Rom 8, 35.37
11 de julho de 2024Mateus 10, 1-7
11 de julho de 2024Israel era uma vinha frondosa, que dava muitos frutos. Quanto mais abundavam os seus frutos, tanto mais multiplicou os seus altares. Quanto mais prosperou a sua terra, mais ricas estelas construiu. O coração deles é falso: vão sofrer o devido castigo; ele mesmo derrubará os seus altares e deitará abaixo as suas estelas. E dizem: «Não temos um rei, porque não tememos o Senhor; e que poderá fazer por nós o nosso Rei?» Samaria está aniquilada, o seu rei é como uma palha à deriva sobre a superfície da água. Os lugares altos de Bet-Aven, o pecado de Israel, serão destruídos. Os espinhos e os abrolhos crescerão sobre os seus altares. Dirão então às montanhas: «Cobri-nos!» E às colinas: «Caí sobre nós!» Lançai sementes de justiça, colhei segundo a misericórdia, lavrai terras incultas. É tempo de buscar o Senhor, até que venha e faça chover a justiça para vós.
Compreender a palavra
“É tempo de procurar o Senhor”. Este grito à conversão proferido por Oseias no meio do seu povo, tem como fundamento a infidelidade que alastra por todo o país e atinge a todos desde os mais altos cargos até ao povo simples. Israel enriqueceu à custa de boas colheitas, mas a riqueza corrompeu o seu coração e afastou-o de Deus. Levantaram altares aos ídolos e esqueceram a Deus. O castigo está próximo e não adianta deitar as culpas ao rei porque com rei ou sem rei, se não estão com o Senhor, o castigo virá e será uma desonra para todo o povo. Por isso, o profeta diz que chegará o tempo em que pedirão às montanhas para os cobrir, por não suportarem a vergonha que caiu sobre eles. Entretanto, o Deus sempre fiel, dá-lhes uma oportunidade, “Colhei segundo a misericórdia… é tempo de buscar o Senhor”. Nem tudo está perdido.
Meditar a palavra
O desejo das riquezas está no coração de todo o homem. A sociedade facilita este desejo pondo diante dos nossos olhos o modelo de vida onde a abundância material possibilita o sucesso, o bem estar, o comodismo e o acesso às melhores ofertas em todos os âmbitos da vida. Os ricos aparecem como os que podem comprar tudo, mas há coisas que não se compram. Deus não se deixa comprar e as riquezas afastam o coração de Deus. Por isso as palavras do profeta são para nós. Quanto mais frutos recolhem, mais altares levantam aos ídolos, quanto mais prosperidade, mais ricas estelas levantam. Longe do Senhor, resta o perigo de tudo se desmoronar e ficar reduzido a pó. O profeta fala de castigo, mas não se trata de um castigo imposto pelo Senhor, trata-se das consequências naturais de quem coloca nas riquezas a sua segurança. Acaso a riqueza apaga a dor? E o sofrimento? E a doença ou a morte? “Que pode o homem dar em troca da sua vida?”. O castigo é concluir que se enganou, gastou a vida por nada. Que vergonha, julgar que se era rei e descobrir-se pó da terra, inútil e vazio, incapaz de responder pela sua própria existência.
Rezar a palavra
“Acumulai tesouros no Céu, onde a traça e a ferrugem não corroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois, onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Guarda o meu coração em ti, Senhor, e preserva-o da corrupção das riquezas para que não me julgue senhor e dono deste dom que é a vida e tudo o que nela me concedes gratuitamente em cada dia.
Compromisso
Distribuo, de mãos abertas, os bens materiais que Deus põe à minha disposição para não engordar o coração com os bens da terra.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]
