“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 05 JULHO DE 2026
5 de julho de 2026“BUFÊ ESPIRITUAL” – LITURGIA DE 7 DE JULHO DE 2026
7 de julho de 2026Segunda-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Saudação
– Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
– Amém.
– A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Oração firmadora do propósito de plenificar o viver com os tesouros brindados pela Santa Madre Igreja
Ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, obrigado por mais este dia. Iluminai-me, inspirai-me, orientai-me e sustentai-me para que eu siga no caminho cristão, usufruindo da melhor forma possível os maravilhosos tesouros brindados pela Santa Madre Igreja disponibilizados neste “buffet espiritual” – em meio à realização dos deveres da vocação a que fui chamado, de meu estado de vida. Que eu possa me enriquecer espiritualmente com os estímulos à santificação do dia e da vida em que consistem as orações matinais da Liturgia das Horas (“Invitatório”, “Ofício das Leituras” e “Laudes”); a Santa Missa; as Meditações da Palavra do Senhor e o estudo do Catecismo da Igreja Católica; o néctar espiritual potencializador da prática cristã na sessão IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA) – fundamental para o sustento, remédio e fortalecimento espiritual; os EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ (síntese das inspiradoras histórias de vida dos santos do dia) e os ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA E DA VIDA (em que também consistem as demais orações da Liturgia das Horas). Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé! Amém!
OFÍCIO DAS LEITURAS (NA MADRUGADA)
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
PRIMEIRA LEITURA
Do Segundo Livro de Samuel 15, 7-14.24-30; 16, 5-13
Revolta de Absalão e fuga de David
Naqueles dias, Absalão disse ao rei David: «Peço-te que me deixes ir a Hebron cumprir um voto que fiz ao Senhor. Porque em Gesur de Arão o teu servo fez este voto: ‘Se o Senhor me deixar voltar a Jerusalém, irei prestar-Lhe culto em Hebron’». Respondeu-lhe o rei: «Vai em paz». Absalão pôs-se a caminho e dirigiu-se a Hebron. Entretanto, mandou agentes secretos a todas as tribos de Israel com esta ordem: «Quando ouvirdes o toque da trombeta, proclamai: ‘Absalão é rei em Hebron’. Com Absalão tinham partido de Jerusalém duzentos homens convidados por Ele; iam de boa fé, pois não sabiam de nada. Enquanto oferecia sacrifícios, Absalão mandou chamar, à sua cidade de Gilo, o gilonita Aquitofel, que era conselheiro de David. A conjura ia aumentando e a multidão dos partidários de Absalão era cada vez maior.
Vieram avisar David e disseram: «Os homens de Israel estão de alma e coração com teu filho Absalão». Então David ordenou a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: «Erguei-vos e fujamos, porque de outro modo não poderemos livrar-nos de Absalão. Parti sem demora, para que ele não nos apanhe desprevenidos, cause a nossa ruína e passe a cidade ao fio da espada».
Entretanto, veio Sadoc com todos os levitas, que traziam a arca da Aliança de Deus. Depuseram a arca de Deus junto de Ebiatar, até que todo o povo acabou de sair da cidade. Mas o rei ordenou a Sadoc: «Leva outra vez a arca de Deus para a cidade. Se eu tiver bom acolhimento aos olhos do Senhor, Ele fará que eu volte e que a veja ainda, a ela e à sua morada. Mas se Ele disser: ‘Não quero mais saber de ti’, então aqui estou: faça de mim o que Lhe parecer melhor». O rei disse ainda ao sacerdote Sadoc: «Volta em paz para a cidade, com Ebiatar, teu filho Aimaás e Jónatas, filho de Abiatar. Eu permanecerei nos vaus do deserto, até que da vossa parte me chegue uma palavra para me informar». Então Sadoc e Abiatar levaram de novo a arca de Deus para Jerusalém e lá ficaram.
Entretanto David subiu, chorando, o Monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e os pés descalços. E todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta.
Quando o rei chegou a baurim, apareceu um homem pertencente à família de Saul que se chamava Semei, filho de Gera. Saiu a dizer maldições e atirava pedras contra David e contra os seus servos, enquanto todo o povo e todos os valentes guerreiros caminhavam à direita e à esquerda do rei. Semei amaldiçoava David, dizendo: «Sai daqui, sai daqui, homem iníquo e sanguinário. O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da família de Saul, cujo trono usurpaste, e fez passar a realeza para as mãos de teu filho Absalão. Tiveste o castigo que merecias, porque és um homem sanguinário».
