profunda consciência de que é o maligno quem nos ataca e sigamos o supremo exemplo de Jesus, que em sua agonia, na cruz, disse ao Pai, em relação aos que o fustigavam (Lucas 23,24): "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!" Cabe-nos, portanto, atuar cientes de que os incautos tendem a cair nas tentações e seduções, tornando-se instrumentos do maligno e assim tendem inclusive a pagar o bem com o mal. Não cessemos jamais de por eles interceder e nos mantenhamos determinados a, invariavelmente, atuar em sentido contrário, pagando o mal com o bem, conforme o exemplo de Jesus e dos santos, cientes de que, mantendo-nos perseverantes, venceremos o mal com o bem, conforme concita o Apóstolo em Romanos 12,21.
27 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 27 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Mt 23,1-12) compele-nos em especial a fazer tudo o que de bom nos seja recomendado, ainda que quem o propõe não faça o que diz que deve ser feito. Cabe-nos, porém, evitar atitudes como atar fardos pesados e esmagadores sobre outrem, sobrecarregando com eles os semelhantes e ao mesmo tempo nos desembaraçando de todo peso. Cumpre-nos evitar realizar ações para sermos vistos pelos demais, jamais atuando de forma exibicionista. Insta-nos à consciência de que tão somente Jesus é o Mestre e nós somos todos irmãos e que ao maior cumpre servir a todos, posto que diante do juízo divino quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.
26 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 26 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Lc 6,36-38) compele-nos em especial a empenhar-nos para sermos misericordiosos como o Pai celeste é misericordioso. Cabe-nos não julgar, para não sermos julgados; não condenar para não sermos condenados; perdoar e assim sermos também perdoados - e dar generosamente, com o que receberemos prodigamente. Cumpre-nos impregnar-nos da consciência de que assim agindo seremos agraciados com medida boa, cheia, recalcada e transbordante, pois com a medida que medirmos seremos nós também medidos.
25 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 25 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Mc 9,2-10) compele-nos em especial a manter-nos fiéis, trilhando os caminhos do Senhor, seguindo Jesus obedientemente, de modo a irmos nos transfigurando, para um dia chegarmos à plenitude da resplandecência, na íntima companhia divina. Oportuniza-nos a clareza de que os santos de Deus não morrem, mas se encontram em locais determinados pelo Senhor, sendo-lhes facultado dirigir-se para onde a vontade de Deus os enviar, como foi o caso de Moisés de Abraão, que se fizerem presentes junto a Jesus no evento da Transfiguração, no Monte Tabor. Concita-nos a colocarmo-nos em atitude de empatia com Pedro, Tiago e João, que ficaram de tal maneira impressionados com a resplandecente glória de Jesus junto a Moisés e Elias, que não desejavam sair daquele local, nem afastar-se de quem ali se encontrava. Cumpre-nos, porém, impregnar-nos da consciência de que tais momentos de intenso regozijo divino lhes foram proporcionados para se fortalecerem para enfrentar os árduos desafios que se avizinhavam - a paixão, morte e ressurreição de Jesus - e de modo similar assim sucede na vida de todos os cristãos. O que sabemos com profunda convicção é que vale a pena enfrentar o que quer que seja para usufruir da proximidade do Senhor! Escutemos, pois, o Filho amado do Pai, obedeçamos-lhe para que a cada dia nos aproximemos mais do viver glorioso junto à Trindade Santíssima!
24 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 24 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Mt 5,43-48) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de mais alguns preciosos ensinamentos de Jesus com vistas a aperfeiçoar o que foi prescrito na lei insculpida no Antigo Testamento, que estabelecia como lícito amar o próximo, porém facultava odiar o inimigo. Jesus, por seu turno, ensina-nos a amar também nossos inimigos; a fazer o bem aos que nos odeiam e a orar pelo que nos maltratam e perseguem. Esclarece que essa é a conduta apropriada aos filhos de Deus (condição a que ele oportuniza alçar-nos, cumprindo para isso nele crer, praticar seus ensinamentos e ser batizados - integrando-nos desse modo ao seu corpo místico, a Igreja, tornando-nos assim seus co-herdeiros, filhos adotivos do Pai celeste). O Pai faz nascer o sol tanto sobre os bons quanto sobre o maus e faz chover sobre justos e injustos. Cumpre-nos, pois, a exemplo do Pai celestial, irradiar o nosso amor para todos, sem fazer acepção de pessoas, pois - questiona Jesus - que mérito haveria, o que faríamos de extraordinário se amássemos tão somente os que nos amam e nos relacionássemos cordialmente apenas com os que fazem parte do nosso círculo de amizades? Concita-nos a sermos perfeitos como o Pai celeste o é, a inspirar-nos em sua divina perfeição, adequando, ajustando, configurando nosso viver aos parâmetros divinos.
