novembro 2023

19 de novembro de 2023

LITURGIA DE 19 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO – XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Mt 25,14-30), em que Jesus apresenta a parábola dos talentos, compele-nos em especial, em um primeiro plano, a impregnar-nos da consciência de que fomos agraciados com muito dons e cumpre-nos desenvolvê-los, frutificá-los, e não nos conformarmos preguiçosamente a um viver estéril. Num segundo plano, Jesus nos ensina que devemos atuar com responsabilidade em relação aos recursos que estão sob nossa administração, não desperdiçando-os e nem permitindo que permaneçam ociosos; ao contrário, cumpre aplicá-los da melhor forma possível para que produzam, frutifiquem e possam servir às finalidades que lhes são inerentes. Essa perícope contribui ainda para a maior clareza interpretativa de ensinamento de Mateus 13,12: Ao que tem, se lhe dará e terá em abundância, mas ao que não tem será tirado até mesmo o que tem. Aparentemente essa passagem soa de difícil entendimento, porém com a parábola dos talentos se esclarece: em tudo na vida - e especialmente no âmbito espiritual - a diligência, o esmero, a dedicação humilde e comprometida tendem a atrair bênçãos sobre bênçãos; ao passo que a negligência, o descuido, o abandono ao acaso... tendem a atrair sobre o ser a miséria, em todos os sentidos… Tal realidade precisa ser bem compreendida, à luz da caridade, não se constituindo em razão para se abandonar as ações caridosas e muito menos julgar o próximo em situação de dificuldade. Cumpre-nos, isso sim, tomar esse ensinamento como estímulo para atuarmos com magnanimidade, que é a virtude da generosidade elevada à máxima potência, nos empenhando denodadamente para enriquecermos em tudo o que estiver ao nosso alcance - e de modo especialíssimo no âmbito espiritual - de modo a podermos contribuir da forma mais elevado possível com o Reino de Deus.
17 de novembro de 2023

LITURGIA DE 18 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – COMEMORAÇÃO DAS BASÍLICAS DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, APÓSTOLOS (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Lc 18,1-8) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que Jesus ensinou ser necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo, exemplificando com a perseverança da viúva que insistiu frequentemente com o juiz iníquo para que lhe fizesse justiça, até que este, farto da importunação, atendeu ao que ela pedia. Em seguida Jesus afirmou: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Na sequência, concluiu: Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra? Tal arremate deste discurso de Jesus insta-nos a relacionar a persistência na oração com a fé, sendo a atitude de insistir na súplica indício de que se tem fé expectante, ou seja, de quem pede e permanece na expectativa confiante de receber o que pediu. Que tudo o que pedirmos o seja em conformidade com a santa vontade de Deus e certamente receberemos; não cessemos de clamar a intervenção divina, até receber a graça!
17 de novembro de 2023

LITURGIA DE 17 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA FEIRA – SANTA ISABEL DA HUNGRIA – ESPOSA E RELIGIOSA (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Lc 17,26-37) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que, muito embora a insensatez humana faça com com os seres se mantenham impassíveis face aos sinais divinos, as consequências das atitudes não deixam de se manifestar; a cada tipo de plantação, inexoravelmente se sucede a respectiva colheita. Jesus nos recorda o ocorrido nos tempos de Noé e Lot: as pessoas que andavam no erro, no pecado, no desprezo aos desígnios divinos viviam normalmente, festivamente, porém o saldo espiritual negativo que coletivamente acumularam atraiu sobre elas a destruição, pois se tornaram, por suas condutas insensatas, indignas de permanecer sobre a terra, de continuar sendo sustentados pelas graças divinas. As palavras de Jesus são incisivas e nos concitam a manter-nos vigilantes e orantes, pois seja no juízo final, em que seremos passados pelo processo de "triagem" - em que cada um será destinado aos lugar que talhou com as ações realizadas no decorrer da vida; seja no juízo particular, ao qual seremos submetidos se nossa vida expirar antes da parusia, da segunda vinda de Jesus à terra - está em nossas mãos talhar o destino ao qual seremos conduzidos. Por isso Jesus, de forma amorosa, compassiva, profundamente misericordiosa, nos alerta de que se em nossa jornada terrena vivermos na lógica do mundo, nos abandonando aos prazeres mundanos, à "curtição" como se diz popularmente - tal conduta se constituirá em razão de perdição. Quem assim procede o faz iludido de que está "arrasando", sendo esperto, um "ganhador"... porém, mais cedo ou mais tarde, aqui mesmo, constatará o quão insensato foi tal proceder, pois tudo isso se revela vaidade e ilusão e se esvai como um castelo de cartas… Já os que, aos olhos do mundo, "perdem a vida", dedicando o precioso tempo que nos foi concedido por Deus ao cultivo espiritual, às realidades divinas, estes sim, usufruem, já aqui, da vida em abundância, construindo um viver solidamente assentado nos elevados valores revelados nas orientações divinas expressas nas Sagradas Escrituras. Esse viver é caracterizado por um estado de elevado bem-estar interior gerado pela paz profunda que emana da conexão com o divino, da sintonia com a Palavra de Deus, da intimidade com Jesus sacramentado... Jesus alerta ainda que em uma mesma casa, a depender a realidade interior de cada um, poderão haver destinos diferentes, em que uns serão levados e outros deixados. Mantenhamo-nos, pois, vigilantes e orantes, pois ninguém sabe nem o dia, nem a hora; isso cabe tão somente o Pai celestial (Mt 24,36).
16 de novembro de 2023