Abisaí, filho de Sarvia, disse ao rei: «Porque há-de este cão morto amaldiçoar o rei, meu senhor? Deixa-me ir cortar-lhe a cabeça». O rei, porém, respondeu: «Que vos importa isso, filhos de Sarvia? Se o Senhor lhe ordenou que amaldiçoasse David, quem pode perguntar-lhe: ‘Porque fazes isto?’». Depois David disse a Abisaí e a todos os seus servos: «Se um filho meu, nascido do meu próprio sangue, procura tirar-me a vida, quanto mais um filho de Benjamim! Deixai-o amaldiçoar: foi o Senhor quem lho ordenou. Talvez o Senhor olhe para a minha aflição e me dê a felicidade em troca das maldições deste dia». David e os seus homens continuaram o seu caminho, enquanto Semei seguia pela encosta do monte, a par do rei, amaldiçoando, atirando pedras e lançando poeira.
RESPONSÓRIO Salmo 40 (41), 10; Mc 14, 18b
R. Até o amigo íntimo, em quem Eu confiava, * Aquele que partilhava do meu pão levantou-se contra Mim.
V. um de vós há-de entregar-Me e está a comer na minha companhia. * Aquele que partilhava do meu pão, levantou-se contra Mim.
SEGUNDA LEITURA
Da Epístola de São Clemente I, papa, aos Coríntios
(Nn. 46, 2 – 47, 4; 48, 1-6: Funk 1, 119-123) (Sec. I)
Procure cada um o proveito de todos e não o seu
Está escrito: Juntai-vos aos santos, porque os que se juntam a eles santificar-se-ão. E ainda noutro lugar: Com o homem inocente serás inocente, com o eleito serás eleito e com o perverso perverter-te-ás. Juntemo-nos, portanto, aos inocentes e aos justos, porque eles são os eleitos de Deus.
Por que motivo há discussões, contendas, discórdias, cismas e guerras entre vós? Porventura não temos nós um só Deus, um só Cristo, um só Espírito de graça derramado sobre nós e uma só vocação em Cristo? Porque dividimos e dilaceramos os membros de Cristo e movemos guerra ao próprio Corpo, chegando a tal ponto de insensatez que nos esquecemos de que somos membros uns dos outros?
Recordai-vos das palavras de Jesus, Nosso Senhor: Ai daquele homem! Melhor seria para ele não ter nascido do que escandalizar um só dos meus eleitos; mais lhe valia ser lançado ao mar com uma pedra de moinho atada ao pescoço do que perverter um só dos meus eleitos. O vosso cisma perverteu a muitos, lançou muitos no desalento, a muitos na dúvida e a todos nós na tristeza; e a vossa sedição persiste ainda.
Tomai nas vossas mãos a Epístola do apóstolo São Paulo. Que vos escreveu ele no princípio da pregação do Evangelho? Foi certamente por inspiração divina que vos escreveu uma carta em que falava de si mesmo, de Pedro e de Apolo, porque já então existia entre vós a tendência para as facções e rivalidades. Mas aquela era menos culpável, porque então manifestáveis as vossas preferências pelos Apóstolos célebres pelo seu testemunho e por um homem que merecia a sua aprovação.
Apressemo-nos, portanto, a suprimir este escândalo; prostremo-nos aos pés do Senhor e supliquemos com lágrimas que nos seja propício, que nos reconcilie consigo e nos restitua à nossa primitiva e gloriosa vida de fé e de amor fraterno. Esta é a porta da justiça, aberta para a vida, como está escrito: Abri-me as portas da justiça e entrarei para louvar o Senhor. Esta é a porta do Senhor; os justos entrarão por ela. É verdade que há muitas portas abertas; mas a porta da justiça é a que se abre em Cristo. bem-aventurados todos os que entraram por ela e orientaram o seu caminho pela santidade e pela justiça, procedendo em tudo sem perturbação. Se há entre vós alguém que é fiel, capaz de expor a doutrina, hábil no discernimento das palavras, casto em todo o modo de proceder, esse deve ser tanto mais humilde quanto mais importante é considerado, e deve procurar o proveito de todos e não o seu interesse particular.
RESPONSÓRIO cf. 1 Cor 9, 19a.22; Job 29, 15-16a
R. Sendo livre em relação a todos, de todos me fiz escravo. Com os fracos, tornei-me fraco. Fiz-me tudo para todos, para que todos sejam salvos.
V. Eu era os olhos do cego, os pés do coxo, o pai dos pobres. Fiz-me tudo para todos, para que todos sejam salvos.
Oração
Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
LAUDES (INÍCIO DA MANHÃ)
Jeremias 15, 16
Quando apareciam as vossas palavras, eu tomava-as como alimento: a vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração, porque fui chamado com o vosso nome, Senhor Deus dos Exércitos.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
V. Cantai-lhe um cântico novo.
R. Os retos de coração devem louvá-lo.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Aclamai, ó justos, o Senhor: os retos de coração devem louvá-lo.