23 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 23 DE FEVEREIRO DE 2024

O Santo Evangelho (Mt 5,20-26) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos superar os padrões convencionais de justiça para entrar no Reino dos céus - para vivenciar o Reino, as delícias inefáveis que emanam do viver em estreita sintonia com a vontade divina. Tendo Jesus vindo não para abolir os mandamentos da lei divina e os ensinamentos dos profetas, mas para aperfeiçoar a sua prática (conforme Mateus 5,17), ensina-nos nessa perícope que do preceito divino de não matar emana o preceito aperfeiçoado de nem sequer irar-se contra o irmão, nem dirigir-lhe palavras malevolentes e muito menos execrações (palavras duras, denotadoras de odiosidade). Admoesta-nos Jesus que tais práticas condenam ao fogo do geena, ou seja, a tormentosos sofrimentos. Cumpre-nos, pois, não ferir ninguém com maus sentimentos e com palavras que os manifestem, sendo os ensinamentos do Evangelho e seus consectários (em especial as cartas apostólicas, bem como todo o conjunto da sã doutrina da Igreja) fontes pródigas de ensinamentos que nos levam a viver o amor divino, impregnando o viver com as delícias do Reino de Deus, o qual se torna antecipado já nesta vida para quem conhece e pratica tais ensinamentos - ao mesmo tempo que preparam para a feliz esperança da vida eterna. Cabe-nos ainda, conforme ensinou Jesus, reconciliar-nos, colocar a vida em ordem no que concerne à lei do amor, sendo isso requisito fundamental para bem praticar a religiosidade.
22 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 22 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 22 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em 1 Pedro 5,1-4 que São Pedro Apóstolo exortou os que exercem funções de responsabilidade sobre outros irmãos na fé - na qualidade de testemunha e participante dos sofrimentos de Cristo e de sua glória - a velar sobre o rebanho com cuidado e dedicação espontânea, não constrangidos ou por interesses sórdidos. Não como dominadores absolutos, mas como modelos para o rebanho. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para exercer as funções às quais nos sentirmos chamados na Igreja, seja qual for, com alegria e espontaneidade, servindo com desprendimento, cuidado e dedicação, dando um bom testemunho, a exemplo do que foi dado por São Pedro, pelos apóstolos e pelos santos. (...)
21 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 21 DE FEVEREIRO DE 2024

Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que a perversidade predomina na humanidade, desde antanho até os tempos atuais; a profunda dureza de coração, a insensibilidade em grau extremo assola grande parte da população, que não consegue perceber o óbvio ululante de que vós sois o criador de tudo e que cumpre-nos, para viver em paz e felicidade, obedecer os vossos divinos desígnios. Reconhecemos que nos tempos de Jesus, ele havia realizado grande número de sinais, mas os pseudo-sábios da época solicitavam ainda mais… De modo similar, muito embora miríades de sinais borbulhem à nossa frente, milagres esplendorosos sejam operados na criação… apesar disso, são ainda muitos os que permanecem indiferentes, insensíveis, parvos, estupidamente sugestionados pelo maligno, o qual tudo faz para tornar-nos padecentes da pior das cegueiras: a daqueles que não querem ver (Jr 5,21)! Que isso não ocorra conosco! Que nosso viver seja vigilante e orante; que os povos se convertam; que nos mantenhamos firmes na esperança de que vós determinareis e tudo será feito de acordo com a vossa santa vontade! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
20 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 20 DE FEVEREIRO DE 2024

As santas palavras da liturgia do dia 20 de fevereiro de 2024 compelem-nos em especial a assumir o compromisso – e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível – na 1ª Leitura, de nos impregnarmos da consciência do que revela e nos empenharmos denodadamente para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina, que esclarece em especial nesta perícope (Is 55,10-11) que a chuva e a neve caem do alto e não voltam sem ter regado a terra, fecundando-a e fazendo germinar as plantas semeadas, com as quais se produzem os alimentos. Do mesmo modo, as palavras que provém da boca de Deus não retornam ser ter produzido o efeito, executando a vontade divina, cumprindo sua missão. Cumpre-nos, pois, absorver a Palavra de Deus para que regue nosso terreno interior, fecundando-o, fazendo germinar bons frutos que se transformam em boas obras para servir nossos semelhantes. Que a cada dia mais realizemos a vontade divina e cumpramos nossa missão de filhos amados de Deus! [...]