LITURGIA DE 16 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA FEIRA DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

[...] O Santo Evangelho (Lc 17,11-19) compele-nos em especial a impregnar-nos da consciência de que o Reino de Deus não se estabelece de forma ostensiva, ruidosa, espalhafatosa, glamourosa… Ao contrário, ele se estabelece discretamente, silenciosamente, sutilmente, humildemente… Há um adágio popular que afirma: "águas paradas são profundas"… Jesus, ao responder a pergunta dos fariseus sobre quando viria o Reino de Deus, além de esclarecer que não se apresentaria de modo ostensivo, afirmou: "o Reino de Deus já está no meio de vós." Jesus é o Rei do Universo, a humanidade foi contemplada com o excelso privilégio de tê-lo entre nós e a maior graça que podemos usufruir é nos tornarmos conscientemente seus súditos, servindo-o amorosamente, seguindo fielmente suas determinações que nos conduzem no bom caminho que leva à vida eterna. Essa é a essência do Reino de Deus: nos colocarmos a serviço, submeter-nos ao senhorio de Jesus, deixar-nos conduzir obedientemente por suas palavras, por suas divinas orientações, ele que é o Verbo Divino do Pai, a sabedoria de Deus encarnada! À medida que nos tornamos servos do Rei Jesus, deixamos de ser escravos de Satanás e de suas seduções pecaminosas. Cumpre-nos renunciar a Satanás, renunciar ao pecado e aderir a Jesus com determinada determinação, como ensinou Santa Tereza D´Ávila, tornando-nos cada vez mais íntimos dele, no silêncio de nossos corações. Com isso nos impregnamos das mais refinadas graças, deixando o viver semi-animalesco de outrora - e cumpre esmerar-nos com os mais denodados empenhos para sermos seus discípulos missionários, atuando como pontes para que muitos outros sejam contemplados com tais excelsas graças!
14 de novembro de 2023

LITURGIA DE 14 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Sb 2,23-3,9 ), de impregnar-nos da consciência de que Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à sua imagem. Porém, por inveja do demônio, a morte entrou no mundo e os que sucumbem às suas insídias passam a pertencer-lhe, e desse modo se autocondenam à perdição. Já as almas dos que se empenham para permanecer fiéis, firmes nos caminhos da justiça divina, se mantêm protegidas e enfrentam as turbulências da vida sem se abalar, em estado de paz profunda. Tudo o que lhes ocorre suportam com serenidade divina, cientes de que tudo contribuiu para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8,28), suportando as provações com inabalável esperança na imortalidade. Os que põem a confiança no Senhor compreendem a verdade, se mantêm fiéis e com ele habitarão por toda a eternidade! [...]
13 de novembro de 2023

LITURGIA DE 13 DE NOVEMBRO DE 2023 –SEGUNDA-FEIRA – XXXII SEMANA COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Sb 1,1-7), de amar a justiça, com a consciência de que em alguma medida, dentro da área de abrangência que nos foi concedida, temos o dever de governar enquanto estamos sobre a terra. Em um primeiro plano, este governo precisa ser exercido em nosso próprio mundo interior, cumprindo-nos primar pela higiene mental, estabelecendo critérios em relação aos pensamentos que habitam em nossas próprias mentes - inclusive estabelecendo filtros para o que nelas ingressa - cientes de que a qualidade do que habita em nós repercutirá na qualidade de nossas ações. Cabe-nos, pois, governar nosso mundo interior de modo a favorecer a presença do Espírito Santo, que é a sabedoria divina, para que habite em nós e conduza nossas ações, cumprindo-nos para tal seguir os conselhos do Escritor Sagrado apresentados nessa perícope: tende para com o Senhor sentimentos perfeitos, e procurai-o na simplicidade do coração, 2.porque ele é encontrado pelos que o não tentam, e se revela aos que não lhe recusam sua confiança; 3.com efeito, os pensamentos tortuosos afastam de Deus, e o seu poder, posto à prova, triunfa dos insensatos. 4.A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado; 5.o Espírito Santo educador (das almas) fugirá da perfídia, afastar-se-á dos pensamentos insensatos, e a iniquidade que sobrevém o repelirá. 6.Sim, a Sabedoria é um espírito que ama os homens, mas não deixará sem castigo o blasfemador pelo crime de seus lábios, porque Deus lhe sonda os rins, penetra até o fundo de seu coração, e ouve as suas palavras. 7.Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo, e ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz. [...]
12 de novembro de 2023