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
SANTA MISSA
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – EVANGELHO DO DIA MEDITADO PELO PADRE JOÃO CARLOS
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – REFLEXÃO POTENCIALIZADORA DA TÊMPERA CATÓLICA NA ORAÇÃO DA MANHÃ DE DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES
MEDITAÇÃO DA PALAVRA DO SENHOR – LEITURA COMENTADA DE UM CAPÍTULO DAS SAGRADAS ESCRITURAS COM O PADRE ADRIANO ZANDONÁ
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – OUÇA TODOS OS DIAS E TERMINE EM UM ANO
IMPULSIONAMENTO AO ESTUDO ORANTE DA LITURGIA DIÁRIA (LECTIO DIVINA)
Liturgia diária

Invocação de busca do reto entendimento
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra! Oremos: ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação! Por Cristo, Senhor nosso! Amém!

1o degrau da lectio divina: leitura (lectio) para compreensão do que o texto diz; 2o degrau da lectio divina: meditação (meditatio) a respeito do que o texto orienta a fazer; 3o degrau da lectio divina: oração (oratio) de compromisso com que o texto faz dizer a Deus.



[Fonte: <Segunda-feira da Semana XIV do Tempo Comum | A liturgia>]
Segunda-feira da Semana XIV do Tempo Comum
Leitura I Os 2, 16.17b-18.21-22
Eis o que diz o Senhor:
«Hei de atrair ao meu amor a casa de Israel,
hei de conduzi-la ao deserto
e falar-lhe ao coração.
Ali corresponderá como nos dias da sua juventude,
quando saiu da terra do Egito.
Nesse dia, diz o Senhor,
chamar-Me-ás ‘meu marido’ e não ‘meu baal’.
Farei de ti minha esposa para sempre,
desposar-te-ei segundo a justiça e o direito,
com amor e misericórdia.
Desposar-te-ei com fidelidade
e tu conhecerás o Senhor».
compreender a palavra
O profeta Oseias canta o amor de Deus pelo seu povo. A experiência do Profeta ajuda-o a entender Deus no seu amor pelo seu povo sempre infiel. Também Oseias viveu a experiência de ser rejeitado no amor, a infidelidade na sua própria casa, a busca daquela que preenchia o seu coração. Deus recorda o tempo em que, fiel, caminhava pelo deserto com o seu povo para o libertar do Egito. Agora, em tempos de prosperidade, o povo esqueceu-se do Senhor e voltou-se para ‘baal’. Então o Senhor, que não se cansa de procurar aquele povo a quem ama diz: “Hei de atrair ao meu amor a casa de Israel, hei de conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração. Ali corresponderá como nos dias da sua juventude”. A esperança de que, no deserto, sem qualquer distração, o povo volte a centrar o seu olhar no Senhor até dizer: “meu marido”.
meditar a palavra
Na busca da felicidade, muitas vezes julgamos encontrá-la longe da relação com o Senhor. O amor por ele parece tornar-se obsoleto, decadente, gasto, sem graça e sem novidade. Viver com o Senhor torna-se enfadonho porque nos deixamos seduzir por amores passageiros, mais ligeiros, mais atraentes, mas com menos consistência, menos libertadores e nada verdadeiros. Só na falência da nossa vida como experiência de desgosto por ver que apostámos tudo num amor fingido e passageiro que nos abandonou é que recordamos os dias em que vivíamos o verdadeiro amor. As dificuldades, os desgostos, a dor, o sofrimento são muitas vezes o deserto de que necessitamos para compreender a beleza sempre nova do amor fiel e verdadeiro de Deus por nós.
rezar a palavra
No meio da vida tão cheia de trabalhos e de distrações, não permitas que o amor se esgote num nada de ilusão passageira. Faz-me compreender que o verdadeiro amor morre por mim na cruz e do mistério do amor dado gratuitamente no sangue derramado possa eu renovar-me sempre numa experiência nova de vida feliz. Que o tédio da vida não me impeça de viver a novidade sempre presente do teu amor.
compromisso
Procuro dar gestos de amor a Deus e aos irmãos.
Evangelho Mt 9, 18-26
Naquele tempo,
estava Jesus a falar aos seus discípulos,
quando um chefe se aproximou
e se prostrou diante d’Ele, dizendo:
«A minha filha acaba de falecer.
Mas vem impor a mão sobre ela e viverá».
Jesus levantou-Se e acompanhou-o com os discípulos.
Entretanto, uma mulher
que sofria um fluxo de sangue havia doze anos,
aproximou-se por detrás d’Ele e tocou-Lhe na fímbria do manto,
pensando consigo:
«Se eu ao menos Lhe tocar no manto,
ficarei curada».