19 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 19 DE FEVEREIRO DE 2024

luminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mt 25,31-46) nos impregnemos da consciência de que adentrar no vosso Reino implica em alimentar a quem tem fome; saciar a quem tem sede; acolher os peregrinos; vestir os maltrapilhos; visitar os enfermos; tratar com dignidade os encarcerados e praticar toda obra de misericórdia que tivermos a oportunidade de efetivar, tendo como foco do viver amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos - com atenção especial aos pequeninos, os menos favorecidos… Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que, não o fazendo, amargaremos as mais terríveis consequências: imaginando ter tudo, quem não partilha, quem não exerce a caridade, vivencia a mais deplorável miséria espiritual: um estado interior de ser semi-animalesco! Livrai-nos desse terrível mal! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
18 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 18 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 18 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Gênesis 9,8-15, sobre a vossa disposição divina de firmar aliança com vosso povo, para firmar amizade, união, fidelidade recíproca...
17 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 17 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 17 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 58,9b-14 que cumpre-nos empenhar-nos para sanear espiritualmente os ambientes em que vivemos, eliminando toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; bem como combatendo resolutamente as realidades degradantes, atuando com caridade sincera, dando pão aos famintos, alimentando os pobres - envidando todos os esforços necessários para suprir os necessitados, os que vivem em situações de dificuldade, de risco social... Essa é a atitude que vós, que tudo criastes com perfeição, espera dos que vos reconhecem como tal: que deixemos de nos limitar às ocupações concernentes tão somente aos nossos interesses e satisfações, mas atuemos orientados pelos vossos desígnios divinos. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vos prestemos culto com todo o esmero no dia que vos é consagrado, e também o estendamos às nossas ações, fazendo delas o desdobramento constante desse culto, por meio de atitudes proativas, guiados pelas orientações divinas, com vistas a reerguer ruínas, reedificar sobre alicerces seculares, reparar brechas, enfim, empenhar-nos denodadamente para restaurar tudo o que é justo, bom e virtuoso, com o que eclodirá a verdadeira paz. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes de que esse é o grande projeto ao qual vós desejais que nos integremos, ao qual devemos nos dedicar com o mais elevado esmero. Alinhando o viver nessa perspectiva, vós nos iluminareis na escuridão, nos alimentareis espiritualmente nas situações mais áridas e renovareis nosso vigor, tornando-nos como jardins bem irrigados, como fontes de água inesgotáveis. Assim nos tornaremos aptos a restaurar a civilização em ruínas, que, como afirma São Paulo Apóstolo (Rm 19.22), geme e sofre como que em dores de parto aguardando ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus. Dedicando-nos à consumação de tal plano divino usufruiremos a verdadeira felicidade, atraindo sobre nós as vossas copiosas bênçãos e gozaremos a plenitude da vossa herança divina. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 85,1-6.11a): Oração de Davi. Inclinai, Senhor, vossos ouvidos e atendei-me, porque sou pobre e miserável. 2. Protegei minha alma, pois vos sou fiel; salvai o servidor que em vós confia. Vós sois meu Deus; 3. tende compaixão de mim, Senhor, pois a vós eu clamo sem cessar. 4. Consolai o coração de vosso servo, porque é para vós, Senhor, que eu elevo minha alma. 5. Porquanto vós sois, Senhor, clemente e bom, cheio de misericórdia para quantos vos invocam. 6. Escutai, Senhor, a minha oração; atendei à minha suplicante voz. 11. Ensinai-me vosso caminho, Senhor, para que eu ande na vossa verdade. [...] Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de São Mateus, que prontamente seguiu Jesus, convertendo-se de pecador público em apóstolo e evangelista. Profundamente tocado por Jesus, deu um grande banquete em sua casa, convidando muitos para virem conhecê-lo, iniciando desde o primeiro dia o labor de anunciar a boa nova do Evangelho, conduzindo as pessoas ao Mestre dos mestres. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vigiemos e oremos, de modo a não nos deixarmos arrastar pelos ventos da malevolência soprados pelo maligno, como ocorria constantemente com os fariseus, sempre à espreita para criticar, censurar, encontrar motivos para acusar, desqualificar, denegrir… Louvamo-vos e glorificamo-vos por Jesus ter vindo para chamar os pecadores à conversão, com o que estende generosamente as mãos para todos, tendo sido assim possível também a nós nos integrarmos ao seu rebanho, deixando de ser ovelhas sem pastor! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