LITURGIA DE 12 DE NOVEMBRO DE 2023 – DOMINGO DA XXXII SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (1º Sb 6,12-16), de impregnar-nos da consciência de que a Sabedoria é resplandescente e sua beleza inalterável: os que a amam, descobrem-na facilmente. 13.Os que a procuram encontram-na. Ela antecipa-se aos que a desejam. 14.Quem, para possuí-la, levanta-se de madrugada, não terá trabalho, porque a encontrará sentada à sua porta. 15.Fazê-la objeto de seus pensamentos é a prudência perfeita, e quem por ela vigia, em breve não terá mais cuidado. 16.Ela mesma vai à procura dos que são dignos dela; ela lhes aparece nos caminhos cheia de benevolência, e vai ao encontro deles em todos os seus pensamentos.[...]
11 de novembro de 2023

LITURGIA DE 11 DE NOVEMBRO DE 2023 – SÁBADO – SÃO MARTINHO DE TOURS – BISPO (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a As As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 16,3-9.16.22-27), de seguir o exemplo de Prisca e Áquila, cooperando na causa de Cristo Jesus, ainda que com o risco da própria vida, disponibilizando, se necessário for, as nossas próprias casa para os cristãos se reunirem. Demos glória a Deus que é poderoso para nos confirmar, segundo o Evangelho, na pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério, guardado durante séculos, mas manifestado por ordem do eterno Deus por meio das Escritura proféticas, para que seja dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência na fé ao Deus único e sumamente sábio, por Jesus Cristo, dando-lhe glória por toda a eternidade. Amém! [...]
10 de novembro de 2023

LITURGIA DE 10 DE NOVEMBRO DE 2023 – SEXTA-FEIRA – SÃO LEÃO MAGNO – PAPA E DOUTOR (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 15,14-21), de impregnar-nos da consciência de que cumpre-nos estar cheios de bondade e buscar nos preencher de um perfeito conhecimento que nos torne capazes de nos admoestarmos uns aos outros, ou seja, de nos advertirmos, nos aconselharmos, nos corrigirmos reciprocamente quando qualquer de nós vislumbrar algo que não esteja em consonância com a Palavra de Deus, com a sã doutrina da Igreja… Concitam-nos também a emular São Paulo Apóstolo na missão de ministros de Jesus Cristo na pregação do Evangelho, no serviço de Deus. Cumpre-nos, pois, nos empenharmos para levar o Evangelho a todos quantos nos for possível - pedindo iluminação ao Espírito Santo para que nos oriente - por ações e palavras, e também invocando milagres e prodígios pela virtude do Espírito. Que nos disponhamos também a anunciar o Evangelho onde ainda não tenha sido anunciado, para maior honra e glória de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! [...]
9 de novembro de 2023

LITURGIA DE 09 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUINTA-FEIRA – BASÍLICA DE LATRÃO – CATEDRAL DE ROMA (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Ez 47,1-2.8-9.12), de impregnar-nos da consciência de que as águas espirituais que jorram do templo e se lançam para fora dele tornam mais saudáveis os locais por onde correm, vivificando e fazendo proliferar saudavelmente o que é da natureza que prolifere. Nas margens dos locais por onde passam suscitam o crescimento de organismos saudáveis que não cessam de produzir alimento e remédio. Tais palavras evocam a recordação do lado aberto de Cristo na cruz pelo golpe da lança, de onde saiu sangue e água, os quais são simbolizados na imagem do Cristo Misericordioso como raios de luz de cores branca e vermelha. O que jorra dos templos, em nossas Igrejas, onde Jesus se manifesta na celebração da Palavra de Deus e da Eucaristia, são correntes desse amor misericordioso de Jesus que, certamente, tornam mais saudáveis os locais por onde passam - sendo os condutores de tais correntes de amor as pessoas que as recebem nos templos. Os efeitos desse correr incessante do amor crístico incluem a formação (ou a vivificação pelo amor misericordioso de Jesus), "nas margens", ou seja, ao redor daqueles que atuam como condutores dos efeitos da Palavra e da Eucaristia (tendo por elas transformadas suas vidas), de instituições saudáveis, que produzem frutos de toda ordem, os quais suprem necessidades e aliviam sofrimentos. Quem se deixa impregnar pelas correntes do amor misericordioso de Jesus se torna sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), iluminando, sanando e impregnando de sabor divino - do amor de Jesus - tudo com que toma contato. [...]
8 de novembro de 2023