Mas Jesus voltou-Se e, ao vê-la, disse-lhe:
«Tem confiança, minha filha. A tua fé te salvou».
E a partir daquele momento a mulher ficou curada.
Ao chegar a casa do chefe
e ao ver os tocadores de flauta e a multidão em grande alvoroço,
Jesus disse-lhes:
«Retirai-vos, porque a menina não morreu; está a dormir».
Riram-se d’Ele.
Mas quando mandou sair a multidão,
Jesus entrou, tomou a menina pela mão
e ela levantou-se.
E a notícia divulgou-se por toda aquela terra.
compreender a palavra
No centro do texto que meditamos hoje está a afirmação da mulher “ficarei curada”. O texto mostra-nos duas cenas que se interligam uma na outra. Um homem suplica a Jesus pela filha que está morta, mas ele acredita que Jesus com a sua mão a pode fazer viver de novo “ela viverá”. Jesus vai a casa deste homem. A mulher faz um pedido no silêncio do seu coração. O pedido é o de tocar Jesus com a sua mão: “Se eu ao menos lhe puder tocar no manto”. A mulher acredita que ficará curada: “ficarei curada”. O seu pedido também é atendido e ao tocar em Jesus obriga-o a parar. Interrompe a caminhada de Jesus para receber a confirmação: “A tua fé te salvou”. Depois, perante a incredulidade da multidão, Jesus confirma o primeiro pedido, tocando na menina com a sua mão e levantando-a do “sono”.
meditar a palavra
Tocar o outro é muito importante. Como é também importante deixar-se tocar. Às vezes parecemos intocáveis e muitas vezes não sabemos tocar. O toque de que nos fala o texto é um toque que enriquece aquele que toca e o que é tocado: “vem impor a mão”, “se eu lhe tocar”, “tocou-lhe”, “tomou-a pela mão”. Estas afirmações mostram o poder do tocar o outro e ser tocado pelo outro com a mão. Tantas vezes toco e sou tocado para destruir, para magoar, para ferir e degradar. Preciso aprender com Jesus a tocar o outro para lhe dar vida e a deixar-me tocar comunicando força e alegria.
rezar a palavra
Vem impor-me as mãos para que viva, Senhor. Com as tuas mãos toca-me para que me levante do sono da minha indiferença. Ensina-me a tocar com as minhas mãos para que haja vida à minha volta. Ensina-me a deixar-me tocar pelos que sentem que a vida se lhes vai sem sentido, sem razão, sem esperança. Mostra-me o poder das minhas mãos e ensina-me a usá-lo para a salvação de todos.
compromisso
Identifico aqueles que à minha volta precisam que lhes toque no coração com as minhas mãos para que tenham a vida.
[Referência: LEITURA ORANTE DA PALAVRA – LECTIO DIVINA FERIAL: <Leitura Orante da Palavra – Lectio Divina Ferial (liturgia.pt)>]

4o degrau da lectio divina: contemplação (contemplatio) – firme propósito de ver a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo; de tornar-se um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Oração firmadora do propósito de dedicar-se ao discipulado missionário de Jesus Cristo
Clamo-vos, ó Deus Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, e rogo a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos e anjos de Deus, para que me ilumineis, inspireis, orienteis e sustenteis de modo que eu veja a vida com os olhos da fé, com o olhar iluminado pelo Espírito Santo, tornando-me passo a passo, dia-a-dia, de acordo com a vossa santa vontade, um discípulo missionário de Jesus Cristo, ciente de que a Leitura Orante da Palavra de Deus se constitui base, estímulo e impulso para fazê-lo da melhor forma possível.
Que eu me empenhe para participar diariamente da Santa Missa (ou, caso não for possível, alternativamente, a assista por meio eletrônico), aproveitando para, antes ou depois depois da Santa Missa, devotar uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento (ou o tempo que for possível). Que eu recite o Santo Rosário e outras orações e devoções pelas quais me sinto particularmente tocado, em especial invocando a iluminação do Espírito Santo, bem como a proteção e orientação dos anjos.
Que eu leia ao menos as sínteses das vidas dos santos de cada dia, ricas em exemplos de prática cristã. Que eu me debruce sobre as leituras escolhidas pela Santa Madre Igreja para serem meditadas nos diversos momentos orantes que compõem a Liturgia das Horas, que consistem em preciosos estímulos para a santificação do dia – e da vida. Que na medida do possível eu recite as orações da Liturgia das Horas em seus respectivos horários e me coloque em silêncio por alguns momentos após elas, em atitude de adoração e profunda intimidade com o Senhor- ou pelo menos as ouça ao longo do dia.