16 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 16 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 16 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Isaías 58,1-9a, em primeiro plano, sobre o múnus profético, a missão que nos cumpre exercer na condição de batizados - de modo a sermos sal da terra e luz do mundo (conforme Mateus 5,13-14). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que clamemos em alta voz, sem constrangimentos, denunciando as faltas e pecados que são cometidos e anunciando o comportamento que vos agrada, que é praticar a justiça, observando fielmente a vossa lei. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos inteiremos e incorporemos ao viver as exigências da justiça divina para viver na vossa presença, que incluem o jejum (conforme prescreve a Santa Madre Igreja) e a mortificação (o refreamento das paixões), porém impreterivelmente acompanhados da caridade, com rigorosa abstenção de atitudes que venham a prejudicar de alguma forma o próximo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que atuemos cientes da admoestação do profeta Isaías em relação ao jejum: "Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações […]." Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.18-19): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 5. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. 6. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. 18. Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. 19. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que vivemos o tempo quaresmal, de preparação para a celebração da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e que cumpre-nos vivenciar esse tempo nos dedicando de forma especial ao jejum, à oração e à caridade com os necessitados de forma mais intensiva. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que vivamos cientes de que o objetivo maior de nossas vidas é realizar a vossa vontade - pois fostes vós que nos criastes e de vós tudo recebemos - trilhando os caminhos que são de vossa santa vontade para convosco nos reunirmos eternamente após a passagem pela vida terrena. Sendo de vossa vontade que cultivemos essas atitudes de forma especial nesse período, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos compenetremos do espírito do jejum com a oração e a caridade, centrados na consciência de tudo o que Jesus passou, cuja memória celebrativa e vivencial nos espera após o período quaresmal, na Semana Santa. Cremos, Senhor, mas aumentai nossa fé!
15 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 15 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 15 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Deuteronômio 30,15-20 que cumpre-nos acolher, a exemplo de Josué, a exortação de vos amar; andar em vossos caminhos; observar vossos mandamentos, leis e preceitos, para vivermos e prosperarmos agraciados com as bênçãos divinas por onde andarmos - cientes de que viveremos se nos mantivermos fiéis e morreremos espiritualmente se cairmos nas tentações do maligno. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que não nos deixemos seduzir por ídolos - seja qual for a espécie - cientes de que a cobiça é idolatria, a qual arremata a lista de abominações citadas pelo Apóstolo Paulo (conforme Colossenses 3,5), incluindo a devassidão, a impureza, as paixões e os maus desejos. Estas e outras condutas tortas, renhidas com a vossa santa vontade, que de vós nos afastam, frutos da desobediência e das seduções do maligno, nos levam a perecer, a experienciar a vida de baixo calão que consiste em um viver semi-animalesco, que reduz o ser a uma sub-vida, que não realiza as potências mais elevadas de que somos investidos, que são as espirituais. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que escolhamos a bênção e renunciemos a tudo o que leva à maldição, amando-vos, obedecendo vossa Santa Palavra e permanecendo junto de vós, buscando de vós nos acercar da forma mais elevada possível, usufruindo assim a herança divina que nos foi concedida. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 1,1-4.6): Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores. 2. Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite. 3. Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera. 4. Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva. 6. Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, conforme ilumina o Santo Evangelho (Lc 9,22-25) emulemos o exemplo de resignação e obediência à vontade do Pai demonstrado nas palavras de Jesus, que disse aos apóstolos ser necessário de sua parte padecer muitas coisas, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e escribas e ser levado à morte - manifestando também que ressuscitaria no terceiro dia. Deixando claro o que lhe esperava - da jornada de sofrimentos e sacrifícios até a morte e então a glória da ressureição, interpelou-os: "Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?". Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para renunciar o egoísmo e as concupiscências, assumindo efetivamente o compromisso de realizar a vossa santa vontade, ajustando o viver aos vossos desígnios, enfrentando os fardos que a cada dia com a alegria de estar seguindo Jesus, cientes de quem pensa salvar a vida esquivando-se da cruz, na realidade a perde, suprimindo-lhe o sentido. E quem se dispõe aos sacrifícios necessário para bem viver os ensinamentos de Jesus, seguindo-o fielmente, imprime no viver um sentido profundo, passando a usufruir a paz crística, que não se abala jamais, ainda que em meio a duras adversidades. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que superemos as ilusões, as seduções do maligno que incitam à idolatria da ganância, pois seria vão ganhar o mundo inteiro e perder-se do caminho, autocondenando-se à própria ruína. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
14 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 14 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 14 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Joel 2,12-18 que cumpre-nos voltar-nos para vós de todo o coração, com jejuns, lágrimas e gemidos de luto, rasgando os corações, pois sois bom e compassivo, longânime e indulgente, pronto para atuar com misericórdia face às nossas faltas, cumprindo-nos buscar essa misericórdia. A atitude de arrependimento sincero atrai as vossas bênçãos, sendo o jejum uma forma propícia de demonstrar a contrição, a disposição de emendar a conduta... Porém a vossa misericórdia divina deve ser invocada também coletivamente, cumprindo-nos pedir em comunidade a vossa piedade nas celebrações em nossas igrejas, para que tenhais compaixão de nós, perdoeis nossas iniquidades, restaureis nossas vidas para vivê-las em conformidade com os desígnios divinos - e que para isso se reflita massivamente nas relações sociais, tornando assim melhor o mundo como um todo… Em consonância com tais preceitos, a Santa Madre Igreja instituiu, nas Santas Missas e Celebrações da Palavra o Ato Penitencial, em que os fiéis recitam ou cantam: "Confesso a Deus Pai Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes, por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor." Em seguida o presidente da celebração recita a oração: "Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna!" Na mesma esteira, prescreve ainda a Santa Madre Igreja que quando formos nos confessar - e também na oração pessoal - recitemos o Ato de Contrição: "Senhor, eu me arrependo sinceramente de todo mal que pratiquei e do bem que deixei de fazer. Pecando, eu Vos ofendi, meu Deus e Sumo Bem, digno de ser amado sobre todas as coisas. Prometo firmemente, ajudado com a Vossa graça, fazer penitência e fugir às ocasiões de pecar. Senhor, tende piedade de mim pelos méritos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém!" Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para bem praticar tais sábios preceitos da Santa Madre Igreja, empenhando-nos para frequentar com a maior assiduidade possível as Santa Missa e incorporando o Ato de Contrição às orações diárias, bem como praticando o jejum conforme as orientações da Igreja. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 50,3-6.12-14.17): Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniquidade. 4. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. 5. Eu reconheço a minha iniquidade, diante de mim está sempre o meu pecado. 6. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. 15. Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores. 16. Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará. 17. Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para, conforme iluminam as santas palavras do Apóstolo São Paulo (2Cor 5,20- 6, 2) reconciliemo-nos convosco e, na qualidade de colaboradores de Cristo que deu sua vida para nos salvar, exortemos aos que estiveram ao nosso redor para que também o façam, de modo que a vossa graça não tenha sido recebida em vão. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que este é o tempo favorável, hoje é o dia da salvação - e nos abramos à vossa graça, nos convertendo, mantendo o firme propósito de elevar nossas condutas, gradual e progressivamente, para que se tornem a cada dia mais acordes com o que prescrevem os desígnios divinos, com a vossa santa vontade! Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que cumpre-nos primar pela discrição quando realizarmos obras de caridade, orações, jejuns… Jesus ensinou que o Pai, que está nos céus, vê o coração de cada um e em sua onisciência sabe o que ocorre em todo e qualquer lugar, recomendando que priorizemos a oração em segredo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para aprofundar a intimidade convosco com discrição, sem atuar de forma espalhafatosa - porém sem prejuízo aos cultos públicos que a Santa Madre Igreja prescreve que devemos realizar, em especial a frequência à Santa Missa, bem como procissões, vias-sacras e outros. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