LITURGIA DE 08 DE NOVEMBRO DE 2023 – QUARTA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 13, 8-10), de manter a conduta irrepreensível, vivendo com rigorosa probidade, de modo a não ficar devendo nada a ninguém; porém cientes de que somos todos, sim, devedores de algo uns para com os outros: o amor. Essa dívida tem origem no imenso amor que recebemos de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos concedeu a dádiva da vida e tudo o que temos de mais valioso - sendo tudo o mais secundário, acessório e somente o conseguimos a partir do que recebemos de Deus. Cumpre-nos, pois, impregnar-nos da consciência de que é infinito o amor com que fomos e somos amados. Por isso devemos amar intensamente os nossos semelhantes, como tributo de gratidão - e buscar compenetrar-nos profundamente do que significa praticar o amor. A princípio, amar implica, conforme o Antigo Testamento, em não cometer adultério, não matar, não furtar, não cobiçar o que é do próximo... ou seja, nada fazer que possa vir a prejudicar o próximo. Porém o amor ensinado por Jesus vai muito além: ele resumiu toda a antiga lei na sentença "Amarás o teu próximo como a ti mesmo"; a partir dessa afirmação, o Apóstolo assevera que a caridade não pratica o mal contra o próximo e é, portanto, o pleno cumprimento da lei. Mas Jesus também ensinou: Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros (João 13,34). Jesus institui, com esse novo mandamento, o amor pleno, que supera o "não prejudicar". Esse amor em plenitude implica no sacrifício de si, no dar a vida pelo próximo, com a intensa dedicação ao Reino de Deus - se necessário for, até o martírio, como fez o próprio Jesus e os que santificaram suas vidas seguindo seu exemplo até as últimas consequências. [...]
7 de novembro de 2023

LITURGIA DE 07 DE NOVEMBRO DE 2023 – TERÇA FEIRA – XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM (ANO A)

As santas palavras da liturgia deste dia compelem-nos em especial a assumir o compromisso - e pedimos auxílio divino para fazê-lo da melhor forma possível - na 1ª Leitura (Rm 12,5-16a), de impregnar-nos da consciência de que, conforme ensinou o Apóstolo: embora sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. Aquele que é dado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. Ainda conforme as orientações do Apóstolo, que nossa caridade não seja fingida. Que aborreçamos o mal e apeguemo-nos solidamente ao bem, que amemo-nos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantemo-nos em honrar uns aos outros. Não relaxemos em nosso zelo. Sejamos fervorosos de espírito. Sirvamos ao Senhor. Sejamos alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Que socorramos às necessidades dos fiéis. Que nos esmeremos na prática da hospitalidade, bem acolhendo os que se achegam a nós. Que abençoemos os que nos perseguem e não praguejemos contra eles. Alegremo-nos com os que se alegram, choremos com o que choram e vivamos em boa harmonia uns com os outros. As santas palavras do Salmo Responsorial compelem-nos a fazer coro com o louvor orante do salmista adaptando-o à realidade atual (Sl 130): Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. 2.Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. Coloquemos, pois, nossa esperança no Senhor, agora e para sempre. O Santo Evangelho (Lc 14,15-24) compele-nos a impregnar-nos da consciência de que é feliz aquele que se senta à mesa no Reino de Deus, porém as pessoas convidadas, chamadas preferencialmente para usufruir da refeição divina tendem a estar ocupadas - com suas propriedades; com seus trabalhos; com seus relacionamentos… Cometem, com isso, a insensatez, a insanidade de desprezar o que há de mais valioso, precioso, maravilhoso… Então a generosidade do Senhor do Reino o leva a convidar a todos - em especial os considerados pelo mundo como "os menos qualificados" - para usufruir as delícias da mesa do Reino. Tal realidade é maravilhosa: os aparentemente "menos dotados", aqueles que, aos olhos humanos, parecem ser "os menos favorecidos pela sorte" são os grandes felizardos - são os que desfrutam o que a vida tem de melhor: a intimidade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, vivendo em uma sintonia cada vez mais fina com a presença divina. Tal realidade foi também expressa por Jesus quando disse: Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos (Mateus 11,25). E ainda: Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus (Mateus 5,3)! Quem tem o coração humilde, não soberbo, definido nas Sagradas Escrituras como coração pobre (em algumas traduções como pobres de espírito), independentemente da classe ou condição social - podendo até ser muito rico aos olhos do mundo - jamais se deixa levar pelas ilusões do mundo, pois sabe que do Senhor é a terra e tudo o que ela encerra e que aqui estamos para servi-lo - e ao próximo!