Que eu me impregne profundamente da consciência do magnífico valor dos tesouros disponíveis no caminho cristão, tão rico em alimento espiritual, que podem – e devem – ser desbravados e conquistados pela alma que tem sede de Deus (Sl 41). Que eu passe a usufruí-los, gradual e progressivamente, de acordo com a realidade e as possibilidades, avançando na prática de orações mentais, meditando leituras recomendadas para tal. E que eu me dedique a ampliar o conhecimento da fé , bem como da doutrina cristã autêntica expressa nos documentos da Igreja e na grande diversidade de obras escritas pelos santos e pelos que se empenharam sinceramente para bem servir a Santa Madre Igreja.
Que eu siga o exemplo de profunda caridade de Jesus, de dar a vida pelos irmãos, fazendo do viver uma oblação, um doar-se pelo Reino: na convivência diária no âmbito da família e do trabalho; na vida comunitária – com especial zelo no seguimento das orientações da Santa Madre Igreja quanto a vida sacramental (Batismo, Confirmação, Penitência, Eucaristia, Ordem ou Matrimônio e Unção dos Enfermos), de acordo com meu estado de vida e as circunstâncias específicas do viver, buscando também contribuir da melhor forma possível para que muitos usufruam das graças sacramentais. E que eu me engaje frutuosamente em ações concretas para a promoção da vida plena e abundante que Jesus veio trazer a todos, praticando da forma mais elevada possível as virtudes teologais da fé, esperança e caridade, bem como as virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança. Amém!
SANTOS DO DIA – EXEMPLOS DE PRÁTICA CRISTÃ
[Fonte: <https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/#gsc.tab=0>]

Santa Maria Goretti
Maria Goretti, humilde camponesa, nasceu em 16 de outubro de 1890 na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criavam os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo.- A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. Uma de suas irmãs, mais tarde, tornou-se freira franciscana. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até fixar-se num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nessa localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli, ancião de sessenta anos de idade que tinha dois filhos, Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade. Assim, todos trabalhavam na lavoura enquanto a jovem Maria cuidava da casa e dos irmãos pequenos.
Desse modo, Maria nunca pôde estudar, mas ao lado da família sempre frequentou a igreja. Ela só estudou o catecismo para fazer a primeira comunhão, aos doze anos de idade, um ano após a morte de seu pai. Quando isto ocorreu, o senhor João, compadecido, manteve tudo como estava, contando apenas com a viúva para o trabalho na lavoura. Porém o problema era seu filho Alexandre, que passara a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo. Até que, no dia 5 de julho de 1902, ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu.
Naquele dia, Alexandre trabalhava ao lado de Assunta quando inventou um pretexto, deixou a lavoura. Foi para o lar dos Goretti portando uma barra de ferro com ponta afiada, sabia que Maria estaria sozinha e indefesa. Primeiro insinuou, depois exigiu, por fim ameaçou a jovem de morte se não satisfizesse seus desejos. Mesmo temendo o pior, Maria resistiu dizendo que aquilo era um pecado mortal. Alexandre, transtornado por não alcançar seu intento, passou a golpear violentamente o corpo da menina.
Ela ainda foi levada com vida a um hospital, após ser vitimada com quatorze perfurações. E teve tempo de perdoar seu agressor, pedindo a sua mãe e seus irmãos que fizessem o mesmo, por amor a Jesus. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 6 de julho de 1902. Quanto a Alexandre, foi preso, quase linchado e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão, foi solto por bom comportamento. Depois de ir a Corinaldo pedir perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer.
Muitos milagres passaram a acontecer por intercessão da pequena menina virgem. A fé na sua santidade cresceu e espalhou-se de tal forma no mundo cristão que, em 1950, ela foi canonizada. Na solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O papa Pio XII declarou santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs. Até hoje continuam as romarias ao Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Nettuno, onde se encontra a sepultura da santa, há dez quilômetros do povoado onde tudo aconteceu.


ESTÍMULOS À SANTIFICAÇÃO DO DIA – E DA VIDA
LEITURAS DAS ORAÇÕES DA LITURGIA DAS HORAS DE 06 JUNHO DE 2026
[Fonte: <https://www.ibreviary.com/m2/breviario.php>]
ORAÇÃO DA HORA TERÇA (NOVE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 31, 33
Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, diz o Senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
V. Criai em mim, ó Deus, um coração puro,
R. Não queirais repelir-me da vossa presença.
Oração
Deus, nosso Pai, que confiastes aos homens o dever do trabalho, para que, colaborando uns com os outros, conseguissem sucessos cada vez maiores, ajudai-nos a viver de tal modo no meio das nossas actividades, que nos sintamos sempre filhos vossos e irmãos de todos os homens. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA SEXTA (DOZE HORAS)
LEITURA BREVE
Jer 32, 40
Estabelecerei com eles uma aliança eterna e nunca mais deixarei de lhes fazer bem. E infundirei o meu temor no seu coração, para que não voltem a afastar-se de Mim.
V. Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
R. O meu refúgio está em Deus.
Oração
Senhor da vinha e da messe, que repartis as tarefas e dais o verdadeiro salário, ajudai-nos a levar o peso do dia e do calor, sem nunca nos queixarmos da vossa vontade. Por Nosso Senhor.
ORAÇÃO DA HORA NONA (QUINZE HORAS)
LEITURA BREVE
Ez 34, 31
Vós, ovelhas do meu rebanho, sois homens; e Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor.
V. O Senhor é meu pastor, nada me falta:
R. Leva-me a descansar em verdes prados.
Oração
Senhor, que nos reunistes na vossa presença à mesma hora em que os Apóstolos subiam ao templo para orar, ouvi as súplicas que Vos dirigimos em nome de Cristo e concedei a salvação a quantos O invocam. Por Nosso Senhor.
V. Bendigamos o Senhor.
R. Graças a Deus.
ORAÇÃO DE VÉSPERAS (FINAL DA TARDE)
LEITURA BREVE
1 Tes 2, 13
Damos graças a Deus sem cessar, porque, depois de terdes recebido a palavra de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece activa em vós os crentes.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Como incenso, na vossa presença.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Suba até Vós, Senhor, a minha oração.
https://www.youtube.com/watch?v=SH-byMulCCQ
ORAÇÃO DE COMPLETAS (ANTES DE DORMIR)
LEITURA BREVE
1 Tes 5, 9-10
Deus destinou-nos para alcançarmos a salvação por Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós, a fim de que, velando ou dormindo, vivamos unidos a Ele.
RESPONSÓRIO BREVE
V. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Senhor, Deus fiel, meu Salvador.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
confraria@catolicospraticantes.com.br
catolicospraticantes.com.br
Importante:
* A Liturgia Diária, a porção da Palavra de Deus escolhida para cada dia, consiste em refeição espiritual de escol brindada pela Santa Madre Igreja, preparatória para o alimento divino, a Sagrada Eucaristia. Auguramos que esse estudo orante possa contribuir para potencializar o sustento e o remédio que essas santas palavras são destinadas a proporcionar e que com cada vez maior assiduidade mais irmãos na fé priorizem sorver diariamente as delícias inefáveis da Santa Palavra e da Sagrada Eucaristia. Sugerimos, caso não for possível por alguma razão desfrutar a missa presencialmente, que se o faça ao menos virtualmente, pela televisão ou internet. Também recomendamos escrever na área de busca de sites veiculadores de vídeos na internet as palavras “Homilia diária” e aproveitar os momentos livres do pensamento (inclusive no decorrer da realização de atividades manuais que não requerem intensa concentração – como lavar louça, por exemplo) para ouvir as reflexões de clérigos qualificados para nos ajudar a compreender com cada vez mais profundidade os desígnios divinos. O católico que participar de todas as Missas diárias ou estudar a Liturgia Diária pelo período de três anos, terá estudado toda a Bíblia (exceto partes de algumas passagens que são apresentadas de forma sintetizada, das quais são suprimidos versículos considerados de importância secundária). Essa breve exegese da Liturgia Diária é recomendada para quem busca conhecer com profundidade a Palavra de Deus, para dela se tornar íntimo e colocá-la em prática.