13 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 13 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 13 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Tiago 1,12-18, que feliz é aquele que suporta a tentação, porque depois de sofrer a provação, usufruirá a coroa da vida que vós prometestes aos que vos amam. Não sois vós que tentais, pois sois inacessível ao mal; cada um é tentado pela própria concupiscência, que atrai e alicia; ela concebe e dá luz ao pecado e este, consumado, leva à morte. Toda dádiva boa e perfeita vem do alto, do Pai das luzes, que é imutável, eternamente estável, que por sua vontade nos gerou pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das suas criaturas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos empenhemos para vencer as tentações e suportar as provações, cientes de que assim agindo usufruiremos da verdadeira felicidade e seremos coroados com a vida eterna destinada aos que vos amam. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que as tentações não provêm de Deus, mas da concupiscência que, presente em nós e acicatada pelo maligno (conforme Efésios 6,12), atrai e alicia os que se deixam levar pelas insídias demoníacas, concebendo e dando a luz ao pecado e desse modo trilhando o caminho que conduz à morte espiritual, que nos separa definitivamente da companhia de Deus. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que toda dádiva boa e perfeita vem do alto, de vós, ó imutável Pai das luzes, que por vossa vontade nos gerastes pela palavra da verdade, para sermos como que as primícias das vossas criaturas, os que pelo exemplo, pelo bom testemunho, pela denodada dedicação em ensinar os caminhos divinos, contribuiremos com muitos para que superem a cegueira espiritual e vejam a luz divina, a verdade do Evangelho, o sumo bem, a mais alta felicidade possível de ser vivida neste mundo e que prepara para ingressar na vida eterna. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 93,12-13a,14-15,18-19): Feliz o homem a quem ensinais, Senhor, e instruís em vossa Lei, 13. para lhe dar a paz no dia do infortúnio […] 14. porque o Senhor não rejeitará o seu povo, e não há de abandonar a sua herança. 15. Mas o julgamento com justiça se fará, e o seguirão os retos de coração. 18. Quando penso: “Vacilam-me os pés”, sustenta-me, Senhor, a vossa graça. 19. Quando em meu coração se multiplicam as angústias, vossas consolações alegram a minha alma. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mc 8,14-21) nos impregnemos da consciência de que Jesus advertiu para nos mantermos atentos e cautelosos em relação ao fermento dos fariseus (em especial da hipocrisia, decorrente do apego ao legalismo e ao tradicionalismo, que levam ao abandono da essência dos preceitos divinos) e de Herodes (da soberba e do apego ao poder e aos prazeres, relegando a lei divina, desprezando a vontade de Deus). Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para atuarmos cientes de que, estando livres desses fermentos, buscando primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, tudo o mais nos será acrescentado (conforme Mateus 6,33); que podemos contar com a Providência Divina para suprir o que se fizer necessário, porém não deixando de fazer o que estiver ao nosso alcance (conforme 2 Tessalonicentes 3,10). Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
12 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 12 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia .. de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em Tiago 1,1-11 que devemos enfrentar com suma alegria as provações, cientes de que a prova da fé produz a paciência, que nos modela para sermos irrepreensíveis e íntegros, superando nossas fraquezas. Ensina o Apóstolo Tiago que devemos pedir-vos a sabedoria com fé, resolução e constância, sem vacilação. Assevera ainda que ao humildes cumpre gloriar-se da elevação que lhes é proporcionada ao trilhar os vossos caminhos e aos ricos cabe gloriar-se da humildade que esse caminho proporciona investir-se, com o que evitam se ensoberbecer com o sucesso de suas empresas, pois essa vida passa, tudo aqui é fugaz e o que realmente importa são as coisas do alto, concernentes à vida eterna, devendo tudo o que é dessa vida ser usado como meio para chegar àquela. Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 118,67-68.71-72.75-77): Antes de ser afligido pela provação, errei; mas agora guardo a vossa palavra. 68. Vós que sois bom e benfazejo, ensinai-me as vossas leis. 71. Foi bom para mim ser afligido, a fim de aprender vossos decretos. 72. Mais vale para mim a lei de vossa boca que montes de ouro e prata. 75. Sei, Senhor, que são justos os vossos decretos e que com razão vós me provastes. 76. Venha-me em auxílio a vossa misericórdia, e console-me segundo a promessa feita a vosso servo. 77. Venham sobre mim as vossas misericórdias, para que eu viva, porque a vossa lei são as minhas delícias. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que os fariseus se puseram a debater com Jesus e pediram-lhe um sinal do céu, colocando-o à prova. Jesus suspirou e disse-lhes que nenhum sinal lhes seria dado jamais, retirando-se para a outra margem. Na realidade, variadíssimos sinais já haviam sido dados, mas eles se mantinham céticos, por isso Jesus lhes disse que nenhum sinal lhes seria dado - porque de qualquer modo tergiversariam as coisas, buscariam algum subterfúgio para negar a realidade, cegos pela dureza de seus corações e mentes apegados ao legalismo e ao tradicionalismo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para pedir constantemente ao Espírito Santo o reto discernimento para não cair nas armadilhas do maligno que se impregnou com tanta força nos fariseus da época, incutindo-lhes o apego ao legalismo e ao tradicionalismo. Ao longo da história o maligno se valeu de estratagemas semelhantes, incutindo "pensamentos tortos" em pessoas de mente e coração duros, com o que se produziram heresias e apostasias das mais diversas. Na mesma esteira se encontram as ideologias, as quais levam as pessoas a agirem cegamente, tornando-as ineptas para ver o que é límpido e cristalino. Obrigado, Senhor, por ter nos resgatado de nossa cegueira espiritual e permitido que caminhemos próximos de vós, com o coração e a mente sensatamente abertos, reconhecendo com gratidão que tudo o que temos de vós recebemos. E assim nos mantemos aptos a receber copiosamente vossas graças - em especial a inefável paz crística! Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
11 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 11 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 11 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em 2 Reis 5,9-14 sobre que Naamã (general do exército do rei da Síria) dirigiu-se à porta de Eliseu, tendo este lhe enviado um mensageiro para dizer que se lavasse sete vezes no rio Jordão para ficar limpo da lepra. Decepcionado por não ter sequer sido recebido pelo profeta, decidiu que iria banhar-se nos rios de sua terra. Porém seus servos lhe disseram: "Meu pai, mesmo que o profeta te tivesse ordenado algo difícil, não o deverias fazer? Quanto mais agora que ele te disse: Lava-te e serás curado." Seguiu esse conselho e foi purificado da lepra de que padecia. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para superar o orgulho e a arrogância, colocando-nos com humildade diante de vós e de vossos mensageiros, seguindo fielmente as orientações divinas. Desse modo obteremos a purificação de tudo quanto macula nossas vidas e resplandeceremos, gradual progressivamente, tendo o viver renovado em todos os sentidos pela vossa divina graça! Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 31,1-2.5.7.11): De Davi. Hino. Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido. 2. Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo. 5. Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado. 7. Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação. 11. Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme iluminam as santas palavras da 2ª Leitura (1Cor 10,31-33; 11, 1), em tudo o que fizermos, o façamos para a vossa glória, evitando dar causa a escândalos, buscando, em todas as circunstâncias, agir de modo que todos acolham de bom grado o Evangelho, não buscando os próprios interesses, mas os dos semelhantes, de modo que todos possam vir a ser salvos, tornando-nos imitadores dos santos, como eles foram de Cristo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, conforme ilumina o Santo Evangelho (Mc 1,40-45) nos impregnemos da consciência de que, face a aproximação de um leproso, que suplicou-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me", Jesus se compadeceu dele, tocou-o e disse: "Eu quero, sê curado." E assim se fez. Então Jesus se despediu imediatamente, admoestando-o severamente a não dizer a ninguém o que havia ocorrido, mas que tão somente se apresentasse aos sacerdotes com a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho. O homem, porém, não se conteve e passou a divulgar e propagar o ocorrido, sendo que Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade - a lei prescrevia que quem tocasse em um leproso teria que se manter afastado. Assim fez Jesus, mantendo-se em locais despovoados, porém de toda parte vinham ter com ele. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que supliquemos a Jesus as curas e libertações que necessitamos para nós ou para quem identificarmos enfermos ou acossados por espíritos malignos, porém com a prudência de condicionar o pedido à vossa divina vontade, como esse homem, que disse: "Se queres, podes..." Supliquemos com fé, confiantes de que Jesus deseja purificar de toda enfermidade e de toda imundície de ordem espiritual. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para seguir o exemplo de Jesus, não nos omitindo em auxiliar da melhor forma possível o próximo, mesmo que o contato gere contrariedades e eventuais transtornos. O que dá sentido à vida é fazer a vossa vontade, cumprindo-nos fazer o que deve ser feito, ainda que fazê-lo implique em sacrifícios, os quais devemos enfrentar com a alegria de unir nossos sofrimentos aos de Cristo, conforme ensina São Paulo Apóstolo em Colossenses 1,24. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!