** A Liturgia das Horas é composta por sete momentos orantes rezados pelo fiel ao longo do dia. O primeiro, na madrugada, se chama Ofício das Leituras, composto pela recitação de vários salmos; a primeira leitura (extraída da Bíblia); a segunda leitura (extraída da Sagrada Doutrina) e algumas orações próprias. O segundo, Laudes, se reza no início da manhã, incluindo a recitação de salmos; orações; leitura bíblica breve e inclui também preces. Os momentos orantes do “miolo do dia” (das 09 às 15 horas) chamados “da hora média”, são propostos para serem realizados com brevidade em três etapas: Hora Terça, em torno das 09:00 horas; Hora Sexta, em torno das 12:00 horas; e Hora Nona, em torno das 15:00. São compostos pela recitação de salmos; orações e uma leitura bíblica breve. O sexto momento orante se dá antes do pôr do sol, sendo denominado de Vésperas e inclui também algumas preces, além dos salmos, orações e leitura bíblica breve. O sétimo momento orante denomina-se Completas, sendo realizado antes de dormir, incluindo o exame de consciência, uma breve recitação dos salmos, leitura bíblica breve e orações próprias, sendo bastante conciso. Tais momentos orantes são destinados especialmente à santificação do dia. A Liturgia das Horas serve também como ponto de interseção entre todos os católicos, sendo prescrita em especial para ser recitada por todos os componentes do clero, religiosos, religiosas, diáconos… constituindo-se fundamental para a unidade da fé, prevenindo a queda em heresias (a “escolha” de partes das escrituras e da doutrina e o rechaço de outras). Recomendamos vivamente que todos quantos puderem se dediquem a essa maravilhosa prática e reputamos como mínimo necessário a meditação da segunda leitura do Ofício das Leituras (aqui trazida como leitura complementar, extraída do o site <http://www.ibreviary.com/>), com o que nos tornamos agraciados com os preciosíssimos tesouros da Sagrada Doutrina brindados pelos que cultivaram a fé desde o início da Igreja. Podemos acessar a Liturgia das Horas através de livro próprio, também chamado de Breviário, ou por meio de aplicativos ou sites na internet. O fiel pode ainda digitar na área de busca o nome do momento orante que deseja acompanhar e terá à disposição essa oração com os salmos cantados. Disponibilizamos diariamente nesse estudo orante da Palavra de Deus os textos das leituras de todos os momentos orantes da Liturgia Diária, reputando-os como estímulos para a santificação do dia.
*** Por que ler a vida do Santo do dia?
Você sabe porque é muito importante conhecer e meditar no exemplo de vida do Santo do dia?
É fácil perceber que os homens se influenciam mutuamente no relacionamento social. A criança imita os pais, os gestos de dois amigos tendem a se assemelhar, pois a imitação é conatural aos homens desde a infância, distinguindo-os como a criatura mais imitativa de todas.
Esse mimetismo inato vincado em nossa humanidade se verifica também no âmbito sobrenatural. Conforme frisou Bento XVI, “os Santos constituem o comentário mais importante ao Evangelho, uma atualização sua na vida cotidiana e, por conseguinte, representam para nós um verdadeiro caminho de acesso a Jesus”.(1) Podemos, sem dúvida, considerá-los como imagem de Deus transposta para o dia a dia.
O conceito de imitação de Cristo – diretamente ou através do Santo do Dia – está presente nos Livros Sagrados, sobretudo nas cartas de São Paulo, como a destinada aos filipenses: “Sede meus imitadores, irmãos, e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (3, 17).
São Francisco de Assis estava bem cônscio de seu papel simbólico quando dizia: “Devo ser modelo e exemplo para todos os frades”. (2)
Para o homem contemporâneo essas analogias entre Cristo e os Santos poderiam parecer despropositadas ou mesmo maldosamente tachadas de “culto à personalidade”.
Por isso, é fundamental ler a história do Santo do Dia para que conhecendo o exemplo deles e admirando-os, aprendamos como adequar nossas vidas à santidade que Deus quer de nós.
**** Leitura Orante da Palavra (Lectio divina)
Fonte: <https://www.ivcpoa.com.br/leitura-orante-da-palavra>
a) Como surgiu?
No século XII, o monge Guigo II estava trabalhando no mosteiro com uma escada na mão. Enquanto isso, pedia a Deus que lhe sugerisse um instrumento que o ajudasse a subir até ele. Sobre isso, ele escreveu: “Ocupado em um trabalho manual, comecei a pensar na atividade espiritual do ser humano e se apresentaram improvisadamente à minha reflexão quatro degraus espirituais, ou seja: 1) a leitura; 2) a meditação; 3) a oração; e 4) a contemplação”. Esta é a escada que se eleva da terra ao céu. Alguns chamam esse método de rezar de Lectio divina, isto é, leitura divina.
b) Os passos da Leitura Orante: 1) leitura; 2) meditação; 3) oração; e 4) contemplação.
1) Leitura: no primeiro momento, procure acolher a Bíblia não como um livro qualquer, mas como um tesouro que é a Palavra que Deus quer nos falar. Esforce-se para captar o sentido do texto do modo mais pleno possível. Para isso, podem ajudar algumas perguntas: • Quem? O que diz e o que faz cada personagem? • Onde? Como se situa este texto na Bíblia e em que contexto? • Que relação tem com outros textos? • Em síntese, o que diz o texto?
2) Meditação: A meditação vai responder à pergunta: “O que é que Deus, através deste texto, tem a nos dizer hoje?”. É muito importante perceber o que o texto diz para mim, não somente para os outros. Algumas vezes, as pessoas procuram no texto bíblico lições para ensinar aos outros. Aqui é diferente: o texto fala diretamente com o leitor, seja pessoalmente, seja comunitariamente. Entra-se em diálogo, facilitado por algumas perguntas, como: O que há de semelhante e de diferente entre a situação do texto e a nossa de hoje? O que a mensagem deste texto diz para a nossa situação? Que mudanças de comportamento nos sugere? Pode-se perceber o quanto as ideias de Deus são diferentes das nossas e a necessidade de deixar que a Palavra de Deus transforme as nossas convicções. Muitas vezes, é preciso mudar de mentalidade para aderir à vontade de Deus.
3) Oração: É o momento de expressar o que o texto nos faz dizer a Deus. A oração é a nossa resposta à Palavra de Deus lida e meditada. A oração provocada pela meditação inicia-se com uma atitude de admiração, silêncio e adoração ao Senhor. A oração suscitada pela meditação também pode ser recitação de preces e salmos. Dependendo do que se ouviu da parte de Deus, a resposta pode ser de louvor ou de ação de graças, de súplica ou de perdão. É importante que essa oração espontânea não seja só individual, mas tenha sua expressão comunitária em forma de partilha.
4) Contemplação: enxergar, saborear, agir. A contemplação ajuda a enxergar o mundo de maneira nova. Tira o véu e ajuda a descobrir o projeto de Deus na história que hoje vivemos. Leva-nos a perceber Cristo como centro de tudo. Pela Leitura Orante, vamos crescendo na compreensão do sentido e da força da Palavra de Deus, vamos sendo transformados e nos tornando capazes de transformar a realidade. Contemplar supõe viver de modo diferente. O centro da pessoa está em Cristo. A pessoa é transformada pela Palavra de Deus, por isso contempla a presença de Deus em sua vida e adquire um novo olhar sobre a realidade.
Leitura Orante na Prática
O monge que criou o método sugere a ideia de uma escada que nos ajude a subir até Deus. Vamos analisar os quatro degraus que devemos subir.

1º Degrau – Leitura (Lectio): O que o texto diz?
1. Leia lentamente o texto, ao menos duas vezes.
2. Ainda não é hora de tentar tirar uma mensagem para sua vida. Apenas tente compreender o que o texto poderia significar na época em que foi escrito.
3. Tente reconstruir o texto: Quem são as pessoas que aparecem no texto e qual é a situação de cada uma? De acordo com o texto, qual é o papel de cada uma e quais seriam seus sentimentos? Aparece algum conflito no texto? Como é resolvido? Qual é o rosto de Deus no texto?

2º Degrau – Meditação (Meditatio): O que o texto me diz?
1. Destaque os versículos que foram mais fortes para você (sem tentar interpretá-los).
2. Atualize o texto comparando a situação da época com a situação atual e procure perceber o que tudo isso tem a ver com a sua/nossa vida de cristão.

3º Degrau – Oração (Oratio): O que o texto me faz dizer a Deus?
1. Tudo o que foi lido e meditado é transformado em uma conversa orante com Deus.
2. A oração é o instante no qual se é convidado a falar com Deus através do louvor, do agradecimento, do pedido, da súplica, do oferecimento, do perdão dirigido a ele: “Senhor, eu te peço… Eu te louvo e agradeço meu Deus…”. Dialogar diretamente com Deus: tenha “um trato de amizade com aquele que nos ama” (Santa Teresa). É necessário silêncio…

4º Degrau – Contemplação (Contemplatio)
Contemplar é ver a vida com os olhos da fé. É sentir, quase intuitivamente, a presença da Santíssima Trindade ao nosso lado. Esse passo está ligado ao anterior; às vezes, não percebemos quando termina um e começa o outro. Volte-se para a sua realidade (ao seu dia a dia) e veja sua vida com o olhar iluminado pelo Espírito Santo. Não se trata de pensar “o que fazer”, mas de como irá seguir Jesus a partir desse texto? É a primazia do ser sobre o fazer. Este último será o resultado de um novo ser humano: discípulo missionário de Jesus Cristo.
Atenção! Este método é fascinante, mas exigente. Não supõe saber ou ter grandes estudos, mas requer dedicação e escuta atenta à Palavra de Deus. Se alguém ler o texto bíblico sem seguir o método orante, dificilmente entenderá os quatro degraus. Há alguns que dizem que é muito difícil seguir este processo, certamente porque querem resultados imediatos e não dão tempo para escutar o Senhor. Para seguir este método, é preciso muita humildade e deixar o Senhor falar. É preciso se livrar de conceitos prontos sobre o texto lido. Evite-se, igualmente, logo tirar uma mensagem para pôr em prática. Essa aplicabilidade da Palavra depende de uma escuta mais atenta, pois nem sempre o Senhor pede que se faça algo, mas solicita uma mudança em nosso ser – a nossa conversão.