10 de fevereiro de 2024

“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 10 DE FEVEREIRO DE 2024

Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência do que revela e nos empenhemos para modelar nossas condutas a partir do que ilumina a sabedoria divina que emana das santas palavras da liturgia do dia 10 de fevereiro de 2024, que esclarece em especial em 1 Reis 12,26-32; 13,33-34 que Jeroboão, a quem foi por vós concedido reinar sobre a maioria das tribos de Israel - exceto a de Judá e Benjamin - foi tomado por sentimento de insegurança, temendo que se os seus súditos subissem a Jerusalém para vos prestar homenagens, poderiam sentir o coração se voltar para Roboão, filho de Salomão, rei de Judá. Temeroso de perder o poder - ignorando que de vós o havieis recebido - mandou fazer dois bezerros de ouro, proibiu as peregrinações a Jerusalém, pôs um bezerro em Betel e outro em Dã e determinou que o povo fosse a esses locais para adorá-los. Construiu ainda templos em lugares altos e estabeleceu sacerdotes que não eram levitas - qualquer do povo que desejasse era por ele elevado ao cargo sacerdotal - e instituiu festas semelhantes às realizadas em Judá. Viveu, portanto, péssima vida, da qual não se converteu. Imersa no pecado, em especial o da idolatria, sua casa foi perdida e exterminada da face da terra. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que extraiamos as lições advindas dos erros Jeroboão, para não incorrermos em semelhantes estultices; que nos mantenhamos firmes na fé, confiantes em vós e fiéis aos vossos desígnios, em que pese as adversidades que tenhamos que enfrentar e as turbulências na Barca de Pedro, que é a Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos mantenhamos vigilantes e orantes, cientes de que Jesus ensinou (Mt 7,24) que quem ouve a Palavra de Deus e a põe em prática é como o homem que constrói a sua casa sobre a rocha. O destino de Joroboão consiste em exemplo de homem insensato, que edificou sua casa sobre a areia do estribamento no próprio entendimento, face ao que ruiu deploravelmente. Ao longo da história muitos outros caíram em tentação, promovendo cisões e heresias. Livrai de tal terrível mal! Fazemos coro com o louvor orante do salmista (Sl 105,4.6-7.19-22): Lembrai-vos de mim, Senhor, pela benevolência que tendes com o vosso povo. Assisti-me com o vosso socorro, 6. Como nossos pais, nós também pecamos, cometemos a iniquidade, praticamos o mal. 7. Nossos pais, no Egito, não prezaram os vossos milagres, esqueceram a multidão de vossos benefícios e se revoltaram contra o Altíssimo no mar Vermelho. 19. Fabricaram um bezerro de ouro no sopé do Horeb, e adoraram um ídolo de ouro fundido. 20. Eles trocaram a sua glória pela estátua de um touro que come feno. 21. Esqueceram a Deus que os salvara, que obrara prodígios no Egito, 22. maravilhas na terra de Cam, estupendos feitos no mar Vermelho. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, a partir do que ilumina o Santo Evangelho de São Marcos (8,1-10), nos impregnemos da consciência de que Jesus tem compaixão do povo em estado de necessidade. Naquela circunstância, havia fome material, pois a multidão há três dias o seguia e não tinham mais o que comer. Reunindo entre eles sete pães que ainda restavam, Jesus mandou que se assentassem no chão, tomou os pães, deu graças, partiu-os e entregou aos discípulos para que os distribuíssem. Fez o mesmo com alguns peixinhos. Todos comeram até se fartarem e ainda sobraram sete cestos. O número de comensais eram de aproximadamente quatro mil pessoas. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que nos impregnemos da consciência de que tudo o que Jesus fez ecoa para a eternidade e cumpre-nos buscar extrair o profundo significado dessa perícope para os nossos dias - e para sempre. Iluminai-nos, inspirai-nos, orientai-nos e sustentai-nos para que, cientes da compaixão de Jesus face às nossas necessidades, nele confiemos e reunamos o nosso pouco, para que ele multiplique. O pouco que temos de mais precioso para ser multiplicado é nossa fé, cumprindo-nos apresentar-lhe nossas súplicas e empenhar os esforços que estiverem ao nosso alcance para resolver as situações adversas com que nos deparamos e nele confiar. Ao seu tempo e em conformidade com os desígnios divinos - por vezes intangíveis ao nosso entendimento - tudo se encaminhará conforme deve ser encaminhado. Cremos, Senhor, mas aumentai a nossa fé!